História Impiedosamente quebrados - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 17
Palavras 2.210
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente, tudo bem?
Cheguei com três capítulos novos espero que gostem.

Capítulo 11 - Nova rotina


    A minha manhã foi muito divertida com Regina. Ela é um doce de pessoa. Fizemos compras para mim, conversamos sobre coisas de mulheres, ela me deu muitos conselhos e almoçamos juntas. Foi incrível. Me senti muito à vontade com ela.

      Agora estamos no carro, voltando para o apartamento do Scott. Ainda não paramos de conversar. Parece que com ela é difícil ficar em silêncio.

    — Eu sei muito bem como o Scott é mulherengo. Na verdade, ele saiu ao seu pai.

    — E a senhora continua casada com ele mesmo sabendo que ele é mulherengo? — Pergunto.

    — Bem, não. — Ela fica um pouco triste. — O pai dele morreu quando ele tinha seis anos. Estou casada com outro homem desde que Scott tinha oito. Morin é como um pai para ele.

     — Eu não sabia. — Olho através dos vidros do carro.

     — Scott ainda tem alguns traumas do passado. Tenha cuidado com ele. Ele não suporta bater em uma mulher nem que seja por acidente, não suporta ver alguém chorar desesperadamente, ele é um pouco sensível em algumas situações.

     — Será que estamos falando do mesmo Scott? O Scott que dorme com todas?

     — É só você tratar ele de um jeito especial que ele vai querer só você. — Ela pára o carro. — Chegamos.

     Não sei porquê ela pensa que gosto do Scott. Eu tenho a certeza absoluta que não gosto dele. As coisas que sinto quando estou perto dele é simplesmente porque ele é lindo demais.

     Descemos do carro com as sacolas e vamos para dentro. Me sinto muito mal por fazer Regina gastar seu dinheiro para me ajudar a não andar nua, e por Scott me sustentar. Isso não teria acontecido se Quentin não tivesse me traído.

    — No que você está pensando? — Ela pergunta.

    — Eu agradeço muito por me ajudar. Não sei o que seria de mim se não me ajudassem. — Seguro as lágrimas.

    — Não precisa agradecer. — Ela tenta me abraçar, apesar das sacolas na sua mão.

    As portas do elevador se abrem e vamos para o apartamento de Scott. Regina abre a porta com as chaves e entramos.

    Scott está beijando uma garota no sofá e ambos estão com o tronco nú. Eu tenho vontade de pegar num vaso qualquer e jogar para cima deles ou jogar os dois pela janela.

     — Scott Trevor Brayson! — Regina diz e fecha a porta.

     Eles imediatamente param de se beijar. Scott sai de cima dela e veste a camisa sorrindo. A garota está toda corada e vestindo sua blusa também, depois apanha o sutiã no chão.

    — Eu pensei que iam chegar mais tarde. — Ele diz passando a mão no cabelo.

    — Percebi. — Regina coloca as sacolas por cima da mesa se centro.

    Eu fico olhando sem saber o que fazer. Apenas vejo a garota pegando nas suas coisas e saindo dizendo para Scott ligar para ela. Como se ele fosse mesmo ligar.

     — Então, foi divertido? — Ele pergunta sentando no sofá.

     — Foi. A Chloe é uma ótima companhia. Gostei de estar com ela. — Regina responde. — Agora ajuda a levar as coisas no quarto.

     Scott levanta e leva as sacolas no quarto. Eu também levo as que estão na minha mão. É estranho a gente estar morando juntos. Eu não o conheço. E ele não gosta de mim. Vai ser interessante.

     — Você podia mostrar um pouco mais de respeito, não acha? — Digo.

    Scott olha para mim. — Do que está falando?

    — De você trazer suas peguetes aqui enquanto eu estou morando com você. — Cruzo os braços.

    — E porquê? O apartamento é meu, eu faço o que eu quiser. Se está incomodada, então vai embora. — Ele volta para a sala.

    Que rude!

    Eu vou para a sala também. Regina abraça Scott e sorri para mim. Vou dizer de novo: Gostaria que Ellen fosse como ela. O mundo seria um lugar melhor se todas as mães fossem como Regina.

     — Eu estou indo. — Ela diz. — Mas gostaria de saber. Vocês estão dormindo na mesma cama?

     — Sim, mas por pouco tempo. — Scott responde. — Não se preocupe, mãe, Chloe não me atrai em nada. É como se ela fosse um repelente de homens. — Ele ri.

     Não sei porquê, mas seu comentário faz eu sentir algo no meu peito. Uma dor estranha. Não sei explicar o que é.

    — Scott! — Regina repreende ele com um tapa no ombro.

    — Adeus, mãe! Manda um abraço no Morin. — Ele abre a porta para ela.

    — Eu mando. E cuidado com as garotas que você se mete. — Ela sai e fecha a porta.

    — Repelente de homens? — Olho para ele. — Para a sua informação, coisa ruim, eu sou muito cobiçada pelos homens. Você não imagina. Eu sou linda e milionária.

    — Não. Você não é mais, por isso os homens vão fugir de você. — Ele ri. — Agora você é pobre.

    — Quando o meu pai souber, ele vai voltar para cá e vai me levar com ele.

    — Espero bem que sim. — Ele vai para a cozinha.

    Eu sigo ele. — Você está desejoso para se livrar de mim, não é?

    — Claro que estou. Eu não gosto de você, Chloe. Nunca fui com a sua cara. Só deixei você ficar aqui por pena. — Ele abre uma cerveja. — Pena, Chloe Rogers!

    Eu saio da cozinha e vou para o quarto. Só não quebro tudo porque Scott pode me expulsar, mas é o que mais quero fazer.

    Sento na cama e choro. Não consigo ignorar isso. Eu não quero me importar com o que ele pensa, mas importa. Importa bastante. Vou tentar ser forte. Não quero me importar mais.

     Scott me deixou sozinha no apartamento apesar dele dizer que não pode me deixar. Ele com certeza foi atrás de uma vagabunda, uma maldita garota sedenta para estar com ele.

     Eu não sei cozinhar, por isso janto sanduíche. Depois fico vendo um filme para esperar ele chegar em casa. Mas quando o filme acaba fico sem nada para fazer. Tenho saudades do Quentin.

    Pego no telefone do Scott e ligo para Quentin. Eu preciso saber porquê ele fez aquilo comigo.

     — Alô! — Ele atende.

     — Sou eu. Chloe. — Respondo. — Não acredito que você fez aquilo comigo.

     — Do que você está falando? — Ele pergunta.

     — Você sabe muito bem do que estou falando. Você sabia que Ellen ia me expulsar de casa. — Limpo as lágrimas. — Você me traiu. Não acredito que tenha feito isso comigo. Tudo bem que você está zangado, mas não precisava fazer isso.

     — Chloe, você bebeu? Eu não sei do que você está falando.

     — Você sabe! Espero que esteja feliz agora. — Desligo e levanto para ir dormir.

    Não quero mais ficar esperando Scott. É melhor eu ir para a cama. Amanhã tenho que ir para a universidade. Tenho que enfrentar Quentin e Kathleen. Não vai ser fácil.

     Eu visto o meu novo pijama que Regina comprou para mim e deito na cama. Está tudo silencioso, mas o silêncio desaparece quando oiço a porta e depois coisas caindo no chão.

     — Que apartamento lindo, Scott. Sempre quis saber como é o seu apartamento. — Uma garota com voz irritante diz.

    — Todas querem. — Ele diz e depois oiço gemidos e beijos.

    Eu tento levantar e ir para lá, mas não. Não devo fazer isso porque Scott não é nada meu. A gente nem sequer se conhece.

    — Scott! Você é um animal! — Ela geme.

    Eu coloco o travesseiro no meu ouvido para não ouvir, mas é inútil. Continuo ouvindo os gemidos, o que eles dizem e isso me faz perder a vontade de dormir.

     Minhas lágrimas caem com uma grande intensidade. Estou chorando porque o meu peito está doendo. Porque eu sou uma idiota e porque eu estou enganando a mim mesma quando digo que não sinto nada pelo Scott. Mas eu sinto. Agora eu sei.

    Tem demasiada importância para mim. Mas não queria que fosse assim.

     Tive uma noite horrível. A minha manhã está sendo igualmente horrível porque tenho que aceitar a ideia de que estou gostando da pessoa errada. Acho que isso é um castigo. Eu parti o coração de muitos garotos, agora estou recebendo o troco.

     Hoje, tenho que ir para a universidade. Mesmo sendo sexta. E não estou indo como a Chloe toda poderosa com roupas de luxo e um Ferrari. Estou indo com um jeans, blusa branca e saltos altos baratos. As pessoas não vão notar se eu continuar com a minha atitude.

    Vou para a sala e vejo Scott deitado no sofá com apenas seu casaco cobrindo sua nudez. Ele dorme como um bebê e parece muito cansado.

    Claro que está. Teve uma noite muito intensa.

     Eu caminho até o sofá e vejo camisinhas usadas no chão. Isso só piora o que estou sentindo. Ele é uma coisa ruim. Eu nem devia me apaixonar por ele porque ele não é bom para mim.

    — Scott! — Eu chamo ele. — Você vai se atrasar, imbecil!

    Ele abre os olhos. — Já é de manhã? — Ele fica sentado no sofá. — Merda! Merda! Merda! Merda!

    Vejo ele levantando e cobre seu corpo enquanto vai para o quarto. Nunca vi ninguém acordar tão rápido.

     — Espero você? — Pergunto.

     — Claro que não. Não quero ser visto com você. Pega um ónibus.

     — O quê? Mas eu não sei o que é andar de ónibus. Não sei o que fazer num ónibus.

     — Você vai aprender. — Ele grita.

    — Mas... Porquê não posso ir com você? — Pergunto.

    — Eu não quero. Simples.

    — E como eu volto? — Pergunto.

     — Do mesmo jeito. — Ele parece estar gostando.

     — Mas eu nasci em berço de ouro, sempre tive um motorista e depois meu próprio carro. Eu só peguei táxi uma vez na vida. Você quer que eu vá de ónibus?

    Ele vem para a sala com uma toalha na cintura. — Você quer alugar uma limusina para levar você? Acorda, Chloe! Você não é mais milionária. Esquece os privilégios. Bem vinda à vida real. — Ele volta para o quarto.

     — Está bem. Eu vou embora. — Pego na minha bolsa e saio. Se ele pensa que vou pegar um ónibus está enganado. Chloe Rogers não anda de ónibus. Eu vou chamar um táxi.

     Chego na universidade e as pessoas olham para mim de um jeito estranho. As notícias se espalham rápido, então acho que todo o mundo já sabe. Mas não importa. Eu ainda sou rica por causa de Connor. Ontem enviei uma mensagem para ele com o celular do Scott. Espero que tenha lido.

     Eu vou para o meu lugar e fico olhando para as pessoas. Sem celular é difícil. As coisas parecem ser menos divertidas. Não acredito que agora pareço a Mia. Somos as únicas que não têm celular.

    Brian entra na sala de aulas e vem sentar ao meu lado. Sinceramente, não estou em condições de me afastar dele. Ele é muito rico e agora preciso de dinheiro.

     — Soube o que aconteceu. — Ele diz. — Sinto muito.

     — Eu também.

     — Se você precisar de alguma coisa, conta comigo. — Ele toca meu rosto.

    — Claro. Obrigada. — Sorrio para ele.

    Quentin também chega e vem até nós. Ele olha para Brian como um irmão protetor e isso me dá esperança. Mas lembro que ele foi capaz de me trair, e a felicidade desaparece.

     — Está no meu lugar. — Quentin cruza os braços.

     — Depois a gente conversa. — Brian beija a minha testa e levanta.

     Quentin senta ao meu lado. — A gente precisa conversar.

     — Não quero conversar com você. — Quero levantar, mas ele segura o meu braço.

     — Eu sei que pensa que eu trai você.

     — Você disse que se eu fosse atrás de você, diria tudo para a minha mãe. E você fez. Afinal, como será que ela descobriu? — Pergunto.

     — Eu não sei. Estou dizendo a verdade. — Ele diz.

     — Não acredito.

     O professor entra no momento certo. Não quero ouvir mentiras de uma pessoa que eu considerava como irmão. Eu confiava nele cegamente. Dizia todos os meus segredos, contava tudo, até o que eu comia.

     — Depois das aulas, me procure. A gente precisa conversar melhor. Por favor! — Ele diz.

     — Pensei que já não me queria por perto. — Digo.

     — Ainda estou bravo por causa do que fez, mas preciso que acredite em mim. — Ele diz. — Ontem eu liguei para você, mas não atendeu

    — Não se incomode. Não tenho mais celular. Ellen tirou tudo de mim. — Olho para ele.

     — Até suas roupas?

     — Tudo. Está feliz agora? Você conseguiu o que queria. — Começo a fazer apontamentos.

    Quentin não diz mais nada. Ele também faz seus apontamentos, mas eu sei que não vai me deixar em paz até me convencer o contrário.

     Só pode ter sido ele. Apenas ele e Kathleen sabem. E ele disse que ia contar para Ellen. Não houve nenhum mal entendido.



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