História Immensity - Capítulo 1


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Palavras 1.116
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, LGBT, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Esta é minha primeira fanfic yuri, espero que esteja boa haha
Ela é baseada nas HQs, inclusive as personagens estão mais próximas de suas personalidades nos quadrinhos. Em breve, tia Candy entregará uma aesthetic lindíssima pra ela <3

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único - A salvação é uma canção


Fanfic / Fanfiction Immensity - Capítulo 1 - Capítulo Único - A salvação é uma canção

“Acordei ouvindo o pôr do sol e cada nota guia um passo que eu dou no ar”

Natasha abriu os olhos devagar. O dia ainda estava amanhecendo, todavia, tinha de acordar cedo, pois havia recebido uma missão um tanto especial.

Colocou uma música clássica e arriscou alguns passos de balé, como fazia na Sala Vermelha. Ainda se lembrava perfeitamente. Vestiu o uniforme da S.H.I.E.L.D. e se armou mais que o normal.

“Eu vivi tantos dias em desarmonia com a sinfonia de tudo que há”

Em outro canto da cidade, Wanda tentava se controlar, entretanto Chthon — um bruxo das trevas — dominava seu corpo. Já havia matado muitas pessoas: civis; vilões; heróis. Ainda não estava satisfeita. Sedia por sangue.

Para quem nunca teve uma vida harmônica devido aos problemas psicológicos, aquilo seria um ato trivial.

“A história não dirá, mas prevalecerá das verdades, a minha versão”

Nick Fury já havia arquitetado todo o plano. Atrairiam a feiticeira para um galpão de uma fábrica, onde a S.H.I.E.L.D. a cercaria caso fugisse. A missão de Romanoff era jogá-la em um barril de ácido.

Era a única alternativa de parar alguém tão poderosa e caótica. Depois, mandariam o tonel para o fundo do Oceano Atlântico.

A Viúva Negra entraria sozinha. Tudo o que ali acontecesse, seria esquecido ali, valendo somente o depoimento da mesma.

“As vidas vêm e vão, e ecoam na constelação. O acorde que faltava na canção”

Tantas vidas tiradas, desperdiçadas... Qual era o propósito daquela matança?

Maximoff tentava lutar, porém, a voz em sua cabeça falava mais alto. Cada pessoa que trucidava, ele dizia que ainda estava sequioso.

“Tão longe de casa, um novo sol, na mala as memórias de uma vida que não volta mais”

Natasha finalmente chegou ao local. Notou que até a cor do céu parecia diferente. Sentia que algo ali a mudaria. Sua vida nunca mais seria a mesma.

Alguns flashbacks da Sala Vermelha voltaram para atormentá-la, como costumeiro. Concluiu que nunca mais teria de volta a paz de antes.

“Flutuo livremente com a força da mente pro encontro derradeiro com a paz”

Pegou duas pistolas nas mãos. Com passos lentos entrou no hangar, apontando as armas para todos os lados.

Sentia-se liberta por poder agir como a Viúva Negra. Estava livre para fazer aquilo que sempre foi destinada a fazer: Matar, causar sofrimento.

Se morresse ali, não faria diferença. Encontraria a harmonia que há tanto buscava. Como poderia vencê-la?

“A história não dirá, mas prevalecerá das verdades, a minha versão”

A Feiticeira Escarlate apareceu com seu brilho nas mãos, apontando na direção de sua rival.

— Por que está fazendo isso? — a russa indagou de forma franca.

— É o que ele manda! — redarguiu seca.

— Você é tão perturbada quanto eu? — Romanoff estava demasiadamente curiosa.

— Você também é atormentada por decorrências que voltam como fantasmas para te atormentar a todo o momento? — abaixou a guarda, aproximou-se dela.

— Sim, vejo meu passado. Ele é mais perturbador que qualquer demônio! — exclamou encarando-a fixamente.

“As vidas vêm e vão, e ecoam na constelação, o acorde que faltava na canção”

— Eu não tenho mais conserto. Tirei muitas vidas e preciso ter uma morte. Tento sobreviver e superar fingindo ser uma heroína, mas não posso mais enganar ninguém. — a jovem se achegou mais ainda, sentindo sua respiração.

— Nossa única diferença é que eu estava ciente quando fiz coisas terríveis. — rebateu.

— E como consegue continuar vivendo normalmente? — tentou sondá-la.

— Suicídio é para os fracos! — falou com orgulho. — Já diziam isso na Sala Vermelha, onde muitas de nós não aguentaram o fardo.

“Eu não posso ir. Será o fim se você ficar aqui”

— Eu sei que você veio para me prender, contudo não posso te acompanhar. — Wanda desabafou. — Vá embora ou morrerá se permanecer.

A ruiva levou as mãos em direção à tiara em formato de “M” sobre seu rosto. Tirou-a, revelando os traços delicados e belos da garota. Não se importou em alisá-la.

Estavam, pela primeira vez desde que se encontraram, sem palavras.

Uma bela mulher como Natasha, jamais faria algo com ela que não fosse sexo casual. Todavia sentiu-a beijá-la com afeto. Algo que, até então, ambas acreditavam serem incapazes de sentirem.

A possessão no corpo dela se calou e as lembranças na mente da ruiva se apartaram.

“Mandem alguém no meu lugar, mas sem você um amanhã não haverá”

Ao se soltarem, se encararam por alguns minutos. Pareciam longos, pois nenhuma das duas ousou mexer um músculo. Pareciam curtos para Romanoff tomar sua decisão. Foi mandada para pará-la, não para se apaixonar. Estava se arriscando permanecendo ali, daquela forma.

Pensou em ligar para Fury e pedir que mandassem alguém para fazer isso em seu lugar. Todavia, se a feiticeira sumisse, como seria o seu dia seguinte? Provavelmente não existiria.

“E o que fazer se a missão que o destino deu é bem maior que eu?”

A Viúva Negra enfrentando um dilema sobre matar ou não era inédito. Para quem se julgava fria, estava demonstrando sentimentalismo demais.

O que faria se deixasse a única pessoa que a estremeceu partir? Por que o destino estava lhe dando uma missão tão grande?

“Eu sinto que não sou capaz, mas já não posso mais olhar pra trás”

No fundo, sabia que não seria capaz de findá-la. Contudo, não poderia mais voltar atrás. Fora mandada ali para fazê-lo e teria de concluir ou mais inocentes morreriam.

Afastou-se um pouco dela. Virou-se de costas para tomar fôlego antes de atacá-la. No entanto, foi surpreendida quando uma luz rubra num formato de adaga fincou em meio suas costelas.

— Sinto muito... Chthon... — Maximoff aparentava desespero. Ofegava, esfregava as mãos sobre a cabeça, a fim de fazer aquele maldito se calar. Sem sucesso, cravou mais três adagas de magia na ruiva.

“A salvação é uma canção. A imensidão nas minhas mãos”

Natasha colocou as mãos sobre um dos ferimentos. Viu-se ensanguentada. Começou a se lembrar de alguns passos de balé e ouviu mentalmente uma canção que lhe despertou esperança.

O sangue em seus dedos representava o de todos os que tiveram o mesmo destino que ela.

“A salvação é uma canção. A imensidão nas minhas mãos”

Com suas últimas forças gritou. Correu na direção da Feiticeira Escarlate e a empurrou. Ela se segurou no chão da plataforma alta.

— Fury... Missão cumprida! — sussurrou quase sem ar no seu comunicador. Ouviu Nick bradar algo do outro lado, porém não teve tempo de escutar, pois atirou o objeto para longe.

Abaixou-se para empurrar a mão de Maximoff. Conseguiu, porém, foi puxada, assim caindo junto dela na barrica.

Antes de tocarem o ácido, se abraçaram e não tiveram tempo de pensarem em mais nada.

“A salvação é uma canção. A imensidão nas minhas mãos”

(Fresno - A Sinfonia de Tudo Que Há)

 


Notas Finais


Ouçam a música que inspirou essa fic: https://www.youtube.com/watch?v=wnG2JPG7_dc

Caso você já seja leitor meu, aviso: Estou com bloqueio criativo para postar Natureza Caos, só postei esta fic porque já estava pronta.

Meio tristinho né? Hahaha Por favor, não me odeiem por isso!
Comentem o que acharam. Beijos <3


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