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História Impetus Tempestatis, Interativa. - Capítulo 1


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Notas do Autor


⸙⸙⸙ Olá, pessoas que me conhecem e pessoas que não me conhecem também. Is I, Si, ou Yvie, como preferir, com minha primeira interativa aqui. Devo dizer que é excitante e ao mesmo tempo engraçado, e que espero que gostem dessa história assim como eu gostei o bastante para tirá-la da minha mente e finalmente colocá-la no papel.

⸙⸙⸙ IT, como é carinhosamente chamada, é uma história de fantasia romântica, com elementos do presente e medievais, além de criaturas místicas. Tudo e qualquer coisa aqui foi criada por mim, mesmo o modo como criaturas tão conhecidas são representadas, e espero que gostem de embarcar nesse mundo comigo. Esse prólogo é apenas um prelúdio para a ação, estão todos em suas cadeiras?

⸙⸙⸙ O capítulo foi betado, mas é claro que sempre pode haver algum erro de última hora que não consegui perceber. Caso encontre algum desses, pode me chamar em MP ou nos comentários. Críticas construtivas também são bem-vindas, sempre.

⸙⸙⸙ Todas as informações estão nas notas finais. Muito amor para todes, até mais <3

Capítulo 1 - Histórias para não dormir.


Histórias para não dormir.

 

“Um jovem caminhava pela floresta, com sua aljava e arco de caça. Ele ouviu uma jovem garota cantando e seguiu o som abaixo. Lá ele encontrou a donzela que vivia no salgueiro” 

 

MEADOS DE 2025.

 

Era inverno, mas o tempo estava ameno para aquela região, o que podia se chamar de milagre, como tudo que vinha acontecendo nos últimos tempos. O céu estava limpo e não havia neve nas ruas, como se a leve geada da noite anterior houvesse desaparecido sem deixar marcas, uma lembrança nostálgica e visualmente bela que permaneceria apenas nos sonhos daqueles que a viram. A bela mulher atravessou as portas automáticas do hospital calmamente, tirando sua capa e a colocando no local indicado, como já estava acostumada a fazer, e seguiu pela recepção, o salto de suas botas dando som aos seus passos ritmados pelo piso liso e imaculado.

Naquele dia ela não estava sozinha: três pessoas seguiam a poucos passos de si, falando baixo uns com os outros, como se estivessem compartilhando segredos. Qualquer um que visse a cena de longe ficaria intrigado, talvez amedrontado, mas a mulher já era uma figura comum no hospital, por isso ela apenas tirou os óculos caros e sorriu para a recepcionista, sem se dar ao trabalho de parar de andar e ir até o balcão, e como resposta recebeu um sorriso da jovem estagiária.

A mulher não foi parada nem questionada, porque ninguém ousaria se dirigir a ela diretamente sem que ela quisesse. Suas vestes escuras como seus cabelos estavam bem alinhadas, assim como tudo em sua aparência, e ela mantinha os olhos em frente, certeira de onde queria chegar.

As risadas podiam ser ouvidas mesmo antes de chegar às portas, e quando ela entrou, no momento em que todas se calaram, os diversos rostos infantis se viraram para encará-la, se iluminando com a visão que tiveram. Algumas crianças se levantaram e foram até ela, outras, de saúde ainda mais frágil, estendiam os braços para que ela chegasse perto, deitados e sentados em suas macas.

— Otellia, você veio! — Uma das mais novas disse, arrancando um sorriso da mulher, que se abaixou e a segurou no colo, caminhando para o centro da sala — E trouxe amigos!

— Eles contam histórias, como você? — perguntou um rapaz, que já devia estar em seus doze anos, e mesmo com o rosto fino, a falta de cabelos e sobrancelhas, e a roupa de hospital, tinha uma postura protetora e nobre, se colocando entre os três recém-chegados e as outras crianças.

— Sim e não, eles vieram me ajudar. — A mulher respondeu, se sentando em uma das cadeiras que ali havia, e apontando para que seus companheiros fizessem o mesmo, enquanto ajeitava a criança em seus braços — Eles também contam histórias, mas hoje estão aqui para ajudar os médicos a tratarem vocês.

— Eles são médicos? — Otellia assentiu, dando de ombros em seguida.

— Pode se dizer que sim. — E suspirou teatralmente, como se estivesse frustrada — Eu venho aqui depois de dias e vocês estão mais interessados em meus novos amigos do que em minhas histórias? Estou sendo trocada?

— Não! — O som veio em coro, fazendo-a rir, e ela apertou a criança em seu colo.

— Certo, então vou contar outra história.

— Mas dessa vez queremos uma história diferente. — Adam reclamou, ainda observando os três novatos com certa hesitação, sem sequer se sentar.

— O que quer dizer com isso? Que minhas histórias são ruins? — questionou, com a expressão falsamente ofendida, causando uma risada do garoto.

— Não, mas queremos mais histórias mágicas! — A pequenininha em seus braços disparou, soltando risadinhas em seguida.

— Então querem que eu traga contos de fadas? Histórias de princesas como nos livros e nos filmes? — perguntou, fazendo uma expressão de quem não gostava daquilo.

— Não, mas você sempre traz histórias curtas e parecidas. Romances trágicos. — reclamou Adam, e os outros concordaram.

— Como a fada do salgueiro. — disse uma.

— Ou o moço que foi atrás de seu amor após voltar da guerra. — lembrou outra.

— E também tinha a do moleiro que se apaixonou pela menina da aldeia. 

— Que tipo de coisa você está ensinando para essas crianças? — Um dos homens lhe perguntou, e Otellia revirou os olhos, soltando uma risada anasalada. 

— Ok, já chega, eu entendi o que estão dizendo, não precisam ferir meus sentimentos. — brincou, negando com a cabeça — Eu vou contar uma história bem longa dessa vez, e cheia de aventura, ok?

— Com final feliz? — perguntou a menor, e a mulher suspirou, passando os dedos sobre os lábios, como se fechasse um zíper.

— Isso você só vai saber se escutar. Ela começa no ano de dois mil e vinte-

— Buuh, não quero. — Uma menininha fingiu tapar os ouvidos.

— Ninguém gosta de histórias que se passam hoje em dia, Otellia. — Adam deu de ombros, finalmente se sentando — Gostamos de Reinos distantes, criaturas mágicas, batalhas e barcos viajando pelos mares…

— Vocês estão muito apressados, sabia? — comentou, com um sorriso — O fato de uma história começar em um lugar não quer dizer que ela permanecerá neste lugar, e essa é uma das melhores histórias que eu já escutei. Podem confiar em mim ou vou ter que ler um livro entediante de princesas para vocês?

Ninguém disse uma palavra sequer, curiosos com o que ela queria contar. Sempre era assim: ela chegava, eles reclamavam de suas histórias e ela as contava novamente mesmo assim, mas dessa vez faria diferente.

Otellia colocou a pequena menina em sua maca e se levantou, indo até a porta e a fechando, como sempre fazia para atiçar ainda mais a espera das crianças. Depois apagou algumas das luzes, mas não todas, apenas o suficiente para que o local parecesse mais íntimo, como se estivessem em volta de uma fogueira.

Então ela se sentou no chão, no meio das macas, e as crianças se inclinaram para vê-la, seus olhos brilhando em expectativa de serem transportados daquela realidade ruim e difícil em que viviam para um lugar melhor, um lugar em que não fossem seus problemas que estivessem em evidência o tempo todo.

— Há alguns anos, em uma cidade pequena e desconhecida do mundo, um evento aconteceu e mudou a vida de um grupo de amigos… — começou, com um sorriso no rosto, e embora falasse alto, sua voz parecia um sussurro no ouvido das crianças, como se ela estivesse lhes confidenciando algo secreto, e como se eles sentissem tudo que estava acontecendo.

Por isso Otellia era uma boa contadora de histórias.

 


Notas Finais


⸙⸙⸙ Olá, fim de capítulo, o que acharam queridos? Eu espero que tenham gostado.

⸙⸙⸙ Depois do prólogo teremos alguns teasers mostrando os três personagens principais do presente e suas vidas antes dos prazos, espero que gostem.

⸙⸙⸙ Link para o MENU com todos os documentos úteis da história: https://docs.google.com/document/d/1cavQPLlK8NnPQQO4D7ugeAAt8Hnoa9e604GLwu_QZEU/edit
⸙⸙⸙ Link da playlist do youtube, que está sempre em construção: https://youtube.com/playlist?list=PLWLYW0dniHFfmB2JfeEq8Klud7EZEAU64

⸙⸙⸙ Muito obrigada por se interessar pela história, espero vê-lo aqui em outro momento.


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