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História Império de sangue e prata - ObiRin - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Primeiras impressões


Fanfic / Fanfiction Império de sangue e prata - ObiRin - Capítulo 2 - Primeiras impressões

Eu não acredito que você fez isso Kakashi, não acredito! — Obito gritava sentindo puro ódio de seu amigo, quando o platinado acabou de lhe dar a notícia que havia contratado uma nova cuidadora.

 

Contratar uma cuidadora? Como se já não bastasse toda a humilhação que tinha que passar? Aquilo foi a gota d'água, um absurdo para o Uchiha. Jamais permitiria uma coisa dessas.

 

— Isso vai ser bom pra você, Obito — Hatake disse tentando vir a convencer o homem teimoso.

 

— Não, de jeito nenhum, eu não quero nenhuma mulher estranha na minha casa não! — negou veemente.

 

— Obito você não entende que não dá mais para eu e Minato tomarmos conta da situação sozinhos? Além do mais ela não é estranha, o Minato conhece ela, foi uma antiga aluna do curso que ele deu uma vez. Eu mesmo fiz a entrevista, ela parece ser confiável.

 

— E por acaso existe alguma mulher confiável no mundo? — riu sarcástico. Desde que sua ex-namorada Kurenai havia o deixado quando sofreu o acidente e ficou com sequelas, seus sentimentos em relação ao sexo oposto se tornaram ainda mais sombrios.

 

— Seu enfermeiro mesmo a recomendou — Kakashi disse.

 

— Pois você vai consertar essa história agora mesmo, eu não quero ver ninguém além de vocês dois aqui e as outras empregadas — respondeu tentando bater o martelo. 

 

— Sinto muito amigo, mas você não tem muito poder de escolha — o amigo negou, se sentindo já cansado com a teimosia do outro, mas o conhecia a bastante tempo para saber que era assim mesmo. De certa forma já havia se acostumado com o jeito cabeça dura do Uchiha.

 

— Tenho sim, ainda sou dono dessa casa, e quando eu digo que não quero ninguém novo aqui é porque eu não quero.

 

— Obito eu já fiz a contratação — Kakashi falou, não tinha como voltar atrás e nem queria.

 

— Sem a minha permissão! — enfatizou. — Cancele isso, não estou de acordo.

 

— Será que você não tem nem ao menos como dar uma chance para a moça?

 

— Não, de jeito nenhum! — negou.

 

— Sinto muito, mas eu não vou voltar atrás da minha decisão — Kakashi disse. — Eu já a contratei, e logo logo daqui a pouco quando der 9:00hrs ela chegará para te conhecer.

 

— Eu vou mandar essa mulher para fora da minha casa por eu mesmo então — deixou claro.

 

— Será que pelo uma vez você não pode se acalmar e tentar compreender melhor a situação? Você precisa de uma cuidadora.

 

— Isso não é cuidadora, é baba com um nome mais moderno, eu não sou criança Kakashi! — falou.

 

— Mas se comporta como uma — retrucou.

 

— Você não pensa em mim, na minha humilhação? — comentou desolado.

 

— Meu caro amigo, algumas coisas são inevitáveis.

 

— Ela pode ser alguma repórter disfarçada — falou paranoico. Sempre odiou as mídias, e depois do acidente passou a odiar ainda mais, principalmente pelo jeito sujo que se aproveitavam de situações tristes para se promoverem.

 

— Não Obito, ela não é — Kakashi garantiu.

 

— Droga… não pense que eu vou melhorar só porque você decidiu contratar uma mulherzinha pra passear comigo — rolou os olhos.

 

— Ela não vai só passear com você, vai cuidar da sua alimentação, sua higiene… — tentou explicar.

 

— Cale-se! —  aquilo já era demais para si.

 

Mas então a campainha tocou chamando a atenção dos dois homens ali.

 

— Deve ser ela, eu vou atender a porta — Kakashi diz, e então se retira do quarto deixando Obito sozinho com seus próprios pensamentos.

 

[...]

 

Rin esperava em frente a porta, e então é atendida dando de cara com Kakashi, o homem que fez a entrevista com ela ontem.

 

— Rin Nohara, é um prazer recebê-la! — Kakashi diz a cumprimentando.

 

— O prazer é todo meu! — Rin diz sorridente, se sentindo até um pouco sem graça por estar em uma casa tão chique.

 

Ela vestia uma calça de tecido legging preta junto com uma blusa de mangas compridas da mesma cor, nada muito chamativo, apenas confortável para um dia de trabalho.

 

— Pode entrar, eu vou te apresentar a casa — Kakashi disse e Rin assentiu.

 

Ambos começaram uma tour por todo o perímetro, Kakashi lhe explicou as coisas mais importantes, por exemplo onde achar coisas na cozinha caso Obito quisesse algo, apresentou a então cozinheira e também a empregada que vinha limpar três vezes por semana. Mostrou-lhe o enorme jardim cheio de flores do lado de fora, voltaram para dentro da residência novamente, mostrou o banheiro, e então chegou a hora mais aguardada.

 

— Aqui fica o quarto do Obito, por favor não ligue se ele estiver de mal humor, ele é assim mesmo… — Kakashi já deixou claro e Rin assentiu. 

 

A garota havia vindo preparada para tudo.

 

E então o platinado abriu a porta.

 

Primeiras impressões são as que fica, é como diz o manual de etiquetas.

 

Obito estava preparado para xingar a pobre coitada que cruzasse aquela porta até a sétima futura geração.

 

Mas não foi exatamente isso que aconteceu.

 

Ele perdeu as falas ao ver a criatura em sua frente.

 

Engoliu seco ao ver a moça ali. Não teve nenhuma reação, isso era patético para si.

 

Ela era baixinha, tinha cabelos marrons na altura do ombro, e vestia uma roupa simples. Absolutamente nada de mais.

 

Porém, ainda era uma mulher que Kakashi havia trago sem a sua permissão.

 

A primeira coisa que fez foi virar o rosto a muito contragosto para não encará-la. 

 

— Rin, este é Uchiha Obito, Obito está e a Senhorita Nohara Rin — Kakashi os apresentou.

 

Hunf — Obito apenas bufou descontente com aquela situação em que se encontrava.

 

— Espero que possam se dar bem — Kakashi então veio ao lado da cômoda e pegou uma lista entregando a ela.

 

— Essa é a lista de tarefas que o senhor Obito precisa cumprir durante o dia — mostrou. — E ao meio dia o enfermeiro Minato chegará, ele explicará melhor o horário dos remédios certinhos e a dosagem.

 

— Certo, entendido perfeitamente Kakashi — A garota concordou.

 

 É… Obito achou que ela tinha uma voz doce e melódica.

 

Mas doce de mais pode dar diabetes, então tentou se convencer de que aquilo era algo ruim.

 

— Ali naquela porta fica a suíte, o banheiro já está todo adaptado — mostrou. — E aqui… a cadeira de rodas motorizada dele. É preciso ter cuidado ao locomovê-lo da cama pra cá.

 

— Certo — assentiu.

 

— Vou deixar os dois a sós para que se conheçam melhor — Kakashi disse com esperança de que pudessem se dar bem… pobre iludido.

 

— Tudo bem! — Rin concordou.

 

Obito olhava entediado para toda aquela picuinha.

 

Porém, Kakashi veio ao seu lado e sussurrou no ouvido do moreno.

 

Ao menos seja educado, seu bocó — e então saiu, deixando ele e a garota a sós.

 

Obito olhou pra a mulher, ela o olhou. Obito fingiu a ignorar, mas Rin tomou a iniciativa  e veio do seu lado esboçando um sorriso de simpatia.

 

— Prazer senhor Obito, como o Kakashi disse sou Rin Nohara, estou muito feliz com essa oportunidade, espero que possamos nos dar bem. — falou.

 

Por que ela tinha um sorriso tão bonito?” Obito pensou ao encarar mais do que deveria. Não deveria ter aquele tipo de pensamento.

 

— Foda-se — mas foi o que respondeu em troca. Ele não ia abaixar a guarda só porque havia uma mulher feliz de ter um novo emprego ali. — Você não é bem vinda, não quero te ver mais por aqui, e se preza pela sua vida é melhor dar o fora.

 

— Ah, Kakashi disse que o senhor seria mesmo difícil, Obito — ela disse sem mudar a pose. — Mas não se preocupe, eu gosto de desafios. Não vou desistir nem sair daqui se é isso que espera. Vou continuar nesse trabalho.

 

Se ela pensava que trabalhar pra mim ia ser fácil eu ia mostrar que não!” o homem cismava.

 

— Vá embora. — mandou em puro desprezo.

 

Mas ela o ignorou completamente nesse pedido.

 

— Vamos ver o que temos para agora… — ela disse pegando a lista animada para começar com o trabalho.

 

— SAIA DO MEU QUARTO! — gritou emputecido por ter sido ignorado.

 

— Não — ela negou determinada arqueando a sobrancelha com aquela atitude. Oras, mal tinham se conhecido e ele já era grosseiro desse jeito!

 

— SAIA DO MEU QUARTO AGORA! — mandou, mas a morena não moveu nenhum passo sequer. — Se insistir em ficar em vou transformar sua vida em um inferno! — garantiu a ameaçando, ela não sabia com quem estava lidando.

 

— Não precisa se preocupar com isso — Rin respondeu dessa vez mudando seu sorriso, antes era algo doce e simpático, agora se transformou em algo mais desafiador assim como o brilho profundo de seus olhos castanhos. — Lúcifer era um anjo muito bonito, assim como o senhor… — ela disse e então veio passando a mão pelo rosto do rapaz o pegando de surpresa pela sua audácia. Obito odiava que o tocassem, e principalmente em seu rosto que o evitava a ver de qualquer modo. Sabia que tinha ficado com um lado deformado e que era horrível. Aquilo o deixou estranhamente mais nervoso que o costumeiro. — Mas eu não tenho medo de demônios. — foi o que disse.

 

E ali Obito teve certeza que aquela mulher era diferente de todas as outras que ele conheceu.

 

Ela era irritantemente petulante!

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até um próximo!


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