História Imatura E Escandalosa - Capítulo 26


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah Jane, Fifth Harmony, Normani Kordei, Norminah
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Palavras 1.527
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 26 - Capítulo 25


Dinah acordou no sofá de Penélope com uma dor de cabeça daquelas. Jamais teve uma ressaca assim. Jamais bebeu como no dia anterior. Jamais foi violenta com alguém como foi com Normani. Meu Deus! Por um triz não a matou! Onde estava com a cabeça? Que tipo de demônio vivia dentro dela para fazer isso? Pensava em Normani, e tremia. Ela e Penélope brigaram feio por causa disso. Os amigos de Pepe contiveram-na como se fosse uma besta selvagem. Falavam sobre ela na terceira pessoa como se ela não estivesse ali. Negaram-lhe a garrafa de uísque como se tivesse problemas com a bebida. Logo ela! Que costumava não beber como os amigos faziam. Nunca deu um vexame como esse antes; jamais vomitou e colocou até a última gota de comida, bebida e bílis para fora do jeito que fez. Normani era culpada disso! O que Penélope e os amigos dela pensavam ao seu respeito, agora? Viu-os cochichando em um canto enquanto passava mal. Que tipo de conselhos lhe davam? Diziam que era muita baixaria misturarem-se com alguém como ela? Uma selvagem, sem berço, grana e educação? Um cara que não conhece os limites da bebida e que não consegue se divertir sem dar vexame? Todos quiseram saber os motivos que a levaram a fazer aquilo. Afogar uma garota! A garota tem que ter um motivo muito forte ou ser muito desiquilibrada para tanto! Qual das duas opções lhe cabia? Como podia contar que Normani havia armado para ela, feito seu pai perder o trabalho, e o humilhado daquele jeito na casa dos pais dela, na sexta-feira? Normani combinara tudo com os velhotes de antemão. Entendia isso agora. Enviaram-lhe dinheiro apenas para testá-la; não podia ser coincidência. Agora queriam o dinheiro de volta.

Queriam tirar-lhe seu bem mais precioso e envolvê-lo nesse inferno de agonia.

Normani lembrou como foi difícil no dia anterior ir ao banco e assinar o maldito papel de saque, onde pedia a limpeza da conta. Era tanta grana que o banco precisava de 24 horas para entregar-lhe tudo.

Sentia-se esgotada e deprimida por isso. Rica em um dia, miserável no outro. Teria que entregar seu tesouro ao Dr. Hamilton, pisar naquela casa novamente e rebaixar-se àquela gente. Seu pai receberia o dinheiro que era dele, e o que faria?

Pagaria malditas contas atrasadas. Compraria no supermercado o rancho do mês: Arroz, feijão, leite, salsichas...! Um dinheiro tão lindo e verde para comprar arroz e salsichas; que disparate! Seu pai compraria um carro para trabalhar, e o que sobrasse colocaria na poupança. Dinah não voltaria a ver a cor desse dinheiro jamais. Teria que voltar para a obra e trabalhar como servente, sujando-se com cimento e cal, ficando com as mãos calejadas e o corpo doído de dor.

Malditos Hamilton! Se queriam tanto que seu pai recebesse dinheiro, por que não faziam um novo cheque e a deixavam em paz? Não. Claro que não! Antes precisavam encher o saco e importuná-la por um valor que certamente não significa nada à família, enquanto para ela denotava TUDO! Seus planos, seu presente, seu futuro.

Após passar pela dor de retirar o dinheiro que aprendeu a amar, Normani chegou ali petulante, lembrando-a do tesouro que em breve perderia para sempre. Foi demais para sua cabeça. Qualquer pessoa perderia as estribeiras. Normani nem se abalou por ela estar com outra garota. Simplesmente perguntou: “Vocês estão juntas?” como se não desse a mínima para ela, preocupada somente com o dinheiro que precisava devolver ao velhote. Vaca! Desde o começo soube que não deveria ter se envolvido com ela. Deveria ter seguido seus instintos. Mas não! Agora estava quebrada, humilhada, sem trabalho, cheio de planos ambiciosos na cabeça. Morta de raiva!

Dinah escutou a descarga vinda do banheiro de cima. Penélope estava acordada. Mais essa agora!

Teria que explicar-se e pedir-lhe perdão. Jurar que nunca mais faria algo assim. Inventar uma mentira bem boa. Mas sua cabeça dava tantas voltas quanto seu estômago. Maldita Normani! Maldita bebida!

Estava a ponto de vomitar novamente. Tão estragada que talvez só uma boa cagada resolveria seu mal estar. Levantou-se do sofá, ainda de sunga, fedendo a bílis por dentro e por fora, e foi ao banheiro.

Aliviou-se por cima e por baixo. Da boca só saiu um líquido bem clarinho, amarelo, em pouquíssima quantidade. Já não tinha nada ali para vomitar, apenas a indisposição que não saia via oral.

Quando saiu do banheiro, Penélope já a esperava na cozinha.

– Você está melhor, Dinah? – Perguntou, desgostosa com a imagem da garota que viu. Dinah estava com os olhos vermelhos e inchados. Os ombros arcados denunciavam a fraqueza daquele corpo que vestia apenas sunga. Acordar e vê-la nesse estado, lembrando-se de tudo que ela fez no dia anterior, era no mínimo patético e deprimente.

– Estou mais ou menos; meu estômago e minha cabeça ainda doem. – Disse, esperando que ela lhe oferecesse uma aspirina.

– Quando você estiver melhor, pegue suas roupas e saia daqui.

– Você está me zoando, né? – Assombrou-se tanto que a dor de cabeça até desapareceu. – Vai me dizer que você ou um dos seus amiguinhos nunca passaram da conta com a bebida?

– Ah sim! Passamos muitas vezes, mas em nenhuma delas tentamos matar alguém. – Disse em um tom de voz tranquilo, parecendo muito lúcida e decidida.

– Pepe! Por favor! Eu te amo! Você não vai me decepcionar como todo mundo, né? Já tive amarguras demais nos últimos tempos. Não quero que você entre para minha lista...

– Que lista? De inimigos? – Completou a frase antes dela. – Dinah; não quero entrar para lista nenhuma. Só quero apenas que você vá embora. Eu gosto muito de você, mas o que existia entre nós acabou.

Penélope saiu da cozinha e caminhou até a porta da sala quando escutou o ronco de um carro estacionar na frente da casa. Abriu a porta para seus amigos entrarem. Depois do que viu Dinah fazer, temia que ao terminar o namoro ela tivesse alguma reação violenta e inesperada. Por isso ligou para seus amigos, e só desceu do quarto (fechado à chave), quando soube que estavam a caminho.

– O que é isso? Vai ter festinha de novo? Você nem vai me convidar?

– Mesmo que tivesse uma “festinha”, acho que você não teria condições de participar dela. Dinah; acabou! – Os amigos já estavam ao lado dela quando disse isso.

– Você precisava de público para terminar comigo? Isso lá é forma de romper com alguém? Eu merecia isso? – Perguntou, humilhada demais para permanecer com a cabeça levantada. Sentia vergonha do que fez e do julgamento que faziam dela agora.

– Eu só chamei o pessoal porque depois do que você fez ontem, fiquei com medo. Desculpe se exagerei. Não queria que as coisas acabassem assim... Juro!

– Pepe, eu jamais encostaria um dedo em você. Nem mesmo em Normani eu seria capaz... Não sei onde estava com a cabeça ontem. Você tem que acreditar em mim!

– Eu acredito, Dinah. Acredito mesmo. Mas isso não mudará nada!

– Você não vai me dar uma segunda chance?

– Desculpa... mas não dá. Não quero. – Confessou, sem conseguir esquecer o episódio na piscina. O que Dinah fez foi forte demais; imperdoável. Se ela e seus amigos não estivessem lá, certamente a garota estaria morta agora. Todos seriam implicados no crime ocorrido em sua própria casa. Não; não queria esse tipo de encrenca na vida. Já tinha seus próprios problemas, embora nem de longe se assemelhassem a isso. Penélope não precisava esperar o que Normani lhe diria a respeito de Dinah para entender, desde já, que ela era perigosa, e para entender também que já não tinha qualquer interesse por ela.

Derrotada, Dinah se vestiu e fez uma bolsa com as coisas que tinha na casa dela. Pelo visto, Penélope não queria mesmo saber dela. Daria um tempo e esperaria um pouco mais para tentar uma reconciliação. Se de fato Penélope estava determinada em deixá-la, então procuraria Normani e reataria com ela, nem que para isso precisasse implorar-lhe o perdão de joelhos. Seus planos para um futuro próspero, cheio de fortuna e possibilidades, não seriam alterados apenas por causa de uma bebedeira. Devolver o dinheiro também não seria o fim do mundo, pois usaria esse momento para chegar à casa dos Hamilton de orelha baixa, fingindo humildade e arrependimento, jurando amor eterno à filha do casal. Normani a perdoaria. Era apenas uma questão de tempo para tirar dela não apenas dez mil dólares, mas dez milhões, e tudo mais que a família tivesse. A primeira coisa que faria seria engravidá-la. Com um filho na barriga, aquele casal de idiotas a obrigaria a casar-se com ela; e então, era só esperar eles morrerem (já que estavam velhos mesmo) para tornar-se uma das herdeiras da família.

Enquanto isso viveria naquele condomínio do caralho, não como jardineira, mas como patroa, dirigindo um carro do ano e comendo canapés de caviar na piscina. Pensando dessa forma, percebia que Penélope era um peixe pequeno. Ela jamais poderia oferecer o tipo de vida que Normani tinha em mãos. De repente percebeu que não deveria ter vacilado com sua galinha dos ovos de ouro, mas estava disposta a correr atrás do prejuízo e resgatar todos os sonhos que fizera, tornando cada um deles reais.

Para isso, precisava ter Normani novamente aos seus pés...  


Notas Finais


O último capítulo será postado hoje à noite ou amanhã de manhã!
😊 até


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