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História Implacável - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Esquecido


5 de novembro, quarta-feira

Hotel Kenzi Tower

Casablanca, Marrocos

Zahir (em árabe) algo ou alguém que uma vez tocado ou visto jamais é esquecido. Situação que ocupa o pensamento e pode levar a loucura.

– Estamos mesmo no Marrocos? – Ino perguntou animada, assim que entrou na suíte dupla do hotel nas torres do Twin Center. Se jogou na cama enquanto Gaara se preocupava em dar uma gorjeta ao carregador.

– Por uma semana. – Gaara avisou calmamente, abrindo a porta que ligava o quarto de Ino ao seu. – Você pode aproveitar a cidade enquanto assino alguns acordos.

– Escuta, em quase todo lugar que a gente vai você assina um contrato, ou alguma coisa assim. Não tem alguém que faça isso por você? – Ino continuava esparramada na cama, avaliando as unhas displicentemente.

– Faz pouco tempo que decidi retomar meus negócios, a melhor maneira de me inteirar sobre o que acontece com meus investimentos é firmando eu mesmo meus contratos. – deu de ombros e procurou desviar o olhar de Ino. Ela estava usando somente uma túnica verde oliva e sandálias sem salto. A túnica se ergueu um pouco quando ela deitou, chamando a atenção para suas pernas.

Gaara se sentou na cama e soltou um ofego cansado ao largar a bengala e estirar as pernas. Sentiu seu joelho doer, e sua mente logo se voltou para os analgésicos que vinha negligenciando nos últimos dois dias.

– Hum, você não vai mesmo ter tempo para conhecer a cidade comigo? – Ino fez beicinho.

– Eu não sei, Ino. – respondeu cansado. – Ainda vou negociar algumas coisas antes de assinar as transações que me trouxeram aqui. O fato de você ficar sozinha perambulando pelo Marrocos me preocupa, por isso Baki vai estar acompanhando você.

– Gaara!

– Ino, você já provou seu talento para entrar em confusão, na Espanha. Não espere que eu largue você em uma cidade como Casablanca. E cuidado com as roupas que usa em alguns lugares, principalmente se for visitar mesquitas e o lado tradicional da cidade. Deixe as minissaias, shorts e transparências para outro lugar, Ino. – avisou.

– Você vai mesmo discutir com as minhas roupas?

– Vai mesmo desrespeitar costumes e a cultura milenar de um povo com roupas que eles acham inadequadas para uma mulher?

– Hum, vou ver o que faço.

Gaara deu de ombros e procurou em suas coisas um analgésico. Engoliu dois comprimidos a seco e se preparou para tomar um banho. Ligou o chuveiro e jogou a camisa para um canto; mal tinha tirado o cinto e ouviu leves batidas na porta.

– Gaara, seu telefone está tocando. – Ino resmungou.

Ele destrancou a porta e num gesto curto pegou o telefone que Ino lhe ofereceu. A moça ia sair, mas quando Gaara lhe deu as costas, teve de suprimir um leve ofego ao ver várias cicatrizes ocupando o flanco direito dele.

Gaara praticamente rosnava ordens em árabe que teriam feito Ino correr e se esconder, mas ela se aproximou mais e instintivamente seus dedos alcançaram as marcas. O sentiu retesar e a voz dele foi sumindo. Imaginou que o que ele dissera em seguida fosse algo para dispensar quem quer estivesse ao telefone, pois logo ele desligou e apertou o blackberry com tanta força que Ino achou que ele fosse quebrar o telefone.

– O que está fazendo? – ele sussurrou devagar.

– O que aconteceu com você? Como...

– Ino, isso não é algo que precise saber. – falou lacônico.

– Essas cicatrizes... você conseguiu elas no acidente que matou sua esposa. – murmurou. – O que aconteceu, Gaara, para isso te machucar tanto ainda hoje?

– Ino...

– Por favor... Divida um pouco disso comigo. - sussurrou

– Tínhamos brigado. Eu disse algo que... – Gaara falou devagar, ainda sem se virar pra Ino. – Ela pegou o carro e saiu de casa, e eu fui atrás dela depois de um tempo. A pista estava molhada e estava escuro enquanto eu procurava pelo carro. Eu não me lembro bem, só de ter visto o farol alto do outro carro quando ela entrou na contramão para ultrapassar um carro. Eu não tive tempo de frear, mas os carros já estavam capotando ou sendo jogados para fora da estrada.

“Os policiais disseram que foi uma questão de segundos até que o meu carro batesse contra a barra de contenção da pista e parasse com as rodas para cima. As ferragens prenderam minha perna direita e uma parte da lataria rompeu meus ligamentos, tendões e destruiu a cartilagem do joelho.

“Eu ainda estava acordado quando o carro de Evelyn saía da pista e caía na encosta, já em chamas. Os médicos disseram que eu tive sorte de não ter sido atingido pela explosão maior, e que os estragos teriam sido menores se eu estivesse de cinto. Mas quem ia pensar em cinto de segurança naquela situação?! – Gaara falava como se refletisse sobre as lembranças daquela noite na Escócia. – Não encontraram o corpo dela. Os policiais concluíram que saiu do carro, arrebentando o para-brisa e foi levado pelo rio. No fim, enterramos um caixão vazio e seguimos em frente.

– Você sentiu dor. – ela afirmou, tocando levemente as marcas, numa carícia simples e calma. – Ainda sente dor.

– Ino, esse machucados já fecharam. Não há mais dor. – Gaara se virou e encarou Ino. Os olhos dela carregavam preocupação, e nenhum julgamento.

– Aqui. – Ino espalmou a mão no peito dele, na altura do coração. – Aqui ainda dói.

Se aproximou mais e quando se deu conta, seus braços envolviam a cintura de Gaara e apertavam-no como se assim pudesse tirar dele um pouco da dor.

– Ino, não precisa fazer isso...

– Não estou fazendo por você, idiota! – ela exclamou. A face estava pousada no peito dele, onde podia ouvir o coração dele acelerado e a cobertura fina de pelos acobreados lhe acariciava levemente. – Eu... Eu só não estou pronta para te soltar ainda.

Gaara se curvou um instante, e com paciência, levou Ino para a cama e a deitou lá. Acompanhou-a, ficando de frente para ela e encarando os olhos grandes olhos azuis que destruía cada barreira que ele, cuidadosamente, tinha construído em volta de si.

Ino deslizou para mais perto, novamente escondendo seu rosto no peito nu e segurando-o pela cintura. Gaara pousou uma das mãos nas costas de Ino e a puxou ainda mais para perto, com sua face encontrando o alto da cabeça dela onde ele pôde aspirar o cheiro floral que vinha dos fios dourados.

– Que bom que não está pronta. Porque eu também não estou pronto para te soltar, Ino. – Gaara sussurrou.

_______

– E como está indo a viagem com Neji? – Ino estava no telefone com Tenten. Era de manhã, e a primeira vez que conseguia falar com a amiga. Estava se arrumando para ir passear na cidade e procurar algo que ela e Gaara pudessem fazer mais tarde.

– A Irlanda é linda! – Tenten parecia encantada. – Mas só vamos ficar mais uns dias. A minha folga acaba na semana que vem.

– E o Neji? Lindo também? – ela ouviu a amiga rir.

– Parece um sonho, querida. Ele é meio sério e turrão, às vezes, mas na cama...

– Não é só físico, não é, Ten?

– Não. A gente não é idiota de fazer juras de amor, que cafona... Mas estamos nos entendendo, e ele quer deixar as coisas acontecerem naturalmente.

– Naturalmente? – Ino riu com escárnio. – Natural é conhecer alguém, sair para um café, conversar, três jantares, sexo, café da manhã, um almoço com os amigos, namoro, família depois de uns meses, pedido de casamento depois de uns anos, viagem de lua de mel e filhos, quando quiserem. O caso de vocês foi: “Oi”, cervejas, sexo, desaparecimento, reencontro, discussão, sexo, viagem, sexo, sexo, sexo, sexo e... sexo!

– Mas foi divertido! Os melhores relacionamentos não seguem o padrão. Ou seja, chega de enrolar. Ainda mais com um cara com Hyuuga Neji, lindo, gentil e ótimo de cama. E você não é ninguém para falar sobre naturalidade.

– Sua pervertida!

– Isso não está produtivo. Vou indo, tenho um compromisso no mesmo chuveiro que Neji está tomando banho. Hasta luego, chiquita! Mande um email para contar como as coisas com Gaara estão indo. Quero resultados, querida! Resultados! Mas se rolar sexo, me liga e...

– Arrivederci, bambola! – Ino desligou o telefone, cortando a amiga, e foi procurar algo para vestir, rindo do atrevimento de Tenten.

__________

Gaara estava deitado em sua cama. Tinha tido um dia cheio, e a única coisa que fez quando chegou a sua suíte foi tomar um banho, vestir uma calça de abrigo e se esparramar na sua cama. Diferente do que normalmente faria, não pegou um livro ou foi verificar seus emails no celular; ele ligou a televisão.

Estava passando uma reprise de uma novela dos anos 90, e ele não fez questão de mudar. Continuou a olhar para a tela de plasma acoplada à parede, sem realmente prestar atenção no diálogo entre um casal, aproveitando o raro momento se silêncio no quarto.

Ino estava fora com Baki, e Gaara não os esperava tão cedo. Ia aproveitar o fim de tarde tirando um cochilo, mas mal tinha pegado no sono quando ouviu o som da porta sendo aberta e dos saltos de Ino contra o chão.

Fechou os olhos, esperando que a loira tivesse pena dele o deixasse dormir, mas de nada adiantou. Assim que se livrou das sacolas com as coisas que tinha comprado, Ino correu até o quarto de Gaara, escancarando a porta e se pondo na frente da cama de Gaara.

– Vista uma camisa e calce os sapatos. Vamos sair! – ela falou entusiasmada. Estava vestida com um caftan¹ longo, azul bem escuro, sendo branca a camada inferior, enfeitado com fio de prata e usado com um cinto.

Gaara ainda ficou olhando para Ino por dois ou três segundos, até pensar no que responder para ela. Suspirou, rolou os olhos e tentou apelar para o lado piedoso de Ino.

– Ino, eu tive um dia cheio. Não podemos sair outro dia?

– Gaara, se você tivesse dito se podíamos sair amanhã isso indicaria que você pretende sair comigo. Mas como você falou “outro dia” isso quer dizer que vai me enrolar até que eu esqueça. – ela disse petulante. – Eu sei que está tendo problemas com a fusão, mas... Eu ganhei uns convites para um show de dança! Eu quero muito ver, Gaara.

Não adiantava discutir. Gaara se levantou da cama devagar e foi em direção ao armário. Ino voltou para seu quarto comemorando a vitória e em poucos minutos, os dois estavam a caminho da casa de espetáculos. No caminho, Ino falou sem parar sobre as coisas que tinha comprado no Mercado de Derb Gahllef.

– ... E quando eu entrei na loja dessa mulher, ela começou a me vestir e quando eu vi, já estava assim. – Ino apontou para si mesma, rindo da situação. – É meio desconfortável no início, mas...

– Você está linda. – Gaara falou calmamente, fazendo Ino corar e parar de falar.

Em pouco tempo, chegaram a casa espetáculos. Era uma construção quase comum, e teriam passado direto se não fosse a pouco chamativa placa perto de uma das entradas. Uma moça de feições marroquinas e vestida de forma semelhante a Ino, embora mais simples, recebeu os convites e os levou para uma das salas onde aconteciam os shows.

Não era um grande palco ou mesmo um espaço grande. Era uma sala de doze metros quadrados, com confortáveis almofadas, narguilés e tradicionalmente decorada. O centro da sala estava livre para a apresentação das artistas, e enquanto o show não começava, as garçonetes serviam bebidas e comidas às menos de quinze pessoas que estavam na sala. Era um local bastante reservado, e Gaara até reconheceu um ou dois rostos do seu ramo de negócios.

Ino era uma das poucas mulheres ali. Contando com ela, havia somente mais três, que estavam com seus maridos. Mas não se prendeu a isso, pois o lugar parecia mágico. Segurou um leve ofegar quando as luzes artificiais baixaram e o ambiente ficou iluminado pelas várias velas. Três dançarinas entraram em seus trajes tradicionais de dança e começaram sua apresentação.

Ninguém falava qualquer nada. Todos estavam atentos aos movimentos, semelhantes aos de uma cobra, das dançarinas ao som de címbalos, derbakess, Nay e alaúdes. Uma delas logo começou a dançar com um castiçal enorme apoiado em sua cabeça, e outra executava movimentos com espadas revezadas com punhais. Mas o ponto alto da noite foi a coreografia feita com uma cobra.

Ao final, todos aplaudiam, e Ino comemorava mentalmente por ter conseguido convencer Gaara a ir àquele show. Na volta para casa, pararam em um pequeno restaurante para jantar; e de lá pegaram um táxi para o hotel.

– Foi incrível! – Ino exclamou já se jogando na cama. Gaara passou direto para o banheiro. Apesar de a noite ter sido agradável, estava cansado, mas a loira parecia muito hiperativa; conversando sem parar sobre seu dia, mesmo depois dos dois estarem se preparando para dormir.

Gaara empertigou-se logo que tirou a última almofada extra da cama e jogou no chão, enquanto Ino falava sem parar do show, esparramada no recaimer. Se virou para Ino, começando com um suspiro cansado.

– Eu entendo que esteja entusiasmada, Ino, mas eu tive um dia terrível e preciso dormir, ou não vou passar de amanhã sem apertar o pescoço daqueles avarentos. Podemos conversar amanhã?

Ino ficou calada, e não sabia para onde direcionar seu olhar. Enquanto falava estava distraída, mas agora, calada, se sentia um tanto deslocada no quarto. Ela se levantou e deu alguns passos na direção de seu próprio quarto, mas girou nos calcanhares e se voltou para Gaara.

– Hm, eu posso te fazer uma massagem. Sabe, para ajudar a relaxar. – ofereceu.

Gaara deu de ombros, e Ino entendeu como se ele tivesse aceitado. Correu até seu quarto e de lá voltou com um pequeno vidro de óleo de alfazema.

– Prefiro ficar sentado, se não se importa. – Gaara murmurou, se sentando na beirada da cama enquanto Ino se sentava sobre os joelhos no colchão, atrás dele.

Ela colocou um pouco de óleo nas mãos e espalhou lentamente por toda a parte superior e inferior das costas. Sentiu Gaara ficar rígido quando ela tocou algumas das cicatrizes, mas já eram marcas finas, de relevo baixo, que Ino não se incomodou em tocar. Subiu para a região da clavícula, onde começou a desfazer os nós ali criados. A musculatura estava rígida, e Gaara ofegou levemente assim que sentiu-se relaxando.

– Os músculos estão muito duros. Você só trabalha, e relaxa pouco...

– Relaxei nesses últimos seis meses mais do que fiz em uma vida. – comentou rouco. – Cinco dias em Marselha e uma semana na Espanha sem trabalhar, além dos outros lugares.

– Eu posso até aceitar Marselha e a Espanha, mas os outros lugares não! – Ino riu, descendo as mãos para os músculos do braço. – Em todos eles você ficava trabalhando e trabalhando. Posso estalar suas costas?

– Ino, você vai... Porra! – Gaara tinha sido pego de surpresa quando Ino começou a estalar suas costas sem dó. Mas estava se sentindo melhor, para sua surpresa. – Onde aprendeu isso?

– Fiz um curso de massagem terapêutica e shiatsu há um ano. Quem mais gostou foi meu pai. Nunca mais o ouvi reclamar de dores. – riu. Em seguida finalizou pressionando a região próxima das costelas e se afastou um pouco. – Prontinho. Não usei muito óleo, então não se preocupe em dormir todo lambuzado.

– Obrigado. – Gaara disse se virando para ela.

Ino ainda estava sentada sobre os joelhos, com as mãos apoiadas nestes e sorrindo inocentemente enquanto limpava as mãos em uma toalha que Gaara tinha largado no recaimer. Mas a camisola vermelha de seda que ela estava usando mal chegava aos joelhos, e de inocente tinha pouco.

– Ei, Gaara, me responde uma coisa. – ela começou, sem se importar do fato de Gaara estar se deitando ao lado de onde estava sentada, numa deixa muda para Ino ir para sua própria cama. – Por que eu?

Gaara se surpreendeu com a pergunta.

– Sério, tinha milhares de pessoas para você trazer nessa viagem, mas por que eu?

– E por que não você? – ele deu de ombros. – Eu já disse minhas razões a você.

– Hum, isso não basta. Estamos viajando há quase três meses, e você simplesmente podia ter dado por encerrada a minha companhia a qualquer momento. Eu quero saber o que eu tenho que ainda me mantém aqui. – insistiu.

– Ino, está tarde. – Gaara resmungou sério. Não queria falar daquilo. – Não tinha outro momento?

– Não!

– Eu gosto da sua companhia. – admitiu baixo. Você é mais atraente do que eu gostaria, mas eu gosto de..., Gaara cortou seus pensamentos, alarmado.

– Hum... – Ino pareceu pensar sobre o assunto, até que seus olhos adquiriam um brilho estranho. – Feche os olhos, me deixa tentar uma coisa.

Gaara se sentou em sua cama e olhou Ino desconfiado, mas fez o que ela disse. Sem a visão, seus outros sentidos tinham ficado mais aguçados, e ele sabia que Ino continuava parada, encarando-o. O colchão se moveu levemente, e o perfume do creme que Ino estava usando ficou mais forte. Ficou quieto enquanto sentia a loira se sentar em seu colo e passar os braços em volta de seu pescoço.

– Não abra os olhos. – ela sussurrou. Sentiu quando Ino se curvou e beijou seus lábios.

Ela quem tomara a iniciativa, mas era Gaara quem pedia passagem, tornando o beijo avassalador e quente. Ino sentiu seu corpo em ebulição quando as mãos dele seguraram-na pela cintura de forma possessiva, pressionando-a e trazendo-a mais para perto. A sensação de seus seios sendo pressionados contra o sólido abdome do ruivo, a boca dele na sua, aprofundando o beijo cada vez mais, a ereção pujante em seu baivo ventre, tiraram o raciocínio de Ino de forma cruel.

Gaara parou de repente, com uma mão nos cabelos de Ino e a outra nas costas dela. Estavam excitados, e ele temia fazer algo que poderia machucar a ambos. Apoiaram as testas uma na outra; os dois continuaram de olhos fechados, com as respirações ofegantes. Ino se moveu primeiro, acariciando-o levemente no rosto com a ponta do nariz e beijando-lhe o canto dos lábios. Sentiu Gaara movimentar o polegar em suas costas, respondendo-a, mas incerto sobre o que falar.

– Não devíamos...

– Quando vai parar de mentir para mim, Gaara? – Ino falou abrindo os olhos e encarando o ruivo.

– Eu não menti para você. – ele respondeu devagar.

– Mas não me conta o que está se passando nessa sua cabeça grande. – ela se inclinou e apoiou a cabeça na curva do pescoço dele.

– Vou pensar no seu caso. Já está tarde, Ino, então vamos dormir. – a voz grave de Gaara mexeu com os sentidos de Ino. Ele deslizou com ela ainda em cima dele, puxou o cobertor e os cobriu, apagando as luzes em seguida.

– Gaara...?

– Ino, eu disse que ia pensar. – ele suspirou. – Quer que eu mude de ideia e coloque você na sua cama?

– Tá bom, eu fico quietinha! – empertigou-se e apertou mais o abraço que mantinha em volta do ruivo. Estava toda enroscada nele, mas confortável.

Gaara estava quase pegando no sono, quando Ino o chamou novamente.

– Gaara, ainda está acordado?

– Agora estou. – ele resmungou, sonolento. – Ino...

– Eu só queria dizer boa noite. – ela sussurrou, erguendo-se um pouco para beijá-lo no rosto. – Boa noite, Gaara.

– Boa noite, Ino.



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