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História Imperfect Paradises - Park Jimin - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa leituraaa❤️🥰

Capítulo 10 - Atitudes suspeitas


Fanfic / Fanfiction Imperfect Paradises - Park Jimin - Capítulo 10 - Atitudes suspeitas

Parei em frente à porta de vidro e olhei a minha volta, minha boca se entreabriu enquanto eu olhava com atenção cada canto daquele restaurante, meus olhos foram percorrendo lentamente em cada detalhe, era tudo tão incrivelmente belo que se tornava impossível de não admirar cada milímetro, cada objeto.


Tudo bem que eu já estava acostumada com o luxo, afinal, não era a primeira vez que eu ia em um restaurante de um hotel de cinco estrelas, mas mesmo acostumada com a riqueza e com a elegância, eu nunca tinha estado em um restaurante tão magnifico, era o mais elegante, o mais agradável e o mais bonito restaurante que eu já tinha estado em toda a minha vida.


Meus olhos foram passando nas mesas, todas cobertas por uma elegante toalha branca, em todas elas já estavam servidas as taças, talheres, pratos, todos bem arrumados, meus olhos então se movimentou até chegar às cadeiras, como elas era lindíssimas, todas branca com detalhes tão dourados que pareciam ouro, depois meus olhos pararam na parede elegante, com alguns tons esverdeados, e no fundo, um enorme quadro bem desenhado, de uma praia enorme, que cobria totalmente a parede.


Mais o mais impressionante, são os cristais pendurados no teto, ele deixa o ambiente tão luxuoso que fiquei entre um a dois minutos apenas o observando.


— Incrível! – eu sussurrei, enquanto continuava observando os cristais. Só então me dei conta também da belíssima musica clássica que tocava no restaurante deixando o ambiente ainda mais agradável.


— Eu sabia que você ia gostar... – comentou Jimin que estava parado ao meu lado, ele colocou o braço em volta de minha cintura e começou a me conduzir para dentro do restaurante.


Um funcionário logo se aproximou e então nos acompanhou até uma das mesas, Jimin escolheu uma próxima da janela por causa da ventilação, ao chegarmos ele se prontificou a puxar uma cadeira para eu sentar e depois sentou numa cadeira que havia ao lado da minha.


— Sabe é impossível não achar bonito esse restaurante... – comentei sorridente, enquanto continuava olhando a minha volta.


— Viu a lua de mel não está sendo tão ruim assim, eu consegui te impressionar, o que me leva a ganhar alguns pontos com você, não é? – ele perguntou.


Eu sorri para ele, é não podia negar até aquele momento tudo estava sendo melhor do que imaginei que poderia ser, tirando o fato de que eu estava vermelha que nem o camarão e meu cabelo estava ressecado, tanto que eu tive que prendê-lo em um  coque, a viagem estava agradável, eu tinha me divertido com Jimin na praia, e ele estava sendo legal comigo, legal até demais.


— Ah e ainda não tive a oportunidade de dizer que você está bastante bonita... – ele me elogiou, e então eu o olhei meio impressionada.


— Como? Só se você estiver cego... O protetor solar não fez efeito e eu estou toda queimada, meu cabelo está horrível e eu nem tinha um vestido muito adequado para vir num restaurante desse nível...


Sim eu não estava adequada para o local porque tudo havia sido rápido demais, chegamos da praia, fui tomar um banho e depois Jimin já me chamou para irmos ao restaurante do hotel, eu já imaginava que o restaurante seria um local de alto padrão, mas eu não sabia que era tanto, eu sentia-me muito simples com o meu básico vestido preto e minha maquiagem básica.


— E mesmo assim você consegue ficar bonita, tem mulheres que nascem com esse dom e você é uma delas... – ele respondeu, interrompendo-me, encarei-o com a boca entreaberta, mas eu não soube o que dizer, então troquei de assunto.


— Está legal... – eu disse, sentindo minhas bochechas pinicar, eu acho que fiquei vermelha. - Podemos então aproveitar o jantar para você me contar mais sobre você... – eu sugeri, trocando de assunto.


É eu estava decidida a tentar conhecer Jimin melhor, e nada melhor do que um jantar para fazer um interrogatório.


Ele me olhou, com as sobrancelhas franzidas.


— E por que temos que falar sobre mim? – ele perguntou, parecendo não ter gostado muito da minha ideia.


— Ué, se você quer que sejamos um casal normal, temos que conhecer mais um ao outro... –eu respondi, ele suspirou e cruzou os braços.


— Então eu também preciso conhecer você, por que então não começamos falando de você? – ele sugeriu.


— Ah não, eu que dei a ideia quem tem que começar é você! – eu insisti.


— Vamos fazer o seguinte... – ele disse, tirando uma moeda de seu bolso. – Cara ou coroa, quem perder começa!


Eu suspirei meio contrariada, mas acabei aceitando, afinal, eu sabia ou era isso ou talvez ele dissesse não e pronto, ai então já era, pelo menos jogando cara ou coroa eu tinha uma chance, mesmo pequena, de interroga-lo.


— Tá legal, eu quero coroa! – eu disse. Ele sorriu, jogou a moeda para cima, que voou e em seguida caiu em sua mão, rapidamente fui olhar para ver o que tinha dado. Droga! Caiu cara.


— Eu nunca perco nesse jogo, você começa... – ele respondeu, sorrindo mais abertamente.


Bufei, cruzei os braços e fiquei encarando-o seriamente.


— Bom o que você quer saber? – eu perguntei.


— Hum... –ele fez meio pensativo. – Qual é a sua cor favorita?


Eu encarei-o, incrédula.


— O que? Não tinha uma pergunta mais irrelevante para fazer? – perguntei, num tom irônico.


— A pergunta é bem importante tá, ela é bem útil, caso um dia eu queira te dar um presente... – ele respondeu, me fazendo rir, incrédula.


— Está bem, caso um dia queira me dar um vestido, eu preferirei um da cor vermelha... – respondi.


— Você de vermelho, é ficaria bem atraente... – ele comentou pensativo.


— Sério? Você não é o primeiro a dizer isso... – respondi, dando uma leve risada, ele então encarou-me com as sobrancelhas arqueadas.


— Ah quem disse isso? Aquele seu amor de infância? Deve ser por isso que é sua cor favorita não é? – Jimin perguntou, parecendo bem interessado.


— Não seu bobo, quem disse isso foi minha mãe... – respondi, achando bem engraçada a expressão no rosto dele. – Jungkook não costumava me elogiar muito...


— Ele tinha mesmo uma cara de panaca... – ele respondeu e sinceramente eu não entendi o comentário dele, Jimin então desviou o olhar e quando me virei vi que era por causa do garçom que vinha em direção a nossa mesa, para perguntar o que gostaríamos de beber, Jimin pediu um vinho da marca Montrachet, que sei que é muito caro e depois quando o garçom foi embora, eu o encarei seriamente.


— Eu não gosto muito de vinho... – comentei.


— Mas desse eu garanto que você vai gostar... – Jimin respondeu. – Ele é um dos melhores e mais caros vinhos do mundo, ele é elaborado na França, e eu te garanto que ele é de ótima qualidade...


— Ah claro... – respondi, cruzando os braços enquanto o encarava. – Mas as vezes o simples é bom...


— Falando nisso... Essa frase se encaixa perfeitamente em você, você nem precisa se arrumar muito para ficar bonita, quanto mais simples você está, mais bonita você fica... – ele comentou e novamente senti minhas bochechas pinicar.


Jimin então suspirou, ele já tinha aberto a boca para continuar a falar, quando uma nova musica começou a tocar, agora num tom romântico, e então alguns casais que estavam sentados nas mesas começaram a se levantar e caminharam para o centro do salão, começando a dançar juntos no ritmo da musica.


— Iai, que tal dançarmos um pouco? – ele deu a ideia.


— E a sessão de perguntas? – perguntei.


— Acho que podemos deixar as perguntas para mais tarde...  – ele então se levantou da mesa e ergueu a mão para mim.


— Eu não sou muito boa nisso... – respondi, depressa.


— Isso não importa, é só se movimentar no ritmo da musica... – ele insistiu.


Soltei um longo suspiro e então me levantei, ainda meio receosa.


— Eu posso acabar com o seu pé, sabia? – eu o alertei.


— Eu vou correr esse risco... – ele respondeu, e então começou a me conduzir até o meio do salão, parando ao lado dos outros casais.


E então eu coloquei meus braços em volta dele e ele entrelaçou seus braços em minha cintura e começamos a nos movimentar lentamente, assim como no ritmo na musica. Isso nos obrigava a ficar com os rostos próximos, e eu não podia evitar sentir o nervosismo de estar tão próxima assim dele e principalmente de ver os olhos frios dele fixados nos meus.


— Viu? Não está sendo tão ruim assim... – ele disse, enquanto ainda nos movimentávamos.


— É talvez eu não seja tão péssima dançarina assim... – respondi, num tom irônico, depois dei risada. – Tá legal você ainda não me viu em uma musica agitada, eu iria parecer uma minhoca com câimbra...


Ele então riu.


— Legal, eu acho que deveríamos marcar um dia para irmos a uma danceteria para eu ver essa cena, acho que deve ser bem engraçada...


— O que? – eu disse, franzindo as sobrancelhas. – Não, nem pensar!


Jimin então deu uma risada que julguei ser um tanto irônica, parou os movimentos e me segurou com mais força e começou a aproximar lentamente mais o seu rosto com o meu, imaginei que ele iria me beijar e então segurei até a minha respiração só esperando isso acontecer, ele estava próximo, bastante próximo, quando de repente ele parou, e de repente seus olhos ficaram distantes enquanto ele parava o olhar em um determinado ponto.


Eu encarei-o meio confusa, mas ele pareceu tão distraído que sequer notou a minha confusão, virei para trás para seguir o olhar dele e descobrir o que tanto ele olhava, eu me surpreendi ao ver que seus olhos estavam parados em duas mulheres que acabavam de entrar no restaurante.  Uma delas era uma morena, que estava distraída falando com o garçom e parecia nem notar o seu olhar, já a outra era uma loira, muito atraente e o que me deixou intrigada é que os olhos dela também estavam fixos nele, e assim como os dele, estavam distantes.


Virei-me novamente e encarei Jimin, ainda confusa, percebi que ele ainda olhava fixamente para as duas mulheres.


— Jimin? Está tudo bem? – perguntei, com as sobrancelhas franzidas.


Jimin ainda demorou entre cinco a seis segundos para voltar a me olhar.


— Que? Ah, claro sim! – ele respondeu e então puxou-me pelo braço. – Vamos voltar para a mesa!


Olhares... Eles trocaram olhares uma, duas, três, quatro vezes, depois da quarta vez eu decidi não contar mais, só que eu sabia, eu vi que houve varias outras.


Eu podia afirmar com todas as letras que Jimin e a loira trocaram olhares o jantar inteiro, eu sabia que havia algo de estranho acontecendo, mas o pior é que eu não tive a coragem de perguntar.


Enquanto bebia o vinho e comia um prato caro que nem lembrava o nome, já que foi ele que escolheu, eu analisava cada detalhe daquela troca de olhares, os semblantes dos dois, os gestos e principalmente as atitudes. Sim, eu olhava, mas ao mesmo tempo ignorava, ou pelo menos fingia ignorar.


Ignorei o fato das duas mulheres terem sentado em uma mesa próxima de nós, também ignorei o fato de que Jimin ficou estranho desde momento em que as viu, ignorei o fato de que ele havia praticamente parado de falar comigo para ficar encarando aquela loira, ignorei também os olhares estranhos que ela lançava para cima dele. Na realidade tentei ignorar tudo a minha volta, mas não podia negar que senti-me invisível naquele momento, senti que eu não existia.


Após o jantar voltei para o nosso quarto em silencio, deitei na cama, cruzei os braços e fiquei esperando Jimin também se deitar, ele ficou um bom tempo no banheiro, e quando finalmente ele saiu estava vestido apenas com um short, e secava  os cabelos com uma toalha, ele me olhou seriamente, mas não disse sequer uma única palavra.


Depois de um ou dois minutos naquele silencio constrangedor, pude escutar apenas um suspiro de Jimin e então ele deitou-se ao meu lado, seus olhos pararam no teto, e ele parecia pensar.


— Você a conhece? – perguntei de repente, em um ato impulsivo. Era a primeira vez que eu perguntava da loira.


 - O que? – ele perguntou, parecendo como se não tivesse escutado direito, mas eu sabia que ele tinha escutado, ele estava apenas fingindo.


— Quem é aquela loira do restaurante? – perguntei, encarando-o meio intrigada e ao mesmo tempo curiosa e com raiva.


Sim, eu não podia mentir, eu havia ficado com raiva, eu não havia gostado de ter sido completamente ignorada por ele desde que ela surgiu no restaurante, eu não havia gostado dele ter ficado calado acabando com toda nossa noite, e o pior, é que eu detestei completamente vê-lo trocar olhares com ela descarados bem na minha frente, como se eu ser esposa dele não significasse nada.


Sim, eu tinha odiado tudo isso... Mas eu não disse uma palavra sequer em relação da raiva que senti. Apenas perguntei quem é ela, da forma mais indiferente que consegui, embora essa pergunta não me fosse indiferente.


O pior é que Jimin ficou calado por alguns segundos após a minha pergunta,, parecia estar se lembrando de algum momento de sua vida, momento que imaginei que deveria ser relacionado a ela.


— Ninguém... – ele finalmente respondeu, bem lentamente, com os olhos distantes, ele parecia estar falando mais para ele mesmo do que para mim. – Ela não é ninguém... – ele completou, desviando os olhos para o chão, seus olhos ficaram ainda mais distantes do que antes.



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