História Imaturo - Capítulo 38


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.158
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Obrigado pelo comentário e favorito de vocês, isso realmente está me apoiando muito ultimamente <3
Fiquem com mais um cap e boa leitura! <3

Capítulo 38 - Capítulo 38


Gabriel P.O.V

 

    - Você tem certeza que lembrou e aprendeu tudo, né? - Perguntou o Alex dirigindo em direção a faculdade.

    - Sim! Eu já disse. Não vejo a hora de tudo isso acabar. Quero férias! - Disse fechando o caderno e o colocando dentro da mochila.

    - Calma, falta dois dias… Falando em férias, eu e a Lari vínhamos pensando em uma viagem em grupo, ou seja, eu, você, a Lari, a Gabi, a Isa e a Karina. O que acha?

- Parece interessante, eu não tenho nenhuma outra ideia mesmo. - Disse aumentando a música para relaxar antes da prova.

[...]

Eu fui o último a entregar a prova para o professor. Não tinha sido uma prova tão difícil, acho que eu me saí bem! Eu me encontrei com o Alex e o resto do grupo na mesa onde nós geralmente sentávamos na cantina.

- E então? Como você se saiu? - Perguntou a Larissa me olhando.

- A - Ah, bem, eu acho… - Eu olhava para o Alex agora - Eu preciso ir na casa da minha tia. A gente se vê depois, ok?

- Ok, quer que eu te leve? - Eu balancei minha cabeça negativamente. Eu me inclinei dando um selinho nele. - Se cuida...

Eu saí do prédio da faculdade e andei até o ponto de ônibus que ficava logo ao lado. Hoje é o dia de arrumar todos os problemas com a minha família. Eu preciso contar toda a verdade sobre mim e contar como eu me sinto em relação a eles… Contar sobre meu passado também pode ajudá-los a me compreender…

Assim que eu entrei no ônibus, eu me sentei no fundão. O ônibus estava praticamente vazio. O mesmo passava pela rua onde o… qual o nome dele mesmo? De qualquer forma, o ônibus passa na rua daquele garoto. Assim que o ônibus passou pela rua eu não vi ele… Será que está tudo bem?

Eu desci no ponto que eu precisava e então andei até a casa da minha tia. Assim que eu apertei a campainha ela abriu a porta sorrindo.

- Olha só, quem é vivo sempre aparece. - Disse ela de braços cruzados.

- Desculpa, minha vida tem sido uma correria… Posso entrar? - Ela assentiu e eu entrei me sentando no sofá.

- O que te traz aqui? - Ela se sentou ao meu lado. - Brigou com o Alessandro?

- Alex, e não, eu não briguei com ele. Eu só quero saber se tu sabe se meus pais estão em casa.

- Acredito que sim, por quê? Não me diga que vo-

- Sim - Eu cortei ela - É melhor eu contar para eles sobre mim… Sei que meu pai não vai aceitar e minha mãe só vai ter mais desgosto de mim, mas eu quero tentar me resolver com eles. Quero mostrar pra eles que eu estou conseguindo subir na vida, quero mostrar que eles sempre estiveram errados! - Eu disse com os punhos fechados.

- Não acho bom você ir sozinho. - Ela se levantou - Eu vou com você! - Eu balancei minha cabeça negativamente.

- Eu quero fazer isso sozinho, mesmo que eu me machuque. - Eu segurei na mão dela.

- O Anderson sabe disso?

- ALEX! - Ela riu e eu revirei os olhos - Sim, eu falei para ele que eu ia fazer isso, antes da gente sair para ir para a faculdade.

- Falando na faculdade, como você está indo? - Ela se sentou fazendo carinho no meu braço.

- A gente tá em semana de prova, mas tá tudo certo, o Alex tá me ajudando muito. - Ela sorriu maliciosamente para mim.

- E… Vocês já transaram? - Eu me engasguei com minha saliva e comecei a tossir desesperadamente enquanto ela me dava tapas nas costas.

- QUE TIPO DE PERGUNTA É ESSA? - Eu gritei tentando recuperar meu ar - Poxa vida…

- Você foi o ativo ou o passivo? - Ela esfregava as mãos e me olhava atentamente.

- NÃO É DA SUA CONTA! - Eu me levantei - Eu vou para a casa dos meus pais, até depois! - Eu andei rápido até a porta.

- Espera! Você ainda não me respondeu, garoto! - Eu fechei a porta atrás de mim e saí correndo em direção a casa dos meus pais.

- Essa mulher não tem jeito mesmo - Disse sorrindo enquanto eu corria.

Algum tempo depois eu cheguei na casa dos meus pais. Eu arrumei meu cabelo bagunçado e minha roupa.

    - Certo! Força, Gabriel! - Disse para mim mesmo. Eu apertei a campainha e então, depois de uns dois minutos meu pai abriu a porta.

    - An? Gabriel? - Ele me olhava surpreso.

    - O - Oi, pai… - Eu olhei para baixo, mas rapidamente voltei a olhar em seus olhos. - A mãe está?

    - Sim, está fazendo o café, por quê? - Ele me olhava sério.

    - Po - Posso entrar e conversar com vocês? - Meu pai olhou para cima procurando paciência então me deu espaço para entrar. - Com licença… - Eu não era tão educado assim… Apenas com meus pais…

    Eu me sentei na mesa da cozinha e minha mãe me olhou surpresa, assim como meu pai.

    - Bom dia… - Eu disse olhando para minha mãe, que não me respondeu de volta. Meu pai se sentou na mesa e minha mãe se sentou logo em seguida.

    - Veio pedir desculpas apenas para morar aqui novamente? - Perguntou minha mãe me olhando parecendo estar sem paciência.

    - Não é isso… - Força! - Eu vim conversar sobre minha vida com vocês, além do mas, vocês são meus pais… - Eles me olhavam atentamente.

    - Eu vi no jornal que você virou cantor, certo? - Meu pai colocava um pouco de café numa xícara.

    - Si - Sim! Nunca pensei que viraria cantor - Eu sorri de canto - mas quando um produtor me filmou cantando uma música, decidiram apostar em mim e parece que deu certo! - Eu olhava para eles sorrindo, mas a expressão deles não mudava.

    - Sempre pensei que você seria um técnico de informática ou um contador… Como o destino é engraçado, né? - Minha mãe falava olhando suas unhas… Por que eles não conseguem me olhar por tanto tempo…? O que tem de errado comigo…? - O que foi? Era só isso? - Minha mãe me olhou.

    - Por quê…? - Eu senti meus olhos se encherem de lágrimas - POR QUE VOCÊS NUNCA ESTÃO CONTENTES COM O QUE EU FAÇO!? - Eu acabei gritando e fechando meus olhos com força.

    - NÃO GRITE! - Gritou meu pai. - ESSA NÃO É MAIS SUA CASA, VOCÊ NÃO TEM MAIS NENHUM DIREITO AQUI DENTRO!

    - Sabe… - Eu continuei - Eu sempre fiz tudo o que vocês queriam que eu fizesse, mesmo não sendo o que EU queria! Quando eu tinha doze anos, mãe… - Eu olhei fixamente para ela que olhava para as unhas dela - Você me colocou num curso de administração, eu disse que não queria… E mesmo assim, eu fui obrigado a fazer… - Ela me olhou de sobrancelha levantada.- Não era o curso que eu não gostava… Era as pessoas de lá… - Minhas lágrimas escorriam pelos meus olhos - Você nunca soube o que eu tive que passar lá dentro…

    - Então me fale, o que você teve que passar? - Ela me olhava sem dar muita importância.

    - E - Eu… - Eu tentava falar, mas as palavras simplesmente não saíam.

    - FALA LOGO! - Gritou meu pai.

    - EU ERA ABUSADO! - Eu gritei de volta. Assim que eu falei eu senti meu coração parar. Todas as memórias daquela época voltaram em minha mente.

 

    ~Flashback…

 

    - Eu não quero entrar! - Eu disse para minha mãe o mais alto que eu pude.

    - Claro que você vai entrar, não tem essa de não entrar. Você vai aprender administração você querendo ou não! - Ela me pegou pelo pulso e me colocou para dentro do curso.

    Eu caminhei lentamente até o banheiro, tentando evitar contato visual com qualquer outra pessoa, não queria que o que tinha acontecido ontem se repetisse hoje.

    Chegando no banheiro, eu suspirei aliviado. Eu lavei meu rosto e então entrei na cabine para fazer xixi. Eu fechei a porta atrás de mim e então fiz meu xixi. Eu dei descarga e então, quando eu abri a porta, Jefferson estava ali. Eu senti meu corpo estremecer.

    - Gabriel! - Ele sorria maliciosamente para mim.

    - E - Eu preciso ir para a sala! - Eu tentei passar por ele, mas ele segurou minha mão. Eu tentei me soltar, mas eu era muito fraco para isso.

    - Calma, ainda tá cedo! - Ele me empurrou para dentro da cabine e entrou junto comigo. Ele fechou a porta atrás de si. - Fique de costas. - Eu fiquei parado, imóvel, não conseguia nem respirar direito. - EU DISSE PARA VOCÊ SE VIRAR! - Ele pegou em meus ombros, me forçando a ficar de costas para ele. Eu senti minhas lágrimas preencherem meus olhos e minha respiração perder o controle. Ele abaixou minhas calças junto de minha cueca. Eu ouvi seu cinto ser aberto e ele abaixar suas calças. Logo em seguida ele começou com os movimentos de vai e vem dentro de mim. Sua boca em meu pescoço arfando, sua mão em minha boca para eu não gritar, enquanto minhas lágrimas de desespero escorriam pelo meu rosto.

    Assim que tudo isso terminou, eu corri para a sala o mais rápido que eu pude. Eu levei uma bronca da professora por conta do atraso.

 

    ~Fim do Flashback

- No intervalo, os meninos bateram em mim aleatoriamente. Isso tudo aconteceu por umas semana direto, mas por conta disso, toda noite eu treinava golpes de luta e fazia vários exercícios. Com doze anos, eu consegui me tornar muito forte e a partir daí eu consegui me defender do Jefferson e de todos os garotos que me batiam… - Eu disse olhando para a mesa com meu corpo tremendo.

- Olha só, pelo menos você aprendeu a se defender. - Disse meu pai rindo. Como ele podia rir de algo assim!?

- É só isso? - Perguntou minha mãe. Eles não estão dando a mínima para o que eu estou falando?

- Não! O motivo de vocês serem sempre chamados na escola é por conta que eu batia em todo mundo para descontar minha raiva que eu tinha aqui em casa! A pressão que você, mãe, colocava em mim falando dos cursos, que você só me entupia de curso e queria que eu aprendesse tudo como se fosse fácil! E a pressão de você, pai, falando para mim que com quatorze anos eu tinha que ter namorada, tinha que perder minha virgindade senão eu virava viado… E as suas paranóias idiotas de quando eu trazia um amigo para casa e você me perguntava se era meu namorado… - Eu tentava me controlar para não gritar com eles - Você se lembra daquele dia que eu apanhei, e MUITO, apenas por ter caído SEM QUERER em cima do Davi? Você pensou que eu amava ele e tals, e até fez eu me separar dele… Meu único amigo na escola!

- Na verdade… - Meu pai começou a falar sorrindo - Eu paguei ele para ficar longe de você. - Ele deu uma risada abafada. Eu senti meu coração apertar. Eu fechei meus punhos com força.

- ESQUECE! - Eu levantei com tudo da mesa, assustando minha mãe. - FALAR COM VOCÊS É A MESMA COISA QUE FALAR COM UMA PAREDE! E QUEREM SABER COM QUEM EU ESTOU NAMORANDO? A - LEX! SIM! UM GA - RO - TO! EU REAL QUERIA FALAR COM VOCÊS DECENTEMENTE, MAS ISSO É IMPOSSÍVEL! - Minha mãe me olhava perplexa enquanto meu pai me olhava desacreditado. - Eu vou embora! - Eu me virei para ir embora. Eu andei até a porta com as lágrimas escorrendo em meus olhos. Eu pude ouvir meu pai gritar “Tudo que você passou, ainda bem que você passou! Nunca mais volte aqui, seu viado!”.

Eu fechei a porta com força atrás de mim e corri o mais rápido que eu podia dali. EU ODEIO MEUS PAIS!

Enquanto eu corria, eu vi o garoto que o Alex queria ajudar correndo do outro lado da rua. Eu sequei minhas lágrimas rapidamente e então chamei por ele. Ele parou de correr e me olhou com os olhos cheio de lágrimas. O que está acontecendo? O que ele está fazendo aqui? Ele de repente correu em minha direção, atravessando a rua sem olhar para os dois lados. Um carro vinha muito rápido.

- ESPERA! - Eu corri até o garoto e empurrei ele. Antes de eu conseguir correr do carro, ele se chocou contra mim, fazendo eu voar longe.

 

~Continua...

 


Notas Finais


Obrigado por ler até aqui! <3


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