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História Impossible (jikook) - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Sete


Fanfic / Fanfiction Impossible (jikook) - Capítulo 7 - Sete

Eu estava perdido,as memórias bateram em cheio na minha cabeça, era como se estivesse acontecendo de novo, medo, desespero, angústia, todos esses sentimentos me atacavam de uma só  vez.

Eu estava encolhido em minha cama, não consegui me levantar desde ontem a noite, não dormi, não comi, ja estava no outro dia e minha mente ainda estava processando tudo que havia ocorrido, o pior é que estou sozinho nesse momento, não tenho minha mãe e nem lisa, muito menos o senhor lee, eu estava com crise, sozinho e sem ninguém.

Ouço pela décima quinta vez batidas em minha porta, era jeon.

- jimin..- ele diz com a voz evidentemente cansada, assim como eu provavelmente passará a noite em claro- por favor abra a porta...me deixe vê se vc está bem

"Não finge que se importa jungkook"

- jimin?- continuo em silêncio- sua mãe ligou...disse que vc não atendia as ligações dela

Sua voz parecia implorar por uma resposta

- eu disse que vc está dormindo...Mas não posso mentir por mais tempo

"Por que vc está mentindo? Diga a ela que vc deu uma festa e que o filho dela quase foi violado por conta disso"

Não ouço mais nada, ele parecia ter desistido de tentar se comunicar, era inútil naquele momento.

Apenas pego meu celular vendo 8 ligações perdidas e muitas mensagens de minha mãe perguntando se eu tô bem, em uma das muitas mensagens uma me chamou atenção, uma se referindo que ela iria voltar pra casa pra vê se eu estou bem, no mesmo instante disco seu número e espero a chamada ser completada, não demora menos de 2 toques e ela já atende minha ligação, parecia esperar por aquilo.

- jimin??- sua voz delicada era de desespero

- oi mamãe- ela suspira aliviada e eu abro um sorriso mínimo, feliz pela preocupação exagerada da mais velha

- não faz mais isso Park jimin, quer me matar do coração?- eu só sabia sorrir pra afobação dela

- desculpa eu estava dormindo nem vi as ligações- menti na cara dura, queria poupar ela dos desastres que é minha vida, ela não merece ficar mais preocupada do que já é comigo.

- numa dessa vc ainda me mata seu moleke- solto uma risada meio alta acompanhado da mais velha.

"Vc é uma das únicas pessoas capaz de arrancar um sorriso meu em momentos como esse."

-é  o jimin? Deixa eu falar com ele- ouço a voz de lisa no fundo e ouço uma certa movimentação com o telefone, como se tivesse passando pra outra mão.- jimin vc tá bem?

- oi lisa eu tô bem não se preocupe- eu a acalmo mais a mesma parecia afobada

- ainda bem, sua mãe tava quase atravessando o celular de tão preocupada- ela solta um risada dizendo um "aí" pois mamãe havia dado um tapa nela

- estão se divertindo?- pergunto

- estamos sim, na verdade estamos passando a maior parte do tempo dentro do hotel realmente tô parecendo vc agora- ela dizia e eu até imagino como deve ter sido o passeio delas, filmes, comidas e muita cama, só.

- espero que estejam se divertindo- digo com a voz cabisbaixa mas sem deixar as mais velhar perceberem

- estamos, vou deixar vc descansar sua voz parece cansada - e ela está...cansada de tanto chorar.

Desligo a chamada das mesmas e me levanto sem a mínima vontade da cama, caminho até o banheiro ali de meu quarto e me olho no espelho....Eu estou acabado, embaixo dos meus olhos, grandes olheiras roxas ali presente, minha pele estava mais pálida que o normal, meus cabelos despenteados e fora de ordem, minhas roupas amassadas e meu rosto completamente inchado e vermelho, causa do choro da noite anterior.

Retiro toda a minha roupa e ligo o chuveiro na água fria, está frio em Seoul, eu estava com frio, mas estava precisando de um banho de água fria pra desinchar todo meu rosto e tirar toda aquela dor de cabeça que eu estava sentindo.

Me sento ali mesmo no chão do banheiro, deixando a água do chuveiro molhando meu corpo, a ansiedade da as caras novamente e eu não me aguento caindo em um choro, sim eu sou dramático por estar chorando deitado no chuveiro.

A dor é grande, por que só quem esteve ao meu lado no meu passado, sabe de tudo o que eu passei e tive que aguentar sozinho, sou mais maduro pra minha idade por conta disso, minha mente se fez uma alto defesa e montou uma barreira envolta de mim, uma barreira que apenas minha mãe está liberada a entrar.

Passo quase 30 minutos no chuveiro e saio do mesmo, visto uma blusa moletom junto de uma calça, vou até a escrivaninha ali perto e pego o papel que precisava.

- alo? Eu gostaria de marcar uma consulta- sim estava ligando para o psicólogo que senhor lee havia me recomendado- meu nome é Park jimin

No final havia marcado uma consulta "experimental" para hoje as 18:00, olho meu relógio reparando que já eram 15:00 da tarde, havia ficado todo esse tempo na cama, sem comer.

Por conta disso, saio pela primeira vez no dia de meu quarto encontrando a casa limpa, sem vestígio algum da festa na noite anterior.

"Pelo menos ele limpou a casa"

Desço as escadas passando direto pela sala e indo até a cozinha, eu queria comer, de preferência algo prático, não estava com ânimo pra preparar coisa melhor, então peguei apenas alguns cookies E um copo de leite, me sentei ali na mesa e comecei a comer silenciosamente.

Após terminar de comer dois pacote de cookies, subo aeasscadas em direção ao meu quarto, a casa está silenciosa, ou seja, jungkook já havia saído, mesmo depois de tudo ele ainda sai.

"O que eu deveria esperar dele?"

Adentro meu quarto e coloco uma calça jeans, nao estava afim de por outra blusa entao continuo com a que estou, apenas passo um perfume e dou uma hidratada em meus lábios ressecados.

Saio do quarto e desço as escadas, estava passando pela sala quando sinto uma mão segurar meu braço, no mesmo instante me assusto puxando meu braço e o prendendo ao meu corpo como forma de me proteger, olho para trás vendo um jungkook espantado me analisando, procurando qualquer tipo de problema.

"Vc não vai encontrar nada...Eu não faço mais essas coisas"

- vc está bem?- ele pergunta manso e só ai eu reparo, ele estava com olheiras embaixo dos olhos e sua mão estava machucada.

"Deve estar doendo..."

Me aproximo do mesmo e seguro em sua mão, faço pequenos carinhos por cima de seus machucados vendo jeon reprimir devagarinho os ombros, talvez pela dor.

Puxo seu braço até escada a cima, o levo até o meu quarto o sentando em minha cama, o mesmo apenas me observava tentando entender minhas ações.

"Desista por que nem mesmo eu estou entendendo"

Vou até o banheiro e volto em mãos com minha caixinha de primeiros socorros, sim eu tenho, tive uma época onde me machucava, então pra tratar isso eu mantinha uma caixinha caso necessário.

Passo soro fisiológico com um disco de algodão com muita delicadeza por cima de seus machucados da mão, após isso espirro um remédio e enrolo com uma faixa sua mão machucada, a qual estava machucada de tanto Socar as paredes.

Após finalizar isso guardo tudo no devido lugar e lavo minhas mãos, volto para o quarto encontrando um jeon com a cabeça abaixada, pensativo.

- eu vou demorar um pouco pra voltar, se vc for sair deixa a chave debaixo do tapete- eu digo ao mesmo saindo do quarto, mas sinto meu braço de novo sendo puxado

- vai sair? Vc não parece bem pra andar tarde...- eu suspiro soltando meu braço

- até depois jeon...- desço as escadas e saio rápido de casa, passo pelo grande portão E sigo tranquilamente pela rua do condomínio.

[...]

Estava sentado na recepção, apenas aguardando dar meu horário, estava ansioso, além do mais, não conheço ninguém além do senhor lee, ele é o único que pode me ajudar, se esse novo psicólogo não poder me ajudar, não sei o que farei, por que recorrer a senhor lee lá em busan está fora de cogitação.

-park jimin?- a mulher alta me pergunta apenas aceno com a cabeça- senhor kim o aguarda no consultório dele.

Começo a suar frio, seguindo pelo corredor, vejo uma porta preta e a mulher alta me aponta pra mesma, respiro fundo antes de adentrar o cômodo.

O cômodo era todo em branco e cinza, no centro do consultório havia um grande sofá cinza, próximo ali havia uma poltrona branca, havia prateleiras de livros e alguns de remédios, em um canto um pouco afastado havia uma mesa grande e um homem atrás dela sentado, assim que ele nota minha presença se levanta sorrindo e vem ao meu encontro.

O homem era bem mais alto que eu, seus ombros eram largos e ele parecia bem mais jovem do que eu imaginava.

-park jimin sim? Lee me contou muito sobre vc- ele disse sorrindo vindo ao meu encontro

- aceita um café? Chá? Leite?- ele é agitado e...cuidadoso

- só uma água está bom- ele concorda e vai até o canto ali onde havia uma geladeira, como eu não havia reparado naquilo?

- está com problemas pra dormir certo?- ele pergunta assim que me entrega um copo com leite e chocolate.

- Não dormi bem noite passada...Na verdade nem dormi- ele me olha de canto e se levanta indo até uma prateleira ali e tirando dali um ursinho, logo me entregando.

- problemas em casa?- ele pergunta e eu fico em silêncio.

- Por que não começamos nos apresentando jimin?- ele sugere e eu concordo ainda calado.

- bom...- ele inicia- eu começo então

- Tudo bem..- eu digo

- Meu nome é Kim seokjin, eu tenho 26 anos, cursei psicologia social e hospitalar, sou gay- ele diz sorrindo- e namoro a 3 anos uma pessoa

Ele parece mais juvial do que eu imaginei, ele é novo e já tão bem de vida, eu reparei que o forte dele é a simpatia, ele é amigável e parece tentar se aproximar intimamente de seus pacientes.

- bom, meu nome é park jimin, tenho 17 anos, estou indo para o 3 ano, me mudei recentemente de busan para aqui Seoul.

Não foi escolha minha, eu vim pela felicidade de minha mãe.

- minha mãe...ficou noiva recentemente, no dia em que ela ficou noiva, eu surtei- ele fica ereto na poltrona me olhando atentamente

- eu falei várias coisas feias pra ela,me arrependo disso, mas ela me perdoou- ele abre um mínimo sorriso

- vc gosta da noiva dela?- ele pergunta parecendo curioso

- sim muito, ela faz muito bem pra minha mãe sabe? Mamãe já sofreu demais, já foi jogada várias vezes para o desespero, mas lisa entrou na vida dela e a salvou da profunda depressão que mamãe estava- me lembro como se fosse hj dos sorrisos que mamãe dava toda vez que lisa aparecia na porta de seu quarto.

- Ela está bem hoje?- eu afirmo - e vc? Conseguiu sair do precipício?

- eu aceitei...eu aceitei tudo isso pela minha mãe, não estou de acordo em sair de minha casa e vir pra uma outra cidade- eu apertava o ursinho em minhas mãos

- jimin, o que te faz ter esse muro em volta de vc? Por que seus olhos transbordam medo? O que aconteceu com vc pra ser da maneira que é?- eu deixei uma lágrima cair e o encarei sério.

Ele parecia conseguir ler minha mente, por que a cada pergunta  que dava, apertava os olhos, parecia analisar cada reação ou expressão minha.

Me sinto na liberdade de dizer o que se passa comigo, minhas lágrimas já não tem controle, eu encaro o homem na minha frente que parecia preocupado vendo minha situacao.

-eu matei meu pai...












Notas Finais


Tenso


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