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História Impetus Tempestatis, Interativa. - Capítulo 2


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Notas do Autor


⸙⸙⸙ Is I, Si, ou Yvie, como preferir, de volta com mais um "capítulo", se é que pode-se chamar assim.

⸙⸙⸙ IT, como é carinhosamente chamada, é uma história de fantasia romântica, que será contada como várias histórias se encontrando antes de colidirem em um único tempo e universo, então esses pequenos capítulos de "interrupção", como o próprio nome já diz, serão frequentes, e contarão muitas histórias importantes, ainda que não estejam na linha de curso natural das narrativas principais. É bem curtinho e espero que gostem.

⸙⸙⸙ O capítulo foi betado, mas é claro que sempre pode haver algum erro de última hora que não consegui perceber. Caso encontre algum desses, pode me chamar em MP ou nos comentários. Críticas construtivas também são bem-vindas, sempre.

⸙⸙⸙ Todas as informações estão nas notas finais. Muito amor para todes, até mais <3

Capítulo 2 - Interrupção: agridoce.


Interrupção: agridoce.

 

“De fato, muitas das vezes que ela estava em casa, era sempre sozinha. Sua vida era ser sozinha até que sua outra metade pareceu chegar e dar uma nova cor à sua vida.” 

 

EM ALGUM PERÍODO, EM ALGUM LUGAR.

 

Martina se sentou em seu colchão, vendo as formas que se formavam na parede conforme Virgínia movia suas mãos, transformando suas sombras em animais, lugares, criaturas protagonistas de histórias contadas com sua voz, seus movimentos e a chama de uma lamparina bem posicionada sobre a mesa.

— Sempre sou eu quem conto as histórias, e isso me parece injusto. — brincou, após soprar a chama que iluminava o quarto, deixando que o breu tomasse conta do cômodo em seu caminho até a cama.

— Eu não acho que você gostaria do tipo de história que tenho para contar. — confessou a Nuñez, em um sussurro divertido, sentindo o colchão se mover com o peso do corpo da parceira se deitando ao seu lado.

— Por quê? Elas não tem um final feliz? Elas são muito violentas? — palpitou, se virando de lado para ficar frente a frente com Martina, sua Tina.

— Não, porque elas são depravadas.

— Você ainda me tem em alta conta depois de todo esse tempo. — resmungou, vendo a outra sorrir e revirar os olhos — Eu não sou inocente. E já estamos caminhando há muitas eras, o suficiente para que saiba que não me impressionarei facilmente.

— Então quer que eu conte alguma história?

— Sem dúvidas. — A Alvarez assentiu, seus cabelos grisalhos e longos caindo por seu rosto, antes que Virgínia erguesse a mão e tirasse os fios do espaço entre elas, para que pudesse continuar vendo o contorno da amada, mesmo com o escuro daquele momento.

— Havia essa mulher, há muito tempo, viajando comigo. — começou, calmamente, a voz parecia transportar a mulher para outro lugar, outro período, outra vida — Vinha do Oriente Médio em um barco fedido. A pele estava ainda queimada pelo Sol, e suas roupas eram uma mistura de damas luxuosas com moradores de rua.

— O que você estava fazendo em um barco que passou pelo Oriente?

— Eu estava perdida. Ela também. Era uma prostituta que servia homens muito ricos. — explicou, fechando os olhos por um instante — Os mais excêntricos iam até ela, aqueles com desejos que ninguém mais conseguia compreender ou digerir. Ela tinha dinheiro, muito dinheiro, mas não tinha vida, não tinha propósito… até que se apaixonou por um marinheiro. 

— Por isso ela estava no barco? — sussurrou, adivinhando, e Martina negou com a cabeça calmamente, suspirando.

— Ela estava indo buscar o corpo dele. Morto na guerra. — respondeu, com pesar na voz — Foi um milagre encontrarem uma carta entre seus pertences, uma carta dela. Dessa forma conseguiram achá-la e levá-la para vê-lo uma última vez. Ela estava inconsolável, a vida havia saído de seus olhos… mas ela ainda conhecia a língua do dinheiro. Então ela satisfez todas as pessoas que pagaram para se deitar com ela enquanto estávamos em alto-mar.

— Isso é horrível.

— Sim. Mas ela dizia que era a única coisa que ainda a mantinha viva. 

— Você pensou em trazê-la com você? — perguntou, após um momento de silêncio, e Martina riu baixo, negando com a cabeça.

— Não. Ela não pertencia a esse mundo. Só o que pude fazer por ela foi oferecer palavras de conforto antes que ela partisse, ou eu o fizesse antes. — mais silêncio — Eu torci para que ela vivesse pouco.

— Por quê?

— Porque ela acreditava em espíritos. Então eu achei que quisesse estar com seu amado rapidamente.

— Se você morresse, provavelmente eu iria junto. — replicou Virgínia, e Tina deixou escapar outra risada, anasalada e machucada.

— Eu sei. Quando eu sumir, você irá comigo.

 


Notas Finais


⸙⸙⸙ Olá, fim de capítulo, o que acharam queridos? Eu espero que tenham gostado.

⸙⸙⸙ Em breve teremos teasers de personagens, pessoal. <3

⸙⸙⸙ Link para o MENU com todos os documentos úteis da história: https://docs.google.com/document/d/1cavQPLlK8NnPQQO4D7ugeAAt8Hnoa9e604GLwu_QZEU/edit
⸙⸙⸙ Link da playlist do youtube, que está sempre em construção: https://youtube.com/playlist?list=PLWLYW0dniHFfmB2JfeEq8Klud7EZEAU64

⸙⸙⸙ Muito obrigada por se interessar pela história, espero vê-lo aqui em outro momento.


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