História (Im)Perfect - Capítulo 1


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Categorias Star Wars
Personagens Capitã Phasma, Finn, General Hux, Han Solo, Kylo Ren, Leia Organa, Luke Skywalker, Padmé Amidala, Personagens Originais, Poe Dameron, Rey
Tags Alternative Universe, Bailarina, Balé, Ballet, Drama, Reylo, Romance, Stormpilot
Visualizações 31
Palavras 818
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem tá chutando o pau da barraca e vai publicar esse projetinho e seja lá o que Deus quiser. É um projeto bem arriscada, mas eu amo balé e queria escrever sobre isso... Sem falar que faltava eu para publicar uma Reylo, não é mesmo?

Espero que gostem. Capítulo de TNA sai no final de semana ;-)

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction (Im)Perfect - Capítulo 1 - Prólogo

O silêncio dominava todo o grande teatro Empire, o único foco de luz era eu, a minha sombra demarcava a minha posição de Tendu¹, os braços esticados em perfeito equilíbrio, exatamente como devia ser, inspiro e espiro pela ultima vez antes da composição de Adolphe Adam dominar o grande teatro. Dou meu melhor sorriso antes de começar.

Na primeira fila estavam os cinco jurados da Royal Academy - a principal e mais prestigiada academia de dança do mundo - era o meu sonho, era tudo o que eu havia esperado por anos, por essa chance, pela oportunidade de ser a melhor bailarina que eu sabia que poderia ser, no entanto, parecia que tudo caminhava para o desastre.

Eu conhecia aquela coreografia, sabia de sua dificuldade, necessitava de perfeição técnica e concentração, além de graça e lirismo - sim, minha grande adversária, a dramaticidade; eu era uma péssima atriz para uma bailarina. Eu poderia saber, podia ter decorado todos os passos, ensaiado por longas horas incansavelmente, contudo eu não conseguia ser uma boa atriz, não conseguia transparecer meus sentimentos, a minha vida havia ensinado que sentimentos são fraquezas, quanto mais você luta para se manter, mais há aqueles que irão lhe rebaixar.

Um erro. Havia adiantado um passo antes da marcação certa, sabia que se continuasse daquela forma iria perder a vaga. Eles buscavam a perfeição e eu tinha que ser perfeita, só que a composição dramática trazia todo o meu sofrimento a tona - tola, foi tola em confiar em alguém novamente -, o compasso da música dizia sobre uma desilusão amorosa.

Quem diria que Giselle poderia estar mais certa sobre o amor e a vida, você pensa que conhece a pessoa e que esta lhe acompanhará até o final do mundo, que te ama verdadeiramente, contudo nada é tão verdadeiro quanto parece. Estamos presos em tragédia grega, na qual não importa nossa felicidade, estamos fadados ao desastre.

Tudo foi tirado de mim, eu estava em pedaços... Então por que insistia nisso? Por que ainda continuava em pé? Dançar sempre foi TUDO para mim! Minha vida, o motivo pelo o qual eu respirava; meu sonho era a Royal, eu esperei, treinei cada dia de minha vida para quando esse dia chegasse, eu tinha que ser perfeita... Mas tinha falhado.

Cada palavra, cada memória estava impregnada em mim, a traição, a mentira, um coração partido, uma órfã que só queria o conforto de seus pais. Por mais que isso poderia condizer com minha personagem - Giselle sofria por sua desilusão, havia se apaixonado pelo jovem camponês Loys sem saber que esse era na verdade o duque Albrecht, noivo de Bathilde, e sabendo que seu amor jamais poderia se concretizar, morreu de desgosto.

Eu sentia parte de mim morrer, desabrochar na amargura de um pessoa quebrada, em pedaços, porém o grande sofrimento de Giselle chegava ao fim depois da última nota, só que o meu continuaria, ou até mesmo pioraria após o fiasco daquela apresentação. Talvez eu não fosse forte o suficiente para aguentar aquele peso, talvez não estivesse preparada para dar aquele passo, não era boa o suficiente.

Tudo vem ao chão com meu Grand Jete² mal planejado, o salto não saiu da forma como eu queria, saiu torto e sem sincronia, uma boa bailarina jamais teria se excedido daquela maneira, mas eu tinha que fazer algo. Agora eu estava no chão, sentindo uma intensa dor no tornozelo, provavelmente eu teria distendido, a música continuava a ecoar no palco, enquanto eu ali, no chão, sem reação e sem forças para continuar.

“Você consegue, tem que se levantar.” Quando ainda há uma fagulha de esperança em você, que acredita que ainda é possível contornar a situação, eu tentava me levantar do chão, contudo a dor fazia arder todas as minhas articulações - aquele seria o meu fim? Eu lutava para me manter em pé, lutava contra aquela onda de sentimentos, lutava até contra mim mesma.

Em vão. A última nota foi tocada e a orquestra deu fim aquele show de horror, enquanto eu, finalmente de pé, permanecia ali, estática. Meus olhos se umedecem um pouco mais, fazendo com que eu não conseguisse olhar para a pequena platéia que me avaliava, o qual provou que eu era um fiasco total. Sentia-me fraca, impossível de manter o equilíbrio quanto menos a postura.

Buscava a saída, não só do palco, mas como também ar puro para respirar, ficar ali era quase suicídio, era agonizante e sufocador. Aquilo só provava o que diziam sobre mim, não seria tão boa como ela, jamais conseguiria a perfeição que tanto me era cobrada, estava fadada ao fracasso.

Não havia sido apenas a ultima dança de Giselle, sua ultima memória de sofrimento, era a última dança de Rey.

 

∞∞∞

 

1.    Tendu: Neste movimento uma das pernas fica esticada ao lado, à frente ou atrás do corpo. 

2.    No jeté o bailarino atira a perna com energia, sempre esticada.

 



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