História Império de Sangue - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Celtas, Druidas, Fantasia, Magia, Sasusaku
Visualizações 222
Palavras 3.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tardee :) Tudo bem com vocês?
Então, eu havia dito "não vou atrasar" mas atrasei, porém, contudo, entretanto, todavia, a culpa não é só minha kkkkkkk. A Maji estava ausente, e eu, boa amiga que sou, disse que só ia voltar com as atts quando ela voltasse, então, vamos dividir a pedradas ok? Metade em mim, metade nela :) é isso ai, muito bem, obrigada.

Tô com esse capitulo pronta a um bom tempo, tanto que já mexi nele umas 10 vezes. Nem sei se está melhor ou pior kkkk, mas está ai.

Outra coisa, agora eu tenho um cronograma :) Não lembro a data da próxima att, e meu celular está desligado. Então, depois eu volto aqui e digo quando é!

Capítulo 3 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Império de Sangue - Capítulo 3 - Capítulo II

53 a. c.

Grã-Bretanha.

 

                O Inverno finalmente parecia ter chegado; o frio crescia e a morte vagava pela terra. O Sol enfraquecia cada dia mais, as sombras se tornavam maiores e as folhas abandonavam os galhos das arvores. A última colheita era feita, enquanto os rituais de sangue roubavam de si sua amada mãe por horas incontáveis.

                Sasuke odiava o Samhain. As fogueiras que queimavam e a fumaça que parecia possuir vida. Os sussurros dos mortos que quase podiam ser ouvidos e a solidão que o inverno trazia.

                Ao longe ele quase podia ouvir os cicios de sua mãe, pois ela naquele dia, passava seu conhecimento para as futuras sacerdotisas.

— Ele é bastante bonito, não é? — A voz de Hinata estava calma, como se admirar a beleza do homem deitado sobre o colchão de palha fosse sua única preocupação. Sakura, entretanto, a observou desacreditada.

— Ele é um inimigo, inimigos não são bonitos! — Ciciou tão sem importância como apenas ela conseguia fazer. Quem não a conhecesse pensaria que aquelas eram apenas palavras jogadas ao léu, mas Hinata era uma das poucas que poderia dizer que aquilo era bem mais que palavras; era um ensinamento.

— Há outros gauleses comendo e bebendo debaixo de nosso teto, partilhando de nossas provisões para o inverno como se fossem nossos irmãos, porque considerar esse um inimigo? — Não era desejo de Hinata contrariar Sakura, contudo, ela buscava entendimento.

                Ambas se encontravam em uma cabana um tanto quanto longe de todas as outras, o fogo crepitava em um canto, aquecendo o interior do frio que rasgava lá fora; e aquele era apenas o início do inverno. Sobre camas da palha e peles estavam dois corpos; um dos homens possuía cabelos loiros e traços fortes, que mesmo sendo de uma tribo diferente era tão mais semelhante a elas do que o segundo; e este, que era o inimigo, fora o qual a jovem sacerdotisa, considerada tão sabia, havia pensado ter ganhada os olhos de Hinata.

                Por isso, Sakura que estava de costas para a amiga, amassando ervas em um pilão de madeira, sessou os movimentos por muitos segundos. Seu corpo voltou-se para a jovem que ainda esperava por suas palavras, mas estas não vinham. A pouco mais de três dias ela mesma havia encontrado aqueles dois homens na praia e desde esse dia poucas coisas haviam sido descobertas. O loiro tinha por nome Naruto, e era o futuro líder de uma tribo antes inimiga (a guerra os havia unido por tempo indeterminado). Mas Sakura pouco havia prestado atenção na história ou fisionomia do rapaz, pois o outro, que levava cabelos negros e pele pálida havia roubado de si toda e qualquer atenção durante aqueles dias.

                Quando repreendeu Hinata pelas palavras ditas foi porque em seus pensamentos ela julgou que a moça estava falando do Legionário, mas agora percebia claramente que Naruto era quem roubava toda e qualquer atenção da amiga.

— Esqueça o que eu disse — suspirou resignada, enquanto abaixava seu corpo para poder passar a mistura feita, nas feridas daqueles homens. — Somos aliados até que a Deusa deseje o contrário.

                Hinata não costumava retrucar as coisas ditas pela amiga, e por mais uma vez não o fez, mesmo que aquelas palavras lhe houvessem soado estranhas. Observou silenciosa enquanto Sakura cuidava dos dois homens, aprendendo com o menor de seus movimentos. Mesmo que o treinamento de Hinata houvesse acabo junto com o de Sakura, existia muita diferença de conhecimento e poder entre as duas.

                Sakura conhecia de toda e qualquer história de seu povo, poderia citar qualquer um dos rituais e mesmo realiza-los sozinha — mesmo aqueles que roubariam o folego de quaisquer outras. Sakura era poderosa, abençoada pela Deusa e por todos os outros Deuses conhecidos. Suas orações sempre atendidas, suas maldições sempre cumpridas.

                Era até mesmo um tanto assustadora na maior parte do tempo e as vezes, quando ela estava sombria demais, Hinata até se perguntava como podiam ser amigas.

— Você acha o romano bonito! — Hinata finamente acusou, depois de observar como Sakura parecia mais cuidadosa com as feridas do homem e como ela se demorava demais observando os traços desses. — Você o acha bonito. — Soltou novamente, porém, agora em puro espanto.

                Sakura novamente a olhou, não com aquele olhar que faria Hinata lhe rogar perdão de joelhos ou sair fugindo desesperada pela floresta. Foi um olhar diferente dos outros tão costumeiros, pois esse se assemelhava ao olhar de Hanabi quando era pega fazendo algo indevido. Era o olhar de uma criança travessa, misturado ao de uma mulher pecadora.

— Pela Deusa! — As exclamações de espanto entoadas com a maior das surpresas continuavam a escapar pelos lábios de Hinata, que já havia perdido toda a noção àquela altura. Sakura continuava paralisada, como se apenas aquela descoberta fosse a levar a morte.

                O espanto da jovem, entretanto, não era pelo fato de Sakura considerar um inimigo bonito, mas sim pelo fato de Sakura achar alguém bonito, ou mesmo devotar a esse, mínima atenção.

                Nem mesmo os homens de sua tribo conseguiam tal feito, nem mesmo o jovem Sasori que levava os traços mais belos de toda a Grã-bretanha e que era, em demasia, devotado a ela, conseguira a realização disso. Mas o destino era algo de estrema graça e beleza — somente aos olhos de Hinata.

— Ele é um inimigo Hinata. — Ela não havia negado o fato, e aquele frase dita por seus lábios era mais para si mesmo do que para a amiga. Durante os últimos três dias, ela havia sido dividida entre cuidar deles e se recriminar por achar um inimigo tão belo e atraente.

— Não é como se isso fosse um crime, você pode admirar a beleza dele o quanto quiser, isso não condenará você! — A tolice daquele conselho era tamanha, mas Sakura fez questão de não a ver. Pela primeira vez em muito tempo, seus olhos estavam nublados.

— Porquê eu devo ficar aqui? Eu não quero mais ficar aqui. — Ele resmungou, aborrecido e irritado. O pequeno nunca teve muito entendimento sobre o porquê de sua vida ser tão diferente da das outras crianças e agora a confusão se tornava ainda maior.

— Há coisas que você ainda não compreende meu querido, — a mulher sorriu entre as lágrimas, fazendo com que os olhos de seu pequeno filho também se enchessem com elas — você estará mais seguro aqui do que em qualquer outro lugar. Seu pai irá cuidar de você.

— Mas eu não quero ficar com o pai, quero ficar com você mamãe.

                As lágrimas correram ainda mais desesperadas, manchando a face e as roupas da mulher. Queimando a pele como se fossem brasas vivas e ferindo sua alma, como somente as magias antigas seriam capazes. Era o preço da sua traição. O castigo da Deusa para o seu pecado.

                Hinata já havia deixado a cabana a algum tempo, entretanto, Sakura ainda continuava lá, observando os dois homens. Quase não sai da cabana, os perigos eram muitos para deixá-los a sós. Se algum deles acordasse, poderia matar o outro, ou ainda ferir algum inocente dos que se encontravam lá fora. Os gauleses também eram um perigo eminente, mesmo que o líder deles garantisse que não fariam nada que não fosse permitido enquanto estavam debaixo daquele teto, ela pouco acreditava; conhecia o ódio e tinha visto muito dele nos olhos da irmã de Naruto, sempre que está o vinha ver. Ela observava o legionário como se apenas com seus olhos o pudesse matar. Amaldiçoando e orando para que os deuses não permitissem que ele acordasse.

                Muitos queriam a morte do homem, mas Sakura queria respostas, e só as teria quando ambos acordassem, o que não pareciam tão perto de acontecer.

                A Gália já havia sido conquistada. Suas 60 tribos, levadas a derroto por um cônsul romano, que agora, como nenhum outro, ameaçavam seu lar. As praias banhadas pela grande água, eram preenchidas pelos homens, os tais legionários. Navios e mais navios surgiam, para trazer aquele exercito a sua porta. Sakura pouco conhecia sobre eles, mas possuía um deles em suas mãos, por isso, precisava que ele acordasse.  

                As feridas deles estavam sendo curadas, entretanto, mesmo Sakura sendo a melhor quando se tratava disse, eles não pareciam disposta a retornar do outro lado. Ela podia curar seus corpos mesmo que eles não desejassem isso, contudo, não poderia arrastar suas almas para o mundo dos vivos sem que lhe fosse permitido por eles.

                A noite já havia caído mais uma vez, e apenas o silêncio reinava aonde ela se encontrava, e por isso ela não teve problemas em ouvir o leve resmungo que escapou dos lábios do romano.

                Aproximou-se dele imediatamente, tocando a pele do mesmo e sentindo-a escaldante. Gotinhas se suor surgiam de seus poros e ele parecia delirar. Isso já havia acontecido outras vezes naqueles dias; ele sussurrava coisas sobre as quais ela não entendia, gemia e sofria a sua frente como se em seus sonhos ele fosse castigado.

— Tarsainn air a 'ghleann — Sussurrou em seu ouvido o mesmo pedido das outras noites e já esperava que em como todas elas, ele não lhe respondesse ou ouvisse. — Tarsainn air a 'ghleann.

                Ele parecia delirar na febre. Devia ter sonhos horríveis, pois a aflição de seu corpo era quase palpável. As gotículas de suor escoriam pelas têmporas, o corpo quente tremia de medo e frio. Ela o perderia, caso ele não atravessasse o vale naquele momento.

                Sakura voltou com passos ligeiros até a mesa de madeira, buscando entre os frascos o que precisava.

 Precisava de algo para trazê-lo de volta.

 Os frascos pequenos e preenchidos com as mais diversas cores de líquidos deslizavam por seus dedos, enquanto os olhos verdes tentavam encontrar em meio a tantos o de cor avermelhada. Mas não encontrou. Voltou a face para o homem sobre a cama, observando como os tremores começavam a diminuir; não era um bom sinal. Ele estava se perdendo. Desistindo da busca pela porção que a ajudaria, Sakura decidiu que faria uma petição a Deusa, afinal, parecia ser esse o único jeito de salvar o homem; mesmo ela sabendo que pedidos como aquele, requeriam um alto preço.

                Ela pegou as coisas que precisava e se pôs, com muita dificuldade, a levantar o corpo do homem. Ele não estava tão pesado como provavelmente deveria ser. Não se alimentava a dias; o sol e o mar haviam roubado dele quase a vida.

                Não conseguia carrega-lo, então o arrastou. Firmou suas mãos abaixo de seus braços e o saiu puxando pelo chão de terra, deixando um caminho a ser seguido; e se alguém o fizesse e presenciasse o que ela estava prestes a fazer, ela seria considerada uma traidora. Não apenas por salvar um inimigo, mas por praticar magias antigas.  

                A noite estava escura mesmo o céu sendo iluminado pela lua cheia e por poucas estrelas. Ao longe, ela podia ouvir os burburinhos dos que festejavam.

                Quando alcançou o carvalho, deixou o homem deitado a seus pés. Havia levado consigo um galho pequeno de Aveleira, e o usou para desenhar um círculo no chão, deixando o legionário no centro; ajuntou algumas folhas do carvalho, e ateou fogo nelas; voltou-se, rapidamente procurando ao redor o que precisava, sabia que já havia visto por ali pés de aspérula, mas a escuridão dificultava a busca, e o homem, não parecia ter muito tempo. Quando enfim encontrou, recolheu delicadamente um pequeno ramo florido, e o colocou entre os lábios.

                Sua busca havia a levado para mais longe do que esperava, contudo, quando voltou ainda não parecia ser tarde demais; sentou-se sobre o corpo dele, deixando que suas pernas o enlaçassem. Abaixou seu tronco até quando sentiu o contato das peles, e deixou que sua boca, encontrasse a boca dele. Os lábios estavam entreabertos enquanto ele resmungava pela dor, permitindo assim que ela deslizasse a sua língua por entre eles, deixando o pequeno ramo de aspérula ali. Não havia agora como voltar atrás.

— Talamh — terra. — Darach — Carvalho — Màthair — Mãe.

                As palavras começaram a ser pronunciadas, ainda quando sua boca estava perto da do romano. A fumaças das folhas verdes e secas se misturavam no ar; a lua cheia fazia com que o poder do ritual se tornassem maior.

— Tairgse m 'athchuinge — ela desejava ser atendida.

                A fumaça que subia aos céus, dançou a sua volta; correu por sua lombar e fez seu corpo ser meramente erguido; as mãos ainda continuavam de encontro a terra e sua face foi inclinada para cima. Os olhos reviraram na orbi, os dedos enfincaram-se na terra. O corpo içado voltou com velocidade para baixo, e as palavras foram pronunciadas dentro dos lábios dele;

— Thoir dhomh e — ela o havia pedido para a Deusa. Todas as suas petições eram atendidas.

                O fogo então cessou. O ventou varreu o círculo e levou Sakura para o outro lado do vale. Ela havia trocado seus destinos, suas sortes. Os olhos verdes se fecharam e os negros, foram enfim abertos.

...

                O dia havia amanhecido. O sol não havia encontrado caminho entre as nuvens, era inverno afinal. O vento era frio e logo o chão seria coberto pela neve branca, mas naquele dia, o marrom e os resquícios do verde ainda se misturavam no leito de Sakura.

                Ela ainda se encontrava adormecida, trilhando o caminho que deveria ter sido trilhado pelo inimigo. O corpo da sacerdotisa inerte sobre a terra era, entretanto, sacudido já não tão levemente quanto antes. A confusão já havia se instaurado entre todos os celtas bretões e gauleses.

                Temari havia ido, ao raiar do dia ao encontro do irmão, como ela sempre fazia, e quando lá chegou, não encontrou nem a sacerdotisa que já estava acostumada a ver e nem o legionário, que ela julgava e culpava como o maior responsável pela desgraça de seu povo. Não havia sinais de luta no local; nenhum objeto estava fora do lugar, exceto pela infinidade de frascos que se encontravam espalhados sobre a mesa e o cobertor de pele que se encontrava no chão. Também não havia sangue, e Naruto, continuava adormecido como em todos os outros dias.

                As reações para aquilo haviam sido diversas, mas o fato era que todos haviam se colocado a procurar por Sakura e pelo romano. Procuraram por sinais ao redor da cabana que Sakura havia usado nos últimos dias, contudo, nada havia para se guiarem; a mata não sussurrava, não havia marcas sobre o solo; nem mesmo rastros de pequenas ou grandes animais. Era como se a terra houvesse sido variada.

                Vários foram os que saíram à procura de ambos; os gauleses se restringiram a buscar pelo inimigo e Temari, mesmo que não houvesse dito nada, não conseguia tirar de sua mente que Sakura estaria com o homem, por isso ela buscava pela mulher. Ela havia percebido que a sacerdotisa dedicava mais tempo e cuidados mais precisos quando se tratava dele, não que ela houvesse feito descaso para com seu irmão, era apenas diferente.

                Contudo, diferente do que pensou, encontrou não os dois, mas apenas Sakura, desfalecida sobre o chão. Ela já tentava a despertar a muitos minutos, sem sucesso. Os balanços que antes eram gentis já se tornavam desesperados. A mulher não parecia estar morta, contudo, também não parecia estar viva.

                Não havia ferimento algum sobre seu corpo. Não havia, como em todos os outros lugares, marcas pelo chão. Tudo estava estranho demais.

                Ela já estava prestes a desistir quando o susto a fez cair sentada no chão; Sakura puxou o ar para dentro de seus pulmões com força, o corpo levantou-se rápido e ela, resfolegou desesperada, com as mãos sobre a garganta como se tentasse impedir que fosse sufocada. Seus olhos estavam negros, e Temari possuía a mais plena certeza de que eles eram verdes, mais claros que os seus.

                Ainda sobre o alento do chão, ela viu Sakura se acalmar, piscando os olhos rapidamente, e virando seu rosto para todos os lados como se buscasse por algo. Então ela levantou-se, sem nem mesmo dar importância para Temari e seguiu, direto para a cabana. Seus passos no caminho eram cambaleantes, ela sentia seu corpo doer em locais que não haviam sido feridos, sua visão estava turva e seus sentidos menos aguçados.

                O vento não parecia farfalhar sobre as folhas, tudo parecia escuro e estranho.

                Temari a seguiu, observando como ela parecia adoentada. O corpo mal se mantinha em pé, tanto que muitas vezes ela cambaleava até se escorar em uma arvora; ela impulsionava o corpo novamente e dava mais alguns passos.

                Quando entrou na cabana, não olhou ao redor, seguiu direto para os vários frascos, procurando desesperada por um em especial, dentre todos eles, e quando o achou, destampou e virou o liquido amarelado em sua boca todo de uma vez. Caiu de joelhos na terra, a mão se manteve apoiada na beirada da madeira, a cabeça abaixada e os olhos fechados.

                Aquela não havia sido a primeira vez que realizava um ritual sozinha, já havia feito isso tantas outras vezes que não imaginou que seu corpo sofreria tanto; sua mente também havia sido afetada. Suas próprias memorias estavam bagunçadas, haviam se misturado com as do homem. Ela via coisas que nunca havia visto, ouviu vozes que não conhecia, e nem mesmo tentava entender.

— Onde ele está? — Ela perguntou, quando sentiu a força voltar para seu corpo, e teve seus pensamentos organizados, era o poder da erva que havia bebido. — Onde ele está Temari? — Perguntou novamente quando não obteve resposta alguma. Sabia que a mulher estava atrás de si, a passos curtos demais.

— O que aconteceu? — Temari lhe perguntou. A mão estava fechada entorno do capo do machado; os pelos de seu corpo estavam arrepiados. Chegar perto de Sakura era sempre estranho, um frio incomum abraçava seu corpo, e os ventos sussurravam para que ela ficasse longe, e agora, naquele momento, isso estava pior. Por isso ela segurava na arma; para se proteger.

— O legionário fugiu. — Sakura respondeu brevemente. — Ele já foi encontrado? — Ela perguntou enquanto se levantava. O vestido de cor branca que usava estava mais uma vez sujo. O cinto em sua cintura, de cor marrom, a incomodava. As unhas curtas, sujas com a terra. A boca com gosto amargo. Ela virou o corpo para que ficasse de frente com a mulher, e percebeu o medo que corria em sua íris. Ela nunca entendeu porque as pessoas sentiam medo dela.

                Temari deu um passo para trás, colocando seu corpo em frente ao de Naruto, que continuava na mesma inercia.

— Me responda de uma vez — ela se alterou. — Caso quisesse ferir você ou seu irmão, já teria feito. Eu apenas quero ajuda-lo, e a você e todo o seu povo; vocês também são meu povo.

                A culpa a corroía. Naruto era mais parte do si do que o romano, e mesmo assim, foi a ele que ela tirou do vale. Naruto continuava lá, sem encontrar seu caminho de volta. Contudo, ela apenas queria ajuda-lo, a todos eles, como ela mesmo havia acabado de dizer. O romano a daria agora suas respostas, e ela poderia, com isso, salvar a todos.

— Não sabemos aonde eles está. — Essa foi sua resposta. Os olhos da mulher já estavam verdes, mas isso apenas a assombrava ainda mais.

                Ela viu Sakura suspirar resignada, e dar mais uma vez passos meios vacilantes, rumo a porta.

— Onde você vai? — Perguntou.

— Procura-lo, igualmente você deveria estar fazendo. — Sem esperar por outra pergunta, ela caminhou até chegar a porta, parou e virou o rosto para a mulher, — lembre-se, caso o encontre antes de mim; eu o quero vivo!

— E se por acaso ele não estiver vivo quando eu o encontrar? — Ela resolveu desafiar.

— Torça para que isso não acontecesse, porque se Sasuke morrer, eu mato o seu irmão. — Sakura, de alguma forma, sabia o nome do romano: Naruto seria um homem morto, caso ela não trouxesse Sasuke de volta com vida. Temari havia, em definitivo, se arrependido da frase anterior. Havia cinquenta e dois gauleses procurando aquele homem, qual era a chance dela o encontrar primeiro?

 

[...]

 

— Fique aqui — ele viu a menina de cabelos compridos lhe dizer. Ainda estava fraco, e as coisas não pareciam muito claras para si. — Não faça barulho, ou eles vão achar você. Eu volto, mais tarde, com comida.

                Ela terminou de dizer e sorriu. Sasuke tentou retribuir o sorriso. Ele queria perguntar o nome dela, e saber o porquê o estava ajudando, mas não tinha forças para isso. Então, apenas adormeceu.


Notas Finais


Caso encontrem erros, me falem, que eu dou m jeito.

O idioma usado foi Gaélico escocês. As partes que eu não coloquei a tradução na frente, significam coisas variadas como; atravesse o vale, siga minha voz, e essas coisas assim. A última frase, é simplesmente a Sakura pedindo o Sasuki para ela <3 kkkkkk

Eu tinha que falar outra coisa, mas me fulgiu da mente. Enfim, espero que tenham gostado, o capítulo foi meio parado, mas é só o começo. E não esqueçam, preparem seus corações, que eu vou pegar pesado.

Lembrei hihi; o ritual, foi eu que criei com base nos meus conhecimentos, então, pelo amor de Deus, não vão me tacar pedras caso vocês não encontrem nada sobre ele por ai. Eu inventei mesmo, é mais fácil do que fazer pesquisas. Mas já deixo claro que os rituais futuros, serão, em grande maioria, verdadeiros.

Chega de falar que eu tenho trabalho a fazer, é isso. Espero que gostem e nos vemos no próximo!!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...