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História Império de sangue e prata - ObiRin - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Roí

Boa leitura!

Capítulo 3 - Entre alfinetadas e espinhos


Rin olhava a cena indignada.

 

Aquele homem era teimoso? Ok, era e demais.

 

Mas já tinha deixado claro com todas as letras que não desistiria.

 

Ela precisava daquele emprego, e se Kakashi havia dado a ela essa chance ela não a perderia somente por causa de um riquinho mimado.

 

Depois daquela primeira apresentação no quarto, Rin olhou sua lista de tarefas e viu que naquele momento Obito precisava tomar o café da manhã. A garota desceu até a cozinha e então questionou a Kakashi, que lhe explicou tudo junto com a cozinheira Chiyo que era a responsável.

 

Ele fazia uma dieta rigorosa que necessitava de cuidados especiais, nada de glúten, muitas frutas variadas, carboidratos pois precisava repor a massa corporal que perdeu durante os meses em coma.

 

Isso sem contar das cápsulas de vitamina que precisava tomar depois.

 

Rin pegou a comida em uma bandeja e subiu novamente até o quarto de Obito.

 

Ele estava emburrado, e Rin ficou se perguntando que tipo de adulto agia daquela forma tão infantil.

 

Parecia até mesmo um gatinho arisco.

 

— Kakashi e Chiyo me explicaram sobre a sua dieta — a garota comentou sorridente, colocando a bandeja em cima da cômoda que ficava ao lado da cama . — Posso te ajudar a se sentar?

 

— Eu posso fazer isso sozinho. — respondeu simplesmente.

 

Como ela podia ser tão simpática e lhe dar aquele maldito sorriso mesmo depois de tudo que discutiram minutos antes?

 

— Tudo bem — Rin concordou e então viu o homem apoiar o braço esquerdo na cama buscando sustentação para se mover. Com certa dificuldade se moveu usando a parte sã do seu corpo, e conseguiu se sentar de forma confortável na cama.

 

A garota olhou para aquilo e não pode deixar de notar a forma que o braço direito se encontrava, estava coberto por ataduras. A situação ali em baixo deveria estar bem feia mesmo.

 

— Pare de me encarar! — Obito mandou desconfortável.

 

Era por isso que detestava pessoas ali.

 

Sempre o mesmo olhar de pena que o irritava. Lhe lembrando o verme miserável que havia se tornado. Se sentia um lixo, preferia que aquele acidente tivesse lhe matado ao invés de o tornar esse monstro.

 

Aparência sempre foi importante para si, era algo cujo se orgulhava muito.

 

Afinal de contas, as marcas de seu passado um tanto distante lhe provaram que tudo que importa na sociedade  é uma boa aparência. Conforme foi crescendo Obito notou a falsidade das pessoas e os interesses voltados a aparência. Jamais se esquecerá daquilo que sofreu na infância e meados da adolescência, comentários maldosos, exclusão de ciclos sociais, deboche e bullying  devido ao sobrepeso, espinhas na cara, cabelo mal cuidado, autoestima baixa e roupas estranhas, que lhe fizeram por várias vezes ser motivos de diversas piadas das pessoas de sua idade. E então quando seu pai, Uchiha Madara, resolveu lhe mandar em uma viagem de intercâmbio aos dezesseis anos, passando três temporadas fora, quando voltou totalmente mudado, Obito pode então notar que aparência era tudo que importava nessa vida se você quisesse ser bem tratado.

 

— Sinto muito, não estava encarando por mal — Rin se desculpou tirando o homem de seus pensamentos.

 

Obito balançou a cabeça e sorriu sarcástico, com os olhos brilhando em puro ódio.

 

— Claro que não — riu em deboche. — Não me importo com a opinião de uma mulherzinha como você — usou os espinhos pra tentar defender sua insegurança.

 

— Tudo bem senhor Obito — Rin apenas falou robóticamente ignorando aquela personalidade apática, e então pegou uma tigela de frutas juntamente com um garfo, se preparando a levar a comida na boca do homem.

 

— O que pensa que está fazendo? — Obito arregalou os olhos estranhando.

 

— Vou te dar comida, não é óbvio?

 

— Eu não sou nenhum inválido! Consigo fazer isso sozinho sua burra! — então com a mão esquerda pegou a tigela colocando em seu colocando em seu colo e depois pegou o garfo começando a comer.

 

"É pra isso que Kakashi contratou essa mulher? Me dar comida na boca? Quem ele pensa que eu sou?" — Obito pensava comendo com ódio aqueles morangos doces.

 

— Tudo bem senhor Obito, só estava fazendo o meu trabalho — Rin se defendeu.

 

— Não tem nenhum trabalho pra você fazer aqui, vá embora! — ele mandou.

 

— É por isso que as mulheres se atraem? Caras mal-humorados e grossos? Que mal gosto… — comentou de forma cínica.

 

— O que está querendo insinuar? — Obito sentiu uma veia saltar da testa ao ouvir aquilo.

 

— Que pelo que sei dos artigos das revistas falavam que o senhor é muito galanteador… mas não vejo nada disso presenciando na vida real — respondeu em deboche.

 

Aquele trabalho que parecia ser um saco estava se tornando divertido. Seu mantra para lidar com isso estava sendo: se uma pessoa é insuportável com você, seja ainda mais que ela!

 

— Mesmo que se as revistas te falaram isso minha senhorita, eu nunca jogaria meu charme em você, nem se fosse a última mulher do mundo.

 

— Será que devo ir ao templo de Afrodite oferecer um sacrifício pela benção alcançada? Onde agradeço a tamanha sorte senhor? — questionou ainda em deboche, gostando de ver a tonalidade vermelha que tomava conta daquele rosto.

 

— KAKASHI! — Obito gritou em plenos pulmões.— KAKASHI APAREÇA AQUI! — sua voz estrondava para casa toda ouvir.

 

E depois de alguns segundos a figura platinada aparece arfante no quarto, depois de ter corrido desesperado achando que o Uchiha tinha se engasgado com a uva ou sei lá.

 

— O que foi Obito? — perguntou preocupado olhando ao redor ver se achava alguma coisa de anormal ali.

 

— TIRE ESSA MULHER DAS MINHAS VISTAS! — mandou fazendo Kakashi suspirar cansado.

 

— Qual é Obito, de novo isso?

 

— Eu não a quero ver, se quer me dar uma cuidadora contrate outra, mas não essa! 

 

— E o que ela te fez de tão mal pra você agir assim?

 

— NASCEU! — respondeu fazendo Rin rir. — Ela é muito petulante Kakashi! 

 

— Então acho que eu contratei a pessoa certa para você, meu amigo — Hatake comentou se juntando a morena.

 

E a cara de Obito incrédulo foi impagável.

 

— Seu maldito, filho da puta! É um complô contra mim? — questionou.

 

— Talvez você precise de uma mulher "petulante" na sua vida Obito. Você não se dá bem com calmaria. — explicou. — Bom, se era só isso eu vou voltar ao que estava fazendo, Rin continue o seu trabalho.

 

— Tudo bem Kakashi! — a garota concordou e então o platinado saiu deixando os dois a sós novamente. — Pelo visto você vai ter que me aguentar hein senhor Uchiha? Haha!

 

— Eu te odeio — reclamou pegando um pãozinho começando a comer.

 

— E eu te amo! — brincou. Como não amar o cara que ajudaria a por um salário todo mês em sua conta?

 

Rin viu pela lista de obrigações que Kakashi tinha passado que a maior delas era distrair Obito, conversar com ele e tentar o divertir já que todos andavam preocupados com a saúde mental do homem que piorou drasticamente após o acidente.

 

Apesar de sua personalidade hostil, Rin achava que com o tempo conseguiria melhorar isso.

 

Depois de terminar de comer Rin recolheu a bandeja junto com as tigelas e copos e a levou para cozinha, voltou pro quarto de Obito e viu ele já deitado na cama novamente.

 

Kakashi apareceu para conversar com ambos, e então quando deu o horário do meio dia o enfermeiro Minato chegou.

 

Ele explicou para a Rin todos os passos que deveriam ser feitos com Obito, todo dia ela teria remédios específicos a dar a cada horário, haveria também de trocar as bandagens todos os dias para que não infeccionassem os machucados, e principalmente os exercícios da fisioterapia para ajudar o lado direito atrofiado.

 

Rin anotou tudo aquilo com clareza em sua mente e no bloco de notas do celular, para nunca se esquecer.

 

Minato estava feliz, pois Rin já foi uma aluna sua, e tinha plena confiança que ela era a escolha perfeita para cuidar de Obito.

 

E não somente as coisas triviais do qual o emprego consistia. Mas Minato sentia que a Nohara seria capaz de trazer um pouco de cor ao mundo cinza do Uchiha.

 


Notas Finais


Se tem alguém que leu isso daqui, espero que tenha gostado e até o próximo!


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