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História Imperfect Paradises - Park Jimin - Capítulo 11


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Notas do Autor


Boa leitura mores!

Capítulo 11 - De volta ao lar


Fanfic / Fanfiction Imperfect Paradises - Park Jimin - Capítulo 11 - De volta ao lar


Meus olhos estavam pregados na parede do quarto de hotel, e por mais que eu quisesse fechá-los para dormir e esquecer o que havia acontecido eu não conseguia, eu estava me sentindo uma completa idiota por isso, mas era um sentimento impossível de controlar.



Estava claro que eu estava com raiva, quem eu poderia enganar? Alias eu tinha motivos e de sobra para me irritar com Jimin, ele, o meu marido havia encarado descaradamente a noite toda outra mulher na minha frente em nossa lua de mel, sim era inaceitável para um casal, ainda mais para um casal que havia acabado de se casar.



Tudo bem, eu não posso me enganar, nós não somos um casal convencional, não estávamos ligado por alguma razão amorosa, nossa união era simplesmente um acordo de benefícios e embora Jimin afirme que estamos casados eternamente, já que ele não tem nenhuma intenção de se divorciar de mim, isso não quer dizer que ele tenha algum sentimento por mim que o faça pensar em ser fiel, e vê-lo encarando aquela mulher pela primeira vez me fez pensar na possibilidade de viver em um casamento onde a fidelidade não existe. E não, para mim aquilo já estava sendo demais.



Não que eu não me coloque no lugar dele, eu não estava fazendo meu papel de esposa, brigamos em nossa noite de núpcias, e até aquele momento da lua de mel não havia acontecido nada mais do que alguns beijos, ele é homem e até seria natural ele sentir atração por outras mulheres, mas o que me irritou era o descaramento, a impressão de que os dois se conhecem e ele ainda teve a coragem de mentir para mim e dizer que ela não é importante para ele, embora em seu rosto esteja estampado o contrario. E o pior, é que eu me calei diante de tudo isso, eu queria insistir, persistir, falar e reclamar, eu queria saber de uma vez por todas quem é a loira misteriosa, mas eu não consegui dizer nenhuma palavra, eu aceitei a desculpa esfarrapada e não tive coragem de insistir no assunto.



Jimin se virou para o lado oposto e não falou mais nenhuma outra palavra e eu também virada para o lado oposto dele permaneci em silencio absoluto, com os olhos ainda fixados na parede do quarto de hotel eu senti minha cabeça girando, enquanto o único barulho que eu escutava era a mistura de nossas respirações, a dele estava agitada assim como a minha, era como se segurássemos para não dizer mais nada um para o outro.



Demorei algumas horas para pegar num sono, acordei no dia seguinte com uma forte dor de cabeça, abri e fechei os olhos três vezes até conseguir manter ele aberto, minha primeira visão foi o teto do quarto de hotel, depois virei-me rapidamente para o lado acreditando que Jimin estaria deitado ao meu lado, mas não, a cama estava vazia.



Sentei-me rapidamente na cama e comecei a olhar em volta do quarto, lentamente, mas nada sem sinal de Jimin.



— E-Jimin? – gaguejei alto o suficiente para que se ele estivesse no banheiro pudesse me escutar.



Mas nada, ele não respondeu, eu bufei, levantei da cama e lentamente fui até a porta do banheiro, eu a abri com força e então confirmei que Jimin não estava no banheiro.



Ele havia saído sem me avisar? Como ele poderia ter feito isso? Encostei a minha cabeça na parede enquanto pensava no que eu faria agora, foi quando de repente escuto um barulho de vozes misturadas, era uma voz feminina e uma masculina que lembrava muito a de Jimin, olhei em volta do quarto e parei o olhar na porta de saída, a voz vinha de lá, sim as vozes vinham do corredor.



Rapidamente fui em direção a porta, a abri constatando que não estava trancada e dei um passo em direção ao corredor, olhei para um lado, depois para o outro até que meus olhos pararam nos dois, Jimin havia acabado de ser puxado pela mulher loira que rapidamente grudou seus braços em volta do pescoço dele, ele suspirou e tirou os braços dela de cima dele e falou algo que não consegui entender, ela queria insistir, puxando-o novamente pelo braço, mas ele se virou em minha direção e foi nesse exato momento que ele me viu.



 Nossos olhos grudaram-se um no outro e Jimin cada vez foi ficando mais sério, eu engoli um seco, entrei rapidamente no quarto e bati a porta, seguindo até a parede, não passou nem um minuto Jimin entrou no quarto, fechando a porta atrás de si.



— Você vai ficar insistindo que não a conhece? – perguntei, antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.



— Eu não disse que não a conheço, só disse que ela não é importante... – ele respondeu com indiferença.



— Não é importante? Você a encara o jantar inteiro, agora a vejo tentando te agarrar, sem se importar que você é um homem casado e você vem e me diz que ela não é importante para você? – eu respondi quase aos gritos, sem me importar que estava parecendo uma namorada traída. Jimin parecia ter sido pego de surpresa, ele me olhou meio impressionado com a minha atitude, até eu fiquei impressionada com o que havia acabado de dizer, eu soltei tudo aquilo que eu havia segurado na noite anterior.



— Você... Está com ciúmes? – ele perguntou surpreso, mas depois esboçou um leve sorriso. Eu desviei o olhar rapidamente, depois caminhei em direção a porta do banheiro.



— Eu quero ir para a casa... – foi à única coisa que consegui responder.



— Como? A Lua de mel ainda não terminou... – ele disse, seguindo-me, eu virei para ele e encarei-o com os olhos cheios de lágrimas.



— Eu não vou ficar aqui com essa mulher, podemos não ser um casal normal, mas eu não vou aceitar que você fique me desrespeitando, eu exijo fidelidade! – eu gritei, e me segurei para não lhe dar vários tapas.



— Eu não estava te traindo, eu não fiquei com ela, não imagine coisas onde não existem! – ele me respondeu, eu respirei fundo na tentativa de me acalmar, mas eu estava com raiva, muita raiva e estava impossível de me controlar.



— Quem é ela Jimin? – eu perguntei agora numa voz mais controlada. Esperei, mas Jimin apenas ficou quieto, me olhando. Bufei, e então me virei, entrei no banheiro, bati a porta com força e a tranquei. Só então deixei que as lágrimas caíssem, eu não acreditava que eu estava chorando de raiva, eu estava furiosa com Park Jimin.



A única coisa que eu queria era voltar para a casa, embora eu não considerasse aquela casa assustadora como minha, eu preferia estar em qualquer outro lugar a aquele hotel, a Lua de Mel havia chegado ao fim para mim, aquela loira misteriosa havia acabado com tudo.



Por sorte Jimin havia respeitado a minha decisão e então voltamos para casa, em todo o caminho permaneci em silencio, por alguns momentos eu pensei que Jimin fosse querer puxar algum assunto, mas ele não fez isso, quando o carro parou em frente á casa de Jimin, desci antes dele e entrei dentro da casa rapidamente. Molly a me ver, me olhou impressionada, afinal, ela não imaginava nos encontrar em casa tão cedo.



— Senhora Park... Vocês já voltaram da lua de mel? – ela perguntou só que eu não a respondi, subi as escadas rapidamente, e segui para meu quarto, batendo a porta com força.



Com tudo que havia acontecido, eu estava certa de uma coisa: se Jimin continuasse com aquelas atitudes, escondendo as coisas de mim, não permitindo que eu o conhecesse, nosso casamento nunca iria funcionar, e isso já estava mais do que claro.



 Eu fiquei a tarde toda dentro do quarto e Jimin em nenhum momento apareceu, ele não tinha dito, mas eu estava desconfiada de que ele ficou chateado por eu querer terminar a lua de mel antes da hora, entretanto eu não sabia se a chateação seria porque eu acabei com a nossa viagem, ou por causa de que eu o separei da loira misteriosa.



Os empregados trouxeram a minha mala para o quarto no final da tarde, e então aproveitei para colocar as roupas no lugar, Molly chegou a ir ao quarto perguntar se eu queria almoçar, mas eu disse apenas que não e ela foi embora com um sorriso forçado no rosto.



No inicio da noite, eu já estava cansada de ficar dentro do quarto, e decidi dar uma volta, eu não fazia ideia se Jimin estava na casa, e também eu não tive coragem de perguntar aos empregados.



Comecei a andar pela frente da casa, naquele local sem vida alguma, sentei novamente no banco que havia sentado dias atrás e fiquei observando o local, ao me lembrar da lua de mel que não terminou nada bem dei um suspiro triste, tudo estava começando a dar certo e tinha que acontecer isso? Aquela mulher estranha tinha que aparecer? Jimin tinha que agir de forma tão estranha?



Eu estava tão distraída que não notei quando Molly se aproximou, só notei a presença dela quando ela se sentou ao meu lado.



— Vocês brigaram, não foi? – ela perguntou, e então rapidamente a olhei.



— Não foi nada demais... – respondi, tentando manter a indiferença.



— Parece que sim, o senhor Park está bastante nervoso! – ela comentou, olhando-me fixamente.



— Onde ele está agora? – eu perguntei.



— No escritório, ele também não quis almoçar... – ela respondeu.



Eu suspirei e voltei a olhar para minha frente.



— Por que para ele é tão difícil falar um pouco sobre ele? Como ele quer que nosso casamento funcione se ele não me deixa conhece-lo melhor? – perguntei, voltando a olhá-la.



— O senhor Park sempre foi um homem muito reservado, mas acredite ele tem as razões dele para isso, a senhora tem que ter um pouco de paciência com ele, ele não é muito fácil de lidar, mas acredite, ele é uma boa pessoa! – ela disse, sorrindo para mim.



— Você o conhece há muito tempo? – perguntei meio curiosa.



— Sim, o conheço desde pequeno... – ela disse, ainda sorrindo. – Ele era o mais quieto dos três, sempre foi uma criança quieta... – os olhos dela ficaram distantes, parecia estar se recordando do passado.



E então sorri para ela também.



— E ele teve muitas namoradas? – eu perguntei, pensando na possibilidade dela acabar me contando quem é aquela loira misteriosa.



— Não, acredite, Jimin nunca foi um homem namorador... Ou se foi, ele sempre fora discreto em seus namoros! – ela respondeu.



— Mas... É... Teve alguma em especial? – perguntei meio receosa.



Molly sorriu mais abertamente.



— Acho que você foi a mais especial, afinal, ele casou com você, certo? – Molly então se levantou. – Você vai jantar, não vai?



— Não tenho muita certeza! – eu respondi, meio frustrada por ela não ter respondido a minha pergunta.



— Senhora, não é muito bom ficar tanto tempo sem comer... – Molly me repreendeu.



— É... Você tem razão... – eu disse, sorrindo para ela forçadamente.



Molly sorriu de volta.



— O jantar ficará pronto em uma hora, agora com licença... – ela despediu-se e em seguida se virou e foi embora.



Eu fiquei observando Molly se afastar, depois desviei o olhar para o chão, eu estava tão perto da resposta... Por que Molly não me respondeu?



Soltei um longo suspiro, e já ia me levantar para ir para o quarto, quando vi Jimin se aproximando, ele estava com o semblante serio e me olhava fixamente.



Meu coração disparou só com a aproximação dele, era uma sensação estranha, que misturava raiva e ressentimento, e ao mesmo tempo, por outro lado uma parte de mim queria entende-lo, saber se eu estava exagerando e se na verdade eu estava mesmo imaginando coisas que não existe.



— Levante-se para ir jantar comigo... – Jimin ordenou logo que parou na minha frente, seu tom era muito mais muito autoritário, e isso me irritou.



— Eu ainda não estou com fome e Molly disse que a comida ficará pronta só daqui uma hora... – respondi com indiferença, enquanto me levantava do banco e tentava não olhá-lo.



— Garanto que no momento em que entrarmos na cozinha a comida já estará pronta... – Jimin respondeu, eu o olhei com as sobrancelhas arqueadas.



— Não interessa, eu não estou com fome! – respondi de forma grosseira, eu já ia me afastar, mas Jimin me segurou.



— Olha só Lia, eu já estou tendo muita paciência com você, se você acha que vai poder ficar sempre tendo essas atitudes caprichosas e infantis, você está muito enganada... – ele respondeu de forma grosseira, eu bufei e puxei meu braço da mão dele.



— E o que é uma atitude madura para você? Aceitar que você me traia com a primeira mulher que passar na sua frente? – respondi, no mesmo tom grosseiro que ele.



— Eu já disse que eu não te trai com ela! – ele respondeu quase aos gritos.



— Mas também não disse quem é ela, e eu tenho o direito de saber! – respondi no mesmo tom que ele.



Jimin me encarou de forma firme, até que lentamente ele me soltou, em seguida soltou um suspiro e olhou para baixo, seu olhar parecia ter mudado.



— Me desculpe... – ele pediu, eu encarei-o meio surpreso. – Não está sendo fácil para mim esse casamento, é que eu não sou bom para dar satisfação ás pessoas, principalmente sobre a minha vida... – ele voltou a me olhar.



— Tem... É... Algo tão ruim assim na sua vida? – eu gaguejei, com o coração disparado devido a adrenalina da briga. – Algo tão ruim que eu não possa saber?



— Não sou um psicopata, serial killer se esse for o seu medo... – ele disse num tom brincalhão, depois sorriu e pegou a minha mão. – Vamos jantar e tentar esquecer o que passou...



Ele puxou-me pelo braço e começou a me conduzir para dentro de casa, mesmo ele querendo deixar para trás o que aconteceu e fugir do assunto, eu sabia que não conseguiria esquecer, afinal depois de tudo isso eu estava disposta a conhecer Park Jimin, principalmente conhecer sobre o seu passado, se não fosse por ele eu estava certa que iria descobrir de outra forma.


Notas Finais


Deem uma olhadinha na minha nova fanfic com minha amiga, Les ❤️


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