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História Império Dark - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Solo


Fanfic / Fanfiction Império Dark - Capítulo 10 - Solo

Para todos os efeitos, ele não era mais perfeito.

Diego reparou que era dependente de Marceline, sem ela se sentia desfalcado, algo estava faltando, sem ela, sem aquela amiga, aquela garota, aquele anjo ... ele não pensava direito. 

Certa noite, já passavam das onze, Diego estava sozinho em casa, deitado, olhando para o teto vazio, com os olhos inchados, a noites não dormia. Seu telefone, que estava do lado na cabeceira, começou a tocar. Olhando meio sem rumo atendeu:

- Alô...

- Garoto, precisa vir para cá ... AGORA!

- Mas ...

- "Mas" nada! É sua obrigação... ou ...

- Sei ... estou indo.

Se sentou na cama, estava há tanto tempo sem um "norte". Se sentiu tonto, mas levantou e se trocou, aproveitando que não havia ninguém em casa, pôde sair sem ter a obrigação de dar satisfações. No meio da rua, ele ia sem pensar em nada, sem chão, nem tentou esconder seu rosto, seu pensamento estava tão distante.

Chegando lá, no edifício escuro, que continha uma única lâmpada iluminando uma porta grande com um brutamontes do lado, como um cão, guardando a entrada, mas Diego não precisava temer, havia um "passe-livre" para entrar. Não estava prestando atenção nas distrações que haviam lá dentro, foi direto para sala do "chefe", parecia um morto andando, as "meninas" que costumavam tentar provoca-lo tiveram medo de o fazer naquela noite. 

Apoiou sua mão na porta, á empurrando, ao abrir reparou no sangue que hávia por todo chão e parede. Seu "chefe" estava de pé ao lado da mesa, e logo abaixo, um corpo, esticado no chão sujo do próprio sangue e mais outros líquidos indistinguíveis. Diego nem ao menos sabia de que parte daquele corpo vinha à derramar tanto sangue. Ele ficou parado na porta, imóvel, sem reação, aquilo era demais pra ele. Quando:

- Vai ficar aí parado garoto ? Feche a porta! Ou quer que alguma daquelas fofoqueiras veja isso ? - seu "chefe" falou pacientemente, mas com tom bravo.

Diego fechou a porta e continuou parado olhando para o corpo, estava em choque.

- Venha! Você vai fazer o seguinte ... só confio em você para fazer isso garoto, não me decepcione .... - continuou o "chefe". 

Atrás da porta ninguém escutava nada, a música alta e o estofado das paredes impediam que o som saísse. Por alguns minutos a porta permaneceu fechada, com dois guardas enormes do lado. A casa estava cheia, era fim de semana, música alta, bebidas, gritos e assobios, cores e luzes frenéticas e vibrantes. 

Já batia uma hora da manhã no relógio, quando Diego saiu segurando nas costas dois sacos pretos com formatos irregulares. Foi em direção a porta dos fundos sem chamar muita atenção dos clientes, deixou os sacos lá e voltou para sala do "chefe", saindo com mais um terceiro saco preto, com um formato retangular, também o colocou lá fora, dessa vez foi até uma sala pequena e voltou com utensílios de limpeza. Parecia concentrado, suas mãos estavam escondidas pela jaqueta de couro preta, mas deixou cair algumas gotas pelo salão, vermelhas. Entrou na sala com os guardas de novo, e saiu meia hora depois com um balde cheio de um líquido amarronzado e escuro, jogando fora em uma pia que havia nos fundos do local. 

Apesar de suspeito, as "meninas" não saiam de seus afazeres, mesmo com medo, tentavam distrair seus clientes para que não presenciassem essa movimentação do garoto. 

Ao final Diego saiu da sala do "chefe" com um olhar pesado, suas mãos não tremiam, nem demonstrava nenhum tipo de assombro com a situação, ele estava apenas com o olhar perdido, que já vinha de semanas. Se encarregou de se livrar dos esfregões, panos e baldes pelos fundos, entrou de volta, lavou as mãos muito bem, pediu uma bebida ao garçom, e foi embora como se nada tivesse acontecido. Chegando em casa as quatro horas da madrugada, sem fazer barulho, tomou um banho, jogou suas roupas em uma lixeira, envoltas em dois sacos de lixo, tomou um calmante, se deitou, com suas meias brancas de futebol, e pela primeira vez em semanas, nem se deu conta de quando adormeceu. 

Agindo como um robô, obedecendo á comandos.



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