História Imperio - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Harry Potter, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Minerva Mcgonagall, Neville Longbottom, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Fantasia, Interativa Bts, Interativa Harry Potter, Mistério, Romance
Visualizações 39
Palavras 4.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Entãããoo... tudo bom?
*desvia de objetos voadores enviados para assassinar a autora mais demorada do site* calma, calmaaaaaaa
calma, eu trouxe o capítulo. Por fim a espera acabou e vocês têm um novo capítulo da interativa mais Avada Kedavra do spirit kkkkk
De verdade meus anjinhos, me desculpem a demora. E espero que gostem deste novo capitulo cheirosinho u.u (e com cheirinho de treta)
Sobre o título do capítulo, bem eu gostei tanto da fala que resolvi que seria este o título. Não me censurem, afinal eu só dou título ao capítulo depois de o ter escrito.
¡let's go go go! 💕

sim, eu sei que preciso arrumar um banner para a fanfic. eu sei disse ><

Capítulo 3 - 02; "Capaz de fazê-las engolir as próprias varinhas"


Min Yoongi’s Point of View


Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Escócia

Sala Comunal de Slytherin

[15:24 da tarde do primeiro dia de aulas]


O primeiro dia de aulas era, na minha forma de ver, o dia mais enervante de todo o ano escolar. Aliás, toda a primeira semana era terrivelmente insuportável, com os rebentos do primeiro ano tentando se adaptar ao dia a dia na escola de bruxos, com os reencontros que duravam sete dias algo que me deixa confuso, afinal o reencontro é apenas no primeiro dia em que alguém se vê. Porquê fazer uma saudação escandalosa de cada vez que vêem? É irritante. Quando eu era mais novo era chamado de insensível - não que, entretanto, isso tenha mudado, apenas mudaram o meu rótulo para Durão do Trio das Trevas, mesmo que eu continue preferindo o de Insensível. Insensível por não ter feito amizade com ninguém no meu primeiro ano, por não me oferecer para ajudar meus colegas, por ter um gesto tão neutro que, certas almas audazes, afirmavam que até uma parede era mais expressiva que eu. E talvez, ou quase de certeza, isso nem estivesse muito longe da realidade.

Ser um Min tem suas vantagens, entre elas a influência que nossa família tem sob o ministério; contudo, portar o sangue Min nas minhas veias possuía mais desvantagens e tormentos do que alguém possa imaginar. Ser um Min é quase um sinônimo de dizer que se é um subordinado, um lacaio - ou até mesmo, um escravo. Rebaixado pela vontade da família Moon, que somos obrigados a proteger e servir; dar as nossas vidas se assim necessário. É uma vida condicionada à servidão, quase uma tortura. A primeira vez que eu presenciei a servidão Min, foi também a primeira vez que vi Suzanna - ela tinha apenas quatro anos de idade, e no dia completava seu quinto inverno. Eu era apenas um ano mais velho que ela, éramos ambos pequenos rebentos quando nos disseram que daquele dia em diante estávamos ligados pela travessia dos Moon e dos Min, que o meu destino estava nas mãos de uma pequena e inocente garotinha e que desobediência aos seus desejos, era executada com o severo castigo da tortura até à morte. Minhas recordações desse dia estão muito desvanecidas pelo passar dos anos, todavia a imagem de meu tio ser punido por questionar uma ordem e Suzanna ser esbofetada no rosto pelo avô, por se opor, horrorizada, à cena, me ficaram gravadas na memória. Quase por feitiço, como a marca de dragão que me fora feita na traseira do pescoço.

- Yoongi, o que você está fazendo aqui? - abri meus olhos, ao escutar a voz de Suzanna, do outro lado da sala comunal da nossa casa. - Você está tendo Poções nesse momento… Aconteceu alguma coisa?

Suzanna era tão diferente dos demais da sua família; ela considerava que os Min deveriam ser mais bem tratados, aliás ela me confessou, uma vez que, se dependesse da vontade dela, a escravatura Min teria um fim. Não existe um único membro da minha família que desgoste dela, todos aguardamos pelo dia em que Suzanna se torne a matriarca da família e possa nos liberar deste fardo. O único problema é Lorde Yoshihiro, seu avô. Se costuma dizer que as pessoas cruéis vivem muito mais tempo, mas o caso dele é diferente de uma forma assustadoramente bizarra - o velho parece que tem a vida eterna. Ele já não era muito novo quando se deu a primeira guerra de Hogwarts, onde lutou pelo lado de Lorde Voldemort. Deveria ter uns sessenta anos, ou mais até. Com que idade é que ele tencionava morrer?

- Está tudo bem, não se preocupe. - afirmei, me levantando quando ela se aproximou, mas me voltei a sentar quando ela empurrou meu peito com delicadeza, negando com a cabeça. - Desculpe Suzy, eu sei que você não gosta que eu haja como seu lacaio, mas é o hábito dos últimos meses.

Suzanna se sentou ao meu lado e se riu. - Eadlyn estava procurando por você nos corredores.

O nome Eadlyn, saído pela boca de minha Mestra fez meu corpo se arrepiar da ponta dos pés até a ponta dos cabelos. Eadlyn Schreave era minha colega desde o primeiro ano e, mesmo pertencendo à casa dos Gryffindor ela sempre teve a maioria das aulas comigo, literalmente sentada ao meu lado por imposição dos professores. Eu sabia mais sobre ela do que ela sabia sobre mim, aliás, eu sabia praticamente tudo sobre ela - começando pelo facto dela ser a menina mais falante que cruzou nos corredores de Hogwarts. Mesmo que não fale diretamente comigo sobre si, eu sempre acabava escutando suas conversas intermináveis com Andrômeda Roux, sua melhor amiga, também da casa vermelha. Acabei por me interessar e ter curiosidade naquela garota embora, meu papel na vida e tradições familiares me impedissem de sequer tentar nutrir sentimentos mais profundos por ela. E adorável como só Suzanna Moon sabe ser, ela vivia fazendo minha vida num inferno, infiltrando Eadlyn em quase todas nossas conversas.

- É mesmo? - clareei a garganta, tentando parecer indiferente. - Ela te perguntou isso pessoalmente?

- Não foi preciso, ela tem a mania de falar sozinha. - se riu, alisando a saia preta do uniforme. - Pensei que conhecesse melhor o amor da sua vida.

- Ela não é… - me calei quando me dei conta de que minha voz saíra quase esganiçada, fazendo a Moon gargalhar. - Suzanna, fica quieta!

Nossa agradável conversa foi interrompida quando o quadro na parede se abriu com pequenos estalidos, permitindo a entrada a alunos da nossa casa. Dan Bi não tinha uma expressão nada simpática no rosto e, sem necessitar de muito tempo de avaliação, Jungkook entrou correndo atrás dela. Nenhum dos dois pareceu dar conta da nossa presença, tanto que passaram por nós sem dizer nada. Troquei um olhar com Suzanna e, como duas comadres solteiras, nos levantamos e corremos atrás deles para escutar atrás da porta trancada do dormitório feminino.

- Escuta aqui, Jeon! Eu sou muito liberal no que toca ao facto de você conversar com outras garotas, porque eu não sou, nem quero ser, uma daquelas namoradas chatas e irritantes! - a voz de Dan Bi, embora não fosse gritada, até a mim me arrepiou. - Mas se eu te vejo, mais uma vez, perto da Andrômeda Roux, eu juro por Salazar Slytherin que lanço uma imperdoável sobre você!

- Amor, eu só estava falando com ela. Não faça uma cena... - vi Suzanna negar com a cabeça.

- Você estava quase colado nela! Chamando ela de Galaxy, e sabe que eu odeio que dê apelidos às outras pessoas. - desta vez Dan Bi elevou sua voz, emanando o acesso de raiva. - E eu não estou fazendo uma cena, sua anta imprestável. Eu estou te avisando que, se eu descubro que você anda me traindo… eu acabo com você!

Foi uma questão de segundos para que eu e Suzanna corressemos para longe da porta, antes de Dan Bi a abrir com força e sair disparada para fora da sala comunal, de novo. Suzanna trocou um olhar comigo e eu assenti, para que depois ela pegasse seus livros e corresse atrás da amiga, que provavelmente iria mutilar algumas plantas no jardim. Esperei que Jungkook saísse do cômodo feminino coçando seu nariz, como sempre fazia quando se sentia culpado e perturbado. Seus olhos se ergueram até os meus e logo o ar de seus pulmões foi expelido para o exterior num suspiro exausto. “Não precisa me dizer que eu sou um idiota, eu sei que sou”, não era necessário que ele o dissesse em voz alta, eu já imaginava o que sairia de sua boca sem mesmo que ele tivesse sequer pensado em transmiti-lo.

- Eu não vou mesmo dizer… - comentei procurando ficar neutro à situação. - Você sabe as barbaridades que faz e eu não sou ninguém para te censurar, ou repreender. Mas tome cuidado nas suas escolhas, Jungkook, é você que irá viver com elas.

E, sem dizer mais nada, me retirei da sala comunal da casa dos Slytherin afim de encontrar as duas garotas que podiam estar em qualquer canto da escola. Contudo, não havia nada que eu pudesse fazer a não ser procurar. Manter Suzanna debaixo de olho e da minha proteção era meu dever, e eu não tenciono morrer jovem por causa da desobediência.


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Eadlyn Schreave’s Point of View




A Aula de Poções não era a mesma sem Yoongi. Mesmo que fosse ameaçadora, a sua presença era quase que parte de todas as aulas, mas principalmente daquela aula, em que ele ficava na ponta da mesa dos Slytherin, assim como eu ficava na ponta da mesa dos Gryffindor. Até mesmo o Professor Aiken sentia um grande incômodo na ausência de Min Yoongi, afinal todo e qualquer aluno temia sequer pronunciar uma única palavra, com medo de irritar ao mais velho do Trio das Trevas. Contudo, naquele dia o Professor já tivera de parar a aula três vezes, por causa do burburinho e das conversas paralelas. E Maximus Aiken detestava ser interrompido, ainda mais do que detestava as coisas em geral. Não fora uma aula fácil para ninguém, com nosso docente sempre berrando com os alunos da nossa casa, já que os Slytherin se mantinham calados como ratos em cativeiro, anotando tudo aquilo que o líder de sua casa dizia. Pareciam da Ravenclaw, e chegava a arrepiar ver a casa dos cruéis se comportar de maneira tão responsável.

- Ei! - um par de dedos de Andrômeda se estalou na frente dos meus olhos, fazendo meu corpo se contrair, apanhada de surpresa. Pisquei meus olhos umas quantas vezes, depois de os ter espremido por impulso. - Para de dormir em pé e me responde…

- Eu acho que ela está noutra dimensão, mana. - a voz de Saturno Roux soou um pouco mais distante, como se eu estivesse dentro de uma bolha e ele estivesse no exterior.

Olhei os dois irmãos e eles me olharam de volta, perlongando o silêncio desconfortável que nos rodeava. Acabei por fechar os olhos e respirar fundo, tentando conter a vontade de os mandar plantar Mandrágoras e me deixarem cinco minutos em paz e sossego.

- Desculpe Meddy, o que você estava dizendo? - perguntei, tentando parecer verdadeiramente interessada naquilo que minha amiga estava falando.

Andrômeda franziu o cenho, provavelmente desconfiada da veracidade do meu interesse, contudo o sorriso que lhe entreguei fê-la sorrir de volta e afastar as dúvidas. - Você sabe que Dan Bi e Jungkook foram vistos por alguns alunos a brigar no corredor?

- Francamente, Andrômeda. - suspirei, pousando os livros, que transportava ao peito, sob o parapeito da janela. - Você acha que isso é uma coisa boa? Uma briga entre um casal não tem nada de bom, principalmente quando a culpada fica se rindo da situação.

Vi Saturno arregalar um pouco seus olhos escuros, e levando a mão à boca para cobrir a mesma, abafando as risadas. A irmã mais velha lhe lançou um olhar assassino fazendo-o tossir para o punho, disfarçadamente. Depois seu olhar se pousou em mim, contudo substituído por uma um estado de surpresa e confusão perante minhas palavras. - O que quer dizer com isso?

Nesse mesmo momento, me impedindo de esclarecer sua questão, o corredor foi invadido pelo som de passos apressados. Me virei para trás e pude identificar a figura de Kim Dan Bi, com os punhos cerrados e um semblante capaz de assassinar quem o observasse por muito tempo. Atrás dela, correndo para lhe alcançar o passo, Suzanna Moon chamava o seu nome por mais vezes que fosse ignorada pelo acesso de raiva da amiga. Nada parecia desviar a bruxa mais velha de seus pensamentos, nada até seu olhar se desviar para nós. Saturno e eu desviamos nossos olhares, incomodados com a raiva que os olhos escuros emanavam - pareciam inchados, talvez ela estivesse chorando. Porém Andrômeda, ousada que gosta de brincar com o fogo, não desviou seu olhar, o fixando na rival, aumentando ainda mais o mau humor desta.

- Você está olhando para onde, Meia-Sangue Nojenta! - rosnou, com a voz meio rouca. Mas Andrômeda não se amedrontou. - Pare de olhar para mim, imbecil!

- Eu olho para você se eu quiser, Dan Bi. - disse em tom de deboche. - Você até que fica engraçada assim, quase feminina.

Fui tudo tão rápido que eu mal me apercebi de como tudo aconteceu. Saturno me puxou e ficamos os dois escorados na parede, a milímetros de um Estupefaça, repelido por Andrômeda, nos acertar. Suzanna também esteve em perigo de ser acertada pelo contra-ataque da varinha de Andrômeda, cobrindo a cabeça com os braços e se baixando. As duas garotas, tal qual Slytherin e Gryffindor, duelavam entre si e parte do corredor estava ficando esburacado pelos feitiços que acertavam as paredes de forma violenta. No meio de tanta confusão ainda consegui escutar a voz de Suzanna, tentando em vão dar um fim naquela briga - parecia que naquele duelo de rivais amorosas, nem mesmo Suzanna Moon conseguia ter uma pose autoritária o suficiente. Impedi Saturno de se meter no meio da briga, segurando seu braço com força quando este fez menções de desembainhar sua varinha em auxílio da irmã.

- Me solte, Eadlyn! - falou, puxando o braço. - Aquela doida vai machuca minha irmã.

- Dois contra um não é justo, Saturno! - recordei, mesmo que meu tom de voz não fosse suficientemente autoritário para intimidar quem fosse. - E não se esqueça que foi sua irmã que a provocou.

- Cuidado!

Fechei os olhos, ao ter um vislumbre de luz vindo na nossa direção. Saturno se encolhera contra mim e eu contra ele e assim esperamos ser atingidos pelo feitiço. Mas nada aconteceu, por segundos tudo ficou silencioso. Me arrisquei a abrir um dos olhos e a primeira coisa que vi foram os cabelos escuros da Princesa dos Slytherin, que se colocara na nossa frente e invocara um escudo mágico para nos proteger. Estando nas traseiras de seu corpo baixo não tinha vislumbre de como seria sua expressão, mas pelos olhares e posturas receosas de Dan Bi e Andrômeda supus que a paciência de Suzanna Moon chegara ao seu limite. O escudo se dissipou e a Slytherin guardou sua varinha entre as vestes do uniforme escolar.

- Vocês deviam ter vergonha por duelarem por motivos tão infantis. Os duelos fora do clube são proibidos e puníveis, caso não se recordem. - a voz baixa e controlada de Suzanna não era nem um pouco reconfortante. - Vocês podiam tê-los machucado.

- Foi ela que lançou o primeiro feitiço! - Andrômeda protestou, com o rosto corado de raiva.

- Calada! - o olhar de minha amiga se baixou quando a ordem se dirigiu feroz a si. - Ela nunca teria te atacado se você não a provocasse, Andrômeda Roux. De facto, você adora se meter em confusões…

- Não foi por mal, Suzanna. - me arrisquei a falar, sentindo meu corpo se arrepiar ao ter o olhar dela posto em mim. - Andrômeda só se deixou levar pela situação, assim como Dan Bi. Não vai voltar a acontecer.

Ao meu lado, Saturno assentia repetidamente com a cabeça, e senti sua mão suando contra a minha. Ter Suzanna nos olhando já era arrepiante, ainda mais quando ela portava aquele olhar tão crítico e gélido. Mesmo sabendo que sua preocupação provinha da possibilidade de pessoas inocentes, no caso Saturno e eu, termos saído feridas daquele confronto idiota, não deixava de me arrepiar com os olhos ferozes da herdeira dos Moon. Porém, minhas palavras pareceram tranquilizá-la um pouco, tanto que a mesma respirou fundo e assentiu, de forma educada. - Da minha parte digo o mesmo em nome da Dan Bi, em como ela não voltará a atacar Andrômeda.

- A menos que ela não me dê razões para tal… - a mais velha resmungou e desviou o olhar quando Suzanna a fuzilou.

- Bom dia. - Suzanna desejou, se curvando e saindo. - Vamos, Dan Bi.

Tanto eu como os Roux ficamos praticamente petrificados, até que as duas tiranas de Slytherin desaparecessem. Quando Suzanna e Dan Bi cruzaram o corredor, senti meu corpo tenso relaxar e um suspiro de alívio desprender de meu peito. O mesmo se sucedeu com Saturno e então com Andrômeda, que recebeu um abraço de lado do irmão mais novo.

- Era disse que eu estava falando. - sorri fraco para minha amiga. - Você que causa as brigas entre Jungkook e Dan Bi, Meddy. Mesmo não sendo propositado…

- Quando a diretora McGonagall souber, todos vão me detestar por perder pontos. Ou pior, eu vou ser expulsa! - ela se lamentou, sendo confortada pelo mais novo.

- Claro que não, Huck. - Saturno respondeu, massageando os ombros da irmã. - Seria preciso alguém reportar o caso e não me parece que Suzanna o vá fazer, afinal a amiga dela está envolvida. Não é Eadie?

Concordei de forma convicta, vislumbrando um sorriso de Saturno e uma expressão menos desesperada de Andrômeda, que afirmou precisar de ir para a sala comunal para resfriar a cabeça. Saturno se ofereceu para ir com ela e eu informei os dois que preferia caminhar um pouco pelos corredores antes de ser hora da aula de Herbologia. Me despedi deles e, pegando meus livros no parapeito da janela que, surpreendentemente haviam sobrevivido intactos ao duelo, segui o mesmo corredor que, minutos antes, as bruxas da casa verde haviam seguido, cruzando o corredor me perguntando como uma garota conseguia ter dureza suficiente para impedir um duelo de duas garotas descontroladas.

- Eadlyn! - quase enfartei de susto quando a figura alegre e gritante de Kwak Chohee surgiu na minha frente.

Meus livros se espalharam pelo chão, fazendo a menor desfazer seu sorriso e observar minhas coisas espalhadas no chão. A garota se encontrava acompanhada pela novata, Helena, colocada na Casa dos Ravenclaw. As duas me ajudaram a pegar meus livros de volta e, com um sorriso, agradeci a ambas.

- Me desculpe, Eadlyn. Eu não queria assustar você. - Chohee se curvou e se manteve nessa posição enquanto se desculpava, de mãos unidas.

- Tudo bem, Chohee. - me ri da situação. - Eu apenas não estava à espera, sabe eu estava perdida em pensamentos. Nem imagina o confronto que houve entre a…

Cerrei meus dentes e fechei meus olhos, percebendo a asneira que eu fizera ao mencionar o sucedido que, mais do que logicamente, eu deveria ter deixado em segredo.

Puta merda, Edlyn! Porquê você sempre fala demais?

- Houve um confronto? - Chohee ergueu o tronco, me olhando preocupada. - Entre quem? Saiu alguém ferido? Podem precisar de ajuda…

Altruísta como sempre, Chohee apenas não correu disparada para o corredor de onde eu acabara de sair por seu braço ter sido caçado por Helena, que fez sinal para ela se acalmar um pouco. Depois os olhos azuis da novata se pousaram em mim.

- Foram a tal de Dan Bi e sua amiga que duelaram, não é? - acabei assentindo, a contragosto. - Nós nos cruzamos com ela e com Suzanna Moon ali atrás. Ela parecia perturbada.

- O que aconteceu? - Chohee me perguntou, com aqueles olhinhos curiosos.

- Não vale a pena perturbarmos Eadlyn com isso. - Helena murmurou, aérea. - Me parece que ela não quer conversar connosco, afinal perturbamos um belo turbilhão de pensamentos.

E, me deixando assustada com suas palavras, Helena pegou a mão de Chohee e a conduziu para longe de mim, seguindo pelo corredor sem virar para o lugar de onde eu saíra. Helena Boot era uma jovem algo peculiar, talvez até assustadora por parecer ler meus pensamentos. Mas me parecia simpática e a companhia ideal para a desastrada Chohee. Resolvi afastar todas aquelas preocupações e me concentrar em arrumar um lugar onde pudesse revisar antes da aula de Herbologia, afinal a matéria iria começar numa interligação com matéria do ano anterior da qual eu não entendia nada mesmo gostando tanto de Herbologia. E eu realmente precisava me aplicar, afinal Professor Longbottom não faz milagres.

- Olha por onde você anda, Schreave. - a voz calma e de baixo tom foi a única coisa que me fez compreender a situação.

Min Yoongi tinha o dom de aparecer de forma súbita, ou talvez ele já estivesse por aquelas bandas antes e eu que não me tinha dado conta. Suas mãos seguravam meus braços com firmeza, não permitindo que meu corpo tivesse tombado vergonhosamente para o chão, após o impacte de nossos corpos. Nenhum de nós disse nada por alguns segundos, e senti as bochechas do meu rosto esquentarem por estar olhando o mais velho do Trio das Trevas há tanto tempo. Me afastei dele e me recompus, alisando minhas vestes e evitando contacto visual com o Min.

- Peço perdão. - pedi, me curvando um pouco. - E agradeço por ter impedido que eu caísse.

- Tanto faz… - ele deu de ombros, resguardando as mãos no bolso da calça negra do uniforme dos Slytherin. - Apenas tome atenção por onde anda, de uma vez por todas.

E, sem alongar mais diálogo entre nós, Yoongi deu meia volta e se distanciou de mim, a um passo calmo e despreocupado. Provavelmente ele também iria faltar à aula de Herbologia e, obviamente levar bronca do Professor Aiken, como acontecia todos os anos no começo das aulas. Yoongi não mudava e se tornava previsível, pelo menos para mim, acho que por observá-lo por tanto tempo e há tantos anos. E acho também que toda essa previsibilidade era o que fazia o medo dispersar ao meu redor.

- EADLYN! - me virei para trás e vi Taehyung e Jimin me acenando, enquanto sorriam animados. - BOM DIA!

Taehyung tinha esta mania de berrar aos sete ventos quando via alguém. Era engraçado como o bom humor deste garoto era quase inabalável. Os dois pararam à minha frente, com as vassouras debaixo do braço e os trajes do time de quadribol ao invés dos uniformes habituais.

- Tiveram treino pela manhã? - perguntei, embora fosse mais do que óbvio que a resposta era “sim”.

- Lógico. - Taehyung sacudiu os cabelos e se apoiou na vassoura, segurando o taco de Batedor na outra.

- O que aconteceu? - Jimin perguntou, analisando minha expressão preocupado.

- Nada demais. - os dois se entreolharam. - A Dan Bi e a Andrômeda brigaram feio, acho que por causa do Jungkook e eu e o Saturno íamos morrendo se a Suzanna não tivesse nos salvo. Bem, deviam ter visto a cara dela, estava capaz de fazer tanto uma como a outra engolirem suas varinhas…

Me calei ao perceber que, novamente, eu dera com a língua nos dentes e agora mais duas pessoas tinham conhecimento no caso. Taehyung desfez seu sorriso quadrado e me olhou em choque, me perguntando se sua Suzanna não tinha se machucado. Por sua vez, Jimin me perguntava o que Jubgkook tinha a ver com a briga.

Por Merlin, Eadlyn, o que você foi fazer?



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Suzanna Moon’s Point of View




Correr atrás de Kim Dan Bi se tornara um novo esporte para mim, e eu não me considero uma adepta de modalidades esportivas. Tudo o que implique perder meu fôlego, suar ou ficar descomposta, não é a opção que eu pretenda escolher - ou melhor, a opção que me deixem escolher. Mas Dan Bi ainda estava mais enervada do que quando saímos da nossa sala comunal e, por uma questão de lógica e rivalidade de casa, eu deveria xingar Andrômeda Roux e arranjar uma mentira que a culpasse inteira e unicamente do duelo ilegal no corredor. Mas eu não o faria, por mais que eu soubesse que minha palavra contra a da Gryffindor valia ouro, eu não tinha estômago para tal ruindade.

O pátio da escola estava pouco movimentado no momento, e foi esse mesmo o local que Dan Bi escolheu para ficar. Ela se sentou num pequeno gramado e, tentando disfarçadamente ganhar fôlego de tanto correr, me sentei ao seu lado dela em silêncio. Dan Bi não precisava que eu lhe dissesse que agira mal, naquele corredor, assim como não precisava que eu lhe dissesse que tudo iria ficar bem. Somos Slytherin, mas não mentimos sobre tudo - apenas pelo que nos convém.

- Dan Bi…

- Suzanna, você pode se metamorfosear? - ela cortou rapidamente minha frase.

- O quê?! - pisquei meus olhos atordoada com o pedido repentino.

- Por favor, uma metamorfose pequenina. Só para eu me distrair, esfriar a cabeça e parar de querer transformar alguém numa lesma. - pediu de olhos fixos na grama.

Respirei fundo e fechei os olhos. As coisas que eu faço… Pensei, por momentos, no aspeto do nariz de um porco; achatado e redondo, que parecia que alguém levara com uma superfície tirânica no rosto. Me concentrei um pouco e concluí o sucesso da metamorfose quando escutei pequenas risadas de Dan Bi, olhando o meu rosto magicamente alterado. Sacudi meu rosto, como sempre fazia para trazer alguma parte metamorfoseada de volta ao normal e cocei meu nariz, agora pequeno e redondinho.

- Só espero que ninguém tenha visto isso… - desejei, com um suspiro. - A aberração Suzanna Moon.

- Aberração? - Dan Bi me encarou. - Quem me dera ser uma metamorfomaga, ou ter a arte da legilimência como Seokjin. É tão invulgar e especial…

- Não tem nada de fantástico nestas habilidades. - retorqui com um suspiro. - Uma vez eu eu escutei Namjoon e Seokjin conversando na biblioteca e ele disse que era um inferno escutar as mentes das pessoas, quando desconfiava delas. No meu caso eu detesto a metamorfomagia porque sempre me metamorfoseio quando fico nervosa. Só trás problemas…

Ficamos em silêncio por uns momentos, deixando o assunto pairar ao nosso redor. Minha atenção se desviou para o outro lado do pátio, à figura alta e de manto amarelado que por ali passava. Reconheci Lee Jooheon, do sétimo ano, da casa dos meigos Hufflepuff. Segundo ouvi pelos corredores, no ano passado, ele iria participar no Torneio Tribruxo daquele ano em que Hogwarts seria a anfitriã do evento. Os olhos de Jooheon se encontraram com os meus por milésimos de segundos e eu me apressei a desviá-los para Dan Bi, que estava prestes a falar alguma coisa.

- Eu odeio brigar com o Jungkook. - confessou, mutilando a grana com as mãos. - Principalmente porque eu não quero ter o papel de namorada tirana e doida. Eu apenas o amo e não quero que ele me deixe. Não quero ficar sozinha de novo, e tenho medo disso.

- Eu sei, Dan Bi. Não tem que se justificar, eu conheço sua história e eu compreendo o que é viver debaixo do olhar de um avô lunático. - pousei a mão no seu ombro. - Temos apenas que trabalhar na forma de você preservar a relação. Sem Estupefaças assassinos, principalmente.

Acabamos nos rindo um pouco e, discretamente, procurei Jooheon do outro lado do pátio. Ele já havia desaparecido e isso me deixou desapontada, gostaria de lhe ter perguntado pessoalmente se ele pretendia participar no Torneio Tribruxo e, talvez, me oferecer para o ajudar. “Suzanna Moon babando num Hufflepuff, que lindo.”, essas palavras trocistas de Yoongi sempre me atacavam quando pensava em Lee Jooheon.

- Suzanna… - me virei perante o chamamento de Dan Bi e vislumbrei Jungkook cortando o pátio até nós.

Ao mesmo tempo, nós nos levantamos e eu impedi Dan Bi de sair correndo para longe de meu melhor amigo, recebendo um olhar crítico dela. Neguei com a cabeça e fiz sinal para que ela engolisse o orgulho e fosse conversar com Jungkook, que parara a um metro de nós e olhou agradecido quando, após um suspiro, Dan Bi rodou sobre os calcanhares - acertando com uma mecha dos seus cabelos no meu nariz, por sinal - e caminhou até ele.

Decidi deixar os dois a sós, principalmente porque não tinha um gosto particular por segurar a vela de um casal que, em menos de nada, estaria se abraçando e dando um beijo. Entrei de novo nos corredores de Hogwarts e cumprimentei alguns fantasmas que por lá circulavam.

- Suzanna. - parecendo adivinhar sempre onde eu estava, Yoongi saiu de um dos corredores, vindo de encontro a mim e pegando minha mão. - Conseguiu acalmar a fera?

- Se com fera, você se refere a Dan Bi, então sim eu consegui. - disse o repreendendo pelo nome que tratara minha amiga. - E você o que faz fora da sala comunal?

- Acabei de salvar a Schreave de um encontro com a morte. - comentou me fazendo arregalar os olhos. - Credo, Suzanna. Estou brincando. Ela simplesmente esbarrou em mim e eu a impedi de cair.

- Então pare de usar expressões tão fortes. - rebati, dando um leve tapa em seu ombro. - Quem te escuta parece que acabou de pegar um Avada Kedavra no lugar dela.

Yoongi ficou em silêncio, enquanto caminhava com sua mão enrolada da minha, parecendo tocado com o que eu dissera, de forma inocente. Mordisquei meu lábio inferior, pensando em me desculpar por minhas palavras, mas ele se adiantou a mim com uma frase que me deixou pensativa.

- Quem sabe, talvez um dia seja isso mesmo que se suceda.


Notas Finais


Legilimencia - habilidade mágica capaz de extrair sentimentos e lembranças de memória de outras pessoas, além da clara interpretação dos resultados obtidos com essa extração. Quanto mais orgulhosa e sentimental uma pessoa for, mais fácil será extrair um sentimento dela. Alguns bruxos com esta capacidade são: Lorde Voldemort, Salazar Slytherin, Severo Snape, Alvo Dumbledore e Queenue Goldstein (de Criaturas Mágicas e onde Habitam).


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aaaa eu espero que tenham gostado, mesmo com um pouco de tensão pelo meio. Vilões nesta história amorosa complicada não há; apenas pontos de vista diferentes, maneiras de lidar com a situação distintas e duas garotas de personalidade escaldate e explosiva.
Um grande beijinho meus anjos 💕 e realmente espero que tenham gostado.


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