História Impiedosamente quebrados - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Algo difícil de ignorar


   Quentin pediu que eu fosse me encontrar com ele, mas eu não quero, por isso voltei para casa. Vou ter que me acostumar a ficar aqui e ter de suportar Scott pegando outras o tempo todo. Como eu já tinha dito, um castigo.

   Arrumo o apartamento e depois vou tomar um banho. Sei que Scott vai trazer uma garota, então arranjo uma coisa para fazer no quarto. Fico resolvendo quebra-cabeças para me distrair.

   Scott entra no quarto assim que chega e fica olhando para mim. Eu estou tentando apagar o que eu sinto por ele antes que seja tarde demais.

    — O que você está fazendo? — Ele pergunta.

     — Estou me distraindo.

     — Você é muito estranha. — Ele começa a tirar a sua roupa. — Obrigado por arrumar o apartamento.

     — É o mínimo que eu posso fazer. — Digo.

     Ele troca de roupa e senta ao meu lado, terminando o quebra-cabeças sem me deixar ajudar. Ele é muito bom nisso.

     Ele está usando apenas uma bermuda. Seu tronco está nú, e eu aproveito para olhar para as suas tatuagens. Ele tem tatuagens nos braços e algumas nas costas.

     — Qual é o significado das suas tatuagens? — Pergunto. — Eu sempre quis saber o que significa a tatuagem do pássaro acorrentado.

    Ele olha para mim quando termina. — Sério?

    — Sim. Eu amei essa tatuagem. — Digo. É a minha preferida.

     — O pássaro significa liberdade. As correntes significam prisão. É como se a liberdade quisesse liberdade. Como se a liberdade estivesse presa. Lutando para ser livre. É uma das minhas preferidas. — Ele sorri. — Fiz quando tinha dezessete.

    — É muito linda. — Eu me encosto na cama.

    — Você não tem nenhuma? — Ele pergunta.

    — Eu tenho medo de agulhas e não acho que combine comigo. — Olho para as minhas mãos.

    — Todos os meus amigos têm. Eu comecei com isso. — Ele sorri.

    — Eles parecem ser boas pessoas. Olhar para a foto deles me faz ter saudades dos meus amigos.

     — Eu sinto muito. — Ele levanta, abre a sua mochila e senta ao meu lado com o seu celular. Porquê de repente ele está sendo tão simpático?

     — O que está fazendo? — Pergunto.

    — Quero que conheça os meus amigos. Não tenho nada para fazer. — Ele abre a galeria de imagens. — Esse é o Liam. — Vejo o homem de cabelos castanhos e olhos verdes muito bonitos. — Ele é um dos meus melhores amigos. Somos como se fossemos três irmãos. Eu, Liam e Bratt. Nos conhecemos desde que... o meu pai morreu. — Ele diz. — Bom, na verdade, um pouco antes.

     — E onde ele está agora? — Olho para Scott.

     — Está em Massachusetts com a sua esposa. — Ele mostra agora uma garota morena de olhos castanhos. — Essa é a esposa dele. A Blaire. Ela mudou ele. Ele era um mulherengo menos intenso que eu, por isso foi fácil ele cair no mundo dos apaixonados.

    — Que idade têm eles para estarem casados?

    — Liam tem a mesma idade que eu. Blaire tem dezenove.

    — Está bem. E qual é a sua idade? — Pergunto.

     — Vinte e um. — Ele mostra outro casal. — Meus outros amigos. A ruiva é a Jolene e é casada com Paul. Ambos têm dezenove. Essas são as filhas deles. — Ele mostra duas bebês loiras idênticas, gordinhas e muito fofas. — Não sei dizer quem é quem, mas uma é a Sky e a outra a Stella.

    — Elas são adoráveis. — Sorrio.

    — Por último, Vinci e Brittany. — Ele mostra um homem loiro com uma garota loira. Ambos lindos. — O resto você já conhece. Bratt, Grant e Sophie.

    — Que bom para você. Não os conheço, mas parecem ser boas pessoas. — Digo.

    — Me fala dos seus amigos. Percebi que você e Quentin são muito próximos. — Ele olha para mim com o rosto virado para o lado.

    — Eu pensei que ele era o meu irmão até ele me entregar para Ellen. Crescemos juntos. Ele me ajudou a suportar tudo. — Toco no meu esmalte. — Meus pais brigavam muito, então decidiram se separar. Eu queria ficar com o meu pai, mas é claro que o juiz não quiz saber. E o pior é que minha mãe só quis ficar comigo porque sabia que o meu pai não podia ficar sem mim.

    — Uau! Eu não imaginava.

    — Quentin esteve no meu lado esse tempo todo. Quando minha mãe casou com Francis, Quentin esteve comigo. Mas ele descobriu a pouco tempo que meu padrasto me batia. Eu tive medo que ele podesse enfrentar Francis e se machucar. — Eu não aguento e choro enquanto conto tudo para ele. Absolutamente tudo. Bom, exceto eu ser má por causa da minha mãe e chorar todas as noites. Apenas Quentin sabe.

     — Eu também não tive uma infância tão fácil. Meus pais também discutiam bastante. — Ele olha para o nada. — Ele batia na minha mãe o tempo todo. Eu não gostava. Eu sempre tentava fazer alguma coisa. Mas minha mãe fez primeiro. Ela matou ele. — Ele fecha os olhos. — Eu vi. E eu era apenas uma criança.

     — Sua mãe? — Pergunto. Não pode ser.

     — Foi por legítima defesa. — Ele continua. — Mas ela ficou presa durante algum tempo. E eu fui morar com os pais de Liam. Lucy e John cuidaram de mim e contrataram um advogado para a minha mãe. O senhor Morin Stefano. Ele resolveu o caso da minha mãe, provando que não era homicídio voluntário, tirou ela da cadeia e eles se apaixonaram. — Ele sorri. — Morin é um homem incrível. Ele deu mais filhos à minha mãe, tenho dois irmãos agora, e me trata como um filho. Eu chamo ele de pai. Ele me deu esse apartamento de presente quando fiz dezoito.

     — Sério? — Limpo as lágrimas. — Gostaria que a minha mãe fosse como a sua e o meu padrasto como o seu.

     — Talvez Quentin esteja dizendo a verdade. — Ele limpa as lágrimas no meu rosto. — Você devia ouvir o que ele tem a dizer.

     — Não sei. Eu vou pensar.

     — Pensa bem. — Ele levanta. — Eu vou tirar um cochilo agora. Foi bom desabafar com alguém. — Ele deita na cama.

     — Eu vou ver um filme. — Levanto do chão também e vou para a sala. Mas não é para ver nenhum filme. Deito no sofá. Eu também vou dormir um pouco, só não queria que fosse ao lado dele.

   Acordo e vejo Scott sentado no outro sofá comendo pipocas. Ele parece divertido vendo um filme. O filme é de ação, não entendo porquê eu não acordei com o barulho.

     Sento no sofá e olho para ele. Trocou de roupa novamente. Está com um calção de basquetebol preto e uma camiseta branca. Detesto admitir, mas ele é muito bonito. Porquê os homens bonitos são os mais mulherengos?

     — Vai ficar olhando para mim? — Ele pergunta.

     — O que espera que eu faça? — Desvio o olhar.

     Ele olha para mim. — Você vai ficar o dia todo fechada amanhã?

     — Sim. Não sei se você lembra, mas eu sou uma pessoa triste e sozinha. Sem amigos, sem família.

     — Eu sei. Todo o mundo sabe. — Ele me entrega a tigela de pipocas.

     — Você vai me fazer companhia? — Pergunto.

     — Eu tenho muita coisa para fazer nesse fim de semana. Sinto muito. — Ele sorri como se estivesse mentindo.

     — Está bem. Eu entendo. — Coloco a tigela de pipocas na mesa de centro e fico olhando para a TV.

    Tenho uma vontade de ir correndo para o apartamento do Quentin. Mas o meu orgulho não me permite. Se ele quer falar comigo, que venha atrás de mim ele.

    Scott senta ao meu lado completamente relaxado. Gostaria de saber se antes de eu acordar, estava uma garota aqui com ele fazendo sexo. Ou será que ele vai apenas sair à noite com outra idiota?

    Olho para a janela e o sol está se pondo. Era suposto ele começar a cozinhar. Antigamente, eu não me importava com isso porque tinha empregadas à minha disposição. Agora que não tenho empregada, isso importa. E também tenho que aprender a cozinhar.

    — Você não devia estar cozinhando? — Pergunto.

    — Não. Tem comida na geladeira. Depois a gente aquece. — Ele coloca os seus pés por cima da mesa de centro.

    Até seus pés são bonitos. Ficar muito perto dele me faz mal. Acho que também vou sair amanhã. Só não sei com quem. Com o Brian talvez.

     Ligo para o Brian no telefone do Scott. Ele parece ser uma boa pessoa. O tipo de pessoa que eu devia me envolver e não o Scott. Espero que não esteja ocupado.

    — Alô!

    — Brian? É a Chloe!

    — Oi, querida. Como você está? — Ele pergunta.

    — Estou bem. Eu queria saber se você vai fazer alguma coisa mais tarde.

    — Sim, mas por você posso cancelar. Podemos ir no cinema se você quiser. — Ele parece feliz. Que bom. Não sabe que estou me aproveitando dele.

    — Está ótimo. Você pode vir me buscar. É que eu não tenho dinheiro nem nada. — Digo, mas não devia ter dito isso.

    — Não me importo, querida. Só quero você. Vou pegar você às quatro então. — Ele diz.

    — Combinado. Só não se atrase. Detesto esperar. — Desligo e vou para a cozinha onde encontro Scott.

     Ele está colocando um monte de ingredientes por cima da ilha de cozinha. Manteiga, açúcar, cacau em pó e em barra, ovos, farinha, fermento e uma forma redonda de bolo.

     — Você vai fazer uma lasanha? — Brinco.

     Ele olha para mim. Está usando avental que diz "Sou sexy e sei disso" e está muito fofo. Preciso me segurar para não cair.

    — Você não sabe nada sobre culinária, não é? — Ele sorri para aumentar ainda mais o seu charme.

    — Eu estava brincando. Eu sei que está fazendo bolo de chocolate. — Pego num avental também. O meu diz "Sou Fodidamemte lindo e gostoso". — Uau! Você é muito convencido.

    — É o que todo mundo diz sobre mim. — Ele coloca a manteiga e o açúcar na batedeira.

    — Eu serei a sua ajudante. Não sei fazer nada. Nem fritar um ovo. — Fecho os olhos com vergonha. — Nem ligar o fogão.

    — Eu sei. Nasceu em berço de ouro. — Ele ri enquanto liga a batedeira.

     — E quando a gente pára de bater? — Pergunto.

     — Quando a massa ficar homogénea. — Ele responde.

     — E demora muito?

     — Não tanto.

     Observo enquanto a massa fica mais branca e completamente homogénea. Ele desliga a batedeira parecendo um verdadeiro chefe de cozinha. Que sexy!

    — Passa quatro ovos para mim. — Ele diz. — Sem a casca. — Mostra seu sorriso perverso.

    — Não sou tão inexperiente assim. — Parto quatro ovos numa tigela e entrego para ele, que despeja na batedeira e volta a bater.

     — Uau! Parece ser fácil.

     — É fácil. Antes de começar a fazer tive que ligar o forno a 180 graus.

     — E como se liga o forno? — Pergunto inocentemente.

     — Depois eu ensino. Prepare o cacau em pó. — Ele diz atento ao que está fazendo.

     — Claro.

     Depois de alguns minutos, ele adiciona o cacau em pó. Eu observo cada passo que ele dá. Vejo quando coloca a farinha, o fermento, depois unta a forma com um pincel e papel vegetal no fundo da forma.

     Depois de tanto passos, ele coloca o bolo no forno. Espero não esquecer para poder fazer para ele um dia desses.

     — Agora vamos fazer a cobertura e o recheio. — Ele diz.

     — É muito engraçado e estranho você saber cozinhar. — Digo.

     — Porquê?

     — Você é um bad boy que vive atrás de garotas, fumando o tempo todo, dificilmente está em casa.

    — As aparências enganam, lindinha. — Ele derrete o cacau em barra.

    Fazemos o recheio e a cobertura de chantilly e chocolate. Pelo que eu provei e o cheiro, esse bolo vai ser delicioso.

     Terminamos e ajudo Scott a arrumar, mas sem querer, eu viro e toco com a espátula cheia de chocolate na sua cara. Mas rio e ele pensa que fiz de propósito.

     — Eu sempre pensei que as garotas gostariam de saber como eu sou acompanhado de chocolate. — Ele chupa os dedos depois de limpar o rosto com os mesmos.

     — Deve ser uma delícia! — Continuo rindo.

     Ele tira um pouco de farinha e deita no meu rosto. Agora é ele que está rindo. Ele quer brincar? Então vamos brincar.

    Eu também jogo farinha nele, mas ele retribui despejando ovos na minha cabeça. Eu despejo chocolate nos lindos cabelos loiros dele. Ele pega no leite.

     — Ouvi dizer que leite faz muito bem ao cabelo e à pele. — Ele sorri de um jeito cruel.

     — Não. — Eu me afasto tentando fugir dele.

     — Vem cá, Chloe! — Ele vem atrás de mim, mas eu fujo. — Não vou morder você. Pode vir.

     — Não. Você não vai me pegar. — Eu fujo. Quando ele está quase me pegando, eu viro o jogo. Despejo o leite nele mesmo.

     Ele ri e me abraça para me sujar também. A gente cai no chão, mas ele não me solta. Estou ficando cheia de comida.

     — Pára! — Digo ainda rindo.

     — Você está toda suja, Chloe! — Ele continua me abraçando só para me sujar.

     — Você também, idiota.

     Não posso negar que me sinto segura nos seus braços e que brincar com ele é divertido. É uma pena que não podemos ser nem amigos, nem mais que amigos.



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