História Impossible Love (SwanQueen) - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Drama, Ouat, Swanqueen
Visualizações 86
Palavras 3.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, amores! Voltei um pouquinho mais cedo.
Quero agradecer aos que comentaram no capítulo anterior me encorajando a continuar. Muito obrigada! Faz toda a diferença.
Estou gostando muito de escrever essa fanfic e espero de coração que vocês gostem também!!
Nesse capítulo tem um P.O.V da Regina para entender melhor a primeira vez que elas se viram na sala de aula.
Relevem os erros, e boa leitura! ❤

Capítulo 2 - Impossível Tentar Esquecer.


A loira não havia compreendido absolutamente nada do que tinha acabado de acontecer. Não sabia se havia feito algo que não a agradou, ou Regina simplesmente agia sempre daquela maneira. Em meio aos seus devaneios o sinal bateu para finalmente irem embora.

Ela rapidamente arrumou suas coisas e saiu da sala praticamente correndo não falando com ninguém.

Desta vez iria embora caminhando e sozinha, mas ela não se importava nem um pouco, achava até melhor do que quando sua avó lhe buscava.

Ao virar a esquina do colégio viu um Audi branco, e seu coração acelerou ao ver dentro do carro ela, sua professora substituta, que apenas olhou a loira rapidamente e voltou seu olhar para a direção parecendo estacionar o carro.

A loira olhou de relance para aqueles olhos castanhos dentro do carro e por um momento se esqueceu de tudo a sua volta, sendo despertada apenas pela buzina de uma moto atrás de si. Voltou sua atenção para o caminho e seguiu para a sua casa tentando esquecer aquela mulher que lhe fez perder a atetinda aula e a deixava com o coração acelerado sem saber o que fazer ou sequer falar.

O fim de semana havia chegado e Emma estava feliz por finalmente poder descansar um pouco, mas a loira só pensava na professora substituta de história, não entendia o porquê aquela mulher havia a abalado tanto, tentou afastar esses pensamentos da morena mas logo se via pensando nela novamente.

Passou o dia de sábado lendo alguns de seus livros e assistindo a filmes e séries, ao chegar a noite Ruby lhe mandou uma mensagem via whastapp dizendo que se encontrassem em uma lanchonete ali perto para que pudessem se distrair e se divertir no sábado a noite. A loira até pensou em dizer não, ela realmente preferiria ficar em casa do que sair, mas como já havia um bom tempo que não saía com a sua amiga resolveu aceitar.

– Vó, estou saindo. Volto mais tarde! – disse Emma adentrando a sala onde Elizabeth se encontrava.

– Ora, o que deu em você para sair? – disse a mulher com uma expressão confusa. – Vai encontrar quem? – indagou Elizabeth antes que Emma pudesse responder a primeira pergunta da mulher.

– A Ruby. – respondeu Emma.

– Você ainda anda com essa garota, Emma? Devia melhorar suas amizades! – disse de maneira rude.

– Vó, você não a conhece para falar assim dela. Ela é uma ótima pessoa e minha melhor amiga, eu confio nela! – rebateu.

– Ah, esses adolescentes, viu. Você é quem sabe. Só não chegue tarde em casa! – disse a mulher dando de ombros.

– Tudo bem! Tchau. – disse a loira e saiu de casa se encaminhando para a lanchonete onde sua amiga estava lhe esperando.

Ao chegar no local denominado "Granny's" Emma adentrou e viu em uma mesa no canto não só sua amiga mas seu namorado Killian, Alice e Sofia. Ela não espera encontrar eles também, não que não gostasse de seus amigos, pelo contrário, ela gostava muito, mas devido a maneira de como Killian estava agindo ultimamente não se sentiu muito confortável em estar ali, mesmo assim tentou formar um sorriso e se direcionou até eles.

– Olá, gente! – disse Emma.

– Olá. – responderam em uníssono.

– Senta aqui do lado do seu boy, amiga! – disse Ruby com um sorriso malicioso e deu espaço para Emma se sentar ao lado de Killian.

– Por isso que minha avó não gosta de você! – disse Emma em tom baixo mas não o suficiente para que a morena não a escutasse, e sentou entre os dois.

– O que disse? – indagou Ruby semicerrando os olhos.

– Ah… é… Você não me disse que iriam vir todos! – disse a loira tentando mudar de assunto.

– Ué, loirinha?! Não queria que nós viessemos? – indagou Killian.

– Queria! Só estou dizendo que Ruby não me avisou sobre vocês! – disse Emma querendo acabar com aquela conversa logo.

– E precisa avisar? – indagou Alice franzindo o cenho.

– Ai, gente. Esquece! – se limitou a dizer revirando os olhos.

– Nossa, Emma. Ta nervosa por quê? – indagou Sofia cinicamente.

– Não estou! – respondeu Emma forçando um sorriso amarelo. Seus amigos não eram o problema, ela só queria se ver livre de certas coisas, como por exemplos brigas com Killian, que acontecem frequentemente mesmo os dois se gostando, estando juntos ou não.

– Tudo bem, gente. Vamos mudar de assunto, por favor, né? – resmungou Alice aflita.

– Sim, vamos! – disse Sofia chamando uma moça que trabalha no local para anotar o pedido de todos.

– Então, o que vocês acharam da professora substituta? – indagou Ruby.

– Não fui muito com a cara dela não! – disse Killian e bufou.

– E por que não? – indagou Emma abismada.

– Porque não, oras! Tem algo nela que eu não gosto, ainda não sei o que, mas essa mulher tem alguma coisa, ainda vou descobrir! – disse Killian.

– Kill, só tivemos uma aula com ela e você diz uma coisa dessas? Que absurdo! Ela não esconde nada! – disse Emma nervosa pegando seu pedido que acabara de chegar junto com os de seus amigos.

– Esta defendendo ela por quê? Como você disse, nós só tivemos uma aula com ela! – disse Killian com um semblante de raiva.

– Eu sei, só não acho que devemos ter pensamentos precipitados sobre alguém que não conhecemos ainda! – esbravejou a loira.

– Você pensa o que você quiser, e eu o que eu quiser, não é da sua conta o que eu acho dos outros! – rebateu de forma rude.

– Nossa, eita… Se acalmem, por favor! Nós não viemos aqui para brigar! – disse Ruby tentando de maneira falha acalmar a situação.

– Iih... falando nela… – disse Sofia olhando para a porta onde alguém havia entrando o que atraiu atenção dos outros amigos.

Regina Mills havia acabado de entrar no estabelecimento junto a um homem alto e loiro.

– Era só o que me faltava! – lamentou Killian revirando os olhos.

– Calma, Kill. – disse Alice.

– Calma nada! – resmungou o garoto.

– Ela está acompanhada, será que aquele é o marido dela? – indagou Alice.

– Olha, se for a sorte a dela, viu. Que homem maravilhoso! – disse Sofia com certo ar de malícia.

– Você não perdoa ninguém hein, garota! – disse Ruby indignada.

– Olha só quem fala! – disse Sofia revirando os olhos.

– E você, Emma? – indagou Ruby para a loira que olhava a professora descaradamente.

– O que tem eu? – disse Emma voltando seu olhar para os amigos que estavam atentos na loira.

– Está olhando tanto para a professora, tem algo a dizer? – indagou Killian desconfiado.

– Só estava observando. – respondeu dando de ombros. – O que tem demais em olhar? – indagou como se não fosse nada.

– Uh-hum. Se você não prestou atenção a mulher está acompanhada! – disse Killian enfatizando a última palavra.

– Eu vi sim! Eu só estava olhando, qual é problema de vocês? – disse a loira já sem paciência.

"Vocês" vírgula, querida. Eu não falei nada. – disse Alice fazendo aspas com os dedos.

– Eu também não! – completou Sofia.

– Olha lá gente, eles já estão indo embora. – disse Ruby olhando para o balcão onde Regina estava junto ao homem loiro.

Os cinco, mas principalmente Emma, observou Regina pegar o seu pedido e sair com o homem do local sem nem perceber que os alunos estavam ali.

– Graças, já foi tarde! – disse Killian e viu Emma bufar. – O que? Não queria que ela fosse? – indagou cinicamente com o cenho franzido.

– Mas eu nem… – começou Emma mas foi interrompida por Sofia.

– Aii, chega desse assunto. Tanta coisa para conversar e vocês nisso, que saco. – exclamou Sofia e bufou enfurecida.

– Ta bom, vamos mudar de assunto. – disse Ruby. – Gente, vocês viram que delícia aquele professor de matemátic… – disse mas foi interrompida.

– NÃO!!! – Exclamaram todos em uníssono atraindo a atenção de algumas pessoas no estabelecimento.

– Chega de assunto sobre professores, nada sobre escola, por favor, né? Fim de semana não é hora de pensar nisso.

– Ta bom, credo. Gente mau-humorada. – murmurou Ruby cruzando os braços e fazendo bico.

Ficaram no local durante um tempo enquanto a conversa fluía em assuntos aleatórios, depois de um certo horário se despediram e cada um se encaminhou para sua casa.

[…]

P.O.V Regina

Moro em Boston à alguns anos e também leciono História por lá. A decisão de vir para Storybrook foi somente para visitar os meus pais durante alguns dias, mas como meu pai tem muita influência na cidade ao saber de uma professora que havia se ausentado de suas aulas devido a assuntos relacionados a sua saúde e provavelmente ficaria afastada até o final do ano letivo, ele me indicou para que eu pudesse cobri-la. Então, já que atualmente não estava dando aulas em Boston, ao ser chamada resolvi aceitar o trabalho temporário, além de que eu poderia passar mais tempo com a minha família.

[…]

Cheguei ao colégio para dar aulas em uma sexta-feira, de início tudo ocorreu nos conformes, tentei passar o máximo de tranquilidade para os alunos se sentirem bem na minha presença, mas também sendo firme e autoritária como sempre fui em alguns momentos para que ninguém pensasse que poderia se "aproveitar" da nova professora.

Só faltava mais uma aula naquele dia que seria a do último horário, entrei na sala de aula do 3°B observando todos os alunos, mas uma em especial me chamou muito a atenção: era uma garota loira, alta, com um corpo atlético muito bem definido, e quando nossos olhares se encontraram pude ver seus olhos cor esmeralda, que me encararam como se estivesse hipnotizada, nunca em minha vida me senti tão exposta por aquelas íris esverdeadas, era como se ela soubesse tudo sobre mim sem ao menos me conhecer. Por algum motivo seu olhar me prendeu. Encarei-a de cima a baixo, mas logo meus pensamentos esvaíram-se ao lembrar de que se tratava de minha mais nova aluna.

Pedi para que todos se apresentassem e quando chegou na loira eu perguntei seu nome e ela somente ficou me olhando com aqueles maravilhosos olhos e sorrindo, uma morena que sentava ao lado dela lhe despertou do que quer que seja o que ela estava pensando, a loira falou seu nome e vermelha de vergonha por ter demorado a responder, eu a achei tão maravilhosamente fofa.

Depois de passar matéria na lousa e mandar aos alunos fazerem um exercício me sentei na cadeira e peguei um de meus livros para ler. Porém era deveras difícil conseguir entender algo do que estava escrito nas páginas, eu apenas olhava aquela loira que me tinha despertado algum interesse. Em várias vezes nossos olhares se encontravam, eu não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo comigo, e nem o porquê de eu estar olhando tanto para aquela aluna. Quando ela me olhava eu tentava disfarçar mas parecia impossível de se fazer, aqueles olhos cor esmeraldas eram extremamente convidativos, eu não podia estar assim por causa de uma aluna. Isso era errado e totalmente antiético, eu tinha que me livrar de tais pensamentos.

Fechei meu livro já que não conseguia de maneira alguma me concentrar na leitura e passei nas carteiras olhando como os alunos estavam no exercício. Ao chegar na carteira de Emma vi seu caderno com apenas o enunciado da questão, provavelmente ela ficou naquela troca de olhares comigo e assim como eu não conseguiu se concentrar no que estava fazendo, não! Não podia ser. Isso não poderia estar acontecendo, e por um momento eu me exaltei.

– Só fez isso, srta. Swan? O que estava fazendo que era mais importante do que o exercício que passei? – indaguei séria com as mãos na cintura.

– Eu... eu só não estou muito bem hoje, me desculpe, vou voltar a fazer! – a loira disse e abaixou a cabeça.

– Espero que se esforce mais para acompanhar a matéria, ou vai ficar atrasada! – eu disse e voltei para a minha carteira, mas me arrependi no exato instante que a olhei novamente. A loira estava com os olhos marejados e parecia se segurar para não chorar. Enquanto eu pensava no que fazer o sinal bateu, ela arrumou suas coisas apressadamente e saiu da sala correndo, eu a chamei mas ela pareceu não me escutar.

Peguei minhas coisas, sai da sala e me encaminhei para meu carro - que havia comprado recentemente após aceitar o trabalho temporário - quando estava virando a esquina vi Emma logo atrás, ela me olhou e ficou alguns instantes parada no meio da rua. Por Deus, o que ela estava fazendo, parada ali no meio de uma rua movimentada? Desviei meu olhar do dela para encostar o carro e quando olhei de volta um rapaz de moto havia buzinado e ela se apressou para sair da rua e seguir seu caminho, pensei em ir atrás dela para perguntar se estava bem, mas ela devia estar chateada e me odiando por mais cedo, o que seria melhor do que a ter por perto já que me senti de uma maneira diferente dentro da sala quando a vi, então seria muito mais fácil se ela me odiasse.

Dei partida em meu carro novamente indo para a minha casa, ou a casa de meus pais no caso, já que ficaria ali até o final do ano. Eu poderia ficar em outro lugar, ou até mesmo na casa de minhã irmã, mas como minha mãe fez questão de que eu ficasse com eles, e não tinha nada que a fizesse mudar de idéia, então quem sou eu para a contrariar.

Haviam se passado anos desde a minha última vez ali, porém certas coisas permaneceram intactas, com poucos detalhes diferenciados. Era bom sentir-se em casa, acolhida. Não havia comparação do quanto era bom poder estar ali com meus pais ao em vez das longas conversas ao telefone.

Cumprimentei os meus pais e logo subi para o quarto em que ficaria, que era o mesmo de quando eu morava a alguns anos atrás. Entrei, tranquei a porta e deitei na cama, e logo meus pensamentos voltaram para a aluna. Mas que droga! Eu tentava evitar, mas era praticamente impossível a tirar de meus pensamentos.

[…]

No dia seguinte, aproveitando que era sábado, resolvi dar toda minha atenção para meus pais, Cora e Henry Mills, e minha irmã, Zelena Mills.

Estávamos na sala de estar e a conversa com meus pais e minha irmã se encaminhava muito bem. Minha mãe exigia detalhes minuciosos sobre a minha vida profissional e pessoal em Boston quando escuto a campainha tocar.

– Podem deixar, eu atendo! – eu disse me levantando do sofá e seguindo até a porta sendo seguida por Zelena.

– Estavam esperando alguém, sis? – indaguei a minha irmã.

– Não que eu saiba, Gina. – respondeu Zelena.

Ao abrir a porta dei de cara com Robin, um velho amigo meu dos tempos de escola, nós já namoramos uma vez por pura insistência dele e de meus pais, porém não deu certo, eu não gostava dele então achei melhor nós terminarmos e cada um seguir o seu caminho.

– Olá, Regina. Vejo que continua linda, como sempre! – ele disse sorrindo. – Olá, outra irmã Mills. – ele disse para Zelena que apesar de supresa com a presença do homem apenas acenou com a cabeça em resposta, a ruiva nunca havia se dado muito bem com Robin.

– Olá, Robin. O que faz aqui? – indaguei confusa e ele me olhou com um sorriso de lado.

– Seus pais me chamaram! – ele respondeu e eu fiquei ainda mais confusa.

– O que? Por que meus pais… – não consegui terminar de falar pois minha mãe apareceu atrás de mim interrompendo minha fala.

– Robin! Que bom que veio! Vamos, entre! – disse minha mãe trazendo Robin para dentro e eu fechei a porta ainda sem entender e olhei para minha mãe.

– Mãe... O que Robin faz aqui? – indaguei para Cora que me olhava com um semblante de culpa fingindo desentendimento, logo depois meu pai apareceu e cumprimentou Robin.

– Já que vai ficar na cidade durante alguns meses, poderia ter amizade com alguém, e quem sabe algo a mais... – disse minha mãe e eu a olhei boquiaberta com o que ela acabara de dizer.

– Você as vezes exagera hein, mãe! – disse Zelena rindo.

– Ah Zelena, não começa! – disse Cora e a ruiva revirou os olhos.

– Mãe! – falei em tom de repreensão. – Eu não acredito nisso! – disse incrédula a fitando seriamente.

– Minha filha, Robin é um rapaz bom, e um ótimo partido para você. – disse meu pai.

– Pai, não. Por favor! – disse para ele que apenas suspirou se dando por vencido.

Nós voltamos para a sala de estar e ficamos conversando durante algum tempo, Robin sempre com as investidas dele e meus pais incentivando. Como eu odiava aquilo, queria ter uma desculpa para sair daquele ambiente o mais rápido possível, mas nada estava ao meu favor.

– Já está quase na hora do jantar, sra. Mills. – anunciou a empregada e voltou-se para a cozinha.

– Eu já vou indo! – disse Robin se levantando. E eu suspirei aliviada.

– Não seja, bobo. Fique para o jantar! – disse meu pai.

– Obrigado, mas eu preciso ir! – disse Robin.

– Nós insistimos para que fique! E Regina e Zelena também, não é filhas? – disse minha mãe e os três nós olharam. Mas que droga, mãe!

– Eu não insisto em nada! – exclamou Zelena com desdém e eu me segurei para não rir.

– Filha… – repreendeu Henry.

– Ai, ta bom, ta bom! – esbravejou Zelena.

– Regina? – indagou Cora.

– Claro! – disse fingindo um sorriso.

– Bom, nesse caso, eu aceito o convite. – disse Robin sorrindo. – Eu posso ir buscar algo para comermos!

– Não se preocupe com isso. – disse minha mãe.

– Eu faço questão, pelos menos a sobremesa! – Robin disse.

– Tudo bem! – disse minha mãe e virou-se para mim. – Regina, se importa de ir com ele? – indagou. Caramba, mãe. A senhora insiste mesmo, viu.

Me virei para Zelena murmurando baixinho um "me ajuda" e recebendo em troca um "se vira" em conjunto de um sorriso. Bufei e me virei novamente para meus pais.

– Não me importo, eu vou. Mas que fique claro que mesmo vocês sendo meus pais e eu os respeitando muito, não admito que se intromentam na minha vida amorosa. Sabem que o que Robin e eu tivemos foi breve e acabou, não ira se repetir. – eu disse em um tom sério e firme. Meu pai, Zelena e Robin me olharam assustados enquanto Cora inspirou profundamente como se encontrasse forças para não perder a paciência.

– Nós somos seus pais e sabemos o que é melhor para você! – disse Cora calmamente.

– Vocês são, mas eu deixei de ser criança à muitos anos, e posso tomar minhas próprias decisões sozinha!

– Tudo bem, querida. Nós respeitamos isso. – disse meu pai com um olhar de cumplicidade se aproximando de Cora para evitar que a discussão se prolongasse.

Minha mãe apenas revirou os olhos e cerrou o maxilar evitando se exaltar e deixou o cômodo.

– Podemos? – indaguei a Robin indicando a porta e ele assentiu se direcionando a ela.

– Vamos no meu carro, se não se importar! – disse Robin se dirigindo até seu carro e eu o segui. Ele abriu a porta para mim e então eu entrei, ele deu a volta entrou no carro colocando a chave na ignição e logo deu partida.

Nós paramos na frente de um restaurante chamado Granny's. Desci do carro e adentramos no local, percebi uma rodinha de amigos sentados ao fundo do estabelecimento, e no meio deles estava ela, a garota loira que estava em meus pensamentos desde que a vi na sala de aula. Percebi que estavam olhando para nós dois e desviei meu olhar antes que meus olhos se encontrassem com os de Emma e eu me perdesse novamente.

Robin fez o pedido e nós ficamos esperando, eu olhei disfarçadamente para o grupo e vi o que parecia os amigos repreendendo Emma por algo. Voltei meu olhar para o balcão, na qual já havia chegado o pedido, Robin pagou e deixamos o local voltando para o carro.

Nos encontravamos em um silêncio ensurdecedor e eu não faria o mínimo de esforço para mudar isso.

– Por que tanto silêncio, Regina? – indagou Robin enquanto dirigia.

– Não tenho nada para falar! – me limitei a dizer.

– Regina… – começou a falar e encostou o carro, ato que me assustou um pouco. – Eu sei quais são as intenções de seus pais, especificamente de sua mãe me chamando para a casa deles logo agora que você está lá. Mas eu não estou com essas intenções, o que tivemos já passou, não deu certo, vida que segue. Só quero ser seu amigo agora, será que podemos? – disse Robin sorrindo com uma expressão indecifrável.

– Sabe… você ainda não me convenceu, terá que fazer muito mais do que isso, Robin! – disse arqueando uma sobrancelha.

– Okay, Regina. Nós ainda temos tempo para isso. – disse sorrindo e eu revirei os olhos.

   Nós voltamos para a casa de meus pais. A empregada ia e vinha com os pratos preparados, acondicionando-os sobre a mesa. Jantamos e conversamos, e ao contrário do que eu achei que se sucederia dessa noite, tudo ocorreu o mais agradável possível, Robin não falou nenhuma gracinha e estava sendo muito educado e gentil, até demais se tratando dele. A conversa entre nós se decorreu deveras animada. Mas mesmo assim, Emma Swan não saía de meus pensamentos, muitas vezes meus pais ou Zelena tinham que me trazer de volta de meus devaneios, que absurdo! Uma professora pensando em sua aluna, eu só podia estar ficando maluca, não entendia absolutamente nada do que estava se passando comigo, mas eu não queria descobrir, devia apenas ter me sentido atraída pela loira e me encantado com sua beleza e seu jeito fofo, mas isso não pode durar muito, eu posso tentar ignora-la e ser a Regina Mills arrogante de sempre para que ela se mantenha a uma distância segura de mim e eu não venha a cometer nenhuma loucura futuramente.


Notas Finais


É isso! O que vocês estão achando? Me digam, por favor. Se eu souber o que vocês pensam sobre a estória vou saber os pontos onde acertei e devo continuar e os pontos em que errei e devo melhorar.
Até o próximo, bjs. 😘


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