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História Impossível - Capítulo 4


Escrita por: e _Lazuli


Capítulo 4 - Arrogante ou inconveniente


Fanfic / Fanfiction Impossível - Capítulo 4 - Arrogante ou inconveniente

Aparentemente tudo estava bem, durante UMA SEMANA, Hanamiya e Kiyoshi pareciam nem se conhecer e nem sequer trocaram olhares ou disputaram alguma briga.

Uma semana na qual tudo parecia ter sido esquecido e onde a tensão inimiga entre ambos parecia inexistente. Só parecia.

Naquele dia, o novato do Washington Sucess e inimigo de Teppei, vulgo Hanamiya Makoto só desligou o rádio as 4 horas da manhã e por mais incrível que fosse, nenhum vizinho pareceu se incomodar. Era como se todo mundo ou tivesse medo dele ou não achasse ruim quando Hanamiya fazia alguma merda e isso era o que mais incomodava Kiyoshi.

Logo, Teppei aproveitou todos os dias que se passaram para analisar e descobrir a melhor forma de abalar as estruturas de Hanamiya.

Era noite pós treino, Hanamiya estava quase indo embora, mas Mark o chamou para tratar de algum assunto do time e Teppei achou o momento ideal para agir.

Com poucos dias já sabia de muitas manias, um tanto "graciosas" de Hanamiya. Como por exemplo a organização impecável do armário dele no vestiário. 

"Bagunçar um pouco não vai ser o suficiente para mim, mas vai deixar ele estressado..." - Teppei pensou e no caminho até o vestiário, viu Coudie indo para lá e o puxou pelos ombros. 

- Preciso de um favor. - Disse rápido. 

- Manda. - Coudie retrucou.

- Fica de olho no Hanamiya e me avisa se ele estiver entrando... - Kiyoshi disse posicionando o homem perto da porta e fechando a mesma atrás de si, enquando ignorava os protestos de Coudie.

Ele tinha que ser rápido. 

Com muita agilidade, Teppei tentou uma das senhas que viu Hanamiya colocar no cadeado, já que ele sempre mudava e sorriu quando a senha era uma combinação entre o número 12 e 10. Bagunçando as poucas coisas que tinha dentro e fazendo uma armadilha para que tudo caisse no chão quando a portinha de metal fosse novamente aberta.

Ele travou o cadeado e estava quase indo embora quando pensou melhor e voltou atrás. Não bastava só aquilo.

Mudando a combinação do cadeado, além de ter dificuldades para abrir seu armário, se conseguisse, Hanamiya teria uma surpresa desagradável, seriam duas dores de cabeça em uma só.

- Espera, Ha-Ha-Hanamiya! - Coudie gaguejou e sua voz desesperada alertou Teppei, que estava prestes a abrir a porta e sair.

- Sai da frente. - Hanamiya disse já sem paciência.

- Eu vou sair, eu só... - Coudie tentava pensar em distrair Hanamiya e tirá-lo dali, mas nenhuma ideia servia.

- Só... sai. - O tom era de perigo e ele nem se esforçava. 

- Olha aqui! Você não pode me intimidar assim! - Coudie gritou trêmulo e atiçando a fúria sobre si.

Hanamiya o prensou contra a parede e o olhou de cima, por ser mais alto.

- Foda-se. Quem você acha que é? Eu espero que você não... - Hanamiya interrompeu a fala e tudo ficou em silêncio. 

Kiyoshi que ainda estava dentro do vestiário ficou curioso pelo silêncio repentino e abriu a porta, mas tudo o que viu foi o soco que Hanamiya desferiu na boca de Coudie, fazendo o homem cambalear para trás e cair de bunda no chão dentro do vestiário, que agora tinha a porta aberta e um Teppei assustado.

- O que você está fazendo?! - Teppei gritou para Hanamiya e como se o mesmo saísse de um transe, ele apenas sorriu sarcástico e bicou uma das pernas de Coudie com pouca força (como brincadeira de irmãos).

- Pergunta pro seu namoradinho. É ele que gosta de beijar as pessoas. - Hanamiya disse dando as costas e falando por cima do ombro, antes de ir embora: - Da próxima, vou quebrar seus dentes com um chute.

Ameaçou e saiu. Imponente. Dali mesmo ele foi embora e só restou para Teppei socorrer o amigo que tinha um corte fundo na boca.

- O que você fez, Coudie? - Kiyoshi perguntou, mas a resposta mesmo só veio quando Coudie limpou todo o machucado e cuspiu o último gargarejo de água gelada para estancar o sangue.

- Eu beijei, Hanamiya. 

- Eu pedi para você me avisar se ele aparecesse! Como isso foi acontecer?

- Eu não percebi. Quando vi, ele já estava quase entrando e eu pensei que se tirasse a reação dele, o mesmo iria se distrair a ponto de você conseguir sair ou se esconder... - Coudie reclamou rápido, mesmo sentindo dor.

- Hih... - Teppei riu anasalado depois de alguns segundos em silêncio observando o homem que estancava o sangue com uma toalha.

- Do que está rindo? - Coudie se irritou.

- Da minha burrice em achar tudo daria certo nesse plano.

- Bom. Foi idiota mesmo. - Coudie confirmou.

- Como posso me redimir, hein? - Kiyoshi perguntou e puxou o amigo com ele para que ambos saíssem do clube. Já estava tarde e só restara os dois ali, sem contar que eles já tinham se aprontado para ir à alguns minutos atrás. 

- Não sei. Mas me satisfaça. - Coudie respondeu emburrado.

- Hm... e se eu me oferecer a fazer tudo o que você quiser até que sua boca esteja melhor? - Teppei não pensou muito pois sabia que poderia se arrepender amargamente. 

- Tem certeza? Vai demorar, aquele grosso quase arrancou meu dente... - Coudie fez charme, mas a resposta já era positiva desde que foi proposto por Kiyoshi.

- Desde que não me prive das minhas folgas, eu não me importo.

- Zerou! - Coudie estendeu a mão dando um tapa no topo da cabeça de Kiyoshi e indo embora na frente.

- Até depois de amanhã, então! - Teppei gritou para o amigo e agradeceu mentalmente por ter terminado na paz.

- Oh... parece que acabei de vender minha alma... - Kiyoshi pensou alto enquanto ia para casa.

Diferente da última vez, quando chegou em casa, Hanamiya não ligou o som alto, mas estava sentado no muro, como sempre, desafiando a gravidade de tanto desleixo. Ao lado dele estava Imayoshi, que foi o único a acenar para Kiyoshi quando viu o mesmo chegar.

- Ei, vizinho! Vamos jogar amanhã de manhã? Eu chamei uma galera da época da escola, não quer chamar também? - Imayoshi comentou rindo e fazendo Kiyoshi parar no portão por mais tempo que o necessário. 

- Não vai dar. - Teppei sorriu sem graça. 

- Pensei que gostasse de basquete. - Hanamiya comentou sarcástico, mas continuava olhando para qualquer outro canto, como se nem valesse a pena encarar o moreno da casa ao lado.

- Deixa pra próxima, então. - Imayoshi deu de ombros.

- É... próxima. - Teppei respondeu vagamente e entrou para sua casa, ignorando os vizinhos. 

Kiyoshi não tinha nada contra Imayoshi, na verdade até estava acostumado a jogar basquete com ele uma vez ou outra, mas desde que Hanamiya passou a morar junto (desde que ele entrou pro Washington Sucess) ele não sentia a mínima vontade de ficar perto dos dois, pois se sentia incomodado com a cumplicidade um tanto assustadora de ambos e do próprio Hanamiya.

No seu dia de folga, Teppei pretendia tirar algumas fotos para encaixar na história que estava escrevendo e depois voltar pra casa, almoçar e ir visitar alguém, talvez seus amigos da época da escola que iriam se casar em breve.

Teppei programou tudo antes de acordar pronto para sua rotina recém montada. Seu primeiro destino eram as fotos, saiu sem rumo apenas fotografando o que lhe agradava durante o caminho, o que durou pouco.

Por algum motivo, não estava inspirado, então decidiu voltar pra casa mais cedo e comer alguma coisa como o planejado.

Enquanto abria o portão de sua casa, Kyoshi ouviu a voz de seu vizinho enunciando algo prestes a sair para Hanamiya que já estava subindo no muro novamente.

E para evitar contato ou conversas desagradáveis logo pela manhã, entrou em casa o mais rápido possível.

Guardou a câmera em seu quarto e foi direto para a cozinha fazer o almoço, quando estava quase tudo pronto, Teppei percebeu estar faltando o seu ingrediente secreto, que era essêncial para qualquer refeição na sua opinião.

Determinado em ter uma refeição completa, Teppei não se importou em sair para comprar o tal ingrediente, pegou apenas suas chaves, a carteira e saiu.

Mesmo que muito rápido, não resistiu em dar uma olhada no muro que consequentemente Hanamiya estava, já que se sentia mais seguro se mantivesse os olhos nele, evitando problemas para si mesmo.

Nos milésimos em que olhou o garoto, Kyoshi percebeu algo diferente, mas seu almoço era muito mais importante para ele parar e decidir o que era.

Não deu nem cinco passos e ouviu um barulho alto bem próximo. Parecia um "BAM" o som de um corpo chocando contra o chão acompanhando de um grunhido de dor.

Teppei percebendo que o som vinha da casa de Imayoshi, confirmou sua teoria ao ver que Hanamiya não estava mais em cima do muro.

Sem pensar mais em seu almoço e nos problemas que possivelmente teria ao fazer isso, Kyoshi deu meia volta e pulou o portão de Imayoshi que ele havia trancado antes de sair. E seguiu simplesmente o som de dor até a varanda onde Hanamiya sofria no chão.

- Sabia que não ia demorar pra isso acontecer.. - Teppei comentou vendo de longe o garoto que mal conseguia se mexer.

- O que está..fazendo aqui? - Hanamiya se apoiou em seus cotovelos para encarar Kyoshi enquanto disfarçava sua expressão de dor com relutância.

- Vim ver de perto o resultado da sua artimanha irresponsável. - Teppei digitou alguns números em seu celular enquanto ignorava o garoto que falava coisas sujas. - Bom dia, é da emergência?

Hanamiya parou de xingar quando ouviu a palavra "emergência", começou a fazer gestos para que o da sua frente encerrasse a ligação.

Fez tão desesperadamente que esqueceu de se apoiar e acabou fazendo um movimento que aumentava a dor do joelho o fazendo quase gritar.

Teppei não pensou duas vezes quando viu a cena, encerrou a ligação e se aproximou do garoto que contorcia as mãos em dor.

Sem pedir permissão, Teppei ajeitou o corpo do garoto que não tinha mudado a posição desde que caiu para uma mais confortável para o joelho do garoto. Como Hanamiya não protestou por estar anestesiado com a dor, Kyoshi aproveitou para dar uma olhada e chegou a conclusão.

- Você torceu o joelho!

- O quê?

- Torceu o joelho.

- Impossível, eu não caí de muito alto, isso foi apenas um mal jei..to.. - Hanamiya se mexeu tentando provar o que dizia e acabou provocando uma pontada.

- Basta um movimento em falso para que isso ocorra. - Teppei disse ajeitando o corpo de Hanamiya novamente, mas dessa vez era para levanta-lo no colo.

- O que está fazendo? Você é louco? Me solta!

- Eu vou te levar pra dentro, ou você pretende ir até lá por teletransporte? - Além do almoço, Teppei estava perdendo a paciência.

- Que seja! Eu não vou deixar você me carregar, eu não pedi a sua ajuda.

- Você não tem escolha.. - Teppei aproximou seu rosto de Hanamiya para que soasse ameaçador. - É isso ou eu te largo aí e chamo uma ambulância.

Teppei observava cada expressão dolorosa no rosto de Hanamiya já que estava tão perto, mas percebeu uma ainda pior quando ele mencionava algo relacionado a hospitais.

- Desgraçado.. - Hanamiya resmungou enquanto desviava o rosto de forma grosseira e permitia a contra gosto ser carregado por Kyoshi Teppei.

E Kyoshi só pensava em quão longo seria o seu tão sonhado dia de folga, interrompido cruelmente por ninguém menos que o dono de suas dores de cabeça. Hanamiya Makoto.



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