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História Imortais - Capítulo 12


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Notas do Autor


Eu sou péssima para edição, mas estou adorando fazer essas imagens. - me julguem. Hehehe
Bom, vamos ao capítulo.

Capítulo 12 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Imortais - Capítulo 12 - Capítulo 12

Sai estava ao meu lado e Hinata do outro.

A família de Chouji estava toda aqui.

O padre fazia uma oração enquanto Chouji era sepultado.

Apesar das poucas pessoas, a comoção era bem audível. Os choros se misturavam entre sim e faziam aquele momento se tornar cada vez pior.

Eu sabia como era essa sensação para os familiares. Eu já estive nessa situação, por isso não falei com eles mais do que o necessário.

Nessa hora muitos não querem consolo, querem apenas espaço. Eu fui uma dessas.

Olhei ao redor e vi Gaara parado mais distante perto de uma estátua de anjo.

Não sabia o que ele estava fazendo ali. Será que alguém próximo dele também estava sendo enterrado?

- Vou pegar um ar.

Falei baixinho para Hinata, mas Sai ouviu.

- Eu vou com você.

- Não precisa. – Olhei determinada para ele. – Eu quero ir sozinha.

- Respeita o espaço dela.

Hinata falou e eu sabia que se não estivéssemos nessa situação, ele iria retrucar.

Deixei os dois ali e nem esperei que ele dissesse algo, só torcia pra que ele não viesse.

Dei a volta pelas sepulturas e cheguei ao outro lado da estátua.

Gaara estava ali encostado e pareceu não notar minha presença.

- Oi.

Ele se virou.

- Oi.

Ficamos nos encarando por um tempo até eu decidir falar.

- Desculpe a pergunta, mas o que você está fazendo aqui?

Ele olhou na direção em que Chouji estava sendo sepultado.

- Também vim para o enterro.

Semicerrei os olhos.

- E por que você não está lá?

Ele voltou a olhar para mim.

- Não era tão próximo para estar entre os familiares e os amigos.

Assenti.

- Entendo.

Fiz menção de sair e ele segurou meu pulso.

- Ino, eu poderia te levar para comer algo mais tarde?

Olhei para a mão dele e depois mirei seus olhos.

- Acho que essa não é a melhor hora para me convidar para sair.

Eu não queria soar fria, mas estava me sentindo tão sobrecarregada com os acontecimentos recentes.

- Eu só queria conversar com você. - Ele soltou meu pulso. – E de lá posso te deixar na faculdade.

Eu queria ir.

- Ino? - Era Sai. Ele com certeza estava me procurando.

Revirei os olhos.

- Tudo bem. Pode me buscar as cinco.

Ele assentiu e eu fui em direção a voz de Sai.

Não queria que ele encontrasse Gaara e me enchesse de perguntas.

***

Tomei um banho bem demorado.

Queria tirar aquele desânimo do meu corpo.

Apesar da morte de Chouji, a vida continuava seguindo sem nos dar um tempo.

Ainda teria a prova hoje e já pensava que tiraria menos dez.

Não estava com cabeça para nada. Não sabia nem porque havia aceitado ir com Gaara.

Queria estar com ele por algum motivo maior do que eu podia descrever, mas hoje não estava a fim de falar mais do que o necessário com ninguém.

Minha mãe havia saído para buscar alguns papéis no trabalho e eu agradeci por ela não estar aqui.

Sai e vi o carro dele parado em frente a minha casa.

Andei até ele e entrei.

-Oi.

Gaara estava com os cabelos molhados e eu senti seu cheiro invadir minhas narinas e relaxei.

-Oi Gaara.

Ficamos calados e ele pareceu entender que, no momento, eu não queria conversa.

O caminho foi em total silêncio enquanto eu olhava pela janela e pensava no sonho que tinha tido com Chouji e na quantidade de coisas que estavam acontecendo em tão pouco tempo até chegarmos a lanchonete que eu encontrei Morgan no dia anterior.

Tinham poucas pessoas hoje.

Sentei em uma mesa mais para o canto e Gaara sentou na minha frente.

- Quer pedir algo?

Eu não estava querendo comer nada, mas já que estava aqui resolvi pedir. Não comia desde a hora do café.

Fiz que sim e na mesma hora apareceu uma garota para nos atender.

- Quero um sanduíche de frango e suco de maracujá.

- Uma porção de batatas, por favor. – Gaara pediu.

Ela anotou nossos pedidos e saiu.

- Como você está?

O olhei.

- Não sei te dizer. – voltei meus olhos para a rua. – Uma perda é sempre dolorida demais.

Ainda mais quando acaba de acontecer.

- Eu não sabia que você o conhecia.

- Crescemos juntos.

- Entendo.

Ficamos nos olhando.

A cada vez que o via, que o analisava, me sentia mais atraída por ele.

Seu queixo quadrado e nariz fino, seus olhos claros e puxados no cantinho.

Os cabelos vermelhos espetados e então reparei em algo em sua testa.

O cabelos estava cobrindo, mas consegui notar uma letra.

Me debrucei em cima da mesa e tirei seus cabelos da frente.

Ele parecia em choque com minha atitude e eu também estava, mas a curiosidade era maior.

Era uma tatuagem.

Tentei passar a mão, mas Gaara segurou meus dedos e olhou dentro dos meus olhos.

- Amor.

- Han?

O olhei confusa.

- É o que significa.

Enquanto ainda segurava meus dedos entre sua mão grande, Gaara bagunçou os cabelos com a outra tapando a tatuagem.

Nessa posição, meu rosto estava bem próximo do dele.

Eu poderia beijá-lo. Na verdade eu queria muito.

Nos encaramos enquanto eu me aproximava mais para poder chegar em seus lábios.

Meu corpo já estava formigando e eu não tirava os olhos dos dele. Estava medindo sua reação a cada instante.

Senti seu hálito frio em meu rosto mais uma vez. Sua respiração estava mais calma que a minha.

Gaara não demonstrava nenhum sinal de que não queria. Então avancei e quase toquei seus lábios com os meus, mas então ouvi alguém pigarrear.

Voltei a me sentar e vi que era a garçonete.

- Desculpe atrapalhar, eu só vim entregar os pedidos.

- Ah, sim. Obrigada. – respondi.

Se pudesse enfiar a cabeça no chão, eu enfiaria.

Enquanto a garota colocava nossos pratos na mesa, olhei ao redor e vi que as poucas pessoas olhavam para nossa mesa.

Ela saiu e eu escorreguei um pouco no sofá tentando me esconder.

Meu rosto devia estar vermelho.

Voltei a olhar pra ele e percebi que Gaara não tinha mudado de posição desde que quase o beijei.

Minha vontade era de voltar a posição anterior e finalmente beijá-lo, mas eu achava que não deveria deixar minhas emoções me tomarem assim.

Gaara parecia perdido em pensamentos e eu resolvi falar algo para acabar com essa situação constrangedora.

- A quanto tempo você tem essa tatuagem?

Ele voltou a me olhar e eu peguei meu sanduíche. Sentindo o cheiro tão bom, minha fome apareceu.

- Há bastante tempo.

Enquanto eu comia com vontade, Gaara beliscava uma batata ou outra.

- E o que ela significa pra você?

Ele sorriu.

- É uma história grande e eu receio que você não tem tempo para ouvi-la. – Levantei uma sobrancelha. – Eu só queria te ver e saber como você estava. Ainda mais pelo que aconteceu.

Larguei meu sanduíche.

- Eu sinto que é culpa minha, sabe?

Precisava colocar isso para fora com alguém.

- E por que seria?

Suspirei.

- Chouji se afastou por minha causa. Talvez se.. Se eu tivesse sido mais presente na vida dele, se ele ainda estivesse andando comigo e com Hinata, as coisas poderiam ser diferentes.

Gaara negou.

- Você não poderia prever e não adianta colocar a culpa em si mesma de algo que você não fez.

- Eu sei.. É só que eu não acredito que ele iria para a floresta sozinho. Chouji sempre foi preguiçoso e medroso demais para isso.

Gaara se remexeu desconfortável.

- Talvez ele só estivesse no lugar errado e na hora errada. É difícil dizer.

Concordei.

Eu não o conhecia mais.

Havia quase quatro anos que não nos falávamos.

Talvez ele estivesse apenas fazendo uma aposta ou até caminhando por lá. Eu nunca saberia.

Olhei o relógio e vi que já estava quase na hora de eu ir.

- Como você o conhecia?

- Através de uns amigos. – Ele deu de ombros. – Nos apresentaram recentemente, mas mesmo assim queria estar lá. – Assenti. – Quando te vi, queria ir falar com você, mas aquele cara não saía de cima.

Ele estava falando do Sai.

Sorri.

- Ele é assim mesmo..

Ele parecia ofendido.

Será que foi por termos quase nos beijado?

- Achei que vocês tinham terminado.

- Claro que sim. É só que ele.. Sai é complicado demais. Tem vezes que ele me vence pelo cansaço.

Gaara assentiu.

- Percebi que ele é bem possessivo. – Ele olhou para o celular. – Bom, eu só queria vir te ver antes de ir.

O olhei confusa.

- Ir? Você vai embora?

Ele negou.

- Eu vou passar alguns dias fora. Preciso ir resolver algumas pendências na minha antiga cidade.

- Quanto tempo?

- Talvez dois ou três dias. – Assenti. – Mas eu queria que você se cuidasse e evitasse de andar sozinha. O inverno é sempre perigoso.

Sorri. Ele estava preocupado comigo.

- Pode deixar. Não tem pessoa que odeie mais a neve que eu.

Ele sorriu.

- Vamos, eu te deixo na faculdade.

***

Gaara parou no estacionamento e eu sai do carro. Depois vi que ele saiu também.

Não entendi e o esperei.

Ele parou na minha frente e me encarou por mais alguns minutos.

Resolvi agradecer.

- Obrigada.

Gaara virou a cabeça de lado.

- Pelo que?

Eu dei um leve sorriso.

-Por ter me feito esquecer um pouco meus problemas e por ter me escutado. E por ter me levado para comer e me trazer aqui também.

Ele sorriu.

- Não há de quê.

Ficamos parados e eu não sabia como me despedir dele.

Por mais que fossem dois ou três dias, saber que não poderia vê-lo estava sendo estranho para mim.

A presença de Gaara me fazia bem, fora a vontade imensa que eu tinha de querer estar perto dele.

Era estranho sendo que eu não sabia nada dele. O conheci em apenas uma semana, mas mesmo assim eu me sentia segura, me sentia bem.

Gaara segurou minha mão e eu o olhei.

- A cada vez que fico perto de você, não sinto mais vontade de ir. - Meu coração afundou no peito. – Eu quero tanto te conhecer. Conhecer você por inteira.

O olhei surpresa.

- Eu... Eu também quero te conhecer. – Olhei nossas mãos e aproveitei a sensação boa que esse contato produzia. – Eu também quero ficar perto de você.

Me sentia em uma bolha onde só estávamos eu e Gaara.

Onde nenhum problema poderia me alcançar.

Onde somente ele e eu importávamos.

Queria tocá-lo mais. Queria poder passar a mão pela sua tatuagem e pelos cabelos tão vermelhos. Queria poder beijá-lo e encostar a cabeça em seu peito.

Ele soltou minha mão e eu acordei. A bolha se desfez.

- Eu já vou indo.

Depois de jogar aquelas palavras tão calorosas em mim, essa seria a nossa despedida?

Eu apenas o olhar ir?

- Pelo menos me deixa seu número.

Ele estendeu a mão e eu entreguei meu celular desbloqueado.

Ele demorei menos de um minuto e me devolveu.

- Está aí. Qualquer coisa me liga.

Assenti e ele entrou no carro.

Vi o carro sair e então fiquei sozinha naquele espaçoso estacionamento.


Notas Finais


É isso! Espero que estejam gostando. Enfim, até o próximo.


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