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História Impenetrável (ziall - abo) - Capítulo 36


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Capítulo 36 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Impenetrável (ziall - abo) - Capítulo 36 - Epílogo

Quatro anos depois...

-Eu não acredito que isso está realmente acontecendo! –Niall fala esbanjando felicidade ao meu lado.

Eu também não conseguia me conter de tanta alegria. Nós finalmente íamos ter um filho. Um filho!

Eu e Niall já estávamos tentando engravidar a oito meses. Assim que soubemos da gravidez de Louis, nós nos empolgamos e começamos a tentar ter o nosso filhote, mas por conta da sua bulimia, Niall não estava conseguindo engravidar, já que seu problema de saúde acabou afetando sua produção de óvulos.

O médico disse que isso era normal para pessoas que tiveram problemas como bulimia, então tudo o que podíamos fazer era esperar e continuar tentando. Niall tinha tomado vitaminas para ajudar, mas fora isso não tinha muito o quê fazer. 

O ginecologista tinha tido que se de tudo não conseguíssemos, podíamos tentar um tratamento ou fertilização in vitro.

Mas não foi necessário. Nós estávamos na quinta semana (um mês e uma semana) de gravidez. Um bebezinho estava crescendo na barriga de Niall!

-Eu sei, amor. –seguro sua mão e beijo sua cabeça- Hoje já podemos ouvir o coraçãozinho do nosso feijão.

-Para de chamar o nosso filho assim! –ele me da um tapa no braço.

-Não é minha culpa que ele se parece com um feijão!

Niall abriu a boca, certamente pra brigar comigo, mas a recepcionista nós chamou, dizendo que já podíamos entrar no consultório.

A enfermeira já nos esperava e nos cumprimentou educadamente.

-Você pode se deitar, Niall. –ela falou indicando a maca- Levante sua blusa, por favor. –ela pede a assim Niall faz- E como está sendo a gravidez? Tudo bem por enquanto?

-Eu tive um pouco de dor nos seios, mas está tudo bem agora. Estou tomando todas as vitaminas e tristemente larguei as frituras. –ele faz um drama e eu apenas rio de seu bico.

A enfermeira também solta um risinho e em seguida passa o gel na barriga de Niall. Ela aproxima a ultrassom e passa máquina na barriga de Niall, concentrando seu olhar na tela. Foquei meu olhar também, tentando enxergar alguma coisa ali, mas tudo parecia um borrão pra mim.

-Vocês podem me dar um segundo? –a enfermeira sorri para nós- Eu volto em um minuto.

-Han... Claro. –falo meio confuso.

Pouco tempo depois ela voltou, agora acompanhada do obstetra que estava acompanhando a nossa gravidez.

-Olá, casal. –ele sorri- Como vocês estão? –ele se aproxima de Niall e passa ultrassom novamente em sua barriga, seu olhar escurecendo um pouco.

-Está tudo bem? –pergunto preocupado e ele suspira.

-De quantas semanas você está, Niall?

-Cinco. Amanhã já faço seis.

-A essa altura já era para ser possível ouvir o coração do bebê, mas eu não estou conseguindo captar nada... –Não. Não. Não.- É normal nessa fase da gravidez ocorrer abortos espontâneos. Eu sinto muito. –ele nos dá um olhar complacente- Vocês podem tentar de novo em sete semanas. Eu realmente sinto muito. Vamos deixar vocês a sós. –ele fala e sai junto à enfermeira.

Eu não conseguia reagir. O meu mundo parecia ter desabado em frente aos meus olhos em questão de segundos.

Senti Niall me abraçar e começar a chorar em meu ombro.

Não conseguir me aguentar e chorei junto a ele.

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Dois meses depois...

Niall e eu estávamos tentando novamente ter um filho.

Apesar da dor enorme que sentimos ao perder nosso filho, conseguimos nos reerguer e agora estávamos firmes de novo em tentar mais uma vez.

Foram dois meses difíceis e repletos de choros, mas juntos nós conseguimos passar por eles. Tínhamos conversado com o obstetra e ele nós disse que o problema não era relacionado a nós ou à bulimia de Niall. Era algo relativamente comum que acontecia em muitas gravidezes, então não tínhamos que nós preocupar ao tentar de novo.

-Zayn! –Niall fala entrando ofegante na sala.

-Niall? O que você está fazendo aqui? Não era pra você está de plantão?

Niall finalmente tinha terminado sua residência e agora ele era um pediatra em um grande hospital no centro de Londres. Por um tempo foi difícil para ele ter crianças ao seu redor quando ele não conseguia ter sua própria, mas com o passar do tempo ele se acostumou e seu trabalho acabou se tornando até mesmo uma espécie de refúgio.

-Uma mãe levou o filho pra uma consulta hoje e me pediu pra olhá-lo enquanto ela ia até o banheiro. Só que a mulher sumiu! Desapareceu sem deixar nenhuma pista! Ela simplesmente deixou o bebê lá no hospital.

 -E por que você parece feliz por isso?

-Porque ele é nosso filho! –ele sorri grande.

-Perdão?

-Eu não sei explicar, Zayn. É só que... Ele parecia tão assustado e quando eu o abracei... Eu senti como se ele fosse nosso filho! Eu sei que parece loucura, mas eu realmente quero adotá-lo!

-Niall, amor, eu não quero te magoar, mas isso não é uma decisão que você pode fazer assim. Eu sei que nós queremos muito um filho, mas a gente não pode simplesmente sair adotando a primeira criança que vermos. –falo cauteloso, tomando cuidado para não chateá-lo.

-Olha, eu sei disso, mas eu juro que não é uma euforia de momento ou um desespero pra ter um filho! É só que... Eu não sei explicar, mas quando eu o abracei, tudo pareceu fazer sentido, sabe? Pareceu que ele era meu. E ele se abraçou em mim de uma forma tão calorosa, como se meu cheiro o acalmasse... –Niall suspira, tentando recuperar sua calma- Vem comigo conhecer ele. É só isso que eu te peço. Uma chance.

-Niall, isso não... –ele me corta.

-Por favor. –ele parece me implorar- Só uma chance. Conhece ele primeiro. Depois você pode tomar uma decisão.

-Tudo bem. –falo suspirando derrotado.

-Então vem! –ele me puxa para fora de casa.

-Agora?!

-Sim, agora!

Ele praticamente me empurra dentro do carro e saiu cantando pneu até o hospital, provavelmente tomando algumas multas no caminho.

Quando chegamos ao hospital, Niall me levou direto para a sala de espera do hospital. Dentro dela, bem no cantinho, tinha um pequeno menino.

Ele devia ter uns dois anos de idade. Seu cabelo castanho estava cortado no famoso cabelo de cuia que metade das crianças tinha e suas bochechas eram grandes e fofas. Ele brincava com um caminhãozinho de brinquedo e seus olhos castanhos, apesar de focados no brinquedo, estavam meio tristes. Sua boca tinha um bico e a ponta do seu nariz de botão estava vermelha, como se ele tivesse chorado.

Seu olhar subiu do brinquedo para nós e o olhar dele imediatamente se iluminou, um sorriso de dentinhos tortos abriu no seu rosto e ele correu na nossa direção.

-Tio Niall! –ele gritou feliz e se agarrou nas pernas de Niall, sorrindo feliz para o ômega.

-Oi, pequeno. –Niall fala carinhoso e se abaixa até ficar na altura do pingo de gente à sua frente.

Ao ver os dois juntos ali, o meu coração se aqueceu. A cena era adorável.

Eu não sei explicar o que senti naquele momento. Só parecia certo, parecia família. Minha família. E isso era mais do que o suficiente.

O olhar do menininho se volta para mim. Ele me olha curioso e desconfiado, mas depois abre um sorriso tímido.

-Oi. –ele fala baixinho.

-Oi, coisinha. –me abaixo na altura dele e lhe dou um sorriso.

-Você ta dodói? Ta chorando. –ele fala e só aí me dou conta das lágrimas que escorriam pelo meu rosto. O menininho me abraça e dá um beijo babado no meu rosto. –Passou, passou. Não chora não. –ele fala fazendo um carinho estranho no meu rosto. 

-Tá tudo bem, coisinha. –falo e o abraço de volta, fechando meus olhos e aproveitando o calor gostoso que se instalou em meu peito.

Quando abro meus olhos, me deparo com Niall encarando nós dois. Ele tinha o rosto vermelho e algumas lágrimas escorriam pelas suas bochechas. Um sorriso grande brilhava em seu rosto.

Eu sorri de volta pra ele e acenei com a cabeça.

Não precisou de nenhuma palavra, ele entendeu o que eu quis dizer.

Ali começava nossa família.

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Três meses depois...

Quando assinei o papel, o meu mundo pareceu ficar completo.

Depois de três meses correndo atrás dos papéis da adoção, hoje estávamos finalizando o processo todo.

Tínhamos conseguido, com a ajuda de um detetive particular, achar a mãe de Noah. Nós conversamos com ela e pedimos para que ela fosse conosco assinar os papéis necessários para a guarda de Noah ser nossa.

Claro que estávamos morrendo de medo de ela mudar de idéia e querer tomar Noah de novo para ela, mas se fossemos adotar por outros meios, iria acabar demorando muito e Noah podia até mesmo acabar em outra família.

Por sorte, ela estava mais do que disposta a se livrar de qualquer responsabilidade que tivesse com Noah, então o processo foi tranquilo.

O juiz nós deu a guarda provisória de Noah, então ele já estava morando na nossa casa durante esses três meses. A única –grande- diferença que iria acontecer é que agora ninguém podia o tirar da gente. Ele era oficialmente nosso filho.

Quando a assistente social veio com Noah em nossa direção, o meu coração parecia que ia explodir de tanta felicidade.

 -Agora nós somos seus papais, coisinha. –abraço Noah e ele me olha confuso.

-Mas vocês já não eram?

-Sim, pequeno. –Niall fala chorando de felicidade- Nós já éramos.

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Três anos depois...

-Parabéns pra você... –todos entoam em um coro, batendo palmas para Noah.

Hoje era seu aniversário de cinco anos e todos os nossos familiares e amigos estavam reunidos para comemorar junto a nós. Algumas crianças da escolinha de Noah também tinham vindo e corriam e gritavam por ai.

O aniversário estava sendo feito em um salão de festas grande e espaçoso por motivos de eu não queria bagunça na minha casa.

O tema da festa era Mario e, como já era tradição, nós três estávamos vestidos a caráter. Eu de Mario, Niall de Luigi e Noah de Yosh. Eu me sentia ridículo naquela fantasia, mas nós três juntos nas fotos estávamos uma gracinha, então tudo bem.

Quando a festa finalmente acabou, fomos para casa. Noah já estava dormindo na cadeirinha e Niall parecia estar a um passo de apagar também.

-Pode ir se ajeitar pra dormir, amor. –falo quando chegamos em casa- Eu coloco ele pra dormir.

-Aham... –Niall fala já meio grogue de sono.

Eu tiro Noah da cadeirinha e o levo para seu quarto. Dou um banho no meu filhote e o coloco em sua cama depois. Ele estava tão cansado que nem mesmo precisei lhe cantar uma canção de ninar.

-O papa te ama, coisinha. –dou um beijo em sua bochecha.

-Também amo você, papa. –ele sorri um pouco antes de apagar completamente.

O embrulho com seu cobertor e acendo o abajur antes de sair do seu quarto e ir para o meu.

-Niall? –chamo quando não o vejo na nossa cama.

Ele sai do banheiro e seu rosto estava meio pálido, assim como em todas as vezes que ele vomitava.

Ah, não.

-Amor... –falo preocupado e me aproximo dele- Você está bem?

-Nós temos um problema.

Na mesma hora meu coração para. Apesar de estar melhor depois de tanto tempo de tratamento, às vezes a bulimia de Niall dava as caras e o fazia vomitar e chorar. Eram dias raros, mas difíceis e preocupantes.

-Temos? –falo, a preocupação transbordando na minha voz.

-Ano que vem vai ser difícil achar uma fantasia para o aniversario do Noah. –Han?

-Han?

-Pois é. Vamos ter que encontrar quatro fantasias ao invés de três. –ele fala sorrindo e colocando minha mão em sua barriga.

-Espera... Você... Você... –eu estava tão estático que não conseguia nem mesmo falar.

-Parabéns, Zy. Você vai ser papai de novo. –ele sorri grande.

Eu só consigo sorrir e o abraçar, dizendo um milhão de “eu te amo’s” em seu ouvido.


Dois meses depois (três meses de gravidez)

-Está tudo certo com o bebê. –a enfermeira fala e eu e Niall soltamos um suspiro aliviado. Niall estava no terceiro mês de gestação e até agora tudo estava indo muito bem, mas ainda morríamos de medo de algo acontecer- Eu já consigo ver o sexo do bebê. Vocês querem saber se é menina ou menino?

-Sim! –Noah grita do nosso lado- Eu quero uma irmãzinha, que nem a Darcy! –ele fala se referindo a filha de Harry e Louis.

Noah era dois anos mais velho que Darcy, mas os dois eram como carne e unha. Apesar de eu jurar que os dois eram ômegas, eles não tinham NADA de quietos e calmos. Aqueles dois juntos tacavam fogo em tudo.

-Então eu posso falar? –a enfermeira olha para mim e Niall, esperando nossa confirmação.

-Pode sim. –Niall fala.

-Não pode não! –eu falo- Nós vamos ter o chá de revelação semana que vem, Niall.

-Bem... É só a gente não contar pra ninguém. Ai vai ser uma revelação pra eles. –ele sorri amarelo.

-Não é assim que funciona e você sabe disso. –falo firme.

-Noah, o papa não quer deixar a gente saber. –Niall faz um bico.

-Mas papa... –um biquinho surge nos lábios de Noah- Eu queria tanto saber.

-Nada disso, coisinha. –falo firme.

-Por favorzinho. –Noah e Niall falam juntos com olinhos pidões.

-Isso foi golpe baixo. –resmungo. Eu não tinha nenhuma chance contra esses dois.

-Você pode falar. –Niall fala para a enfermeira, sorrindo grande.

Ela olha para mim em dúvida e eu reviro os olhos, mas assinto com a cabeça.

-Bem, Noah, você é um garoto de sorte. Você vai ter uma irmãzinha!

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-“Você é linda. Tudo bem ser diferente, tudo bem ser tímida. Você não tem que seguir a multidão.” –termino de falar e fecho o livro.

Estávamos deitados todos deitados na cama do meu quarto. Cheddar aos nossos pés e Noah enroscado em Niall.

Eu estava lendo um novo livro para Noah e para a minha coisinha 2.  Sim, era assim que eu chamava minha filha enquanto não decidíamos o nome dela.

O livro da vez era “Histórias de Ninar Para Garotas Rebeldes”.

Antes da gravidez eu sempre lia uma história ou cantava uma música para Noah, mas agora eu fazia isso para a minha filhote também. Desde o primeiro dia de gravidez eu tinha começado a fazer isso, mas agora que a bebê conseguia ouvir, ficava muito mais empolgante ler as histórias.

Era sempre gratificante ver como Noah dormia com minha voz e como minha coisinha 2 se acalmava toda quando eu falava com ela.

Dois meses depois (cinco meses de gravidez)

-Daddy... –Niall geme alto.

Noah tinha ido passar a noite na casa de Harry e Louis e nós dois decidimos fazer bom proveito isso.

-Porra, baby. –rosno, indo mais duro.

Ele estava deitado de costas para a cama, suas pernas apoiadas em meus ombros enquanto eu metia fundo nele.

Por conta da gravidez, ele estava muito mais sensível e muito mais gostoso. Suas curvas estavam acentuadas e até mesmo seu peito estava mais saliente.

-Você me fode tão bem, daddy...

-Você é uma putinha, baby. Doida pelo pau do daddy.

Isso não era exatamente uma mentira. Desde que Niall entrou no segundo trimestre de gravidez, sua libido tinha subido de forma absurda. Ele queria sexo o tempo todo e em todo lugar.

Não que isso fosse algo ruim.

-Vem, baby. Vem pro daddy.

Mandei e ele, como o bom garoto que era gozou forte, se melando todo em uma bagunça deliciosa. Eu não consegui me segurar e vim logo depois dele, enchendo seu interior com minha porra.


Um mês depois (Seis meses de gravidez)

-Como está a nossa coisinha 2? –falo beijando a barriga de Niall.

Ele tinha acabado de chegar do hospital e parecia um pouco cansado, mas feliz. Ele queria trabalhar até onde podia, pois quando nossa filha nascesse ele queria pedir demissão. Apesar de amar sua profissão, ele tinha decidido que preferia ficar cuidando da nossa bebê até que ela tivesse idade o suficiente para entrar na escola.

Eu tinha dito que podíamos ajustar nossos horários para que sempre tivesse um de nós dois junto a ela, mas ele preferiu deixar o trabalho mesmo.

Era a decisão dele, então eu apenas concordei e o apoiei, mas eu não dava seis meses até ele enjoar de não ter um trabalho e arrumar alguma coisa pra fazer.

-Nós temos que parar de chamá-la assim. –ele ri.

-Bem... Noah tem uma lista de nomes que ele gosta. O que você acha de dar uma olhada? –pergunto enquanto o ajudo os sapatos.

-Tudo bem. Mas a nossa filha não vai se chamar gelatina! –eu rio com ele.

-Combinado.

--------------

-Não, Noah. –falo firme.

-Por favorzinho, papa. –ele me olha pidão.

-Você pode pedir o tanto que quiser, mas sua irmã não vai se chamar Uniqua só porque você gosta de Os Backyardigans.

Ele faz um biquinho, mas concorda mesmo assim.

-Que tal Lily? –ele pergunta.

-Lily? –Niall fala interessado.

-É! É a sua flor favorita, não é papai? O papai gosta de lírios! –Niall concorda.

-Eu gosto de Lily. –eu falo.

-Eu também. –Niall sorri.

-Então será Lily. Nossa pequena e linda flor. –todos nós sorrimos.


Um mês depois (sete meses de gravidez)

Niall já estava em seu sétimo mês de gravidez. Ele era uma bolinha mal humorada que andava como um pinguinzinho.

Adorável!

-Meus pés estão me matando. –ele reclama depois de finalmente conseguir se ajeitar na cama- Tão inchados e doloridos...

-Você pode simplesmente pedir uma massagem, amor. –eu rio.

-E você poderia me dar uma sem eu ter que mandar indiretas, mas aqui estamos, não é mesmo? –ele retruca atrevido.

Eu apenas solto um riso e pego o creme na cabeceira. Depois me sento na ponta da cama e começo a massagear seus pés.

Por ser o último trimestre, ele acabava tendo muitas dores, tanto nos pés quanto na coluna, mas felizmente essas eram as únicas complicações que tínhamos.  De resto, a gravidez tinha sido até que bem tranquila.

-Humm... Isso... –ele geme quando eu aperto um ponto certo em seu pé.

Eu sabia que ele não tinha feito com teor sexual, mas mesmo assim o meu pau endureceu.

Respirei fundo e tentei me acalmar. Eu sabia que ele estava dolorido demais para sequer pensar em sexo, então eu tinha que me controlar.

-Você sabe que eu posso sentir o seu cheiro mais forte quando você fica excitado, né? –Niall fala e ri anasalado.

-Na verdade, eu tinha me esquecido.

-Nós podemos... Você sabe.

-Não. Você está muito dolorido pra isso. Não tem problema, ok? Eu posso me conter em minhas calças sem problema. –continuo a massagear seus pés.

-Que tal um boquete então? –ele tenta se levantar para vir até mim, mas eu nego com a cabeça.

-Você está dolorido, amor. Não vamos fazer nada. Sim, eu estou excitado... Você é um puta de um gostoso, como eu não estaria? Mas você estar confortável é muito mais importante, okay? A gente faz alguma coisa em um dia que você não estiver tão cansado.

-Obrigado. –ele fala com um sorrisinho.

-Você não tem que me agradecer, Niall. Eu não fazer você transar comigo quando você não está afim, não é nada além da minha obrigação.

-Wont, meu orgulho. –ele fala zombando, mas eu sabia que tinha um fundo de verdade ali- Mas estou te agradecendo por tudo. Por ser o marido maravilhoso que você. Por ser o pai incrível que você. Por ser o meu amor e meu amigo. Obrigado. –ele sorri.

-Você falando assim me faz parecer incrível, mas na verdade você que é. Você tem todas essas qualidades que eu tenho, só que em dobro.

-Eu sei. Sou perfeito.

-E também é um metido. –rio antes de beijá-lo.


Dois meses depois (nove meses de gravidez)

Estávamos Niall, Noah e eu deitados no sofá da sala assistindo Monstros S.A e comendo pipoca. Niall estava em seu nono mês de gestação e qualquer momento nossa menininha iria chegar ao mundo.

-Papai! Você fez xixi nas calças! –Noah fala alarmado.

O momento pelo jeito era agora.

Um sorriso abriu no rosto de Niall e ele começou a chorar. Provavelmente de felicidade e nervosismo.

-Não precisa chorar, papai. –Noah fala, usando suas mãozinhas para secar as lágrimas de Niall- Eu também faço xixi às vezes, ta tudo bem. Não precisa ficar com vergonha.

-Obrigado, pequeno. –Niall fala rindo de Noah- Você faz um favor para o papai? Vai atrás da Anne e fala pra ela que a hora chegou, ta bom?

-Tá bom, papai. –ele fala e sai correndo para a cozinha, onde Anne estava.

-Zayn! –Niall me chama e só ai eu saio do meu estado de choque- Você precisa de um convite ou vai me levar logo para o hospital?

-Sim. Claro. –me levanto do meu lugar e pego Niall no colo, andando rápido com ele até o carro.

A bolsa dele e da bebê já estavam no carro, então eu não tive que me preocupar com nada a não ser o colocar no carro.

Rodeei o carro e entre no lado do motorista, saindo em disparada com o carro.

-Ela está muito adiantada. Isso não é um bom sinal. É muito cedo! –falo morrendo de preocupação.

-Zayn, a cirurgia já estava marcada pra amanhã. Ela esta um dia adiantada.

-Ainda assim, é muito cedo. E se algo estiver errado? E se ela não estiver pronta pra nascer?!

-Ainda bem que você está aqui pra me tranquilizar. Obrigado, viu? –ele fala irônico.

-Okay. Desculpa. Ta tudo certo. Eu só estou nervoso. –respiro fundo- Vai dar tudo certo, amor.

Chegamos ao hospital e em pouquíssimo tempo Niall já estava sendo preparado para a cesariana, já que por ser um ômega macho, ele não poderia dar a luz em um parto normal.

-Está preparado? –o obstetra que faria a cirurgia pergunta ao entrar na sala.

-Sim. –Niall fala sorrindo, apesar da dor das contrações que eu sabia que ele estava sentindo.

-O pai vai assistir o parto? –ele pergunta e eu assinto.

-Então vamos lá. –ele fala e toda a equipe começa a se mover.

Eu ligo a câmera que tinha levado e começo a filmar todo o processo do parto.

Foi tudo tranquilo, sem imprevistos pelo caminho. Niall estava uma linda bagunça e o choro da minha filhote foi um dos sons mais lindos que já ouvi.

-Oi, princesa. –Niall fala beijando a cabeça ainda meio melada de Lily- Eu sou o seu papai! –ele sorri e eu fico imensamente feliz de estar registrando esse momento lindo- E aquele bobão chorão ali, -ele aponta pra mim- é o seu outro papai.

-Oi, minha pequena flor. –sorrio.

-------------------

Saio para a recepção e encontro toda a minha família ali.

-E então? –Harry fala ansioso.

-Ela é uma linda e forte menininha! –falo todo feliz.

-Minha irmãzinha nasceu? –Noah fala animado.

-Sim, coisinha. Você gostaria de conhecê-la?

-Sim! Sim! Sim! –ele começa a falar enquanto pula animado.

-Então vamos. –estendo a mão para ele- Já já vocês também vão pode entrar, ok? –falo para o restante do pessoal.

-Está tudo bem, Zy. Pode ir. –Louis fala sorrindo pra mim, enquanto ajeita sua filha nos braços.

Sorrio para eles e então levo Noah para o quarto. Eu o ajudo a subir na cama e ele se senta ao lado de Niall.

-Ela tem cara de joelho. –é a primeira coisa que ele fala, arrancando uma risada minha e de Niall.

-Isso é porque ela é um bebê. Você se lembra de quando Darcy nasceu? Ela também tinha cara de joelho, mas agora ela já é uma linda garotinha, certo?

-Ela não é bonita. É minha amiga! –ele faz uma careta, como se achar Darcy bonita fosse algo ultrajante.

-Você pode ser amigo dela e a achar bonita, coisinha. –eu falo rindo.

-Não, ela não é bonita. Marcos é bonito.

-Como é?! Quem é Marcos, Noah Malik?! –falo furioso.

-Você sabe que um dia ele vai encontrar alguém pra ele, certo? –Niall fala rindo da minha cara.

-Ele é meu bebê e sempre vai ser. Nunca vai namorar!

-O que é namorar, papa?

-É uma coisa muito ruim, coisinha. Você não quer fazer uma coisa ruim não é?

-Não, papa!

-Deixe o menino em paz, Zayn. Ele só tem cinco anos. –Niall revira os olhos.

-Me deixa preservar a inocência do meu filho. –falo emburrado e Niall ri mais.

-Quem te olha com esse bico nunca que diz que você era um grosso arrogante quando nos conhecemos.

-É. -um sorriso carinhoso surge no meu rosto ao ver toda minha família ali- você derrubou todas as paredes que eu construí. -ele sorri grande pra mim- Eu acho que no fim eu não era realmente impenetrável.

 


Notas Finais


Versão Larry ❤ (o plot é o mesmo, mas o desenrolar da história é meio diferente. Eu acho que vocês vão gostar): https://www.wattpad.com/story/211628589-impenetr%C3%A1vel-l-s-abo
....
Eu nem acredito que acabou.
Foi tão estranho marcar a fic como "finalizada"
Eu estou muito feliz por finalmente concluir esse trabalho, mas estou tão triste que acabou :(
Obrigado por tudo, gente. Sério mesmo.
Obrigado pelos mais de 600 favoritos, pelas mais de 28 mil visualizações e pelos mais de 530 comentários.Vocês arrasaram!
Vocês não tem noção do quanto me fizeram feliz. Eu amo cada um de vocês. ❤
Vou sentir falta de todos vocês. De cada comentário gigante e engraçado e de cada comentário curto, mas completamente importante pra mim.
Obrigado por fazerem parte dessa história junto a mim. ❤
MAS AINDA TEM OS BÔNUS! NÃO ME ABANDONEM AINDA! (posto quando tiver 10 comentários, pode ser?)

Deem uma olhada nas minhas outras fics tb, talvez vcs gostem tb ❤

https://www.spiritfanfiction.com/historia/eu-so-sei-que-te-amo-wico--solangelo-3510328
https://www.spiritfanfiction.com/historia/era-so-pra-fazer-ciumes-3902533


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