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História Imortal Love - Capítulo 44


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Notas do Autor


Olá leitoreees! Mais um capítulo para vocês!! Continuando o Arco do Sherard, veremos como nossos personagens vão lidar com todos esses problemas.
Eu não tenho muito a dizer, o capítulo foi revisado, mas pode conter erros, perdoem e me avisem caso esteja grotesco ou dificultando ler!
Boa leitura!!

Capítulo 44 - Como confiar?


**Como confiar?**

 

Finalmente estavam em casa, quer dizer, para Archer e Gilbert foi rápido, mas os 20 minutos do trabalho até o lar causados por trânsito eram sempre estressantes, e olha que estavam numa cidade pequena, por que raios tinham tantos carros nas ruas? Grande mistério. Quando entraram todos já esperavam encontrar um Will chorando no sofá ou preso no quarto, mas tiveram a surpresa de vê-lo bêbado, várias garrafas de bebida estavam jogadas no chão e ele tinha os olhos vermelhos, denunciando as lágrimas de uma tarde inteira, ele estava largado sobre a mesa de centro da sala, jogando fotos que tinha com Sherard Miller na lareira enquanto o xingava de tudo que tinha direito. O choque do casal não poderia ser maior.

-Will! – Marguerite exclamou, pasma.

-Will Olhouser, o que pensa que está fazendo?! – Perguntou Marius, nunca tinha visto o filho fazer uma besteira daquelas.

-Bebendo, dã! – Resmungou atropelando, jogando mais fotos enquanto terminava de virar mais uma garrafa – Me livrando de TUDO que *soluço* aquele mentiroso deixou na minha vida!

-Mas que diabos, onde foi que ele começou a beber?! – Marius perguntou, olhando feio para Archer.

-Juro que nunca bebi perto ou ofereci bebidas ao seu filho! – Exclamou temendo uma punição.

-Não minta para mim! Eu vi que vocês pegaram algumas garrafas de cerveja e vodka que eu tinha ganhado de presente, eu não bebo, Marguerite não bebe, nem meu filho bebia! – Acusou com toda a razão.

-E-Eu juro! A gente jogou Verdade ou Desafio, eu nunca ofereci nada, ele bebeu por que quis! – Disse e era meio verdade meio mentira, até por que ele tinha sim pedido bebidas alcoólicas para o menor, mas ele podia muito bem ter pedido prenda para não beber.

-Seu-!

-E-Ele não tem culpa seu Marius! – Impressionantemente Gilbert o defendeu antes que aquilo ficasse pior – Eu tenho uma confissão... O Will sempre bebe quando fica muito mal.

-O que?!

-Sim, eu sei, eu sinto muito, mas é verdade! Ele sempre ficava bêbado desde os 14 quando algo dava muito errado ou ele ficava muito, muito triste, eu nunca consegui impedir e ele me fez prometer que não contaria a ninguém, então tudo que eu podia fazer era cuidar dele pra nada de mal acontecer! – Disse totalmente arrependido de ter guardado aquele segredo.

Marius, com sua postura séria e olhar incisivo, se colocou a frente de Gilbert, como se toda a sua indignação e raiva agora fossem direcionadas a ele, mas apenas afagou seus cabelos, bem mais calmo do que o esperado.

-Estou decepcionado e orgulhoso – Disse num suspiro – Deveria ter me contado, mas me orgulho em saber que você foi tão leal e cuidadoso com meu filho.

-Ele é meu melhor amigo senhor, eu faço tudo por ele – Sorriu.

Marius devolveu um sorriso meio torto, ainda incomodava muito saber que seu “bebê” já bebia para afundar as mágoas desde os 14 anos de idade, isso era extremamente nocivo para uma criança. Com a ajuda da esposa ele tirou as bebidas e as fotos das mãos do filho, que parecia uma criança fazendo birra, falando coisas sem sentido, xingando a todos e chorando em seguida, foi uma luta fazê-lo tomar um banho, mas muito fácil coloca-lo para dormir.

Enquanto Archer e Gilbert? Eles tinham olhares estranhos um para o outro, mas não disseram nada, cada um pretendia ir para o seu quarto quando Marius mandou que o mercenário dormisse com o loiro para dar espaço ao filho, ou seja, eles dormiriam no mesmo cômodo, entre quatro paredes, depois daquela tarde estranha que tiveram agarradinhos na praça. Obviamente foi muito difícil para os dois pegarem no sono.

 

(...)

 

A manhã seguinte tinha chegado, e Will levantou com uma levíssima ressaca, ele se lembrava de tudo que tinha feito ontem, ou seja, a bebida, foi mais forte do que si fazer aquilo, e olha que fazia uns bons meses que vinha tentando parar, nem estava tão bêbado graças a sua alta tolerância ao álcool, mas já conseguia ter coragem o suficiente para queimar aquelas fotos, e deixar toda a raiva que sentia sair. Agora tudo que ele queria era desaparecer no meio das suas cobertas, mas quanto mais chorasse pior estaria.

_A culpa é... Não é minha... A culpa é dele, e daquele pai idiota dele... Mas se eu tivesse ajudado... Não! Nada disso, eu nunca devia ter confiado nele... No fim ele estava certo, eu só confio nas pessoas erradas! – Pensou, jogando seu abajur no chão.

Ele se quebrou, fazendo o menor se sentir apenas um pouco mais leve, o suficiente para ter forças para levantar e limpar aquilo. Quando terminou foi tomar seu banho para ir para a escola, ele já tinha faltado muito, não podia deixar toda aquela merda atrapalhar os seus estudos, além do mais os laboratórios ainda lhe eram muito úteis, com eles poderia dar continuidade a pesquisa sobre sua imortalidade, só gostaria de ter mais ânimo para isso.

-Filho, você vai... Ah, já está de pé – Disse Marguerite ao abrir a porta – Você está bem?

-Ressaca – Murmurou distraído.

-Filho, eu e seu pai queremos conversar com você...

-... Precisa mesmo mãe? Eu não estou com muita cabeça pra conversas agora – Disse num leve tom de manha, não tinha paciência para sermões naquele momento.

-Preciso filho, estaremos te esperando na mesa pra conversar – E saiu.

Ele bufou, teria que ouvir tudo que seus pais tinham a dizer sobre responsabilidade, os perigos do alcoolismo, etc, ele sabia bem como aquilo era perigoso e legalmente errado, mas também sabia que sendo imortal nenhuma gota poderia fazer mal a ele á longo prazo, e era a única coisa que o fazia esquecer-se dos problemas. Mas claro, ainda teria que lidar com seus pais super protetores.

 

(...)

 

Uma semana se passou, e com os dias a melancolia do jovem foi substituída por rancor, ele odiava falar de Sherard e sempre que pensava nele sentia vontade de quebrar alguma coisa, as únicas pessoas que escapavam da sua raiva eram seus familiares, e amigos, ou seja, Gilbert e Archer, o tempo deles estava demorando mais do que o esperado, e o mercenário até entendia isso, apesar de algumas recaídas leves, como amassos e beijos.

-Chegamos, tenham um bom dia garotos.

-Obrigado – Disseram.

Marguerite como já estava determinado deixou o filho e seus amigos na escola para evitar sequestros ou situações incômodas, obviamente Archer teve que dar um jeito de escapar quando o carro sumiu, pois não queria nem fingir estudar, então os dois entraram sozinhos, e como sempre várias pessoas vieram falar com Will, que as cortava sem o mínimo de delicadeza, deixando bem claro o quanto não queria conversa.

-Will, não fica assim, ele não merece que você fique desse jeito por causa dele – O loiro disse.

-E como eu deveria ficar Gilbert...? Eu-...

-Will!!!

O Olhouser parou vendo ninguém menos que Paul vindo em sua direção, sentiu um enorme conflito interno vendo ele se aproximar e desatar a falar na sua orelha, vinho o evitando durante essa uma semana por que não sabia como deveria trata-lo, ele não fazia parte do seu círculo de amizades, portanto tinha vontade de chutá-lo dali, mas ao mesmo tempo nunca conseguia ser grosso com ele, ou se quer dar um chega pra lá, algo sempre filtrava suas palavras e fazia um sorriso surgir em seu rosto, era estranho.

-Oi Paul – Disse sorrindo torto, quem sabe ele percebesse que não queria conversa.

-Oiii, você tem estado tão estranho nos últimos dias! Aconteceu alguma coisa?

-Aconteceu, mas eu não quero falar disso.

-Mas desabafar ajuda!

-Desculpe Paul, eu apenas quero ficar quietinho – Disse num suspiro cansado.

O menor parou, pensou e formulou um sorriso sapeca, agarrando a mão do maior na intenção de puxá-lo para algum lugar, dizendo que iria leva-lo para onde poderia descansar sem ser incomodado, obviamente o imortal não queria ir, mas também não tinha muita motivação para negar, porem não foi Gilbert que segurou o rapaz, foi Sherard, que mesmo com uma perna e um braço engessados, além de várias ataduras e pontos pelo corpo, usando muletas para se locomover, causava medo nos desavisados.

-Cai fora – Disse simples e direto, quase como um rosnado.

Paul obedeceu, e saiu correndo dali sem dizer mais nada, deixando os três ali, a sós, ou melhor, os três no meio de um corredor cheio de alunos, que observavam confusos o estado do gigante, ele nunca tinha aparecido tão machucado antes, era tão grande e forte que era quase irreal pensar que ele tinha apanhado, apesar da sua postura folgada e corpo magro enganarem, ele podia não ser um fisiculturista, mas força não lhe faltava. Entretanto mesmo ferido isso não amoleceu o coração de um certo garoto.

-Will-...

-O que você quer?! – Interrompeu, completamente arisco – Eu disse que não queria te ver nunca mais!

-Eu... Eu queria me explicar melhor, e te contar, eu sei de muitas coisas dele que você precisa saber...

-Eu não quero nada que venha de você! É só isso que você sabe fazer não é?! Espalhar os segredos das pessoas! Você espera o que? Que eu te perdoe se você fizer com ele o mesmo que fez comigo?!

-Will você não entende! Eu por muitos anos não tive escolha! Eu juro que parei quando percebi que era errado!

O jovem respirou fundo, desviando o olhar para que o ex amigo não visse as lágrimas que se formavam em sua face, ele queria poder acreditar que ele não tinha culpa, que era uma boa pessoa, mas como conseguiria confiar nele? Como conseguiria olhar para ele sem lembrar-se do que ele tinha feito? Sem pensar que poderia continuar a fazer? Não tinha como saber se ele estava sendo sincero.

-... Eu cansei... Cansei de confiar nas pessoas erradas – Disse com lágrimas nos olhos, as segurando com todas as suas forças – Por favor... Me esquece.

E saiu dali em direção ao banheiro, precisava ficar sozinho, precisava pensar, não tinha forças para lidar com aqueles problemas agora, deixando o gigante e o melhor amigo ali, no meio de um corredor cheio de alunos curiosos, loucos para saber o que tinha acontecido.

-Gilbert...

-Não peça pra ele te perdoar... – Interrompeu, não estava propriamente irritado, mas muito triste.

-... Eu posso pedir o seu perdão...?

-Nós nunca nos gostamos desde pequenos... Você só ficou meu amigo por causa do Will, não é? – Gilbert esperou, internamente torcendo para que ele negasse fervorosamente, mas não, sempre soube o quanto o amigo odiava mentiras, então ele apenas suspirou, abaixando a cabeça, confirmando suas duvidas, partindo seu coração ainda mais – Você não precisa do meu perdão...

E então saiu correndo, pretendia ir atrás de Will, mas seu professor chegou no exato momento e o obrigou a ir pra sala, junto do gigante, que parecia desolado, mas não podia perdoar, principalmente por que sabia que seu perdão era irrelevante para ele, e isso só o magoava mais, pois assim como o imortal, o loiro amava Sherard como um dos seus dois melhores amigos, e saber que ele mentiu sua vida inteira, espalhou segredos, e fingiu ser quem não era apenas por que precisava estar perto de Will Olhouser era de destruir a confiança a amizade de qualquer um.

 

(...)

 

A tarde passou e Will não voltou para a sala, Gilbert ficou morrendo de preocupação, tinha ligado para ele duzentas vezes e nada do amigo se quer mandar uma mensagem, mas chamava, seu celular devia estar no silencioso. Quando finalmente deu a hora do almoço ele foi procurar, e Sherard insistiu em ir atrás.

-Não! Para de me seguir! – Disse pela enésima vez, parando no pátio vazio, esperava encontra-lo lá.

-Você não entende, eu não pedi sua permissão, preciso proteger o Will!

-Protegê-lo?! Você já não acha que causou muitos problemas não?!

-Exatamente! Eu quero protege-lo, quero me redimir pelos anos que passei o enganando! Eu sei que o que fiz foi errado, parei quando percebi isso!

-Desculpa, mas não consigo acreditar em você.

-Eu-!

-O que vocês estão fazendo?

Eles olharam para trás e viram Will, ele parecia cansado, mas bem, tomava uma coca diet enquanto tinha o braço livre cheio de cadernos e notas, como se tivesse passado a manhã toda estudando, e foi exatamente o que aconteceu.

-Will! Que susto você me deu! Eu achei que algo tivesse acontecido! Por que não voltou pra aula?!

-Eu estava estudando... Você sabe o que – Disse baixo, ignorando a presença do outro – Vamos almoçar?

-Claro!

-Will! Espera, eu realmente preciso falar com você! – Sherard disse, segurando-o pelo ombro – Por favor tampinha, você precisa me ouvir!

-... Eu não preciso ouvir nenhuma das suas mentiras, eu já disse, nunca mais quero ver você ou o seu pai na minha frente.

-ELE NÃO É MEU PAI! – Gritou.

Will se assustou, mas não recuou, vendo o olhar arrependido de Sherard, que tentou falar com ele mais uma vez, mas não adiantou, o jovem saiu andando, seguido por Gilbert, que também não queria estar perto do gigante mentiroso, que deveria aceitar, nenhum dos dois confiava mais nele, e talvez jamais voltassem a confiar, mas não podia deixar que isso o abalasse, mesmo que tivesse errado e muito, ainda tinha que os proteger daquele homem asqueroso, pois sabia que ele não deixaria o que tinha feito barato, espanca-lo era só o início, ele era capaz de tudo e se não tomasse cuidado talvez nunca mais tivessem noticias de Will Olhouser.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! Que dó deles gente, o trio inseparável, tadinhos ;-; principalmente o Sherard!
Comentem o que acharam do capítulo, me ajuda muuuuito, tem teorias? Fiquem a vontade para compartilhar!!
Inté!!


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