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História Império de sangue e prata - ObiRin - Capítulo 4


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Notas do Autor


Hey, bem vindos para mais um capitulo!

Fiquei muito feliz com o FeedBack anterior ao ver que estão curtindo.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Você novamente


Tomar banho depois do acidente, definitivamente se tornou uma das coisas que Obito mais odiava na vida.

 

Se fosse Kakashi ou Minato ele não se importava tanto, ele entendia, era um karma cujo tinha que passar.

 

Afinal de contas mesmo que consiga mexer o braço esquerdo, — O que já era de grande ajuda —, O resto estava fora de questão.

 

A perna direita de onde foi esmagada estava cheia de pinos para a fixação dos ossos, ele não podia sequer sonhar em a encostar no chão.

 

Ah Obito, mas a esquerda tá normal.

 

Não. 

 

Graças ao tempo que passou em coma, os músculos daquele lado entraram em uma severa atrofia.

 

Era difícil se recuperar, pois diferente do braço, a perna naquele estado não lhe possuía tanta "serventia" para que se esforçasse. Com o braço ele podia o mover, esticar, pegar coisas, se apoiar, aquilo influenciava muito em sua melhora. Afinal de contas para um paciente que sofreu de algum trauma, exercícios e esforços eram a melhor coisa a se fazer. 

 

Porém, como exercitar a perna se ficava em sua maioria de tempo deitado? Se não podia se mover graças a outra? Isso piorava a sua situação que já não estava boa.

 

A fisioterapia era torturante, ele não gostava, acabava desanimando e nem se importava mais em se esforçar.

 

Mas se antes ele odiava fisioterapia só por odiar, agora ele tinha um motivo a mais por achar aquilo a verdadeira tortura do inferno.

 

Como uma criatura tão baixinha, magra e fofa conseguia ter uma mão tão pesada?

 

Quando Minato lhe passou os movimentos que deveria fazer com o Uchiha, Rin praticamente o torturou fazendo-lhe o estímulo que necessitava.

 

Se está doendo é porque está dando resultado” ela dizia.

 

Afinal de contas quando somos tirados de nossa zona de conforto é normal gerar um desconforto.

 

Naquele primeiro dia Obito conseguiu se livrar do banho com a cuidadora, fazendo Kakashi dar, assim como conseguiu se livrar do passeio com a Rin.

 

"Ar livre? Quem precisa disso quando se está em uma cadeira de rodas?"

 

Mas hoje? No segundo dia?

 

Rin já estava preparada para seguir todas as tarefas ao pé da letra, tanto que Kakashi nem compareceu na casa do amigo hoje pois tinha coisas mais importantes sobre a empresa pra resolver, então orou a qualquer divindade para que aqueles dois não se matassem enquanto estava fora.

 

Rin apareceu com uma roupa similar a de ontem, calça legging preta e blusa preta com mangas até o cotovelo. As alfinetadas um contra o outro começaram matinais. 

 

O café da manhã foi dado na hora certa, assim como os remédios cujo ela tinha de ficar de olho a cada horário para cuidar direitinho.

 

Tudo indo perfeitamente bem.

 

— O senhor quer que eu leia algum livro para escutar? — perguntou na intenção de distraí-lo.

 

— Tenho olhos, se eu quiser ler um livro eu mesmo vejo. — respondeu.

 

E assim se passou o dia. Remédios, almoço, remédios...

 

A hora da fisioterapia? Foi a mais torturante com certeza.

 

Dessa vez não tinha Minato ali para Obito reclamar, era apenas ele e aquela garota.

 

— Senhor Obito, se o senhor não se esforçar não vai adiantar em nada também, né? — Rin tentou falar enquanto levantava a perna esquerda do homem fazendo uma elevação.

 

— Eu estou me esforçando porra! — Obito xingou. — Larga isso, já está começando a doer!

 

— Está? Então vamos ver se aguenta mais — Rin esticou um pouquinho mais a perna para provocar o estímulo.

 

— Sua puta louca! Isso dói, para com isso! Eu vou te processar por maus tratos! — ameaçou apertando os dentes um contra os outros para não choramingar de dor. Se odiava por ser tão fraco e sensível com aquilo.

 

— Oh, vai me processar por eu estar fazendo meu trabalho corretamente? Vou adorar ganhar um dinheiro extra seu, senhor Obito — mas Rin debochou dobrando a perna até uma altura de 90 graus a pousando como se estivesse apoiada uma cadeira imaginária. — Agora contraia o abdômen — pediu.

 

— Hunf. — Obito bufou mas obedeceu.

 

— Certo… pois bem, tente encostar seu pé no colchão, mas é preciso voltar para essa posição depois e repetir ok? — Rin explicou.

 

— Ok… — O Uchiha concordou e tentou fazer.

 

Obito abaixou a perna e nessa parte foi fácil até.

 

Mas quando chegou a hora de subir conseguiu uma primeira vez, e uma segunda muito vacilante. Porém, na terceira já não possuía mais forças.

 

— Não consigo mais… — admitiu, e então Rin sorriu singelamente.

 

— Tudo bem, eu te ajudo — ela disse dando continuidade ao exercício com as mãos, conseguindo fazer o homem ter um pouco mais de impulso, e assim concluir a sequência do exercício.

 

— Acabou? —  perguntou sentindo esgotado.

 

— Ainda não. Como o senhor não pode virar de lado devido os pinos do lado direito, vou fazer essa com o senhor deitado assim mesmo — explicou, e então abriu a perna do homem lateralmente. — Me avisa quando doer.

 

— Está doendo! — reclamou de pirraça.

 

— Que exagerado, nem comecei a esticar de verdade ainda — Rin debochou continuando o exercício, esticando até o máximo que viu que era possível naquela situação. — Bom garoto! — ela disse após acabar.

 

— Não me trate feito um cachorro! — reclamou com ódio.

 

— Au au — sorriu debochada e Obito sentiu que se pudesse levantar daquela cama por si só chutaria a ponta pés do seu quarto.

 

— Maldita!

 

— Agora eu vou tirar suas ataduras para poder te dar banho e depois vou colocar tudo de novo com as pomadas…

 

— Não… — negou.

 

— Uh?

 

— Você não vai me dar banho — negou.

 

— Senhor Obito… — Rin disse cruzando os braços e então um sorriso sacana surgiu em sua face. — Não diga que está com vergonha de uma mulher te ver pelado… — provocou.

 

Obito ficou com as bochechas vermelhas, totalmente corado com aquele comentário.

 

— Muitas mulheres já me viram pelado na vida, isso não é uma coisa que me abala — tentou bancar o indiferente fingindo que não se importava.

 

— Viu só? Então não tem nada demais — respondeu para o deixar mais seguro.

 

— Mas nenhuma delas me deu banho! — reclamou feito uma criança birrenta.

 

— Bom, o banho em si você não precisa se preocupar, seu braço esquerdo pode cuidar das suas partes íntimas, ao menos o Kakashi me explicou que isso consegue fazer sozinho — falou com tranquilidade. — Eu sou vou auxiliar em movimentos mais complexos, como lavar seu cabelo, lhe erguer quando necessário, esfregar suas costas e essas coisas…

 

— Aish… 

 

— Não se preocupe senhor Obito, não sou nenhuma tarada que vai querer bolinar esse seu corpinho desejado — rolou os olhos.

 

— Hm.

 

Então Rin começou a tirar as bandagens do braço direito, e alguns curativos pela costela.

 

Mas o que surpreendeu foi ver que em sua maioria aquilo já estava praticamente cicatrizado, então porque continuava quase se cobrindo todo? Bom, resolveu ignorar aquilo por enquanto, perguntar ao Uchiha só lhe traria dor de cabeça. Iria buscar saber quando Kakashi chegasse.

 

Tirou o restante da roupa dele e tentou parecer normal para que não gerasse nenhuma piadinha sobre a sua reação de ver o cara pelado. Já havia cuidado de uma senhorinha anteriormente, mas ela era doce e idosa. Este já era homem da sua idade praticamente… que apesar de arrogante e grosso, era particularmente bem bonito, isso era um fato inegável.

 

— Se apoie em mim — Rin pediu e então Obito obedeceu passando o braço pelo ombro da garota. 

 

Rin ajudou dando sustentação para levar Obito até a cadeira de rodas adaptada, e então o colocou sentado ali em cima.

 

Com cuidado foram até o banheiro, e ao chegar lá ligou o chuveiro começando com o asseio, tomando o devido cuidado com os pinos na perna.

 

Obito conseguia fazer a maior parte das coisas sozinho, então Rin apenas ajudou.

 

Enquanto esfregava o shampoo naqueles fios pretos feito carvão, a garota se perguntava se já não estava na hora de cortar… estava comprido, e pelo que viu nas fotos antigas o Uchiha costumava usar algo mais social.

 

Porém, aquilo ainda não era da sua conta, não ia comentar nada por enquanto, talvez só se oferecer para fazer isso mais tarde.

 

Após terminarem o banho não trocaram mais nenhuma palavra, Rin desligou o chuveiro e então o ajudou a se secar, levando até o quarto refazendo as ataduras e vestindo a roupa.

 

Terminou e então foi pegar o remédio que era para dar naquele horário.

 

O resto do dia se passou assim, Rin tentou o levar para passear pelo jardim mas Obito negou, dizendo que estava indisposto e preferia apenas ficar no quarto lendo um livro qualquer.

 

Não gostava de televisão, tampouco redes sociais. Achava tudo muito supérfluo, mas evitava principalmente porque sabia que podia ser alvo de alguma notícia por aí, e essa era a última coisa que desejava saber.

 

— Senhor Obito — Rin então lhe tirou dos pensamentos. Droga, estava quase esquecendo que ela estava ali.

 

— O que foi baixinha irritante? Já vai encher o meu saco de novo? Mais algum novo remédio inútil?

 

— Não, não é nada disso… — ela disse juntando os dedinhos parecendo meio tímida, e Obito sentiu o coração acelerar com aquela visão.

 

Ela era tão fofa…

 

Aquelas bochechas levemente coradas em um vermelho natural.

 

Os olhos castanhos lhe encarando intensamente de uma forma unicamente viva.

 

— Diga — Obito tentou ignorar aqueles pensamentos, não podia pensar naquela garota daquela forma.

 

Idai que ela era fofa?

 

— O senhor não pensa em cortar seu cabelo? Se quiser eu tenho uma maquininha e tesoura, posso trazer de casa e dar um jeito pra você… está bem cumprido afinal de contas. Sei que não gosta de receber desconhecidos por isso estou falando que eu mesmo corto ao invés de chamar uma desconhecida.

 

— Está pensando em me deixar careca? — Obito riu com aquilo e Rin se surpreendeu.

 

Pela primeira vez não era um riso totalmente debochado e sarcástico.

 

Parecia algo mais ameno e… divertido.

 

— Não, nada disso! Eu realmente sei cortar cabelo, prometo que não te deixarei careca, nem enfiarei uma tesoura no seu pescoço…

 

— Não sei se devo confiar em você, pode muito bem arrancar a minha orelha se quiser.

 

— Eu garanto que não! Se deixar garanto que não vai se arrepender! — ela disse.

 

— Hm… tudo bem — acabou por concordar. — Mas só porque estou cansado dessa franja no olho. E também porque você tem razão, eu não quero ninguém diferente me olhando aqui e entrando na minha casa.

 

— Muito obrigada senhor Obito — Rin agradeceu aliviada.

 

Havia sido muito mais fácil que ela imaginava, se via satisfeita com aquilo.

 

E quando não estava lhe xingando ou sendo grosso, Obito até que tinha um sorriso bem bonito mesmo.


 


Notas Finais


Até um próximo capitulo!

E quem conhecer mais fanfics ObiRin por aqui me recomendem, pois eu acho que já li todas que tem nesse site mas queria ler mais ;-;


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