História Império - A Era de Ouro em Nárnia - Capítulo 3


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Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Aslan, Edmundo Pevensie, Jadis (Feiticeira Branca), Lúcia Pevensie, Pedro Pevensie, Personagens Originais, Polly Plummer, Professor Kirke, Sr. Castor, Sr. Tumnus, Sra. Castor, Susana Pevensie, Tash
Tags Aslam, Edmundo, Edmundo Pevensie, Era De Ouro, Jadis, Lucia Pevensie, Magia, Nárnia, Pedro Pevensie, Reign, Susana Pevensie
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Palavras 3.905
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite leitores!!!
Então, aqui vai nosso primeiro capítulo...
Bem, tem muitas pistas aqui e muitas respostas... ou não kkkk, bom, vocês é quem tirarão a conclusão rs
Boa leitura amores!!!

Capítulo 3 - O Início do Jogo


Fanfic / Fanfiction Império - A Era de Ouro em Nárnia - Capítulo 3 - O Início do Jogo

Capítulo I

 O Reinado dos Irmãos Pevensie cada vez crescia ricamente e toda Nárnia vivia em paz. As quatro crianças que Aslam trouxe do nosso mundo para assim cumprir a profecia cumpriam com fé e sabedoria a missão de reinar em Cair Paravel.

A prosperidade na terra mágica também não passava despercebida, Nárnia era rica em todos os aspectos e isso deixava seus reis orgulhosos. A paz reinava no lugar e isso tranquilizava a todos.

A harmonia entre os Irmãos Pevensie também eram das melhores, assim como deles para com seus súditos. Pode-se dizer que os primeiros meses em que Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia reinaram em Nárnia correu tudo perfeitamente e isso deixava Aslam orgulhoso.


Oito anos depois...

A “Era de Ouro” (nome dado ao período próspero em que os Irmãos Pevensie reinam) completa seus oito anos e os Reis de Nárnia organizam um baile em comemoração ao bom reinado. Haviam convidados de todos os reinos vizinhos e amigos de Nárnia como Arquelandia, Terebintia, Síria, Costa de La Paz entre outros. Pedro e Susana conversavam alegremente com seus convidados, o Grande Rei até batia altos papos com algumas damas que quase o agarravam. Lúcia se divertia conversando com Príncipe Corin, da Arquelandia, ali nascia uma linda amizade.

Mas em seu trono estava Rei Edmundo, O Justo. Ele observava toda a festa e não via a hora daquilo acabar, se perguntava por que seus irmãos organizavam tantas festas assim! Isso só servia para um monte de garotas sem controle chamar sua atenção durante toda a festa, na espera de uma dança, conversa ou até mesmo sair para apanhar um pouco de ar no jardim e quem sabe roubar um beijo do Jovem Rei. Porém Edmundo não ligava para nada disso, era muito fechado em relação ao amor nesse aspecto, dizia que estava muito feliz com sua família ali em Cair e que isso já bastava. Mas era inevitável que sua beleza não passasse despercebida, com olhos negros assim como os cabelos que tinham uma bela franja caindo em seus olhos para realçar, a pele pálida e os lábios avermelhados e uma linda coroa prateada dando um contraste nele, o faziam ter uma fila de fãs. Naquela noite então ele estava ainda mais belo e irresistível para as moças, usava uma túnica azul marinho por cima de uma jaqueta de veludo preta e a calça da mesma cor. Seu modo de ser o fez receber o nome de “Rei das Trevas”, mas Edmundo era bom e amável, só era distante e misterioso.

Não aguentando mais a carranca que tava a cara do irmão, Pedro pediu licença da conversa e foi até ele.

- Nem vem Pedro, estou muito bem e feliz aqui! – Edmundo disse assim que Pedro se aproximou como se tivesse lido seus pensamentos. Pedro riu.

- Ed, você está seguro aqui, nenhuma delas irá te morder! – disse Pedro num tom engraçado e sentou-se em seu trono. Edmundo revirou os olhos.

- O perigo não são elas e sim eu! – Edmundo disse bufando e Pedro riu.

- Ora Ed, um dia você terá que se casar! – Edmundo estava bebendo uma taça de vinho e quase se engasgou fazendo Pedro rir mais ainda.

- Casar? Isso é piada irmão!

- Diz isso agora mas quando ver uma moça linda e seu coração acelerar, duvido que você irá resistir! – Pedro sorriu e bagunçou o cabelo do irmão o deixando irritado.

- Posso lhe dar a certeza de que isso nunca vai acontecer comigo!

- Duvido!

- Nem parece que você me conhece!

- Te conheço muito bem e então posso lhe dizer que você ainda vai estar caído por uma garota um dia! – Pedro implicava. Edmundo olhou para ele e riu – Que foi?

- Só você Pedro! – o Jovem Rei balançou a cabeça ainda rindo.

- Então vamos apostar? – Pedro arqueou a sobrancelha quando Edmundo olhou.

- Não tá falando sério né? Realmente acredita que eu irei me apaixonar um dia? – Edmundo zombou.

- A esperança é a última que morte e isso é apenas uma aposta! Se você está tão convencido assim de que não irá se apaixonar um dia, aceita meu desafio! – Edmundo riu do irmão, ele com certeza ganharia a aposta afinal pôs em sua mente que não nascera para ter alguém.

- Ok, eu aceito ciente de que vou ganhar! – o Rei Justo apertou a mão de Pedro sorrindo.

- Calma irmãzinho, a aposta serve para a vida inteira!

- Eu sei! – Edmundo sorriu cinicamente e Pedro revirou os olhos – Qual será a aposta?

- Se você se apaixonar terá que fazer o que eu pedir no dia do seu casamento! – Pedro sorriu maliciosamente.

- Tá... e se eu não me apaixonar até o último dia de vida você terá que mandar fazer um navio bem grande pra mim e muito luxuoso, com cinco baús de ouro dentro e tudo mais que eu tiver direito! – Edmundo deu meio sorriso.

- Fala sério! Você não desiste disso! – Pedro revirou os olhos outra vez.

- Ué, aposta é aposta! Vai aceitar ou correr fora?

- Fechado! Sei que vou ganhar mesmo! – Pedro sorriu.

Os dois irmãos continuaram a conversa rindo e fazendo piadas, os dois tinham uma amizade linda que envolvia carinho, compreensão, acolhimento, conforto. Esses anos em Nárnia o ajudaram bastante a se reaproximarem.

Pedro e Edmundo ainda conversavam quando uma bela moça chamou a atenção do Grande Rei e também de todos os rapazes que ali estavam. Seu longos cabelos dourados na forma de cachos davam um ar perfeito ao seu rosto, era como Pedro visse uma luz refletindo em uma barra de ouro.

- Pedro, desse jeito você vai acabar babando! – disse Edmundo rindo.

- Anh... que? – Pedro parecia perdido.

- Pare de olhar muito para a moça e vá chamar ela pra dançar! – o Jovem Rei sorriu. Pedro até queria considerar essa ideia mas teve pena de deixar seu irmão sozinho.

- Mas e você, estamos tão bem aqui conversando...

- Não se preocupe comigo, acho que irei ver como está Philip e levar alguma coisa pra ela comer. – Edmundo sorriu.

- Tem certeza?

- Claro! Vai lá e aproveita a festa! – Edmundo disse e se levantou – Ah, Pedro não exagere muito na bebida e tome muito cuidado por aqui! Não sabemos se todos são amigos!

- Pode deixar maninho e digo o mesmo pra você! – Pedro sorriu.

Os dois se despediram e Edmundo saiu discretamente para encontrar seu amigo Philip. Pedro observou seu irmão ir, ele estava preocupado por Edmundo sempre estar assim, um pouco abatido e longe de tudo. Na verdade Pedro era o único ali que sabia perfeitamente o que passava com Edmundo, via de perto toda sua dor durante esses oito anos.

O Grande Rei respirou fundo e caminhou até a moça que estava timidamente num canto do salão observando todos dançarem. Pedro sorriu ao olha-la mais de perto e sentiu um frio na barriga quando seus olhos cruzaram. Eram azuis e encantadores como os dele. A moça sorriu tímida.

- Com licença, a bela dama aceita dançar comigo? – Pedro estendeu a mão para ela e sorriu.

- Claro majestade! – a moça sorriu e segurou em sua mão.

Os dois caminharam para o meio do salão e lá começaram a dar um show de dança. Pedro pela primeira vez se sentiu leve dançando com uma moça, era incrível como aquela bela jovem era perfeita em casa ritmo.

- Posso saber o nome da bela moça? – perguntou Pedro.

- Íris, senhor! – ela sorriu.

- Prazer Íris, pode me chamar apenas de Pedro! – ele sorriu.

- Como quiser, Pedro.

Ao ouvir seu nome pela primeira vez na boca dela, Pedro sentiu algo diferente em si, seus olhos novamente fixaram nos dela e era como um mar de sensações percorrecem seu corpo. Pedro sentiu seu coração disparar, tudo ao seu redor parecia não existir, era como se fosse somente eles dois ali e a música que estava bem distante. Os olhos de Íris pareciam despir sua alma e Pedro não podia mais se segurar, era como se Íris tivesse o enfeitiçando com seus belos olhos e sorriso. Num ato impensável porém preciso, ele captou os lábios dela suavemente, Íris não recuou, se entregou nos lábios de Grande Rei.

[...]

Edmundo observava as estrelas brilhantes naquele lindo céu de Nárnia. As constelações lá eram perfeitas. A noite estava num clima bom, mas nem mesmo isso fazia o Jovem Rei sorrir sem sentir alguma dor.

- Às vezes eu gosto de brincar com elas! – uma doce voz chamou sua atenção e Edmundo sorriu sabendo quem é.

- Aslam!

- Paz meu querido filho! – Aslam sorriu – O que faz aqui?

- Vim ver Philip e trazer algumas coisas para ele comer, mas acabei parando para observar as estrelas. Elas são tão perfeitas! – respondeu Edmundo olhando para o céu.

- Sim, elas são! – Aslam sentou-se ao seu lado e acompanhou seu olhar.

- Disse que brinca com elas? – perguntou Edmundo sorrindo.

- É, eu canto para elas dançarem! – Aslam riu.

- Sério?! Pode fazer isso agora? – Edmundo parecia um garotinho ao ganhar sua primeira bicicleta, Aslam sorriu.

- Claro meu filho!

O Leão começou a cantarolar uma linda canção em uma língua diferente que apesar de Edmundo não conhecer conseguia entender perfeitamente. Aslam cantava e as estrelas começaram a se mover, Edmundo sorria maravilhado com aquela cena. Elas formaram um círculo e se movimentavam numa roda, depois se espalharam e formaram grupo de quatro estrelas, ainda dançando em roda. O céu ganhava um lindo espetáculo, Aslam sorria e seus olhos brilhavam assim como Edmundo. Elas desceram e começaram a dançar ao redor de Aslam e Edmundo, os dois riam. Edmundo não conseguia formar palavras para falar sobre aquilo, era muito mais que belo.

Ao encerrar a canção, cada estrela foi para seu lugar e brilhavam ainda mais gratas por aquele momento.

- Aslam, isso foi... eu nem sei o que dizer! – Edmundo dizia maravilhado.

- Fico feliz que tenha gostado! – Aslam sorriu. O que na verdade o Grande Leão fez ali foi para ver seu amado filho sorrir.

- Obrigado Aslam! – Edmundo disse e abraçou o Leão que sorriu alegremente.

- Será que posso te acompanhar até a visita a Philip?

- Claro!

Aslam e Edmundo então foram para os estábulos ver Philip, chegando lá o cavalo se alegrou com a visita do amigo.

- Olá Philip! – Edmundo o cumprimentou com um sorriso e acariciou sua crista. Philip ficou percebeu que havia um brilho diferente em Edmundo e assim que viu Aslam compreendeu.

- Majestade! – Philip reverenciou o Leão.

- Boa noite Philip! Como está? – perguntou Aslam.

- Estou bem senhor!

- Amigão, trouxe algumas coisas para você comer e vim fazer companhia! – disse Edmundo e abriu a cesta tirando dali frutas e outras guloseimas para eles.

Os três ficaram ali conversando alegremente, a companhia de Aslam era tão boa que Edmundo se sentia mais leve e até Philip agraciado.


Horas depois...

Edmundo despediu-se de Philip e Aslam o acompanhou até a entrada do jardim que dava para a entrada lateral do castelo. O Jovem Rei estava com o coração mais leve, ele sabia bem que Aslam fez de tudo para que ele ficasse assim. O Grande Leão sentia a dor de seu filho e embora já o tenha livrado de um terrível fim, faria tudo novamente para livra-lo da culpa que o carrega, mas é preciso Edmundo abrir seu coração e se perdoar. O Rei Justo não sabe até onde foi o amor incondicional de Aslam por ele.

- Aslam, não quer se juntar a nós no restante da festa? – Edmundo perguntou. Aslam olhou para ele e depois para o céu – Aslam? – O Jovem Rei sentiu que o Leão não parecia bem. Aslam olhou no fundo dos olhos dele.

- Filho, eu preciso ir agora. Mas antes quero lhe dizer algo!

- Sim!

- Filho, quero que saiba que, independente do que acontecer, seja o momento que for, eu estarei com todos vocês! Bastam chamar pelo meu nome e eu virei ao socorro de vocês! – Edmundo sentia paz nas palavras de Aslam mas também confuso .

- Obrigado Aslam! Sei que sempre está conosco! – o Jovem Rei sorriu.

- Há mais uma coisa filho! – Aslam se aproximou mais dele e levou sua pata até seu coração – Pode sentir ele bater? – Edmundo apenas confirmou com a cabeça – Isso significa que eu soprei o fôlego de vida em você, então não tem que temer e nem se achar inferior ou não merecedor de viver! Eu te amo, meu filho e tenho muita fé em você! Você é mais forte do que pensa, Edmundo! – Aslam sorriu e algumas lágrimas rolaram pelo seu rosto, assim como em Edmundo.

- Aslam... – o Jovem Rei não tinha palavras, com muita alegria ele abraçou fortemente Aslam o fazendo cair no chão e o levando junto. O Leão riu.

Aquele abraço durou o tempo suficiente para Aslam dar acalmar o coração de Edmundo e o Jovem Rei sentir o amor do Leão. Havia paz naquele abraço e a confirmação de que Edmundo era tão amado quanto imaginava.

Aslam então se “despediu” de Edmundo e o Rei Justo o observou até ele ir embora. Ainda chorando, mas de alegria, ele entrou no Palácio e parecia cantarolar a música que Aslam cantara para as estrelas.

- Majestade! Não devia estar sozinho lá fora! – Edmundo assustou-se mas ao ver que era Caius, um centauro e um dos comandantes do exército, relaxou – Perdoe, não queria assusta-lo! – Caius sorriu, mas Edmundo sabia que não era um sorriso verdadeiro. Havia tanta falsidade naquele sorriso quanto areia na praia.

- Tudo bem e não se preocupe Caius, estava na companhia de Aslam e Philip!

- Aslam estava aqui? – perguntou Caius um pouco incomodado segundo Edmundo.

- Sim, estava, mas teve que ir! – Edmundo sentiu novamente a paz ao se lembrar de momentos atrás.

- É uma pena! – Caius disse com desdém.

- Bom, com licença! Irei voltar para a festa! – disse Edmundo e se retirou.

- Seu tempo está chegando, reizinho! – Caius disse para si mesmo ao observar Edmundo entrando no salão.

Lá fora Aslam ouvia tudo e fechou seus olhos, deixando lágrimas rolarem, mas dessa vez eram de dor.

- Paz meu filho, eu estarei contigo! Você precisará ser forte! – disse Aslam e depois foi embora...


Na festa...

- Até que enfim Edmundo! Susana estava feito louca procurando você! – Lúcia assim que viu o irmão tratou de dar-lhe uma bronca. Edmundo sorriu, valeu a pena aquilo – E por que tá sorrindo? Beijou alguma fã lá fora? – ela riu.

- Não sua boba! – Edmundo riu e pegou um docinho para comer – Foi algo bem melhor!

- O que então? – Lúcia já dava ar de curiosidade.

- Estava com Aslam e... foi tão incrível Lu! – ele sorriu.

- Aslam estava aqui? – Lúcia sorriu.

- Sim, mas ele não pôde ficar...

Então Edmundo contou tudo para Lúcia. A Jovem Rainha ficou maravilhada ao ouvir tudo o que aconteceu e também percebeu o quanto o irmão estava feliz.

- Aí está você Edmundo Pevensie! – Susana chegou com sua típica cara quem iria dar uma boa bronca.

- Calma Su, ele estava com Aslam! – disse Lúcia alegremente.

- Oh, Aslam! – Susana sorriu.

- Então, estou perdoado? – perguntou Edmundo sorrindo.

- Nesse caso Sim! Mas deve avisar antes de sair assim!

- Pedro não te disse que eu fui visitar Philip? – perguntou Edmundo. Susana nessa hora fez uma cara de cansada, o que preocupou Edmundo – O que foi Su?

Corin nesse momento chamou Lúcia e Susana agradeceu por isso. Ela permitiu que a irmã fosse.

- Ed, você chegou a ver Pedro dançar com uma moça loira?

- Sim, bem, não cheguei a ver ele dançar com ela mas vi quando ele quase babou ao olha-la! – Edmundo riu.

- Ed! – Susana deu-lhe um pequeno tapa.

- Ei! – Edmundo reclamou.

- Ed, é sério! Pedro saiu daqui com ela alguns minutos atrás e pediu para ninguém segui-los! – Susana comentou preocupada.

- Su, você conhece nosso irmão, ele adora quando as moças lhe dão crédito e aí aproveita da situação!

- Não Ed, isso não é legal! Pedro é um Rei e isso não pega bem para ele assim como pra você! – Susana disse brava.

- Não se preocupe quanto a mim! – Edmundo revirou os olhos – E quanto a Pedro irei conversar com ele!

- Eu tenho medo, Ed, de que uma dessas moças apareça grávida do Grande Rei somente para usurpar do que ele tem!

- Calma irmã! Pedro é responsável, ele não se enganaria assim!

- Espero que Não! – Susana soltou um suspiro.

- Bem, a festa ainda não terminou e pelo que eu me lembre ainda não dançamos juntos! – Edmundo sorriu, ele estava tentando distrair a irmã. Susana riu – Lembra, a Rainha deve dançar com seu Rei!

- Fico honrada, Majestade! Mas será que não serei lixada por suas fãs? Mesmo eu sendo sua irmã elas ficarão com raiva por você não ter dançado com elas! – Susana riu.

- Fala sério Su! – Edmundo revirou os olhos e riu – Vamos?

Ele deu a mão a Susana e ela pegou. Os dois foram para o meio do salão e começaram a dançar. Susana adorava dançar com Edmundo, ele trazia leveza e sincronia na dança.

Uma semana depois...

Outra festa foi organizada em Cair Paravel encerrando as celebrações do Reinado dos Pevensie. Mas o Grande Rei tinha um comunicado que era o principal motivo daquela festa.

Durante essa semana, Pedro estava muito estranho. Ele mal falava com os irmãos, passava a maior parte do tempo com Íris. A bela moça foi abrigada por Pedro ali mesmo a contragosto dos irmãos. O Alto Rei só dirigia a palavra com os irmãos quando era discutido assuntos do Reino, e numa dessas reuniões ele acabou gritando com Edmundo e não aceitando sua ideia. Edmundo ficou em choque mas preferiu não revidar, havia tempos que não via o irmão descontrolado mas tentou imaginar que era por conta do estresse de ser um Rei. Pedro lhe pediu desculpas mas ainda assim tudo parecia estranho.

O Grande Rei e Íris andavam muito tempo juntos e isso intrigava todos do Palácio.

Pedro e Íris adentraram as portas do salão, os dois sorriam e todos o olhavam interrogativos. Será que a bela moça misteriosa conquistou o coração de Pedro? Eles perguntavam. O Grande Rei foi para seu trono e Íris dirigiu-se para uma pequena mesa que havia perto da escada que dava acesso aos tronos. Ali estava Caius e Oreius que estranharam ver Íris sentar-se com eles.

Observando tudo aquilo, Susana indignou-se e pediu para Edmundo falar com Pedro, mas antes que o Jovem Rei fizesse isso, Pedro interrompeu a festa. Ele pediu para chamar os irmãos, Susana, Edmundo e Lúcia atenderam o pedido mas estranhando-o.

- Atenção todos! O Grande Rei Pedro irá fazer um comunicado! – disse Sr. Tumnus.

- Obrigado Sr. Tumnus! – Pedro sorriu para o fauno – Meus queridos amigos, quero agradecer, em nome de minha família, a presença de todos vocês para celebrarmos juntos oito anos da Era de Ouro em Nárnia! – todos o aplaudiram e gritaram “vida longa aos Reis!” – E hoje está sendo um dia muito especial para mim e quero compartilhar com todos vocês! – Pedro sorriu e desceu as escadas indo na direção de Íris. Os irmãos se entreolharam assustados e confusos assim como muitos convidados ali. Pedro pegou a mão de Íris e a levou até o altar.

- O que ele está pensando em fazer?! – Susana estava irritada, Edmundo segurou-a gentilmente pelo braço para ela se acalmar.

- Esta bela dama, que se chama Íris, conquistou meu coração de uma forma encantadora, e não poderia ser diferente, ela é a escolha de Aslam para ser a futura Grande Rainha e... – Pedro olhou para ela – minha esposa!

Todos ficaram espantados mas ao mesmo tempo deram seus parabéns, porém os irmãos Pevensie ficaram sem nenhuma reação. Eles apenas se olharam assustados tentando entender tudo ali. Susana queria ir falar com Pedro, ela parecia nervosa, mas Edmundo não deixou, prometeu conversar com ele em particular e foi exatamente fazer isso.

- Pedro, com licença mas podemos conversar?

- Claro, mas não me dará os parabéns meu irmão? – Edmundo percebeu algo diferente em Pedro mas ignorou esse fato. Ele sorriu.

- Meus parabéns a vocês dois! – ele disse e sorriu. De repente Edmundo começou a sentir-se mal, seu corpo tremia.

- O que foi Ed? – perguntou Pedro.

- Nada... eu... – Edmundo parecia se sentir tonto mas respirou fundo, precisava conversar com o irmão – Vamos até meu escritório?

Pedro concordou com o irmão e o seguiu, antes ele sorriu para Íris e a beijou carinhosamente. A festa continuou mas para Susana parecia ter acabado, ela observou os irmãos saírem e depois olhou para Íris, ela não sonseguia acreditar que Aslam estava por trás disso.

- Su, vamos falar com a noiva de Pedro? Acho que todos estão esperando nosso parabéns! – Lúcia despertou Susana de seus pensamentos.

- Ah... claro Lu!

[...]

- Pedro, eu estou muito feliz por você mas tem certeza que é realmente isso que Aslam quer?

- O próprio Aslam venho até a mim em sonhos e hoje tive a confirmação! No sonho ele falava que estava preparando uma futura esposa para mim e que quando a visse teria a certeza em meu coração! Nunca me senti tão bem como estou ao lado de Íris e essa semana pude ter a certeza de que é ela! – Pedro sorriu e bebeu um pouco de vinho. Edmundo estranhou o que Pedro dizia, Aslam comunicaria a todos se essa fosse sua decisão. Pedro olhou para o irmão e riu – Você está duvidando da minha palavra?

- Que? Pe...

- Acha que Aslam só fala com você irmão? – Pedro fechou a cara, ele sabia que Edmundo estava duvidando dele.

- Pedro, não disse isso... e-eu...

- Não disse mas sei muito bem que é isso que está pensando! – Pedro parecia nervoso, ele começou a dar passos fortes em duração a Edmundo que, assustado, dava dois passos para trás – Não vou permitir que você duvide das minhas palavras!

- Pedro, calma... eu não quis dizer isso! – Edmundo se defendia.

- Não, você nunca fala nada! Olha Edmundo, eu não devo satisfação da minha vida a você e nem a ninguém! Me casarei com Íris e isso é assunto encerrado!

- Não estou falando sobre Íris, apenas...

- NÃO TEM APENAS! – Pedro gritou assustando Edmundo. Ele se aproximou mais do irmão e riu – Eu acho que já sei o que você está pensando! – Edmundo olhou confuso para ele – Ed, meu irmãozinho... – Pedro pôs a mão sobre seu ombro e aproximou seu rosto bem próximo do de Edmundo – fica tranquilo que não irei trair Nárnia como você fez... – ao terminar de dizer isso ele sorriu. Os olhos de Edmundo se encheram de lágrimas mas que ele conteve para não serem derramadas ali daquela maneira, a dor daquela lembrança o corroeu de tal forma que lhe deixou sem palavras – Agora se me der licença voltarei para a festa! – Pedro riu e bebeu mais um pouco do vinho – Ah, Ed, muda essa cara se pretender voltar pra festa!

Pedro saiu da sala rindo e quando Edmundo viu que estava sozinho desabou suas lágrimas. Se ajoelhou no chão e permitiu-se sentir toda a dor e a transformar em um profundo choro.

- Eu não sou um traidor! Eu não sou um traidor! – ele dizia entre suas lágrimas.


Notas Finais


Então, to perdoada por fazer os dois irmãos lindos brigarem? Kkk
É gente tem muita tretas por aí...
Espero que gostem.
Bjs e até mais 😘


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