História Imortais - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Heterossexualidade, Magia, Mistério, Romance, Sexo, Shoujo, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha quem voltou das cinzas !!! hahahaa
pessoal eu editei os outros capítulos, ficou massa, da uma olhada tbm.
vlwww

Capítulo 4 - Espada de Salazar


          Karvolt desceu a colina pisando em plumas, estava se sentindo leve e feliz pensando que quase deu seu primeiro beijo, Karvolt tinha certeza de que se tentasse beijá-la ela retribuiria, porem de alguma forma sentiu que não era hora certa, decidiu que iria com calma, ele só não sabia se Alice tinha gostado da atitude dele, tentou afastar os pensamentos negativos pensando no dia maravilhoso que passou com Alice, se lembrou do toque, do calor do corpo, dos detalhes do rosto e principalmente do beijo simples que ele deu afetuosamente nela.

             Karvolt entrou na cidade todo cheio de si, passava pelos outros e estava tão perdido em pensamentos que nem acenava de volta, dobrou na rua a esquerda entrando na que levava até sua casa e aos poucos foi tentando voltar ao normal, não poderia deixar que seu pai o visse assim, eufórico, não queria parecer uma beterraba de novo, era constrangedor ver seu pai falando dele, se recompôs e caminhou até sua casa, ouviu seu pai de longe cantarolar uma melodia agradável, “deve estar realmente feliz” pensou ele, empurrou à porta que fez um som estridente e com cuidado para que seu pai não o visse entrou com as pontas dos pés, Turin parou de cantar e com um tom zombeteiro anunciou a chegada de Karvolt:

-Olha se não é o “namorador”.

          Fez uma pausa para soltar uma longa gargalhada e continuo dizendo:

-Diga-me Kar, como que foi seu dia?

          Karvolt estava petrificado, sem reação, acabara de ser pego de surpresa, se forçou a olhar para trás e viu seu pai com um peixe enorme na mão, estava sorridente, Karvolt esperou um momento até conseguir dizer alguma coisa:

-Sinceramente?

          Karvolt abriu um sorriso amplo que fez seu pai ficar feliz, Karvolt era tudo para Turin, nada na vida importava mais do que ele:

-Foi o melhor dia da minha vida, se ela pudesse estaríamos nas macieiras até agora!

          Turin sorriu cordialmente, estava muito curioso para saber quem era a garota que o deixou tão feliz da vida:

-Quando que poderei conhecer ela?

          Perguntou ele, Karvolt sentiu um vazio no estomago “o que eu faço agora?” pensou pasmo, não poderia dizer para seu pai que estava andando com Alice a filha do soberano, colocaria os dois em apuros se contasse para seu pai, forçou um sorriso e o respondeu mentindo:

-Na hora certa meu pai, na hora certa.

          Tentou forçar uma gargalhada, mas seu pai o estudava atentamente com uma expressão séria, ficou um clima tenso entre os dois, Karvolt não sabia o que fazer, Turin andou um pouco para lado e sua expressão se suavizou fazendo Karvolt suspirar aliviado, e disse:

-Bom, já que é assim eu espero...

          Não parecia muito feliz com a resposta de Karvolt, porem não desconfiou de nada, Karvolt pensou por um momento em dizer a verdade, mas não poderia olhou para seu pai buscando palavras para deixá-lo feliz e com pesar teve que mentir mais uma vez:

-Não fique triste, na hora certa eu a trago aqui, a propósito ela te mandou um oi!

        Turin o estudou um pouco e um leve sorriso voltou o seu rosto, Karvolt riu satisfeito e continuou:

-Bom, vou para meu quarto trocar de roupa tenho que tomar um banho também, estou fedendo a maçã.

         Karvolt virou-se de costa para seu pai e seguiu para seu quarto antes mesmo de chegar a porta ouviu seu pai lhe informando:

-Não se esqueça que amanhã é o dia de entregar a espada do Salazar, ele mesmo vai vir buscá-la na forja, você a terminou não é?

          Karvolt tinha se esquecido da espada do rei, virou-se de frente com seu pai e com uma expressão de medo disse:

-Eu... Eu esqueci completamente! Falta fazer o cabo, polir a espada e dar fio ao gume.

Turin o fitou com uma expressão séria:

-Achei que você já tinha terminado, faz meses que ele pediu essa espada, o que diremos quando ele chegar aqui amanhã?

       Karvolt sentiu desapontamento nas palavras do seu pai que continuo sem trégua:

-Sabe o que vai acontecer? Ninguém nunca mais vai comprar nada com a gente, isso se o rei não mandar fecharmos as portas, Karvolt eu confiei essa tarefa a você, o que fez todo esse tempo?

         Karvolt tinha a resposta na ponta da língua, mas não poderia dizer novamente, se forçou a olhar seu pai e disse:

-Eu estava apavorado! Afinal é uma espada para o rei, quis fazer uma obra prima, estou quase conseguindo...

            Respirou um pouco, seu pai estava o olhando com ar de reprovação, não sabia o que fazer tudo fora culpa dele, “Se eu não tivesse dado a espada a Alice, isso nunca teria acontecido”, pensou desolado, ele tinha que acabar a espada, isso era questão de honra, não só a dele e sim de seu pai, Karvolt olhou seu pai que ainda estava nervoso com ele e disse:

-Nem que eu precise trabalhar a noite toda eu vou acabar ela.

E sem dizer mais nada caminhou até a porta, seu pai o acompanhou até ela e disse:

-Não esperaria nada menos de você.

           Esperou Karvolt sair e a fechou nas suas costas sem dizer nada, Karvolt caminhou silenciosamente até a forja, “Será que eu consigo? Falta tanta coisa pra se fazer nela!” pensou ele, tinha uma tarefa enorme para fazer, em sua opinião era quase impossível, naquele momento percebeu que seu coração mole e bondoso tinha o prejudicado, estava tão aflito que quase desejou não ter conhecido Alice, afastou esse pensamento pedindo desculpa para Alice, ela não tinha culpa de nada, ele que quis impressionar ela.

            Já era tardinha o sol já se punha no horizonte e apenas uma pequena parte dele ainda estava à amostra, Karvolt abriu novamente o grande cadeado enferrujado e adentrou em busca dos seus materiais pegou tudo que necessitava e saiu, estava muito preocupado teria de começar rápido se quisesse cumprir a meta de deixar a espada pronta, pegou o cabo mal acabado e decidiu trabalhar nele primeiro, apanhou a pedra e começou a lixar para lhe dar as ultimas formas, trabalhou arduamente ali por varias horas, já estava anoitecendo, Karvolt sentia câimbras na mão, mas não poderia parar, pouco a pouco foi ficando com sono e cansado, se alimentou muito mal naquele dia, tomou apenas seu café da manhã e comeu algumas maçãs estava morrendo de fome e de sono.

      Karvolt não estava mais agüentando a dor em suas mãos, foi obrigado a parar contra a sua vontade, passou horas ali e não conseguiu terminar o cabo, sentou no chão segurando sua mão, estava frustrado “Eu não vou conseguir” concluiu em pensamentos, “Sou um fracasso, coitado de meu pai... Não consigo, não consigo” já estava chorando, não conseguia conter as lagrimas que escorriam em seu rosto “Rosa dos Ventos me abençoe, me ajude, por favor! ” pensou em suplica a deusa, ficou ali esperando a dor passar que mal notou que uma senhorinha estava ao seu lado, só a notou quando ela deu um sorriso e pegou o martelinho do pai de Karvolt na mão e disse:

-Isso é perigoso, deve ser mesmo, que martelinho bonito, será que dói bater no dedo, ahaaaaaa...

Karvolt olhou para ela assustado, a velha devia ser biruta não falava nada com nada, se levantou com um salto dizendo:

-Senhora toma cuidado esse martelo pode te machucar. Me de ele aqui!

Estendeu a mão para pegar o martelo dela quando sentiu uma pontada na mão, ainda estava sentindo câimbras, a velhinha vendo sua expressão deu um sorriso e desviou-se de Karvolt:

-Você é muito lerdo minha criança, de essa mão aqui.

A velha armou uma martelada mirando a mão de karvolt que não teve tempo de dizer nada, tentou recuar a sua mão, mas a velhota era habilidosa fez o movimento e acertou em cheio a mão de Karvolt, Karvolt fechou os olhos esperando a dor, mas ela não veio na verdade quando abriu os olhos viu que sua mão não estava mais doendo “estou sonhando?” Pensou ele, olhou em volta e a velhinha tinha sumido, decidido a não pensar muito no assunto e confiante de que ele estava alucinando voltou ao trabalho, não estava mais com câimbras, trabalhou no cabo por mais alguns minutos e o lustrou como queria, levantou para cima para dar uma boa olhada e contente com o seu trabalho sorriu, faltava muito ainda para terminá-la, porem se sentiu feliz com aquele pequeno feito.

Karvolt buscou lenha no fundo da forja para conseguir trabalhar melhor o gume da espada estava muito grosso ainda, acendeu o fogo e ficou ali esperando dar o ponto, bocejou um pouco e ouviu sua barriga roncar, Karvolt estava nas ultimas, deu uma piscada longa, mal conseguia ficar em pé, sentou no banquinho e se escorou na parede “vou descansar só um pouco” pensou ele sonolento e dormiu instantaneamente, tudo ficou silencioso, um vento frio começou a soprar em Karvolt que se encolheu contra a parede, seu sono estava tão pesado que não acordou, ficou ali sozinho e no relento, até que de dentro da forja a velhinha que Karvolt tinha achado que fora fruto da sua imaginação apareceu sorrindo para ele, inconsciente e cansado não a notou, ela arrancou seu cachecol e enrolou em Karvolt dizendo:

-Menino você vai pegar um resfriado!

Sorriu baixinho para que ele não a escutasse e continuo:

-Durma meu filho, suas preces foram atendidas!

Karvolt mexeu-se um pouco para o lado se ajeitando enquanto a velhinha olhava para a espada que ele ainda estava dando forma:

-Vejo que tem talento, você esta fazendo uma bela espada.

Indagou ela, passando a mão por toda extensão da espada, a velhinha começou a cantarolar baixinho e uma luz em suas mãos surgiu e a cada passada de mão algo da espada ficava pronto, gume, fio, textura tudo estava ficando perfeito, era exatamente o que Karvolt planejará em seus rascunhos. A velha senhora andou até a mesa e colocou a espada com cuidado em cima da mesa de serviço, olhou para Karvolt que estava quase babando em suas próprias roupas e disse:

-Ainda falta uma bainha, você esta certo!

Entrou na forja dançando um tipo de dança esquisita eram passos que ela acabara de inventar e voltou com um coro negro nas mãos, o jogou para cima se divertindo com ele e começou a cantarolar a mesma musica de antes, o coro se retorceu no ar tomando formas, se dobrou sozinho, perolas brotaram e desenhos reais se formaram por toda a sua extensão, em apenas segundos o couro virou uma linda bainha, caiu suavemente nas mãos dela que a apanhou estudando por um momento, pegou a espada e guardo-a dentro da mais nova e linda bainha que já existira.

A velha olhou para Karvolt estudando-o de cima em baixo, estava sorrindo, na verdade ela sorriu o tempo todo, tudo para ela era motivo de riso:

-Duvido que você acorde até amanhã, acho que o rei e seu pai não vão gostar de ver você mal vestido assim.

Disse ela se divertindo com a situação, estalou os dedos e Karvolt ficou limpo, seu cabelo foi cortado, vestia uma roupa de linho branca e sapatos fechados, estava apresentável com uma roupa que ele mesmo nunca teria dinheiro suficiente para pagar o cachecol havia sumido de seu pescoço e o frio parecia não mais o incomodar:

-Considere isso um pequeno presente por ser um menino tão bom, cuide bem de seu pai.

Disse ela olhando Karvolt com afetuosidade e se despediu:

-Até mais ver.

Estalou os dedos e sumiu deixando Karvolt sozinho, o fogo que ele tinha ascendido apagou assim como a lenha da forja havia apagado, sobrou apenas um silêncio profundo e o frio que não conseguia alcançar Karvolt que tinha um mantra celestial o protegendo do frio, poucas horas depois teria um encontro com o rei, um encontro com seu possível futuro sogro.

Turin acordou cedo como de costume, espreguiçou-se resmungando alguma coisa sobre estar com dor nas costas:

-Estou ficando velho.

Resmungou, se levantou com dificuldades apoiando as costas com a mão soltando um breve “aí” e foi fazer o café da manhã, caminhou lentamente até o que deveria ser a cozinha pegou o pão duro de sempre e fez com pressa um café preto, estava comendo desanimado e tomando café quando notou que Karvolt não havia descido ainda, Turin foi severo com ele na noite passada e isso não era comum entre eles, “Deve estar dormindo, com certeza passou a noite inteira fazendo a espada do Salazar” pensou ele, decidido a fazer as pazes e brincar com o filho andou até o pequeno quarto do corredor e bateu na porta dizendo:

-Hora de acordar Kar, sua namorada está aqui te esperando!

Deu uma gargalhada esperando que Karvolt o repreendesse, mas nada aconteceu, Turin parou de rir e colocou a mão na porta a empurrando, entrou e viu a cama de Karvolt vazia, “ Onde está esse menino” pensou ele preocupado, “Será que passou a noite toda na forja? ” Continuou, preocupado foi para seu quarto e vestiu sua melhor roupa, era humilde e gasta devido o tempo, era a roupa que se casou com Lisa, saiu correndo às pressas indo para a forja, só queria saber se Karvolt estava bem.

Jasmine se enrolou em panos estava completamente nua, fazia muito frio naquela manhã se sentou e pôs seu sapato, caminhou até seu imenso guarda-roupa e vestiu roupas de frio, estava sonolenta ainda quando Liliane bateu na sua porta dizendo:

-Bom dia minha rainha, o café está posto, os guardas pediram para avisar o rei que hoje é o dia de ir buscar a espada que encomendou com o melhor ferreiro da cidade, Turin Dean.

Jasmine olhou para a porta e com a voz abafada disse:

-Estamos descendo.

Fez uma breve pausa entre um bocejo e disse:

    -Avisarei vosso rei dos seus afazeres!

Jasmine ouviu os passos de Liliane sumirem entre os corredores e se voltou para Salazar que estava roncando ainda, deu um sorriso nunca em tantos anos de casados ele acordara primeiro que ela, se divertiu com isso e foi até ele e com uma voz doce ela o balançou dizendo:

-Salazar, acorde os guardas o espera no saguão.

Salazar resmungou dizendo:

-Só mais um minuto...

Jasmine sorriu, “sempre com a mesma conversa” pensou ela, o cutucou mais algumas vezes sem muito resultado, então decidiu pega-lo no ponto fraco, segurou uma das dobrinhas da barriga dele e apertou, Salazar morria de cócegas nas dobras da barriga, e em um instante Salazar estava de pé, olhou afobado para os lados e viu Jasmine chorar de rir:

-Você não perde esse costume Jasmine! Sempre me acorda dessa forma, você sabe que eu odeio isso.

Resmungou ele com um olhar severo, Jasmine não parava de rir, sempre que Salazar acordava assim ela não se continha, respirou fundo dizendo:

-Os guardas o espera para que você busque sua encomenda.

Salazar se suavizou na hora, lembrou-se que pediu para Turin o maior e melhor ferreiro do reino fizesse uma espada para ele e hoje era o dia da entrega, se levantou esquecendo totalmente da bronca que pretendia dar em Jasmine, foi até seu guarda-roupa e como sua esposa fizera se vestiu com uma bela roupa de frio, abriu a porta de seu quarto deixando Jasmine para trás dizendo:

-Vou na frente tomar o café, preciso correr, prometi que estaria cedo na forja dele.

Salazar desceu as escadas correndo até chegar no saguão onde os guardas o esperava, Garay seu General do exército real disse:

- Vossa majestade estamos aguardando o senhor para irmos a forja do porto!

Era um homem alto corpulento de um metro e oitenta, barba longa e o corpo cheio de cicatrizes, era conhecido como aberração por ter um olho azul e o outro castanho:

-Irei tomar meu café, me esperem na frente do palácio com os cavalos arriados.

Ordenou Salazar, Garay fez uma reverência ao seu rei e disse:

-Como quiser vossa majestade.

E saiu seguido de perto de todos os dez guardas que o acompanhava, Salazar entrou na cozinha e encontrou uma mesa farta de comida, e bem no seu lugar estava sentado sua filha Alice, estava atacando uma melancia bem vermelha parecia apetitosa, Salazar sorriu dizendo:

-Saia do meu lugar pestinha!

Alice foi pega de surpresa, estudou seu pai e com a boca cheia de melancia perguntou enrolando todas as palavras:

-Onde enhor ai ão cedo?

Salazar se esforçou para entender o que ela quis dizer, pegou um pedaço de frango que estava na sua frente respondeu:

-Vou buscar minha espada que mandei fazer.

Alice parou de mastigar quando escutou as palavras de seu pai, o olhou atentamente e se forçou a engolir a melancia que estava na boca, “É uma ótima oportunidade para se ver Karvolt” pensou ela toda sorridente e disse:

-Posso ir com você?

Salazar deu de ombros, adoraria que sua filha o acompanhasse;

-Pode sim, vou adorar sua companhia.

Sorriu para ela que retribuiu o sorriso de uma forma enorme, Salazar a viu se levantar dizendo:

-Então vamos, tenho certeza que quando voltarmos terá muita comida aqui ainda.

Salazar se levantou a acompanhando começou a caminhar até a porta e então reparou nas vestes de Alice, estava vestida com trapos, então decidiu manda-la se trocar:

-Se quiser ir vai ter que se trocar, esta horrorosa!

Alice revirou os olhos perguntando com uma voz carregada:

-Tenho que me trocar mesmo?

-Tem sim, e tem que pôr o vestido novo que eu mandei fazer para você, nunca vi você usá-lo.

Não foi seu pai que respondeu e sim sua mãe e se ela mandou era melhor por ou enfrentar uma ira dos deuses, Alice revirou os olhos novamente e subiu a escada pisando alto, “ Só vou aceitar esse desaforo por você Karvolt” pensou ela com raiva de seus pais.

Karvolt acordou sem entender o que estava acontecendo, a Velhinha apagara todas as memórias  do que havia acontecido na noite anterior, só se lembrava de ter terminado a espada de madrugada e de Willian o dono da loja de tecidos lhe presentear com aquela roupa que estava usando, não lembrava de nada com muita clareza, estava com fome, muita fome só pensava em comida, pensou em ir para casa, mas quando saiu para rua quase deu de cara com seu pai que vinha correndo em sua direção, Karvolt parou abruptamente seguido de Turin, que estudou de cima até em baixo olhando suas vestes:

-Onde arrumou essa roupa?

Karvolt deu de ombros dizendo:

-Não sei como, nem o porquê, mas foi o senhor Willian que me deu.

Turin ficou ali pensando, em toda a sua vida Willian nunca dera nada para nenhum dos dois porque dera agora? Ficou ali pensativo, porem uma pergunta era mais relevante no momento, olhou Karvolt e perguntou:

- E a espada terminou?

Karvolt assentiu sorridente contente com seu próprio trabalho deu a volta na mesa e pegou a bainha com a nova espada do rei dentro e ofereceu ao seu pai, que a pegou com um olhar de fascinação tirou a espada da bainha de couro negro e estudou por um momento, Turin nunca viu em sua vida uma espada tão linda e tão bem trabalhada daquela forma, na hora em que viu pode ter certeza que seria do agrado do rei:

-Você fez um belo trabalho, nem eu em toda minha vida consegui fazer uma espada tão perfeita como essa, meus parabéns!

Karvolt o abraçou como sinal de agradecimento, só se soltaram quando escutaram de longe o barulho de cascos de cavalo, turin se desvencilhou do abraço do filho dizendo:

-Eles chegaram!

E poucos segundos depois apareceu a figura do rei seguido de onze homens e uma dama de vestido lilás, quando chegaram Karvolt não pode acreditar em que seus olhos estavam vendo, era Alice, estava com um vestido longo lilás, estava com o cabelo amarrado em uma trança, Karvolt nunca reparou que o cabelo dela era tão longo, só o vira preso, seu rosto estava pintado com maquiagens a deixando parecer mais velha e usava um batom vermelho que fez o coração de Karvolt palpitar, ela olhou para ele com uma expressão de incomodada e ele apenas sorriu de volta:

-Bom dia vossa majestade, é uma honra tê-lo aqui na minha humilde forja.

Turin disse em sinal de respeito a Salazar, que acabara de descer do seu cavalo assim como os outros:

-Vim buscar a minha encomenda, espero que a tenha terminado.

Disse o rei, Turin assentiu confirmando e disse:

-Essa espada não fui eu quem a fiz, foi meu filho Karvolt, cresceu dentro destas forjas, e hoje quando vi a espada que ele fez para vossa graça percebi que ele já é melhor que seu mestre.

Salazar prestava atenção em todas as palavras de Turin, olhou pela primeira vez em Karvolt dizendo:

-Deixe-me ver a melhor espada do reino então.

Estendeu as mãos para que Karvolt a desse para ele, mas Karvolt ainda estava distraído com a beleza de Alice sacudiu a cabeça e olhou o rei nos olhos, ele ainda estava pensando em impressionar Alice, então disse:

-Permita-me demonstra-la para o senhor.

Fez uma longa reverencia e se levantou a tempo de ver o rei sorrindo:

-Além de melhor ferreiro, sabe manusear uma espada, ande me mostre o que sabe garoto!

Karvolt sem pensar duas vezes ficou em guarda tirando a reluzente espada da bainha, quando a tirou, todos os guardas mais o rei olhou a lamina com brilho nos olhos, começou uma dança simples com a espada e foi intensificando com jogos de pés, fez isso por vários minutos enchendo os olhos dos espectadores, Karvolt notou que Alice o olhava de uma forma diferente, parecia que estava mais apreciando sua presença do que sua apresentação, depois de terminar embainhou a espada e entregou ao rei de joelhos que disse:

-Já pensou em ser guarda real? Ou melhor ser guarda real e ser ferreiro particular do rei?

Karvolt ficou ligeiramente lisonjeado com as palavras do rei, todavia disse humildemente:

-Meu lugar é aqui com meu pai senhor.

Do lado de Karvolt, Torin segurou uma lagrima dando um pigarro, Karvolt olhou o rei que sorria para ele, Salazar desembainhou a espada e a fitou admirado:

-É uma bela espada, realmente valeu a pena a espera...

-Papai tenho um pedido para fazer para o senhor.

Alice cortou seu pai, ela estava quieta até o momento, Salazar a olhou contrariado e perguntou:

-O que é de tão importante?

-Quero ter aulas de esgrima com esse garoto!

Indagou ela fingindo que não conhecia Karvolt, todos riram dela menos Karvolt que a entendia, seu pai em meio a gargalhadas disse:

-Aonde já se viu uma mulher aprender a usar uma espada? Deixe disso Alice.

-Se o senhor deixar encerro meus passeios no subúrbio.

Foi sua jogada de mestre, pois seu pai havia parado de rir e fez com a mão para que seus homens também parassem:

-Promete?

Alice assentiu, ele suspirou dizendo:

-Tudo bem então, se ele aceitar pode ter aulas de esgrima com ele no palácio.

O rei virou-se para Karvolt esperando sua resposta, Karvolt disse:

-Será uma honra!

Fez uma reverencia a eles, Alice estava explodindo de felicidade, agora ela poderia ver Karvolt sem ser as escondidas:

-Todos os dias que querer ter aula é só mandar uma mensagem senhorita!

Completou Karvolt, Alice segurou o riso dizendo:

-Que assim seja!

Os dois se olhavam enquanto o rei se despedia de Turin, Alice deu um “tchau” formal para os dois e junto com rei foi embora, Karvolt a acompanhou com os olhos tentando guardar o máximo de detalhes daquele vestido que ficou lindo nela, “Aquele lindo vestido lilás” pensou ele.

 

 


Notas Finais


Prometo terminar a historia kkk


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