História Imperio - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Harry Potter, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Fantasia, Interativa Bts, Interativa Harry Potter, Mistério, Romance
Visualizações 78
Palavras 5.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello bruxinhas!
AAAAAA finalmente vamos começar a aventura por Hogwarts! Estou muito, muito feliz por finalmente ter chegado o dia da estréia da fanfic.
Mas devo, desde já, me desculpar por este primeiro capítulo. Eu dei muita dedicação para ele mas mesmo assim acho que não foi o suficiente e ele ficou um tanto horrível. Desculpem de verdade, mas eu fico super nervosa escrevendo principalmente depois de todos os comentários maravilhosos no Teaser e o medo de vos desapontar dá cabo de mim 💔

Capítulo 2 - 01; "Hogwarts, Hogwarts, tão poderosa é"


Estação Ferroviária de Londres, Plataforma 9¾

[11:45 da manhã]

O Expresso estava a poucos minutos de partir em viagem da estação de Londres para as terras escocesas e, a grande confusão instalada pelos bruxos ou que embarcavam, ou se despediam dos estudantes foi levemente paralisada pela chegada do trio de bruxos, todos eles trajados de vestes escuras. Suzanna, Yoongi e Jungkook, eram esses os nomes do integrante do mal afamado Trio das Trevas, que amedrontava tanto os estudantes como os bruxos mais velhos, que temiam as vidas de seus filhos por meio dos muito boatos absurdos sobre as fictícias atividades macabras dos três membros da casa verde.

Estar entre um oceano de bruxos na plataforma 9¾ não era novidade para Suzanna Moon. Aquele era um cenário ao qual a jovem se acostumara a presenciar, ao longo dos seis anos em que estudava na famosa Hogwarts, a escola de Magia e Bruxaria, situada em terras escocesas. Para Suzanna regressar à escola bruxa era quase que um grande alívio, tendo em conta que suas férias de verão nunca serviam para a mesma relaxar de um exaustivo ano de trabalho. Geralmente, os poucos meses que tinha para estar livre de obrigações chegavam a ser mais exaustivos que o resto do ano, no meio de livros e pressões de se manter no lugar de melhor aluna da Escola. Não que isso fosse difícil para si; ela apenas não queria correr o risco de ter um pequeno deslize e envergonhar sua família. Afinal Moon era um nome pesado para se portar.

Os Moon eram a família mais antiga e mais poderosa de todo o mundo bruxo e era praticamente impossível haver um bruxo que não tivesse, uma vez que fosse, escutado o nome “Moon”. Atrás dos Moon se encontravam seus primos, os Min, que segundo uma velha tradição das duas famílias tinha um dever nobre de proteger os membros da família principal. Esta era a função de Min Yoongi, o garoto que ladeava a herdeira Moon pela esquerda, seguindo os protocolos familiares - um Min deveria acompanhar um Moon sempre pela esquerda, do lado do órgão vital do corpo, levemente atrás por uma questão de respeito, mas não demasiado, para poder intervir caso a vida do Moon estivesse em perigo.

A vida de Yoongi estava planeada para que o mesmo fosse um servidor, assim como seu pai, Min Yoseob, deveria agir com Hinata Moon, a mãe de Suzanna. Era uma obrigação e um fardo do qual Yoongi não podia se livrar, nunca, mesmo que Suzanna, por muitas vezes, o “liberasse” de suas funções.

Em terceiro lugar, mas não menos importante por isso, ladeando a garota pela direita se encontrava Jeon Jungkook. Originário de uma família também tradicional, os Jeon, onde todos os homens haviam se formado na temível Durmstrang e as mulheres na majestosa Beauxbatons. Jungkook fora o tema da conversa de muitos alunos, por vários dias quando, no quarto ano, o garoto foi matriculado em Hogwarts, quebrando assim a tradição da família. Os motivos nunca foram compreendidos por ninguém, afinal o Jeon era tão misterioso e cruel quanto dono de uma imensa beleza.

Juntos, os três entraram numa das carruagens do trem, mais próximos da cauda do transporte. Jungkook se adiantou à frente dos outros dois, em busca de uma cabine livre, ou de uma que fosse já ocupada por sua namorada, Kim Dan Bi, que costumava chegar sempre antes deles e lhes guardar um lugar.

- Suzanna! - os dois sonserinos foram surpreendidos por uma voz animada chamar tão intimamente o nome da garota.

Yoongi foi o primeiro a olhar, para descobrir quem fora a alma condenada que ousava perturbar a herdeira dos Moon. Sentiu os músculos de seu corpo ficarem tensos ao se deparar com o bruxo dos Gryffindor correndo até eles e, antes mesmo que Suzanna tivesse se virado ou dito algo - não que isso fosse necessário - Yoongi já se colocava à frente da mesma, obrigando o Kim a fazer uma paragem brusca em sua corrida. Qualquer outra pessoa teria medo de ter Min Yoongi frente a frente consigo, mas Taehyung era conhecido por ser o mais corajoso - e louco - de Hogwarts. Admirado por nunca ter se retraído à passagem de nenhum dos membros do Trio das Trevas. Taehyung tinha uma vantagem contra o Min mais velho, era mais alto que ele e por isso se sentia potente quando os olhos de Min Yoongi tinham de olhar para cima, para poderem se cruzar com os seus.

- Bom dia para você também, Min. Também estou feliz por te rever... - falou com ironia e um sorriso ladino. - Desculpe, mas eu queria conversar com a Suzanna, mesmo. Posso passar, ou você vai continuar barrando meu caminho?

- Seu…

Pelo canto do olho a garota viu o Min levando a mão ao cabo de sua varinha negra e, o conhecendo muito bem, sabia que se não agisse de imediato Kim Taehyung estaria, em poucos segundos, sofrendo de uma maldição que passasse pelos lábios de seu primo temperamental.

- Yoongi! - o nome escapou quase num grito histérico, que foi disfarçado por uma tosse forçada, após ter os olhos dos dois garotos sobre si. - Vá, por favor, averiguar se Jungkook encontrou Dan Bi, ou uma cabine livre.

- Mas, Suzanna… - com um olhar mortífero, as palavras sumiram da boca de Yoongi.

- Yoongi, isso foi uma ordem. - ditou rígida. Contudo, a expressão alterada de Yoongi amoleceu um pouco seu coração, impedindo o mesmo de prosseguir e sussurrar em seu ouvido. - Eu não quero que se meta em problemas, só isso.

Os olhos de Kim Taehyung acompanhavam os passos do sonserino, com um brilhinho maroto e um sorrisinho trocista, enquanto acenava para o mesmo, sabendo que este iria se virar várias vezes antes de finalmente desaparecer. Desta vez, o olhar mortal de Suzanna Moon estava posto sobre si, aquele olhar que fazia todos recuarem mas que, no caso do bruxo dos Gryffindor, apenas fez rir.

- Porque você fica tão zangada comigo? - perguntou entre risadas.

- Você prometeu que iria ser mais simpático com eles. - a garota protestou, com um bico involuntário.

Os olhos de Taehyung rolaram e, num único movimento, o mesmo segurou a cintura da garota a puxando contra si. Um choque elétrico percorreu toda a coluna vertebral da jovem bruxa, que ficou presa entre o corpo do Kim e seu braço forte. O gosto dos lábios de Kim Taehyung era um misto de vários sabores, já que o bruxo da casa de Godric Gryffindor insistia em comer,  a toda a hora, os malditos feijõezinhos de todos os sabores de Bertie Boot.

- Sabe que não é com um beijo que eu vou ficar menos incomodada, por implicar com o Yoongi. - as palavras soaram num tom tranquilo, enquanto a Moon deslizava o dedo indicador por debaixo do narizinho.

- Não sou eu que implico com ele. - protestou. - Mas ele está constantemente se metendo no caminho, o que espera que eu faça?

Como era seu hábito, desde muito jovem, Taehyung umedeceu os lábios, mostrando a ponta de sua língua, de forma rápida. Não se podia dizer que Suzanna Moon e Kim Taehyung tinham uma relação amorosa, mesmo tendo o pedido sido feito várias vezes, porém sempre negado. Mas Taehyung nunca fora garoto para desistir e sabia que, independentemente daquilo que a Princesa dos Slytherin dissesse, ele mexia - e não era pouco - com o coração enferrujado dela.

- Taehyung! - a voz feminina fez com que os dois se separassem rapidamente.

Eadlyn Schreave tinha um histórico de ser incrivelmente inoportuna, mesmo que não o fizesse de propósito. Contudo, Taehyung não deixava de gostar da bruxa mais velha. O grande sorriso da grifinória rapidamente se desfez, ao identificar a presença da líder do trio, por quem possuía um grande respeito e inúmeras questões por resolver. Os cabelos de Eadlyn se encontravam cobertos de algumas pequenas ervas - por mais que ela os escovasse e limpasse, viver no bosque implicava estar sempre coberto de lembranças naturais - mas Suzanna não pareceu se incomodar com esse aspeto. Na verdade, ela nem parecia se importar com a presença de ninguém, contudo raramente demonstrava repulsa ou nojo de alguém, nem mesmo dos descendentes de trouxas, que costumavam ser alvo de ódio da casa verde. Mas Eadlyn sabia que não era bem assim, e que bem no fundo, Suzanna deveria estar contendo a vontade ou de retirar cada uma das folhas e pétalas dos cabelos escuros dela ou se rir, inocentemente, de seu aspeto. Uma das duas deveria ser a resposta acertada para o enigma da expressão neutra de Suzanna Darnele Moon, que contrastava com o brilho curioso em seus olhos verdes.

- Bom dia, Suzanna. - Eadlyn, se curvou um pouco, afinal as origens orientais nunca saiam das famílias com essa descendência.

- Bom dia, Eadlyn. - a voz de Suzanna era calma e um tanto agradável. A sonserina direcionou seu olhar, de novo, para Taehyung. - Pense naquilo que eu te disse. - murmurou. - Tenham uma boa viagem.

Eadlyn observou, curiosamente, a expressão de seu amigo enquanto os olhos do mesmo estavam postos na bruxa da casa de Salazar Slytherin, que caminhava até uma cabine onde a aguardava uma outra garota - Kim Dan Bi. Eadlyn estalou os dedos na frente do rosto do mais novo, que piscou os olhos parecendo acordar de seus pensamentos.

- O que ela te disse? - perguntou. - Foi uma ameaça? Te deu algum conselho para que o Aiken não implique com a gente? Te disse como vencer o Yoongi nos jogos de Quadribol? Não que você tenha chances, afinal o Yoongi é o melhor Apanhador que já passou pelos campos de Hogwarts. É mesmo verdade que ele foi convidado para, depois de acabar os estudos, fazer parte do time nacional de Quadribol?

- Cala a boca, Eadlyn! - automaticamente as cordas vocais da Schreave deixaram de produzir qualquer som, fazendo a mesma se rir um pouco corada.

Era sempre assim; quando começava a exagerar nas perguntas e na velocidade de suas palavras os membros da sua casa sempre tinham que controlar a situação com aquelas palavras que, para a maioria, machucavam. Mas Eadlyn tinha consciência de que, muitas vezes, se entusiasmava e falava demais. Portanto, nunca levava a mal quando lhe pediam para se calar.

- Desculpe, me entusiasmei um pouco. - sorriu, sem graça e o Kim se limitou a rir e fazer sinal para ela o seguir para a cabine, guardada desde cedo por Park Jimin. - Mas é mesmo verdade?

- Eadlyn…!



· · • • • • • • · ·



- Chohee, não corra tão depressa! Ainda se machuca… - a voz calma e cautelosa de Kwak Chaewon fez a garota de cabelos marrons abrandar sua corrida.

Os Kwak eram uma família de fazendeiros que criavam árvores para a transformação da madeira das mesmas em varinhas e, na maioria dos casos proveniente da casa de Helga Hufflepuff e Chohee não era exceção. Com apenas quinze anos, a mais nova dos Kwak tinha uma sensibilidade nata para com apenas um olhar identificar o tipo de madeira de que qualquer varinha era feita, não haviam segredos que a madeira pudesse esconder da menina de sorriso cativante.

Ela sempre se entusiasmava aquando do começo de um novo ano em Hogwarts, porém tanto sua irmã mais velha, como o primo - e até mesmo os pais das garotas, que sempre os acompanhavam até a plataforma - sabiam que a ansiedade de chegar até à cancela mágica não provinha do lugar para onde ia, mas si, de quem a esperava. Kim Namjoon tinha conquistado não só o coração da jovem como o de toda a família, aliás ele já era conhecido da família por seus pais trouxas serem amigos de infância da mãe de Chohee, que era descendente de trouxas. Kwak Chinhae e Kwak Hana ficavam felizes por sua pequena e delicada filha ter encontrado, tão nova, alguém aue a amasse de verdade e que pretendia ficar o resto de seus dias ao lado dela. Namjoon pertencia à casa dos Ravenclaw, sendo monitor da mesma e estando no sétimo ano. No ano seguinte ele já estaria trabalhando para o Ministério da Magia, no Departamento de Execução das Leis da Magia, como sempre fora o seu sonho. E tendo sua filha um namorado tão determinado e trabalhador, deixava os pais da mesma muito mais tranquilos.

- Acho que já estou vendo o seu namorado, baixinha. - Pyo Hansol comentou, troçando da baixa estatura de seu prima, que pulava na esperança de encontrar o namorado entre a multidão.

E, mesmo que Chohee não o conseguisse ver, ele estava lá, atraído de toda a confusão do local, com seu carrinho de transporte ao lado e segurando um livro sobre Runas na outra. Por um acaso, os olhos acastanhados do mesmo se moveram e caíram na direção da família de Hufflepuffs que se aproximava dele. Com um sorriso que vincava as covinhas de seu rosto, fechou o livro - mas não antes de marcar a página em que parara sua leitura - e o guardou em seus pertences, antes de ser atacado por um forte abraço da mais nova. O corpo do Kim cedeu um pouco, perante o impacte mas não o suficiente para que corresse o risco de cair no chão. Sem desfazer o seu sorriso, Namjoon abraçou o corpo da namorada sentindo o cheiro de rosas nos cabelos da mesma, e segurou o rosto da mesma, lhe dando um breve selar.

- Eu senti saudades… Você está muito cheiroso.- Chohee murmurou, enterrando o rosto no peito de Namjoon, que se riu de forma atrapalhada.

- Incrível… - a voz de Hansol interrompeu o bonito reencontro do casal. - Vocês passaram o verão todo juntos, como duas lapas. Não acredito que tenha sentido saudades, desde anteontem. Por Merlim, que lamechas…

Chohee inflou o ar em suas bochechas, criando um bico irresistivelmente adorável, e que fez Namjoon tossir para clarear a garganta. Nisto, a língua da menina foi mostrada para o primo, que se fingiu ofendido com o gesto.

- Sua peste! - fingiu ralhar, enquanto Chaewon negava com a cabeça e sorria sem fazer nenhum comentário. Os olhos de Hansol passaram rapidamente pelo local. - Onde estão o tio e a tia?

- Eles já passaram… - a mais velha respondeu. - E nós deveríamos fazer o mesmo, Hansol.

E, empurrando o primo para o seu carrinho, Chaewon deu uma piscadinha para sua irmã mais nova e correu para a passagem, seguida pelo primo. Logo os dois haviam desaparecido na parede da plataforma 9¾, deixando Kwak Chohee e Kim Namjoon sozinhos. Chohee se colocou na ponta dos pés, tentando dar um beijo no rosto acobreado de seu namorado, todavia ele era muito alto e seus esforços foram em vão. Namjoon se riu, e se abaixou um pouco , permitindo à garota lhe dar o beijinho, beijando de seguida sua testa.

- Hansol tem uma certa razão. - ela comentou. - Nós somos muito lamechas.

- Você desgosta disso? - o bruxo perguntou, mordiscando seu lábio inferior, receoso.

- Não! - a resposta foi quase imediata. - Eu só estava comentando, porque eu realmente gosto.

Namjoon voltou a sorrir, e olhou o relógio em seu pulso. Faltavam três minutos para a cancela se fechar e o trem partir para as terras escocesas. O mais acertado seria eles se apressarem para não perderem o Expresso de Hogwarts. E foi o que fizeram, um a seguir ao outro pegaram seus carrinhos e os empurraram contra a parede, saindo do outro lado da cancela mágica. A esta altura, a maioria dos estudantes já se encontravam no interior do grande expresso vermelho, liberando um espaço maior para as pessoas poderem circular. Largando seus carrinhos com os responsáveis pelo transporte da bagagem, Namjoon foi o primeiro a entrar, reparando que a menina ficara para trás. Quando espreitou para o exterior da carruagem, constatou que a mesma estava se despedindo de seus pais.

- Olá, Namjoon! - foi inevitável todo o corpo do garoto se arrepiar e pular no lugar ao escutar a voz atrás de si.

Anna Oliver parecia ter como passatempo o assustar a cada novo ano que passava, sempre da mesma forma; aparecendo por trás e falando num tom elevado, que obrigava o Kim mais velho a se esforçar por não gritar de susto.

Do lado de fora, a expressão sorridente de Kwak Chohee se desfez em uma linha reta e neutra, que chegou a assustar os pais da menina, que se entreolharam preocupados. A Kwak sempre sentia um incômodo de cada vez que via a menina de Ravenclaw de cabelos cacheados perto de seu namorado. Chohee detestava aquele sentimento, principalmente porque Anna Oliver parecia ser uma pessoa muito agradável. Mas Chohee sempre tivera um grande defeito, ser extremamente insegura de si mesma, principalmente em tudo o que envolvia seu relacionamento com Namjoon. Ela tinha medo de que sua condição neurológica decadente pudesse cansar o namorado e, por este motivo, sempre sentia medo de o ver perto da Oliver.

Se despedindo dos pais num tom quase robótico, Chohee entrou na carruagem em silêncio, chamando a atenção da bruxa de pele tostada, que levou o mais velho a olhar também para ela. Namjoon direcionou seu braço para a menina, porém Chohee se desviou ao andar para trás dele e entrar no corredor.

- O que foi, amor? - o corvinal perguntou, surpreso com a reação da mais nova.

- Nada, oppa, eu apenas vou andando pra cabine. Mamãe me pediu para entregar uma coisa ao Hansol… - mentiu.

Chohee detestava mentir e era uma péssima mentirosa, principalmente porque suas expressões costumavam ser muito transparentes. Por esse mesmo motivo, não aguardou pela resposta do Kim e se apressou pelo corredor em busca da cabine onde sua irmã e seu primo estavam.

Namjoon observou, com tristeza, a mais nova sumir entre os jovens bruxos que ocupavam o corredor entre conversas, se perguntando quando a garota iria compreender que era quem ele amava e que nunca poderia ser substituída.

- O que houve com ela? - a voz de Anna chamou Namjoon de volta à realidade. - Foi… por minha causa?

- Não, Anna. - Namjoon pousou as mãos sobre os ombros da amiga. - A Chohee é apenas um caso delicado, compreende?

- Ohh, a doença. - Namjoon assentiu. - Talvez fosse melhor você ir atrás dela, Nam. Ela precisa mais de você do que eu…

Namjoon assentiu e se despediu da Oliver, mas não sem antes comentar o quão ela havia exagerado nos acessórios de roupa. Anna apenas rolou os olhos e entrou na primeira cabine, onde estava instalada.

Uns passos à frente, a Kwak se desculpava constantemente das pisadelas e encontrões que dava - ou melhor, que recebia - dos alunos. Seu coração sempre acelerava quando ficava preocupada com sua situação amorosa e isso a levava a chorar com facilidade. Detestava ser assim, tão insegura, e se esforçava por acreditar mais em si mesma e em seu namorado. Mas não era fácil na condição que tinha, afinal em menos de dez anos estaria sofrendo de um caso grave de Alzheimer e seria preciso um milagre médico para a ajudar. E coisas dessas não existiam, até porque seu caso era extremamente peculiar e desconhecido.

Estava tão distraída, sufocada em tantos pensamentos que não se deu conta da garota que acabara de sair de uma das cabines e com quem, acidentalmente, acabaria por colidir. Sem que tivesse se apercebido de como as coisas haviam acontecido, o braço da Hufflepuff já segurava o antebraço da outra, impedindo que a mesma caísse no chão, porém os pertences da mesma não tiveram a mesma sorte.

- Me… me desculpa. -  pediu, se curvando e se jogando no chão para apanhar os pertences da bela ocidental. - Eu estava distraída e não te vi. Você não se machucou, pois não?

- Ei, tenha calma. Não tem que se desculpar, essas coisas acontecem comigo também. - a voz da desconhecida era suave e calma. - E, graças a você eu estou bem. Você teve uma reação muito rápida, como conseguiu?

Chohee sentiu seu rosto corar de vergonha e entregou os livros à garota. - Na verdade, meu pai diz que é impulsivo. Eu não costumo pensar a verdade é que nem me apercebo, meu corpo age sozinho…

- De verdade? Isso é muito interessante... É como se tivesse uma capacidade alternativa de um Demiguise. - a garota falou pensativa, fazendo Chohee rir, embora se perguntando o que seria um Demiguise. - Me chamo Helena, a propósito.

- Sou a Chohee! - a coreana sorriu e sentiu um par de mãos aterrar em sua cintura.

- Amor, você se machucou? - a voz de Namjoon era uma tentativa de controlar o pânico e logo o mesmo se encontrava examinando o estado da menor.

- Na verdade se não fossem os reflexos rápidos dela, eu teria sido projetada para o outro lado da carruagem. - Helena comentou de forma inocente, se rindo, com a mão em frente da boca, por ver o garoto tão preocupado com a menina.

- Que parvoíce a minha. Nem perguntei se você estava bem… - Namjoon sorriu sem jeito, se perguntando se aquele dia estranho teria mais inoportunidades destinadas para si.

- Não se preocupe, eu estou bem. Com licença… - Helena disse e se despediu dos dois, seguindo seu caminho.

O casal ficou por alguns momentos olhando para a bela garota que seguia com calma pelo corredor, e entrava num dos banheiros.

- Nam, você sabe quem era ela? - sem tirar os olhos da porta do banheiro, Chohee perguntou, afinal um Monitor conhecia todos os alunos da escola.

- Não. - o garoto negou, quase tão hipnotizado como a garota. - Eu nunca a tinha visto na minha vida.



· · • • • • • • · ·



Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Escócia

[19:30 da noite]

Pietra já tinha seu uniforme escolar, dos Gryffindor, mesmo antes do comboio ter parado na estação de Hogwarts. Durante todo o percurso feito nas carroças mágicas, seu grupo, que era composto por Kim Taehyung, Park Jimin, Eadlyn Schreave e Andrômeda Roux conversava animadamente, embora a maioria das conversas fossem o costumes cochichos entre as duas garotas mais velhas e as risadas sem contexto que o Kim dava e que faziam seu melhor amigo se rir também. Pietra era a mais nova do grupo, porém isso não fazia com que os amigos a ignorassem ou excluíssem. Ela apenas não se encontrava muito interessada em, naquele momento participar nas conversas. Sono, essa era a grande causa do seu estado. A vontade de chegar rapidamente ao seu quarto e dormir uma bela noite de sono, na cama confortável que tinha na sala comunal dos Gryffindor, eram mais forte que qualquer felicidade de reencontrar os amigos. Contudo, ainda faltava muito tempo para que ela pudesse realizar seus desejos.

O salão estava feito num alvoroço, entre reencontros e alegrias, a mesa dos Gryffindor era, como de costume a de maior algazarra. Pietra levou a mão em frente da boca, soltando um bocejo e fazendo Andrômeda se rir.

- Você está mesmo entediada hoje. - comentou sem maldade.

- Estou com sono, Andrômeda. Me erra… - resmungou, deitando a cabeça sobre os braços. - Só quero que a comida venha logo, para poder ir dormir e amanhã ir para as aulas.

- Ah! Já percebi tudo… - Andrômeda se riu, uma gargalhada forte. - Você quer é ir para a aula do Professor Aiken. Ela é sua primeira aula da manhã, não é?

Pietra sentiu seu rosto corar com o comentário da amiga. - Sim, eu tenho aula de Poções amanhã pela manhã. E não, o motivo de eu querer ir dormir não tem nada a ver com o rude do Professor Aiken.

- Mentirosa. - Andrômeda provocou, dando algumas risadas.

- Não sei o que você vê no Aiken. - Eadlyn comentou com um suspiro. - Ele me assusta, sempre tão antipático e irônico…

Pietra estava prestes a contestar a afirmação da mais velha, partindo em defesa do professor quando, a impedindo de o fazer, Taehyung bateu com sua mão perto das três chamando a atenção das mesmas e fazendo sinal para elas se calarem, atirando o polegar na direção da Diretora McGonagall, que estava prestes a começar seu discurso anual. A Hayes levantou a cabeça da mesa e a apoiou sobre a mão, encaixando o queixo na palma da mesma, com um olhar ensonado na direção da Diretora.

- Sejam muito bem vindos a mais um ano em Hogwarts. - disse, tendo sua voz facilmente projetada para todos os cantos da sala. - Comecemos, antes de mais nada, pela apresentação do corpo docente. Não tivemos alterações nenhumas no nosso corpo docente, a não ser a Professora Seely, que se encontra de baixa e será substituída na aula de voo pela Professora Amelia Orange. De resto, a Professora de Feitiços continua a ser Dalila Courtney; Michael Bryer com História da Magia; Neville Longbottom nas aulas de Herbologia; Maximus Aiken se mantém no cargo de Professor de Poções; Matilda Berryann como Professora de Transfiguração; Elijah Widukind como Professor de Artes Negras; Rubeus Hagrid como Professor de Trato das Criaturas Mágicas; Amanda Imore em Adivinhação; Lucas Yuke em Aritmancia e Freya Culbert em Runas Antigas.

Após a anunciação do corpo docente da escola, o salão mergulhou em aplausos vindos das quatro casas, até que a Diretora, novamente, pedisse silêncio. Nesse mesmo momento, o auxiliar, Senhor Goody, transportava e velho Chapéu Selector.

- E, como é habitual, teremos a célebre canção anual do Chapéu Selector.  

No seguimento de tais palavras, o objeto de longa data ganhou vida e gesticulou sua boca de pano, iniciando a cantiga anual, recordando suas origens e dando a conhecer aos jovens alunos novatos um pouco dos fundadores de Hogwarts até chegar à parte em que, todos os anos, a cantiga era alterada.



Mais um ano está para começar,

E novos desafios vão surgir.

A amizade entre casas tem que perdurar,

Para que Hogwarts possa progredir.


No novo ano cheio de brasa,

Cada um deverá se esforçar pela sua casa.

Os tempos difíceis estão para chegar,

Mas isso não nos impede de festejar.


Hogwarts, Hogwarts, tão poderosa é.

O Ódio torna Amor,

E o Amor torna Paixão.

Nos dá toda sua força,

Para, então, podermos provar nosso valor.



A canção do Chapéu Seletor fez com que o grande salão mergulhasse num enorme e preocupante silêncio. Alunos das quatro casas, de todos os anos, se entreolharam receosos e assustados com as palavras e apelos feitos pelo velho chapéu, que decidira seus destinos, os atribuindo às casas às quais pertenciam. O Chapéu nunca se enganava a atribuir uma casa, e o mesmo acontecia com as palavras que proferia. E isso poderia significar que, de facto, tempos difíceis estavam chegando a Hogwarts.

Nunca, em nenhum dos cinco anos que estivera na escola, Suzanna se sentira tão observada como no momento em que meio salão colocava sobre ela e seus melhores amigos, a culpa dos tempos difíceis que se avizinhavam. Por debaixo da mesa, suas mãos começaram a tremer um pouco, mas logo foi reconfortada pela mão fria de Yoongi, que pousava discretamente na sua, embora o garoto mantivesse um olhar direcionado para a mesa dos professores.

- Vocês estão olhando para onde? - a voz de Dan Bi chamou a atenção dos três, direcionada para um grupo de alunos de Gryffindor que olhavam diretamente para eles.

Suzanna olhou discretamente, mas, para sua felicidade, não reconheceu nenhum dos amigos de Taehyung entre o grupo. Se riu, ao ver Jungkook pousar a mão no ombro da namorada e lhe dar um leve selar no rosto, pedindo que a mesma se acalmasse e, se riu ainda mais, quando a resposta de Dan Bi veio feroz, proveniente da raiva.

- O irritadinho aqui é você. Eu apenas estou dando, àqueles cara de faisão, um aviso claro. 

Suzanna agradecia todos os dias por Jungkook não ter arranjado uma namorada enervante e metida. A verdade é que Dan Bi era conhecida de Suzanna muito antes do Jeon ter sido matriculado em Hogwarts, sendo que, em parte Jungkook estava lhe roubando a garota que, entretanto, se tornara sua amiga. Dan Bi tinha toda a confiança da Princesa da casa verde, e prezava muito esse facto, partindo sempre em defesa dela e a ajudando de todas as formas possíveis. Somente havia algo que Dan Bi não fazia, nem mesmo por sua amiga - enfrentar Min Yoongi. O herdeiro dos Min era, de longe, quem ela mais temia em todo o Colégio e tentava a todo o custo não ter de olhar diretamente para os olhos negros do mesmo. Ela não compreendia a ligação que havia entre o Min e a Moon, mas se ela era suficiente para manter o Capitão do time de Quadribol controlado, então Dan Bi iria apenas ignorar o facto daquela ser uma ligação bizarra.

Do outro lado da mesa dos Gryffindor, os orbes de Taehyung fuzilavam o grupo de garotos que ousara implicar com Suzanna. O grupo de alunos percebeu o olhar e, embora fossem mais velhos, se retraíram e ficaram quietos e calados em seu lugar. Andrômeda e Pietra trocaram um olhar, embora a mais nova apenas sentisse ainda mais vontade de dormir. Mas foi Park Jimin a cortar o clima estranho causado pelo mau humor do Kim.

- Não, Taehyung, você ainda não consegue lançar um Avada Kedavra pelos olhos, então para de tentar matar aqueles caras com o olhar. - o Park zombou, recebendo um cascudo forte como resposta do Kim mal humorado, que se limitou a voltar o olhar para a cerimônia de atribuição de casa, pela qual os menores passavam.

Entre eles havia uma pessoa que se destacava. Helena Boot não tinha doze anos, contudo teria de fazer a eleição como qualquer outro aluno, por aquele ser o seu primeiro ano em Hogwarts- embora ela tivesse certezas de qual era a casa a que pertencia. Sob os olhares atentos e curiosos de todos, ela subiu as escadas e se sentou no banco onde a Professor Courtney aguardava, com o Chapéu na mão. Com um sorriso simpático, a mulher esperou que a Boot se sentasse e, mesmo antes do Chapéu ter sidi colocado em sua cabeça o Chapéu gritava para todo o salão.

- Ravenclaw! Que interessante… - acrescentou, na cabeça da menina.

Helena não conteve o sorriso, embora fosse tímido, e se levantou descendo as escadas e se dirigindo à mesa dos Ravenclaw. Foi recebida por um rosto já conhecido - Kim Namjoon, o garoto que tinha uma relação amorosa com a garota que colidira contra ela e a impedira de se machucar seriamente. O garoto não reagiu de imediato, parecendo estudar rapidamente a mais nova. Mas logo um sorriso genuíno e acolhedor surgiu em seus lábios.

- Bem vinda à casa, Helena. - desejou. - Não sei se cheguei a me apresentar. Sou Kim Namjoon, o monitor mais velho da casa.

- Muito prazer Namjoon. - Helena sorriu tímida e não acrescentou mais nada, se limitando a baixar o olhar e o pousar em suas mãos, evitando todo e qualquer contacto visual com as pessoas ao seu redor.

Contudo, quando ergueu seu olhar, por puro acaso, seus olhos se cruzaram com um olhar vindo da mesa de Godric Gryffindor. Um garoto de cabelos loiros, com descendência coreana a olhava - mas logo seu olhar se desviou ao perceber que tinha sido apanhado. Helena também desviou o olhar e se riu sozinha por ter visto uma leve coloração nas bochechas gordinhas do garoto que escutara ser chamado de Park Jimin.


Notas Finais


Curiosidades do Capítulo:

• Demiguise (mencionado por Helena) - é uma criatura herbívora pacífica que pode se tornar invisível e dizer o futuro, o que torna muito difícil de pegar. Ele é encontrado no Extremo Oriente, mas apenas bruxos e bruxas treinados em sua captura podem vê-los. Assemelha-se a um macaco com grandes olhos negros e longos pelos sedosos. - informações retiradas de, Harry Potter Wiki.

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Não comentem a cantiga do Chapéu Seletor, eu sei que ficou horrível, mas fazer coisas dessas não é o meu forte (na verdade eu nem sei qual é o meu forte, ahah. Eu só deixo fluir e olha, saiu um lixo reciclado (ou talvez nem tenha sido reciclado).


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