História Imortal - Em busca de vingança - Capítulo 28


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Ação, Camila Cabello, Camren, Drama, Fantasia, Ficção, Fifth Harmony, Investigação, Lauren Jauregui, Mistério, Mistico, Policial, Psicopata, Romance, Serial Killer, Suspense, Terror, Vampirismo, Vampiro
Visualizações 198
Palavras 1.844
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Prontos para tacar fogo no parquinho crianças?

Recomendo música Disturbed - Immortalized, se quiser de uma lida na letra que é foda pra esse momento!

Enjoy

Capítulo 28 - Uma promessa é dívida


Fitei o crucifixo de Lauren em minha mão e coloquei por dentro do colete, estávamos todos trajando fardas camufladas pela escuridão e armas em punho. Já era madrugada quando nos aproximamos do famoso D’Luna Club, que agora se encontrava fechado após o expediente.

Duas equipes táticas foram formadas, Dinah juntamente com Normani comandavam a equipe de policiais especializados Delta, que iria eliminar os capangas externos fazendo o mínimo de barulho possível, enquanto a equipe Alfa, formada por mim, Lauren, Ally e o mascarado que agora estava apenas com os olhos expostos pela touca ninja, iria infiltrar dentro do clube.

A detetive foi na frente comandando a tropa, com um sinal especifico de mão, ordenou que a Hansen e a Hamilton fossem pelo beco lateral, enquanto eu ia pela entrada traseira.

Posicionei na quina do muro observando o capanga que estava fazendo ronda. Ele seguiu para frente ficando de costas para meu esconderijo e parou retirando um cigarro de seu bolso, quando riscou o isqueiro, cravei as presas em seu pescoço ao mesmo tempo em que abafava seu grito com a mão.

Minha vingança, minhas regras.

Após alguns minutos voltei avisando que a passagem estava livre e ganhando um olhar reprovador da Jauregui pelo sangue em minha roupa. Abrimos minimamente a porta traseira e observamos quatro homens fazendo ronda pelo ambiente vazio.

Lauren fez sinal que iria abrir caminho e depois acompanharíamos sua ordem para atacar. Sua destreza em se locomover por entre as sombras fizeram minha admiração crescer por tal mulher. Com seu comando, fomos sutis até posicionarmos.

1...2...3... Todos atiraram com a arma provida de silenciador abatendo os três, simultaneamente estraçalhei a jugular do homem em minha frente.

Só não reparamos quando um quinto homem que voltava do banheiro viu os corpos ao chão, dando o alarme para que outros capangas viessem para o confronto.

O tiroteio iniciou e rapidamente me abriguei atrás de uma pilastra, tiros passavam ao meu lado causando adrenalina, mas um sorriso brotava em meu rosto, é bem melhor poder matar com a lei a seu favor.

Agachei e rolei para o lado distribuindo tiros que fuzilaram um verme qualquer, apoiei na mesa tombada e continuei atirando, abatendo mais dois em seguida. Subi a escada lateral com cautela, escutei passos e me escondi dentro de um quarto da boate.

Observei pela greta um homem familiar colocar sua digital em uma porta tendo acesso a tal e logo em seguida sair de lá liderando mais quatro caras armados até os dentes, descendo ao andar inferior.

Parei no primeiro degrau superior da escada e com a mira da Colt M4A1, busquei o tal líder.

Head Shot.

Desci em meio ao fogo cruzado desviando e atirando até ficar próximo do cara abatido, então confirmei que era o mesmo segurança babaca que me impediu de subir na sala do Big Daddy no dia que estive disfarçada de Verônica.

Eu disse que não me esqueceria dele.

Saquei meu fiel canivete e com um movimento preciso, arranquei seu dedo indicador. Melhor do que carregar esse verme até a porta.

- Vamos Jauregui, te dou cobertura! – Gritei vendo que ela estava em um local não muito propício.

Enquanto ela corria para se posicionar melhor perto de Normani, distribui tiros encobrindo-a.

Aqueles homens pareciam hydras, quanto mais eram abatidos, mais surgiam.

Voltei para escada e corri até a porta. Retirei o dedo ensanguentado do bolso e pressionei sobre o leitor.

ACESSO NEGADO

Droga! Será que cortei o dedo errado? Limpei a ponta da digital e tentei novamente.

ACESSO LIBERADO

Estava amando tudo aquilo. Dei um passo em direção à entrada, mas infelizmente toda diversão acaba, assim como a minha teve fim ao sentir o cano gelado de uma Colt Python sendo pressionada em minha têmpora.

Dois homens me arrastaram pela entrada enquanto o confronto ainda acontecia lá embaixo.

Tive meu colete confiscado junto com a arma e o canivete que guardava no coturno, e por fim as mãos amarradas com cordas grossas. A sala era enorme e logo que entrei, observei Ariana Grande sentada em um sofá com Peter assustado em seus braços.

- Tia Camila! – O pequeno tentou vir em minha direção, mas foi impedido por ela.

- Calma pequeno, eu vou te tirar daqui. – Fitei seus olhinhos lacrimejados.

- Você tem de aprender a não prometer o que não pode cumprir minha querida. – A voz de Victor preencheu o ambiente. – Ariana, vá para o escritório com Peter, quando meus homens acabarem com esses porcos eu mando te buscar.

Um dos capangas que me trouxe a acompanhou enquanto o outro vigiava a porta.

- Sabe, eu admiro pessoas fiéis, Ariana me contou que você andou de papo com o mascarado, por isso organizei essa confraternização.

- E eu só quero entender porque você destruiu nossa família. – Fitei seu olhar gélido.

- Porque eu sou superior. Já veio no meu sangue e quando entendi o significado do meu sobrenome, só tive a certeza de que nasci para comandar. Ambrogio: O imortal. – Fez a menção de um outdoor com as mãos e seu sorriso de contemplação me deu nojo.

- E eu nasci para exterminar vermes como você. – Tentei soltar as mãos em um ataque de raiva. – Você consegue despertar mais ódio em mim do que qualquer outro.

- Tão parecida com seu pai... Você já sabe o porquê de eu ter mandado matar Alejandro. Ele queria foder com meu Cartel, só não sabia que odiou a pessoa errada por todos esses anos. – Victor se serviu de algo que julguei ser Whisky – Seu pai não era envolvido nos negócios, tão pouco abusava de sua irmã. Ele sempre quis ser o mocinho nas histórias e definitivamente eu acho os violões bem mais atrativos.

- Como você pode abusar da Sofia hein seu verme! Me diz! – Gritei fazendo minha garganta queimar pela raiva e repulsa que sentia daquele homem.

- Você sabe o porquê. Assim como você, eu não controlo o instinto animalesco dentro de mim. – Deu de ombros.

- Porque você não me matou junto dela? – Preferia morrer a ouvir essas atrocidades.

- Eu só queria matar Alejandro, mas o idiota teve o ato heroico de tentar salvar Sofia, aposto que ela seria outra mente brilhante para minha organização. E eu tenho esperança de que você assuma meus negócios, você é genial Camila. Só comete o erro de tentar se igualar a esses meros humanos em sua vidinha sem graça.

- Eu vou te caçar até no inferno, mas você vai pagar por cada vida que tirou.

- Minha querida – Ele se aproximou e me puxou pelo cabelo para olhar no abismo de seus olhos. – Eu sou o próprio demônio. – Sorriu. - Aceite comandar meu império ao meu lado. Poderá matar quantos vermes quiser e ganhar para isso. Mas se recusar... Infelizmente será um grande desperdício ter que te matar.

Então um estrondo na porta foi ouvido, o mascarado rompeu entre a sala entrando em luta corporal com o capanga duas vezes maior, ele empunhava uma faca, mas com uma torção de punho foi desarmado. Aproveitei a distração para forçar a corda em meu pulso e já sentia sangrar, mas nada do maldito nó soltar. Visei a faca no chão, mas Victor correu pegando-a antes, forçando em meu pescoço enquanto de canto observei o mascarado também ser imobilizado.

- Ora, ora... Finalmente apareceu para a reunião. Confesso que estava impaciente para esse momento. – Victor o puxou e chutou seu joelho fazendo ajoelhar ao meu lado. - Sabe Camila, essa maldita me deu mais trabalho que você. Acredita que ela teve a audácia de entrar no sistema do meu computador e desviar alguns milhões?

Como ele pode afirmar que o mascarado é mulher?

Seus olhos através da touca me passavam medo, não por Victor, mas por mim.

- É hilário ver sua cara de confusão. Mas como sou um gentleman, vou te ajudar a entender.

Victor pegou na barra do capuz da então mascarada e mesmo em meio a resistência começou a suspender.

E como se tivesse entrando em câmera lenta seus traços tomaram meu foco.

Até meu coração errar a batida.

Seu olhar receoso e ao mesmo tempo emocionado conectou com o meu já então marejado.

Traços finos, boca destacada pelos lábios grossos, os cabelos castanhos desgrenhados assim como de nossa mãe me fizeram voltar no tempo.

(Flash Back On)

“ – Me prometam cuidar uma da outra quando eu morrer. – Sua voz debilitada pelo tumor sussurrava no quarto do hospital.

- Mas você não pode nos deixar mama. – Sofia disse em meio a lágrimas.

- Eu prometo. – Eu apenas disse abalada depositando um beijo em sua bochecha e saindo dali em seguida.

- Kaki! – A pequena correu ao meu encontro no corredor. - Eu também prometo cuidar de você.

(Flash Back Off)

- Mas... como? – Voltando a realidade minha voz não passava de um sussurro

- Dinheiro compra tudo pequena. – Victor parecia se divertir. - Inclusive um médico para emitir atestado de óbito falso, afinal por que você acha que o enterro foi com caixão fechado?

- Eu não sabia que você estava viva até pouco tempo Kaki. – Aquele apelido, aquele timbre suave agora livre da máscara... era real, Sofia Cabello está viva. – Eu cresci em um internato no Japão. Sempre soube que alguém pagava meus estudos, mas era anônimo. Como sou hábil com tecnologia, invadi alguns sistemas até descobrir que ele me bancava. – O olhou com desprezo. – Assim que completei dezoito anos, vim parar em um colégio militar de Londres e comecei a investigar. E foi ai que as merdas apareceram.

- Você deveria me agradecer por todo o investimento em sua inteligência. – Victor interrompeu.

- Afinal por que não me matou de verdade? – Sofi indagou tão furiosa quanto eu.

- Eu sei reconhecer um potencial, vocês duas são acima da média e com meu comando, não haverá limites para nós. Então a mesma proposta serve para você, que tal comandar o cartel em família?

- Jamais. – O olhar mortal em sua direção fez Victor arquear uma sobrancelha.

- Chefe, os porcos estão subindo. – O capanga alarmou.

- É realmente uma pena você ter que ver sua irmã morrer novamente. – Victor firmou o canivete que estava em sua mão. – Diga olá ao Alejandro no inferno. 

Então foi tudo muito rápido.

Com um impulso me joguei na frente de Sofia.

Lauren, Ally, Dinah e Normani invadiram a sala com armas em mãos.

Três tiros.

Um grito.


É assim que o mundo acaba? Nada de ver sua vida passando diante dos olhos? A única imagem que vejo é de Lauren chorando desesperada sobre mim, talvez ela seja minha vida. 

Suas mãos pressionavam o ferimento causado pelo canivete de Victor em meu peito.

- Não ouse morrer agora sua idiota! – Sua voz severa aguçava o sentimento em mim.

- Eu... eu finalmente salvei minha irmã. – Mesmo sentindo minha consciência esvair, emiti um singelo sorriso.

- Sim, você conseguiu. – Ouvia gritos e correria pela sala. – E agora você tem de ficar bem para poder viver com sua verdadeira família. - A fisgada em meu peito só aumentava.

- Me desculpe por nunca ter dito que te amo. – Sussurrei e com o piscar lento tombei a cabeça em seu colo, dois corpos ao chão se embaçaram em minha visão devido ao degradante ferimento que sangrava descontrolado.

E foi assim que eu disse olá a escuridão, minha velha amiga. 


Notas Finais


E ai, já peço desculpa por matar elas.
Mas me conte, desconfiava que Sofia estava viva?


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