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História Imperecível - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá gente, demorou mas finalmente saiu mais um cap quentinho do forno!!

Ja sabem né? Manda comentariooooo!!!!

---> Meu twitter @Rikomichin

Capítulo 2 - Mais descobertas


 

 

 

 

 

 

 

Pela primeira vez na sua vida ele estava feliz de aparentar ser mais velho. De óculos escuros, blazer (que sua mãe comprara para ele a um tempo atrás) e cabelos soltos, Asahi se esgueirava na livraria para o setor de BL. Estava tão nervoso que suas mãos suavam e  sua boca estava seca, mas precisava fazer aquilo. Já fazia tempo que percebia sua falta de interesse no gênero oposto, e no auge de sua adolescência, os sonhos molhados eram frequentes mas nenhum deles era com garotas. 

 

A primeira vez foi  com um ator de dramas românticos, um que vez ou outra aparecia  na novela que sua mãe assistia diariamente, foi num desses dias corriqueiros que o drama mostrava uma certa cena onde o ator estava sem camisa saindo da piscina e seduzindo a mocinha. Por algum motivo ver aquela cena fez com que Asahi se sentisse constrangido, horas mais tarde naquela madrugada ele acordou assustado pois em seu sonho a mocinha era ele, e seu pau… Bem, estava duro. 

 

Depois desse dia ele foi se acostumando com a ideia de sentir atração por homens. Os sonhos continuavam (inclusive com garotos conhecidos). Como qualquer adolescente em sua situação, sua cabeça fervia com dúvidas sobre a sexualidade, mas não tinha ninguém que pudesse confiar para ter uma conversa  franca, sendo assim ele fez o que normalmente outras pessoas fariam no lugar dele, procurou no Google.  

 

"Como saber se sou gay" Google, pesquisar!

 

As mais diversas respostas foram encontradas. Apesar de ficar um tanto assustado com a quantidade de assunto relacionado ao mundo gay, Asahi chegou na conclusão de que só saberia testando. Encontrou um vídeo onde um garoto relatava suas experiências e dava dicas de como se descobrir. A primeira etapa para o teste era "veja pornografia gay". Essa era razoavelmente fácil.  Infelizmente sua internet era bloqueada mas sabia de livrarias que vendiam mangas gays, os conhecidos Boys Love ou Yaoi. 

 

A segunda etapa era "tente se estimular enquanto vê" essa também era fácil, poderia fazer  de madrugada ou quando estivesse sozinho, no entanto, ao continuar teve uma surpresa ao ver que o vídeo sugeria também estimular a próstata com o dedo ou vibradores eróticos, sempre utilizando lubrificante para facilitar a introdução. O garoto do vídeo explicava detalhadamente como fazer o procedimento e, apesar de ser algo totalmente novo para ele, aquilo não parecia afastá-lo, pelo contrário, aquelas informações foram um tanto instigantes e o deixou bastante curioso. 

 

A próxima etapa era "tente beijar um garoto que ache atraente". Essa infelizmente estava fora de cogitação. Apesar de ter vários garotos em mente, só de pensar em se aproximar de qualquer um deles já lhe causava arrepios de vergonha e constrangimento. Nunca foi bom em habilidades sociais, já era difícil conseguir se aproximar dos outros para uma amizade, imagina pra isso. Claro que gostaria, mas parecia muito mais fácil comprar um manga BL.

 

E lá estava ele, andando pelos corredores da grande loja tentando ser discreto ao se direcionar ao setor de Yaoi. Pra sua surpresa no setor que achou que encontraria outros garotos como ele, na verdade estava cheio de meninas animadas e sorridentes, elas pareciam bem à vontade. Ele folheou alguns mas não sabia qual comprar, pensou que deveria ter pesquisado isso no Google também.

Depois de um tempo tentando encontrar algo de seu interesse percebeu alguns olhares sob si. Viu que as meninas que antes estavam interessadas nos mangas agora olhavam fixamente para ele. Seu coração começou a bater mais rápido e sentiu o corpo gelar, será que era alguma conhecida? Ele fez algo errado para ser encarado desse jeito?

De repente uma delas se aproxima.

 

- C..com licença. Você é novo aqui?

Asahi estava muito nervoso, o garoto alto de cabelos longos estava com medo de ser descoberto, ele apenas assentiu com a cabeça.

-  Ahh... Esse é o setor de BL para “garotas”.- Ela disse dando uma risadinha irônica. -  O setor de Bl adulto é por ali...

 

Confuso, o ace olhou na direção apontada pela menina,  uma sala separada no final da loja. Do lado da entrada, uma placa informando que o local era proibido para menores de 18. Asahi engoliu seco, teve medo de ser pego por algum funcionário mas sabia que era ali que encontraria o conteúdo que queria. Ele respirou fundo, agradeceu e seguiu para a sala. Logo ao andar ouviu o grupo de garotas soltaram gritinhos histéricos de entusiasmo. Ele ficou tão tímido, talvez ser gay seja popular com algumas garotas. 

 

A cada passo em direção a sala sentia seu coração saltar pela boca. Estava morrendo de medo mas já tinha chegado até ali, iria até o fim. Não pensou muito quando passou pela entrada e então... Finalmente! Ali sim tinha as mais diversas revistas, mangas e outros produtos com conteúdo adulto gay. Ele não queria ter esse pensamento tão bobo, mas  sentiu como se tivesse descoberto um tesouro. A cada lado que olhava seu rosto fervia. Era tudo muito "interessante".

 

Acabou pegando mais do que esperava, mas não era só revistas que tinham ali. Em algumas prateleiras mais afastadas viu os variados modelos de vibradores e consolos. Pensou diversas vezes se deveria comprar. Não sabia se teria coragem, mas ele já estava ali de qualquer forma,  mas não tinha tanto dinheiro, se bem que haviam modelos bem acessíveis. Depois de pensar tanto simplesmente pegou um dos vibradores menores e mais baratos, lembrou também do lubrificante. Conferiu os itens da sua compra, tudo certo, foi ao caixa onde gastou quase toda a mesada, mas saiu do local se sentindo orgulhoso pela coragem. 

 

x fim do flashback x

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Durante todo o trajeto essas memórias passavam pela cabeça de Asahi, da última vez que esteve no centro da cidade foi para comprar certos itens para o seu “teste” pessoal. Eventualmente suas dúvidas sobre a sexualidade foram sanadas, mas quem diria que  finalmente estaria em um encontro. O mais surpreendente na verdade era que não foi ele que arranjou esse encontro e sim seu amigo, Suga, que curiosamente o acompanhava até o local.

 

- Suga, você está vindo comigo porque mesmo?

- Oras... eu também quero ir no cinema, esse filme parece divertido. -  Disse o garoto olhando para o smartphone enquanto digitava entretido.

 

Segundo o levantador, ele combinou com Yaku um encontro entre os dois para assistirem um filme. Quando soube do combinado, a data e o local já estavam decididos,inclusive o filme também (que ele ainda não sabia qual era). Claro que Asahi concordou com tudo, nunca imaginou que poderia ter a chance de ser mais próximo de Yaku, um garoto tão lindo… Ahh só de pensar ele já ficava nervoso e com as bochechas vermelhas, seu estômago gelava e uma leve fraqueza nas pernas o acometia.  Tinha medo de fazer algo errado e acabar estragando tudo, ele sabia que a confiança não era sua melhor qualidade, na verdade haviam raros momentos em que se sentia seguro, normalmente na quadra, quando sabia que Nishinoya estava atrás de si protegendo todas as bolas de caírem. Talvez se Nishinoya estivesse com ele nesse momento ele se sentisse mais tranquilo.

 

Não demorou muito para o metrô chegar na estação desejada. Apesar do nervosismo ele estava ansioso para encontrar seu “date”. No meio de tantas pessoas conseguiu identificar o líbero do Nekoma e pra sua surpresa ele também não estava sozinho, Kuroo, o capitão do mesmo time, o acompanhava. Agora o fato de Suga ter vindo junto fazia todo sentido, felizmente Yaku o recebeu simpático e animado.

 

O caminho até o cinema foi um pouco constrangedor, Suga e Kuroo andavam mais a frente numa conversa animada e parecia bem claro um clima entre os dois. Poucos passos atrás Yaku e Asahi estavam mais silenciosos, o mais alto não conseguia controlar muito bem o nervosismo e evitava falar, por outro lado o mais baixo tentava puxar papo sem muito sucesso. O líbero percebia o jeito contido do outro, quando Suga lhe disse que Asahi o achava bonito ele ficou muito animado, afinal o ace do Karasuno era lindo, alto, forte e um tanto estiloso (ele achava o cabelo longo um charme), mas vendo como ele agia ali talvez ele não estivesse tão interessado. Será que Suga tinha exagerado no comentário? Talvez o encontro não tivesse sido uma boa idéia afinal.

 

Prestes a entrarem na sala Asahi finalmente viu que o filme escolhido era de terror. Ele odiava esse gênero e tinha medo, não queria parecer medroso na frente do outro. Yaku percebeu sua hesitação mas em sua interpretação foi outra, talvez ele estivesse se arrependendo?

 

- Escuta.. - Yaku o chama um pouco afastado dos outros amigos. - Se você não quiser continuar tudo bem. Sabe, se você não estiver afim de ficar comigo podemos ver isso só como um encontro entre amigos. -  

No começo Asahi não entendeu muito bem, mas viu a burrada que estava fazendo. Yaku pensou que ele não quisesse estar ali com ele.

- Não… Não é isso..  - Queria poder ter mais tato para lidar com a situação. - Olha eu.. eu não tenho experiência nisso, então eu admito que estou bem nervoso. Você... você é lindo. - As bochechas esquentaram instantaneamente. 

 

Quando escutou isso Yaku arregalou os olhos e sentiu seu coração bater rápido. Ahh, Asahi era tão fofo!

 

- Eu quero estar aqui, e estar com você, mas eu não sei muito bem como agir. Além de odiar filmes de terror. - Disse o maior muito constrangido.

 

O libero não pode deixar de rir da última parte, mas agora tudo fez mais sentido. Ele entendia a situação, era difícil acreditar que um cara tão bonito como ele nunca tinha ficado com ninguém, mas estava tudo bem, se esse era o problema ele iria guiar o encontro.

 

- Asahi tudo bem, na verdade eu estou muito feliz de estar com você, podemos ir com calma e nos conhecermos melhor… e bem, sobre o filme, eu adoro esse tipo de filme então se você sentir medo pode segurar minha mão. -  O garoto finalizou com um grande sorriso no rosto.

 

Depois da afirmação, o garoto de cabelos longos se sentiu mais seguro, mesmo que um pouco. Ambos mais calmos, eles entram juntos na sala de cinema, mas não perceberam que olhos conhecidos os acompanharam. Naquele mesmo cinema Nishinoya estava indo assistir o mesmo filme acompanhado de alguns amigos do ensino fundamental. Noya achou estranho ter visto Asahi e Yaku juntos, gostaria de poder comprimentar os dois mas o filme ja estava pra começar. No final certamente iria chamar os dois.







 

 

 

 










 

Durante o filme Asahi acabou segurando a mão do menor várias vezes. Era uma situação engraçada mas no fundo Yaku estava adorando pois o ace acabou afundando seu rosto no ombro do menor para não ver as cenas mais violentas. Com a proximidade Yaku podia sentir o perfume do outro e o calor de sua mão grande englobando a sua. Borboletas passeavam no estômago do libero, ele disse que iria com calma mas estava morrendo de vontade de beijar o outro garoto. Num desses momentos mais próximos ele acariciou os longos cabelos de Asahi percebendo sua maciez, numa troca de olhares o mais baixo tomou coragem e se aproximou contido para então encostar sua boca na outra, sutil e delicadamente.  Não foi um beijo profundo, apenas um selar de lábios, mas uma alegria inundou o coração do pequeno ao ver que não foi rejeitado.

 

O mais alto não podia acreditar no que estava acontecendo, Yaku o beijo.Ele realmente o havia beijado. A emoção foi tanta que ele até esqueceu o filme assustador que passava na grande tela. Ainda tímido mas determinado, continuou segurando a mão do garoto até o final da sessão. Minutos mais tarde, o filme finalmente acaba. Asahi e Yaku se levantam procurando os amigos que os acompanhavam mas só viram ao longe, em cadeiras mais afastadas no fundo do cinema, as duas massas de cabelos cinza e preto numa bagunça de mãos e línguas. Suga e Kuroo se beijavam intensamente sem ligar para o filme ou qualquer outra coisa, os dois garotos resolveram deixar os dois lá já que pareciam estar se entendendo muito bem.

 

Já eles, saíram de mãos dadas um tanto tímidos. Yaku queria mais do beijo que trocaram no escuro do cinema, convidou o maior para ir nos fundos do shopping conversar um pouco, Asahi também queria, ele entendeu e aceitou. Não muito longe dali Noya avistava os dois amigos, achou estranho estarem de mãos dadas mas sabia que Asahi era medroso pra esse tipo de coisa, talvez Yaku tenha segurado sua mão para confortar o colega de time. Viu que a dupla se afastava mas ia para o lado oposto do seu, queria comprimentar os dois então pediu licença para os amigos e seguiu os dois. 

 

 









 

Sentados em alguns bancos mais isolados nos fundos do shopping, Yaku e Asahi podiam sentir a tensão palpável naquele momento. Eles estavam pegando fogo, ambos morrendo de vontade de mais contato, mas agora, no claro, parecia mais difícil tomar a iniciativa. A cabeça do ace fervia, ele se sentia na obrigação de tomar alguma atitude já que dentro do cinema ele não fez nada além de choramingar de medo de um filme idiota. Tocar os lábios do líbero foi incrível e queria mais, ele podia sentir suas orelhas e bochechas ferverem e sua boca ficar seca com o nervoso da situação. Depois de tanto pensar e sentir seu cérebro a mil, viu que Yaku queria agir e isso o desesperou ainda mais, decidiu deixar as inseguranças de lado e sem pensar muito bem no que fazia simplesmente segurou o rosto do outro próximo do seu, olhou em seus olhos e o beijou.


 

Seu corpo parecia derreter com aquele contato, sentiu a língua de Yako umedecer seus lábios pedindo acesso a sua boca que concedeu prontamente. A língua macia e viscosa deslizava sob a sua e aquela sensação despertou em si desejos ainda não explorados. Os pelinhos da nuca arrepiaram, seu coração bateu mais rápido, de repente ele ofegou e o líbero aproveitou para aprofundar ainda mais o beijo. Antes que pudesse perceber, as mãos do mais alto descerem lentamente pelo corpo do menor o trazendo para mais perto, o menor, entorpecido pelo beijo, reagiu sentando de frente no colo do outro fazendo com que os corpos de ambos ficassem colados. Asahi sentiu seu membro fisgar ao circundar aquela cintura delicada, os dedos pequenos de Yaku afundavam em seu longo cabelo. Ele mal conseguia raciocinar e pensar que estava dando um amasso “daqueles” num lugar público.


 

Asahi conseguia sentir que Yaku estava tão animado quanto ele, o menor era tão ousado, sentia seu quadril rebolar levemente roçando as duas ereções aprisionadas pelas roupas. Aquilo estava ficando perigoso, nos poucos momentos em que suas bocas se deslocavam ele podia ouvir o outro ofegar e a cada gemido baixinho seu membro pulsava. Estava morrendo de vontade de descer as mãos e pegar na bunda farta e redondinha do outro que sentava em seu colo, sua vontade era de aumentar o contato e cadência daquele rebolado. Ficaram daquele jeito por algum tempo, num lapso de sanidade o ace cortou o beijo e sussurrou no ouvido do outro que eles deveriam parar, ou alguém poderia vê-los. A parte racional de Yaku concordava, mas a emocional se derreteu ainda mais ao ouvir a voz grave e sexy do outro em seu ouvido lhe causando arrepios pelo corpo todo.

 

Estava tudo muito bom mas tinham que parar. Yaku dá voz a razão e sai do colo do outro, respiraram fundo até os ânimos se acalmarem. Em pensar que horas antes eles estavam tomados pela timidez, não imaginavam que o encontro escalaria tão rápido. O celular de Asahi toca em uma mensagem de Suga perguntando onde estava e Asahi achou que era melhor ir embora antes que as coisas esquentassem de novo. Eles trocaram números e prometeram manter contato, se despediram com um beijo rápido e uma promessa de um novo encontro. 

Asahi voltava sorrindo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não muito distante daquele local o líbero do Karasuno se sentia muito confuso. Nunca em sua vida imaginou que presenciaria a cena que viu. Seu amigo Asahi aos beijos com o colega de posição, Yaku.

 

Então Asahi era gay? Seu amigo Asahi, seu ace… Gay? Ele estava namorando Yaku?  Eles eram amigos não eram? Porque o maior não contou pra ele? Porque aquilo o incomodava tanto? Ver aquela cena lhe causou uma confusão de sentimentos. O choque inicial o fez duvidar da situação mas ver como aquele contato evoluiu tão rápido e de forma tão erótica o fez sentir algo diferente. Asahi parecia tão diferente, tão mais adulto… Tão… Sexy? Mas o que estava pensando? Aquilo era loucura! Saiu correndo como se fugisse dos seus sentimentos, não sabia o que pensar nem como agir, não sabia mais como encarar seu amigo. Apenas queria esquecer tudo o que viu.

 


Notas Finais


Peço desculpas pelos errinhos mas fiquem a vontade pra me corrigir... e MANDA COMENTÁRIO MEUS CONSAGRADOS!


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