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História Implication - Harom (G!P) - Capítulo 11


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Notas do Autor


Não morri, mas quase que minha criatividade sim.

Como estão, meus amores? Espero que bem.

Boa leitura!

Capítulo 11 - Não estava conseguindo


Fanfic / Fanfiction Implication - Harom (G!P) - Capítulo 11 - Não estava conseguindo

—  Quer assistir algo? — Perguntei enquanto me sentava no sofá de minha avó, que estava se arrumando para sair, assim como minha irmã.


— Pode ser... — Respondeu timidamente, o que ainda era algo novo para mim. Estava acostumada com ela vindo para cima de mim com sete pedras na mão — Mas posso me trocar primeiro?


Pediu sem jeito, e eu assenti, logo me levantando novamente para mostrar a garota aonde era o quarto de hóspedes. Depois disso, saí rapidamente para deixá-la mais confortável.


Haseul tinha passado aqui para trazer as coisas de Saerom, o que me fez perceber que, pela primeira vez na vida, iríamos passar praticamente um dia todo juntas, que iríamos dormir juntas e que iríamos para a escola juntas no próximo dia. Fiquei um pouco nervosa, mas consegui me recuperar até que rápido.


— Uau! Já escolheu que filme vamos assistir? — Perguntou-me minutos após de ter se trocado. Apenas assenti e dei play assim que ela sentou-se no mesmo sofá que eu, mas um pouco mais afastado.


Taeyeon e Joohyun, que estavam se arrumando para sair, logo se despediram de nós, dizendo para nós nos comportarmos e que voltaria daqui algumas horas. Disse para elas se divertirem, seja lá no que fossem fazer, logo voltando a prestar atenção na tela da televisão.


A questão era que eu não havia prestado muita atenção no filme que eu tinha colocado, que era um filme romântico, e eu odeio esse gênero por algo que logo explicarei. Além de que, se eu soubesse, me pouparia da cena vergonhosa que nem a que está acontecendo agora.


Eu, chorando sem parar, lamentando pela morte de um dos parceiros de um casal. Saerom me olhava preocupada, sem saber o que dizer ou o que fazer, mas eu estava muito triste com o filme para pensar em ligar para isso.  


Porém, o que me surpreendeu mesmo foi quando a garota me abraçou, fazendo um carinho em minha cabeça, dizendo para me acalmar, que era só um filme, e que eles ficaram juntos do mesmo jeito. Mas fiquei pasma mesmo ao ver que ela realmente tinha me acalmado.


Com vergonha, me afastei dela, olhando em seus olhos brevemente e agradecendo. Saerom sorriu, garantindo que estava tudo bem.


— Não sabia que você era um bebê chorão, Hayoung — disse depois de um tempo, rindo alto da minha cara.


Francamente.


— Sabia que tinha algo de errado. Você estava sendo muito fofa comigo para ser verdade — declarei desesperançosa, logo comendo o salgado que estava em minhas mãos.


— Então você me acha fofa? — sorriu provocativamente enquanto se aproximava.


Meu coração acelerou repentinamente, e meus olhos se arregalaram em surpresa. Já estava começando a ter um gay panic, mas então me acalmei assim que Saerom começou a rir. Era mais uma de suas implicações.


— Você tinha que ter visto o seu desespero — disse assim que parou de rir, colocando a mão em meu ombro — Eu já disse. Aquilo não vai mais repetir, Hanyang.


— "Hanyang"? Já até inventou apelido para mim e ainda diz que nada vai acontecer? — provoquei-a, vendo seu sorriso convencido desaparecer e dar lugar a uma carranca — Tá braba? 


Percebi a garota ficando desconcertada, o que só aumentou meu ego. Saerom não respondeu nada, pegando um salgado e comendo, ignorando totalmente a minha presença ali. 


Quando é que fui começar a me envolver com uma garota tsundere, meu pai? 


Alguns minutos se passaram e nós estávamos dançando, treinando para a nossa apresentação. E olha, vou te contar, até que a gente se dá muito bem dançando juntas. É como se pudéssemos nos comunicar ainda melhor, sabe? Difícil explicar quando é algo que apenas sei sentir.


Nosso treino teve interrupção quando a porta da sala tinha sido aberta. Eu, já sabendo que era vovó e minha irmã, nem olhei para a porta, e iria continuar a treinar normalmente, se não fosse Saerom olhando para atrás de mim, assustada, o que me deixou tensa.


— Joohyun... Qual delas é sua irmã? Nenhuma delas tem seu sobrenome — perguntou uma voz conhecida em tom de dúvida, o que me fez virar rapidamente, dando de cara com Seulgi... de mãos dadas com minha irmã?


Não vai me dizer que...


— Professora Kang? — disse Saerom, recebendo um aceno como cumprimento.


Mas eu ainda estava confusa. O que a professora Kang estava fazendo aqui? 


— A Hayoung é minha irmã. Depois conto a nossa história, Seulgi-ah — respondeu Irene com um sorriso em seu rosto, recebendo outro de minha professora — E para tirar essa cara de confusão de vocês duas, gostaria de dizer que, eu e Kang Seulgi, estamos namorando. Já faz uns três meses, por sinal. Gostaram?


— Ah... — Eu e Saerom soltamos, tendo nossa dúvida respondida.


— Então vocês duas estão treinando juntas? — Perguntou curiosa enquanto sentou-se no sofá, junto de Joohyun e Taeyeon. Saerom assentiu. — Isso é bom. Pensei que continuariam discutindo a vida toda, mas pelo que pude ver, estão se dando muito bem.


— Saerom finalmente admitiu que sou melhor em tudo, sabe como é... — Provoquei-a, o que não foi uma boa ideia, já que ela acabou me dando um tapa no meu braço, fazendo-me acariciar o local imediatamente na intenção de fazer parar de arder— Tão carinhosa que dói.


— Você mereceu... — Disse por fim, dando de ombros.


As mais velhas apenas riam de nossa interação, chegando até mesmo a dizerem que éramos shippaveis, o que me fez ficar corada, mas logo negar o que disseram. Eu e Saerom jamais teremos algo mais sério, tenho certeza. 


Conversamos bastante até o horário do jantar. Seulgi nos deu boas dicas, elogiou nós duas e disse para continuarmos nos esforçando, que isso nos traria futuro. Seu tom era calmo, mas ainda sim sério. 


A casa da vovó realmente me traz cura para alma, nem sequer me lembrei do ocorrido da manhã. Mas também não posso negar, a companhia de Saerom está me fazendo bem esses dias. Fico feliz que, de alguma forma, tenhamos nos resolvido. 


Já era hora de dormir. Como o quarto de hóspedes estava cheio de coisas, decidi dividir minha cama com Saerom, que senti me julgando com o olhar, mas ela queria o que? Que eu deitasse no sofá? Minha cama eu não abandono de jeito nenhum, Lee Saerom. Fora que ela é espaçosa o suficiente para nós duas, e dá para dormir sem ficarmos perto tranquilamente.


— Primeira pessoa que vejo que não deixa a cama para a visita — Comentou enquanto tirava a maquiagem no banheiro.


Ri, negando com a cabeça.


— Eu não abandono minha cama por nada, você que lute. 


— Além de bebê chorão, é egoísta? — Atiçou, saindo do banheiro e guardando as coisas em sua bolsa.


— Só com as coisas que sei que são minhas — Respondi despreocupadamente.


— Isso parece frase que todo possessivo de filme fala — Disse assim que se sentou na cama, rindo baixo.


"Que risada fofa" Pensei, respirando fundo.


— Ei, não me compare com esse tipo de pessoa! Elas me dão medo... 


— É, sei como é... Mas é até irônico, não? Geralmente, os possessivos são os que mais traem. Ao menos é o que vejo no meu dia-a-dia — Observou pensativa.


— Fora que destroem o psicológico das pessoas com quem se relacionam... — Antes que pudéssemos conversar mais, vejo em meu celular que estava ficando tarde, e fico surpresa — Nossa, acho melhor irmos dormir.


Saerom assente lentamente, logo se deitando em um lado da cama. Olhei-a por poucos instantes, deitando-me em seguida com um sorriso em meu rosto.


— Nunca pensei que fosse dormir na casa de alguém em plena segunda, ainda mais na casa de sua avó – Ouço a garota ao meu lado dizer, mas não parecia estar reclamando, e sim achando graça da situação.


— Tem razão — Concordei rindo baixinho — E Saerom?


— Hm?


— Obrigada por hoje. De verdade. Se eu tivesse ficado muito tempo sozinha, acho que acabaria cheia de pensamentos ruins — Disse sincera enquanto sentia meu coração batendo rápido pelo nervosismo repentino que havia me dado. 


Estranho o silêncio de Saerom. Mas talvez ela já tivesse dormido, certo? Bom, pelo menos assim posso fingir que não disse nada.


— Por nada... Hanyang — Respondeu baixinho, como se tivesse contado um segredo — Agora durma. Boa noite.


— Boa noite, Romsae...


Com um sorriso surgindo em meu rosto, mesmo tentando inutilmente impedi-lo, e com meu coração batendo rápido, adormeci, sentindo-me feliz.


Saerom POV


Já havia acordado fazia uns dez minutos. Usava o celular, sem nem mesmo me levantar da cama. De tão concentrada que estava no aparelho, nem me passou pela cabeça que eu não estava em minha casa. Apenas notei isso quando fui me virar para o outro lado, levando um susto assim que me deparei com o semblante adormecido de Hayoung.


Meus olhos passaram a observar cada de detalhe de seu rosto. Seu nariz, boca, bochechas, enfim, tudo. Cada detalhe a deixava extremamente fofa, e com isso em mente, veio a súbita vontade de tocar seu rosto macio. 


"Lee Saerom, o que está acontecendo com você?" Pensava, repreendendo a mim mesma.


Para evitar pensar coisas estranhas sobre a garota ao meu lado, decido me levantar e começar a me arrumar.


Hoje, infelizmente, ainda era terça-feira. O pior de tudo era ter que já chegar na escola com as duas primeiras aulas sendo de matemática. Fala sério.


Depois de alguns minutos, estava devidamente arrumada. Não queria ficar acordada sozinha, então tentei acordar Hayoung, e depois de muito esforço, mas muito mesmo, consegui.


— Você poderia ter me deixado dormir mais, não acha? Olha a hora, Romsae — Disse preguiçosamente. Ela se espreguiçou e passou a encarar algum ponto aleatório do quarto.


"Romsae... É pelo visto vou ter que me acostumar com esse apelido, mas até que é fofo" Sorri com meu pensamento, mas o retrai assim que percebi o que havia feito.


— Eu vi esse sorriso. O que aconteceu? Pensou em mim, foi? — Reviro os olhos com a provocação da mais nova, que apenas riu, desviando do travesseiro que eu tinha pego por perto e tacado em sua direção — Calma, princesa.


— Princesa é o seu rabo. Vai se arrumar logo, metida.


— Okay, okay. Estou indo~



Cafeteria6 horas e vinte minutos da manhã.


Esperava os pedidos chegarem enquanto observava o local como se fosse a coisa mais incrível no mundo, mesmo sabendo como ele era de cabo a rabo. Que culpa tenho se qualquer coisa é melhor do que olhar para Hayoung?


O cheiro de café, obviamente, emanava por todo o lugar. Ainda havia poucas pessoas, sendo elas aquelas que, provavelmente, estavam comprando o café da manhã para a família. A decoração eram uma mistura agradável entre tom amadeirado e preto. Ali, de fato, era um local muito aconchegante.


— É engraçado ver você tentando me evitar. Só deixa as coisas claras para mim — Ouço a garota sentada ao meu lado dizer, e acabo olhando para ela, confusa.


— E o que seria essas "coisas"?


Hayoung deu uma olhada em cada canto da cafeteria, parando apenas para voltar a me olhar e se aproximar, deixando apenas distância para mim respirar. Aquilo era perigoso.


— Você está tentando ao máximo reprimir o fato de que quer me beijar mais uma vez — Disse baixinho em meu ouvido, fazendo um arrepio correr pelo corpo — E por mais que você tente evitar, seu corpo sempre acaba te traindo, sabia? 


Aquilo era demais para mim. Eu não estava conseguindo pensar direito. Não estava conseguindo entender como eu me sentia paralisada quando Hayoung estava tão perto de mim. Não conseguia entender porque sentia tantas coisas de uma só vez com a presença dela. 


Tudo estava ficando difícil demais para que eu me controlasse.


E antes que eu pudesse dizer algo, Hayoung se afastou de mim lentamente, sorrindo para a garçonete que acabara de trazer nossos pedidos.


E só foi aí que pude soltar todo ar que nem sabia que tinha prendido.


Ela me paga.


Depois de muita briga para pagar a conta, consegui convencê-la a me deixar pagar, como forma de agradecimento por ter deixado a mim passar a noite na casa de sua avó. Claro que ela fez um drama, mas acabou deixando para lá.


— Hey, meninas! — Viro-me em direção a voz de Chaeyoung, que corria de uma forma engraçada atrás de nós duas. Nakyung vinha despreocupadamente, fingindo não conhecer sua irmã mais velha — O que estão fazendo indo direto para escola? Não vão para a cafeteria?


— É que nós já fomos.... — Confessou Hayoung, sorrindo sem graça.


— Como assim vocês já foram? Não, mudando a pergunta... O que aconteceu que ontem vocês sumiram do nada na hora do intervalo para o dia todo? 


— Eu acabei passando mal, e como não queria ir para enfermaria, muito menos que ligassem para os meus pais, pedi para a Hayoung me ajudar, mas ela acabou me levando para a casa da avó dela. Aproveitei a oportunidade de não ver a cara de meus pais por um dia e acabei passando a noite lá — Menti descaradamente, fazendo Hayoung me olhar como se estivesse achando graça daquilo, o que sei que ela estava.


— Você tá melhor agora, unnie? — Perguntou Chaeyoung, toda preocupada, o que me fez sentir peso na consciência por estar mentindo, mas apenas assenti, dizendo estar bem — Sabia que essas dietas loucas que sua mãe te fala para fazer iria dar errado algum dia 


— Bom, já que elas estão de bucho cheio, por que não vamos logo para cafeteria? Daqui a pouco aquilo enche e a gente fica sem nada — Nakyung perguntou, sorrindo de modo sugestivo para mim, e eu apenas me fingi de sonsa. Chaeyoung assentiu — Até o intervalo, unnies! Hayoung, cuide bem da Saerom, okay?


— Hm... Okay? — Assentiu, parecendo perdida — Falta vinte minutos para bater o sinal... Vamos naquela salinha?


— Vamos. Não tenho nada para fazer mesmo — Respondi dando de ombros.


Eu só não imaginava que eu teria que ter tanto auto-controle para o que poderia acontecer...



Notas Finais


Parece que duas pessoas estão ficando softs, em?

Obrigada pelos comentários e pelos favoritos. Se não fosse o apoio de vocês, provavelmente teria desistido 🥺


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