História Imperium - Capítulo 5


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Cyberpunk, Distopia, Got7, Jaebum, Transbordar, Youngjae
Visualizações 91
Palavras 3.224
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


volteiiii
a partir daqui há mudanças da fic antiga

Capítulo 5 - Fase de adaptação


Capítulo Quatro — Fase de adaptação.

 

Jaebum de forma alguma poderia dizer que estava preparado para encarar sua nova vida, entretanto não poderia permanecer com aqueles pensamentos negativos que o assolavam terrivelmente já há muito tempo, afinal eles apenas o atrasavam. Ao acordar, bem melhor e sentindo-se renovado, percebeu que já era outro dia. Não estava sozinho na cama. Yugyeom ressonava baixinho, ainda usando as mesmas roupas pesadas de rua, ao contrário de si, que tinha pego emprestado um pijama do Kim a pedido de Mark, que exigiu que ficasse o mais confortável possível. Jaebum não sabia se era bom acordá-lo, o melhor amigo parecia realmente cansado.

Saiu do quarto silenciosamente, fechando a porta com cuidado. Um barulho alto soou próximo, Jaebum espiou por entre as portas, curioso. Encontrou Bambam usando apenas uma calça de pijama na cozinha, mexendo em algo dentro da pia. Os fios usualmente tão arrumados estavam uma bagunça, ele provavelmente também tinha acabado de acordar. Jaebum não sabia exatamente o que dizer, não sentia-se extremamente confortável ainda na presença dos garotos, apesar de ter um estranho carinho pelo tailandês que cuidara tão bem de si. Com um suspiro, adentrou o espaço, tentando ao máximo ser notado para que não assustasse o outro.

— E aí, Jaebum. — ele murmurou antes mesmo do Im conseguir se pronunciar, virando-se com um sorriso. — Eu ouvi a porta do Yugyeom se abrindo e como ele não acorda cedo sabia que era você.

— Bom dia. — Sorriu sem jeito.

— Quer comer algo? — perguntou sentando-se à mesa, convidando Jaebum a fazer o mesmo. — Eu não sei cozinhar porcaria nenhuma que seja comestível fora café, mas Mark e Jackson se saem muito bem na cozinha.

— Eu estou com um pouco de fome. — Admitiu envergonhado, fitando o material da mesa. Parecia mármore, mas Jaebum conseguia ouvir o som característico de uma máquina ajustando-se constantemente.

— É virtual. — Bambam deu dois toques na mesa ao notar a curiosidade do mais novo, ela logo mudou de material para madeira. — Eu achei melhor do que ficar gastando dinheiro toda vez que me entediar com a casa. A maioria das coisas podem ser alteradas. — sorriu, orgulhoso de si mesmo. — Vamos subir? Mark hyung provavelmente fez algo sabendo que você está aqui, eu só espero que ele não tenha fritado Jackson hyung para o café da manhã. Ontem os dois estavam discutindo de novo sobre as brincadeirinhas bobas do Jacks.

— Por mim tudo bem.

Bambam assentiu, levantando-se. Jaebum imediatamente o seguiu, ajeitando a calça que usava. Yugyeom ainda era mais alto que si e as roupas dele, por mais que adaptáveis ao seu corpo, ainda arriscavam cair e deixá-lo em maus lençóis. O tailandês rumou até o elevador, ainda parecia sonolento, pois momento ou outro tropeçava nos próprios pés e pareceu demorar para lembrar-se em qual andar moravam Mark e Jackson. A viagem foi rápida, os garotos residiam dois andares acima. Bambam explicou que Youngjae decidiu que eles deveriam ficar afastados do restante porque eram barulhentos demais em todos os aspectos possíveis. 

Assim que chegaram encontraram Mark na cozinha. Ele ouvia música baixinho enquanto deixava alguns pratos na mesa, dançando timidamente ao som das batidas mais eletrônicas e animadas que tinha conseguido encontrar. Vestia apenas um calção velho, os pés descalços tocando o chão frio. Jaebum achou-o bonito mesmo assim.

— Bom dia! — sorriu para ambos assim que os ouviu chegar, desligando o som. — Espero que esteja com fome, Jaebum, eu fiz muita comida.

— Eu estou morrendo de fome! — retribuiu o sorriso, ganhando um aperto na bochecha do mais velho, que entregou-lhe um prato. Um pouco envergonhado, murmurou um obrigado. Os garotos aparentemente gostavam dessa ideia de trocar afeto despreocupadamente, exatamente como Yugyeom.

Enquanto comiam, conversavam sobre assuntos banais. Bambam brincava sobre a idade de Jaebum, alegando que, apesar de parecer bem mais velho que todos os presentes, ele era praticamente o mais novo do grupo, perdendo apenas para Yugyeom, que tinha dezoito anos. Mark também entrou na brincadeira, já adiantando que adoraria ser chamado de hyung em um tom fofo, deixando Jaebum encabulado com as provocações. Apesar disso, pareceu que todos eram amigos há anos. Ambos traziam assuntos facilmente e não o pressionavam sobre nada, apenas ouviam em silêncio e concordavam. Minutos depois, enquanto ainda riam sobre algumas piadinhas feitas por Mark, Jackson entrou na cozinha sorrindo. Ele estava exatamente como o Tuan, mas seu cabelo estava uma bagunça completa.

— Tem algo bom cheirando daqui. — disse saltitante, praticamente jogando-se no colo de Jaebum e tomando na mão dele o garfo, pegando um pouco do ovo frito. — Maravilhoso!

Mark cruzou os braços, estreitando os olhos em seguida.

— Deixe o garoto comer em paz, Jackson.

O chinês fez um bico.

— Jaebum-ah não se importa, não é? Daqui alguns dias, nós vamos ser melhores amigos, então não há porque ficar se segurando um perto do outro. — apertou-se contra o Im, sorrindo. — Você sabe como é... Eu gosto de realmente conhecer meus melhores amigos antes de oficializá-los para o cargo.

Jaebum corou.

— Jackson... — Mark voltou a dizer, em tom entediado. — Jaebum quer comer e você está se esfregando nele igual um cachorro no cio, deixe as pessoas comerem em paz pelo menos por um dia.

— Quer que eu me esfregue em você, então? — mirou o americano, sorrindo em provocação. — Aposto que sonha com isso.

Mark o mirou com um rolar de olhos, logo mostrando o dedo do meio. O chinês riu, saindo do colo de Jaebum, sentando-se ao lado dele como se nada tivesse acontecido. Todos os presentes logo se esqueceram dessa pequena discussão entre os dois mais velhos, comendo e conversando sobre qualquer coisa. O grupo foi diminuindo depois de alguns minutos, Bambam precisava buscar algumas encomendas do outro lado da cidade e Jackson tinha um carro para terminar. No fim sobraram apenas Mark e Jaebum, mas Yugyeom logo apareceu com aquela carinha de sono e juntou-se aos dois. Logo o Tuan também partiu, precisava ajudar Jackson com algumas coisinhas e mais tarde iria se reunir com Jinyoung e Youngjae. 

— Você vai ficar aqui pela parte da manhã e eu te busco pelo almoço. — o Kim murmurou, enfiando um pedaço da panqueca na boca. — Tenho alguns detalhes para resolver e infelizmente ainda não posso levar você comigo. Tudo bem ficar sozinho por algumas horas?

— Claro, eu não sou uma criança. — Resmungou, fazendo o Kim rir.

— É um mundo novo, hyung. Você não conhece muita coisa ainda.

***

— Você está livre da escola, não é?

Depois de Yugyeom partiu, Jaebum decidiu matar um pouco de tempo explorando os andares permitidos. Vasculhou o quarto inteiro do Kim, em seguida se viu perambulando pelas outras áreas comuns do andar. Em minutos estava no elevador, até mesmo encontrou com Jinyoung no caminho, entretanto ambos não tinham muito o que falar e Jaebum sentia que o Park não gostava muito de si. Após ficar bisbilhotando aqui e ali, acabou parando na garagem. Jackson estava novamente naquela roupa alaranjada, contudo o rosto ainda estava limpo e o suor não se fizera presente até aquele momento. Ele provavelmente ficava horas ali trabalhando, criando e montando coisas novas. Parecia ser um trabalho legal, mas também parecia terrivelmente complicado.

— De acordo com Yugyeom, sim. — disse, não escondendo o tom animado na voz. Jackson riu. — Não sei se é fácil invadir o sistema do governo e me graduar, mas se ele disse que é não duvidarei.

— Na realidade essa é a parte mais fácil. — deu de ombros, sentando-se no capô de um carro velho. Jaebum o acompanhou. — O sistema do governo é muito restrito na parte de economia e segurança, mas a educação e comércio, retirando a parte dos lucros, podem ser acessadas facilmente caso você tenha as chaves certas. Eu e Mark hyung estudamos durante anos para nos aperfeiçoar na invasão desses sistemas, hoje em dia é bem simples. O governo não liga, se quer saber.

— Isso é... Triste. — murmurou, vendo Jackson assentir. Sentou-se ao lado dele, pensativo. — Achei que o slogan da campanha do presidente fosse relacionado a educação dos jovens como porta de entrada para o novo mundo.

Jackson riu.

— E é, mas ele só disse isso para ganhar votos. O cara é comandado pelas corporações, para ver o dinheiro entrar na conta bancária ele fará de tudo, até mesmo mentir. São todos corruptos. — resmungou, desgostoso. — Me pergunto como demorei tanto para perceber isso.

— Eu mesmo não consigo ver. — admitiu, um pouco envergonhado. — Não sabia que era tão alienado ao ponto de ignorar tais detalhes, talvez vocês realmente sejam a esperança para esse país...

— Não se sinta mal, é muita informação para processar. Aqui na capital principalmente. A todo momento, quando você sai nas ruas ou chega em casa, pessoas estão roubando suas informações e empurrando mais um monte em sua cara. Painéis novos, capacetes de ponta, máquinas automáticas, androides... Tudo tão exagerado. É impossível perceber as falhas quando eles só anunciam as coisas boas, entende? Ainda mais que você é jovem, Jaebum. Aposto que tinha mais preocupações na vida.

— Certamente, — concordou. — mas Yugyeom percebeu bem antes que eu.

— Mas ele teve influências próximas, como o tio, por exemplo, que sempre sonhou em tê-lo no movimento. Se Yugyeom quisesse você aqui, ele teria dado um jeito de te influenciar também, mas o garoto sempre disse o quanto te quer seguro, então você continuou dentro de sua bolha.

Jaebum fez uma careta.

— Sabe, eu ainda me sinto um pouco chateado por ele ter mentido para mim, mas compreendo que foi para o meu próprio bem. Eu não tenho muitas qualidades igual a vocês, sei hackear um pouco e talvez tenha um físico mediano, mas provavelmente vou ser um estorvo.

— Não diga isso. — Jackson o deu um soco leve no braço, emburrado. — Cada pessoa aqui dentro é especial de alguma forma, Jaebum, nem que você tenha que ser nosso mascote. — o Im rolou os olhos, acompanhando o chinês ao vê-lo rir. — Mas, sério, você deve ter algo de especial, afinal Youngjae te chamou para o time. Sei que não parece, mas ele ordenaria apagar suas memórias sem pensar duas vezes se não tivesse visto algo em você. Apesar de amar Yugyeom, e eu sei que ele ama, o movimento é muito sério e fechado para aceitar tão facilmente um garoto de dezenove anos que, aparentemente, não tem nada de especial. Não se subestime, nosso líder tem olhos afiados demais para deixá-lo passar. — piscou, levantando-se. — O Youngjae parece ser só esse carinha malvado, mas ele tem um coração. Confio nele.

Jaebum sorriu, mais animado pela resposta do chinês, assentindo.

— Ele parece ser um cara legal. — Concordou, observando Jackson rir.

— Youngjae é mais do que isso. — murmurou, checando um painel. — E, olha só, falando no diabo. — ampliou o vídeo transmitido, mostrando o Choi no elevador. — Está vindo para cá.

Não demorou mais vinte segundos para o Choi aparecer na garagem carregando uma arma. Ele fazia isso de forma tão despreocupada que Jaebum até pensou que era uma de mentira, algo para assustá-los. Após tê-la carregado, contudo, Youngjae mirou em algum canto e atirou, fazendo Jaebum se sobressaltar. Jackson, por outro lado, acompanhou o trajeto da bala, suspirando em seguida. Ao seguir o olhar do Wang, encontrou um alvo que já estava praticamente aos pedaços, com buracos para todo lado. A mais recente ainda queimava no centro, perfeitamente alinhada. Mesmo em movimento e com aquele olhar despreocupado, Youngjae foi capaz de acertar. Jaebum sentiu um pouco de inveja, sabia que nunca seria bom assim.

— Eu disse que essa maldita está com atraso. — resmungou, girando a arma nos dedos pelo gatilho e entregando-a a Jackson. — Mas você é teimoso demais, não é? 

— Pensei que estava exagerando. — o Wang fez uma careta, tomando a arma das mãos do Choi. — Eu vou arrumar isso, mas não hoje. A do Mark ‘tá na fila por dias.

Youngjae rolou os olhos.

— Do que adianta pedir ajuda para você se seu namorado sempre tem algo aqui para consertar e priorizá-lo é mania sua? — Cruzou os braços, fazendo Jackson bufar.

— Deixe de ser mimado, Mark é meu testador oficial. Se as coisas dele sempre voltam, é porque ele insiste em melhorias. Se nosso sistema e armas são boas, agradeça a ele. — enfiou a arma no bolso. — E a gente não namora, por quanto tempo vou precisar repetir?

— O suficiente para eu acreditar. — sorriu, logo voltando-se ao Im. — E você? Está interessado em ficar na garagem?

Jaebum surpreendeu-se um pouco com a imprevisibilidade de Youngjae, mas logo olhou em volta, pensando.

— Não sei. Eu não me importaria.

— Bambam disse que ele é um bom hacker. — Jackson murmurou, indo até uma mesa de trabalho. Deixou a arma ali.

— Yugyeom mencionou. — Youngjae assentiu, coçando o queixo. Ele parecia pensativo. — Mas o Jaebum tem um físico legal, eu queria testar algo.

Jackson soltou um risinho malicioso, fazendo Youngjae também rir. Jaebum, por outro lado, achou melhor fingir que nem tinha entendido, porque só o olhar que o Choi lhe ofereceu pela brincadeira já o deixou tremendo de leve.

— Não assim, babaca. — resmungou, ainda sorrindo. — Vou ver melhor o que fazer contigo, Im. Ainda estou em dúvida. — Jaebum assentiu. Youngjae logo se distraiu por um som vindo de seu painel. Ao checar, ele fez uma careta. — Merda. Jacks, você vai buscar Mark.

O Wang imediatamente se virou, preocupado.

— Aconteceu alguma coisa?

— Ataques. Ele estava na parte afastada enviando as doações para as famílias e um esquadrão reconheceu o símbolo do nosso lado. Aparentemente não há feridos ainda, mas Mark pediu ajuda.

— Estou indo. — Murmurou, correndo até o elevador. Ele nem hesitou, Jaebum viu o brilho determinado nos olhos dele.

Com um suspiro, Youngjae enviou uma mensagem de volta.

— Acho que você deveria subir agora, Jaebum. Os meninos vão ficar fora até Jackson voltar.

O Im assentiu, preocupado. O Choi, notando seu desconforto, sorriu de lado.

— Fica calmo. Não é a primeira vez que acontece e nem será a última. Os dois são treinados, eles voltam sempre.

Jaebum também sorriu, mas ainda sentia-se um pouco pesado.

— Espero que tudo fique bem. — Murmurou, rumando até o elevador. Youngjae o acompanhou com o olhar, o Im logo sumiu.

***

Yugyeom acabando voltando para buscá-lo para o almoço bem mais tarde do que esperado, entretanto Jaebum não reclamou sobre isso. Ele disse que estava atrasado justamente por causa da situação com Mark e que não queria alarmar muito Jaebum sobre, então resolveu tudo que precisava ao invés de assustá-lo fazendo as coisas com pressa. A situação já estava sob controle e as coisas estavam se ajeitando, mas Mark tinha sido ferido superficialmente e Jackson estava encaminhando-o para a enfermaria. Jaebum mostrou-se preocupado, mas Yugyeom logo deu de ombros dizendo que era normal e que o Tuan já tinha sofrido dores piores. 

Não receberam muitas mais notícias durante o dia. Yugyeom havia resolvido tudo para conseguir ter a chance de mover as coisas de Jaebum para o que seria o quarto dele, contudo o clima estava claramente tenso. O Im parecia nervoso, brincando com os meninos mais cedo havia se esquecido completamente do quão sério era o movimento que agora fazia parte. As pessoas poderiam morrer e ele teria que lidar com isso, com o sentimento da perda e da insuficiência. Pensando melhor agora, sentia-se extremamente mal por todas as vezes que brigou com Yugyeom pelas olheiras dele, que as tratou apenas como algo que o Kim não queria resolver. Ele provavelmente tinha muitas coisas para se preocupar. Não que o Im pudesse saber, mas era inevitável sentir-se mal.

Foram dormir incomodados com essa situação, ambos preocupados. Não tinham um quarto limpo para Jaebum ainda, então ele continuou dividindo-o com o Kim. Não que reclamasse, era legal ter o melhor amigo sempre por perto. E ao menos já tinha suas roupas de volta, elas não caíam de seu corpo como as de Yugyeom. No dia seguinte ainda não sabiam como a missão havia sido fechada, mas Bambam estava de volta e ele não parecia alarmado. O Kim cozinhou qualquer coisa para o café, Jaebum forçou-se a engolir um bocado de comida. Comeram em silêncio, Yugyeom estava concentrado em seu painel respondendo alguém. Jaebum ainda sentia aquele peso de preocupação no estômago. Mesmo que não os conhecesse, era alarmante saber que estavam machucados.

O silêncio foi cortado pelo som do sininho vindo do elevador.

Youngjae aguardou o elevador parar no andar certo, saindo dele assim que as portas se abriram. De onde estava, viu Jaebum e Yugyeom o observando da cozinha, então apressou-se até eles. Assim que notaram a presença do líder, imediatamente levantaram-se, temendo que algo tivesse acontecido com Mark ou Jackson. Bambam apenas dirigiu um olhar, não realmente fazendo questão de falar qualquer coisa. Youngjae tratou de acalmá-los rapidamente, fazendo um sinal com a mão para que se sentassem novamente, sorrindo amigável. Yugyeom foi o primeiro a voltar a sua cadeira, ajeitando os fios rebeldes, aparentemente não menos apreensivo. Quando o Choi aparecia nem sempre era coisa boa.

— Bom, os meninos estão bem. Não dei mais notícias ontem porque fiquei fora o dia inteiro e sei que eles não se comunicaram porque estavam cansados. Jackson saiu ileso, mas Mark acabou sendo atacado e lhe cortaram o braço. Já levou alguns pontos, está tudo bem por agora. Ele voltou para o quarto. Jackson está cuidando dele. — sentou-se ao lado do Kim, sorrindo. — Mas não vim falar sobre eles, de qualquer forma. Agora temos coisas mais sérias para tratar.

— Aconteceu algo? — Perguntou Yugyeom, curioso.

— Não, nada. — deu de ombros. — Vim apenas reportar uma nova missão e, obviamente, recrutar quem irá fazer parte dela.

— O que nós iremos fazer? — disse o Kim, referindo-se a ambos. — Não faz muito tempo que sai de uma missão, estou surpreso que já terei outra.

Youngjae sorriu.

— Eu nunca disse que você pegaria essa missão, apressado. — os olhares caíram sobre Jaebum, que parecia levemente chocado. — Ele vai me acompanhar hoje.

— O que iremos... Fazer? — Jaebum murmurou, incerto das próprias palavras ao repetir o que o melhor amigo dissera segundos antes.

— Nada perigoso, eu espero. — Yugyeom fitou Youngjae, claramente preocupado.

— Nós vamos descer à Lynx, preciso checar os carregamentos antes de encaminhá-los a ala. — o Kim soltou um resmungo, quase um xingamento. — E antes que me pergunte: não, Yugyeom, você não vai junto de forma alguma. Jaebum entrou direto na equipe principal, ele precisa mostrar que está pronto mesmo que não esteja. Apenas Jackson vai comigo, e ele só vai nos buscar mais tarde, afinal preciso mesmo que alguém fique de olho em Mark. Apenas ele.

Yugyeom soltou um suspiro, assentindo. Contra as ordens de Youngjae não tinha discussão. Confiava em seu líder, obviamente, contudo não conseguia deixar de pensar em todos os perigos que seu melhor amigo poderia enfrentar nessa missão. Jaebum precisaria aprender de forma prática o que era ser um rebelde, caso contrário ficaria apenas como uma sombra que teme a luz, contrariando todo o propósito do movimento. Tratou de acalmar-se, sabia que Youngjae não iria colocá-lo logo em uma missão extremamente perigosa, provavelmente era algo bem bobo. Mais tranquilo, fitou seu melhor amigo e sorriu da forma mais convincente que conseguiu, certo de que conseguiria acalmá-lo ao menos um pouco, ou talvez se acalmar.

— Tenho certeza que ele vai se sair muito bem. — Jaebum sorriu com o incentivo, também assentindo.

— Bom, agora que consegui convencê-los... — Youngjae levantou-se, teatralmente andando até o Im e entendendo sua mão até ele. — Vamos?

Jaebum aceitou-a, também levantando-se. Youngjae envolveu seus ombros, ambos acenando para Yugyeom antes de irem.


Notas Finais




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