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História Impossível - Capítulo 8


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Notas do Autor


ATENÇÃO: cenas de violência pesada nesse capítulo. Começa em "Bakugou ouviu o guia" e vai até o fim do capítulo. Nas notas finais eu resumo os acontecidos caso você não queira ler, assim não vai ficar perdido/a na história =)

Capítulo 8 - "O senhor tem interesse por arquitetura?"


O caminho de volta pro sul acabou demorando alguns dias ainda, mesmo com eles voando o dia inteiro. Os dois aproveitaram o tempo de viagem para elaborar o plano infalível de resgate da cara de lua cheia. 

Eles entrariam pela torre dos dragões e Bakugou ia chamar pelo inútil do Deku. O serviçal iria dizer onde estavam mantendo a mulher e o loiro iria pegá-la. Kirishima ia ficar voando em volta da torre, para que o loiro pudesse escapar com a garota por alguma janela. Plano perfeito, não tinha como dar errado.

- O senhor Midoriya está em expedição com o príncipe Shouto. - informou um dos serventes que recebeu Bakugou e Kirishima na torre. - Eles devem retornar essa semana ainda. - ele disse sorrindo cordialmente. 

- Puta que me pariu vocês. - Bakugou disse passando as mãos pelo próprio cabelo desgrenhado. - Pra onde aquele inútil foi? Eu preciso dele aqui! 

- Eu lamento, senhor, mas eu não sei dizer. Se você tem assunto a tratar eu posso verificar a agenda da princesa Fuyumi ou você pode solicitar uma audiência e voltar outro dia. 

Bakugou apenas fuzilou Kirishima com os olhos quando o dragão começou a fazer grunhidos claramente rindo da situação. O plano infalível tinha falhado antes mesmo de começar. Mesmo assim, o bárbaro iria dar um jeito. Na base do improviso tudo era mais divertido. 

- Vem cá, ô parceria. - Bakugou tentou ser casual mas só conseguiu assustar e deixar o servente nervoso - Alguma chance de… sei lá, eu fazer um passeio pelo castelo? Eu queria ver… ver a… 

Kirishima fez uns grunhidos atrás dele, ajudando com as palavras.

- Isso mesmo, ver a cripta! Eu queria conhecer a cripta, os corredores até lá, o espaço sabe? Ver vários lugares. - Bakugou disse gesticulando genericamente para o ar.   

O rapaz estava bem confuso ouvindo em silêncio até que algo pareceu se encaixar, entendendo o que o bárbaro falava.

- O senhor tem interesse por arquitetura? - seus olhos pareciam brilhar admirados - Jamais imaginaria! Eu também sou um entusiasta. - ele admitiu um pouquinho constrangido. - As criptas aqui ficam no subsolo, estrutura é toda em vigas, é bem impressionante. Mas a parte mais incrível é a biblioteca, tem todas as janelas em arcos decoradas com arabescos cheios de detalhes. Um trabalho impressionante! Pelo que sei levaram muitos anos, foram escultores do oeste que entalharam e… 

Bakugou não podia se importar menos pela arquitetura. 

- Incrível. - ele disse cortando o rapaz. - Posso ver isso tudo isso aí que você tá falando? 

- Ah sim - o rapaz se compôs, controlando a animação - As visitas turísticas acontecem todos os dias, mas você tem que entrar pelo portão principal. Tem que pagar um ingresso mas tenho certeza que você vai amar! Vai poder ver o piso de mármore logo na entrada, a escadaria caracol é a minha favorita. Lembra um estilo mais do leste e…

Bakugou estava morrendo aos pouquinhos por dentro. 

- Você se importa se - Bakugou cortou de novo o discurso animado do rapaz - o Kirishima ficar por aqui enquanto eu vou ver essa escada de mármore?

- O piso que é de mármore, a escada é caracol. - ele corrigiu. 

- Que seja então essa escada feita de caracóis, quero ir vê-la muito, posso ir agora? Ai o Kirishima fica aqui esperando e depois eu chamo ele, combinado? 

O funcionário ficou meio sem saber o que responder e nem conseguiu pois Bakugou já tinha aceitado o silêncio como um sim e deu as costas indo até o dragão.

- Novo plano. - ele disse baixinho para Kirishima. - Você me desce pra entrada principal e depois volta e aguarda aqui na torre. Eu vou entrar pela porta principal, acho a lua cheia e você nos pega quando eu chamar. - Kirishima concordou com a cabeça -  Só vê se não dorme, ô jibóia. 

 

____________


 

Aquele resgate não estava saindo nenhum pouco como Bakugou tinha planejado. Primeiro ele precisou se misturar a um grupo de umas dez pessoas felizes e extremamente irritantes. Eram famílias e casais jovens. Todos o olhavam com desconfiança, mantendo uma distância dele que julgavam segura. Em seguida o grupo foi apresentado para um guia que estava acompanhado de um soldado real. 

- Bem vindos ao Castelo Real da família Todoroki! Eu sou Neito Monoma e serei o humilde guia neste passeio. - o loiro disse fazendo uma mesura exagerada. Bakugou conseguia sentir à distância a falsidade daquela pessoa, um falso carisma que o deixava enojado.  

Junto dele o soldado olhou o grupo e sua cara de desgosto ficou evidente quando bateu seus olhos em Bakugou. O bárbaro era no mínimo uma cabeça mais alto que ele e facilmente mais forte. Mesmo assim, o soldado juntou toda sua pouca coragem e experiência para abordá-lo.

- Senhor, durante o passeio não são permitidas armas. Vou ter que pedir para entregá-las. 

- Entregar minhas armas um caralho! - Bakugou gritou sem constrangimentos.

O grupo inteiro se virou para os dois, o silêncio extremamente constrangedor. Monoma fez um pequeno escândalo afastando as pessoas de perto, como se estivesse presenciando uma calamidade pública. Muita gente em volta parou para observar o que se passava entre o bárbaro e o soldado. 

Totalmente contra gosto e resmungando palavrões, Bakugou tirou a espada curva do cinto e a entregou pro soldado. O homem quase suspirou aliviado por não ter resultado em uma briga, e juntou sua coragem para seguir falando.

- Mais alguma… outra arma? 

Sem dizer nada mas fuzilando o soldado com os olhos, Bakugou puxou mais uma faca da cintura e entregou também. Os objetos foram guardados num baú grande próximo da entrada e em seguida o ânimo mais feliz do grupo se recuperou. 

O guia sorriu fazendo uma encenação ridícula de alívio, batendo palmas como se a troca tivesse sido um pequeno show. Em seguida começou a falar sobre o passeio que fariam pelo castelo, falou algumas regras que Bakugou ignorou em favor de olhar para os lados desconfiado. Tinham tirado suas armas e ainda precisava achar a lua cheia. 

O grupo começou a se deslocar para uma sala na lateral da entrada principal. Era um espaço grande mas muito feio, escuro e úmido. Bakugou conseguia sentir um cheiro meio de carniça misturado com alguma tentativa de limpeza. 

No centro do ambiente havia uma estrutura grande de madeira, quase como um palanque. Para o alto erguiam-se duas vigas também de madeira e em cima se prendia com cordas uma grande placa de metal afiado. Bakugou reconheceu a guilhotina na mesma hora. 

- A primeira parada do nosso passeio é aqui para vermos de perto a guilhotina. É com este aparelho que o grande Rei Todoroki vem mantendo a paz no reino pelos últimos 30 anos. - Monoma disse com a voz suave como se fosse algo de extremo interesse popular  - Desde que foi instaurada a Lei da Paz por nossa majestade, a criminalidade tanto aqui na capital como no resto do reino caiu a quase zero. É apenas um dos grandes feitos de nosso rei! 

As pessoas que olhavam para o aparelho no centro da sala pareciam levemente aterrorizadas. Bakugou cuspiu no chão. Sem se abalar nenhum pouco pela demonstração do bárbaro, Monoma seguiu falando.

- E para não restar nenhuma dúvida de como funciona esta tecnologia de ponta que garante a execução rápida daqueles que ousam desafiar a ordem no reino, vamos fazer uma pequena demonstração. 

O soldado veio com uma melancia razoavelmente grande, a posicionando no local em que ficaria a cabeça de uma pessoa. Ele se afastou, esperou alguns instantes em que as pessoas todas pareciam não respirar. Com um movimento rápido soltou a corda e a lâmina de metal caiu ao chão rápida e letal. 

A melancia partiu ao meio como papel, seu interior vermelho escorrendo e se espalhando, vagamente lembrando sangue. As pessoas todas recuaram um passinho em um susto contido com gritos baixinhos e agudos. Uma criança começou a chorar enquanto outras duas se escondiam nas vestes de seus pais. Com um sorriso largo e sarcástico o guia continuou falando.

- Vale lembrar que todos aqueles que infringem as leis do reino são condenados à morte. A Lei da Paz pune igualmente dos ladrões ao assassinos, garantindo assim a paz completa no nosso reino. É claro que o Rei Todoroki ainda planeja ir mais longe, que suas leis possam ultrapassar as fronteiras do reino. Possibilitar que outros povos menos afortunados desfrutem de uma vida tranquila e segura como a que nós vivemos aqui é uma das atuais metas do rei. Por isso que todas as cidades do reinado contam com guilhotinas para que possam cumprir a lei mesmo nos locais mais distantes. - o guia fez uma pausa, esperando suas palavras serem bem absorvidas. - E, falando sobre locais distantes, vamos para a nossa próxima sala! É o incrível Cemitério de Dragões, venham comigo por aqui. 

    

    ___________

 

    

    O passeio estava sendo a pior experiência que Bakugou já tinha tido na vida e olha que ele já tinha tido a sua dose de experiências bizarras. Cada palavra do guia fazia o bárbaro ficar mais irritado e com mais vontade de explodir aquele castelo inteiro. 

    Se antes havia alguma chance dele simplesmente pegar Ochako e voltar pra sua vida normal, agora aquilo parecia ser absurdo. Bakugou queria nada menos que derrubar aquele rei tirano e escroto. 

Passaram pelas tais criptas onde viram túmulos cheios de ostentação da família Todoroki, o guia sempre exaltando feitos questionáveis de cada membro pela história. Ele até fez uma pausa solene ao lado dos dois últimos túmulos, que pareciam mais recentes. 

Contou que no túmulo menor jazia o primeiro filho do rei, que tinha sido tragicamente assassinado por sua primeira esposa, uma mulher que havia sucumbido a loucura e não era digna de ter seus restos mortais com a família real. Lamentou a péssima sorte no amor do Rei Todoroki pois ao lado do túmulo da criança jazia a Rainha Rei Todoroki. Pediu que todos fizessem uma breve prece em memória dos dois. Era uma grande lástima a atual rainha também ter falecido tão jovem, uma pessoa que era tão querida, abandonando o rei com a árdua tarefa de criar sozinho seus três filhos enquanto governava a nação. 

Bakugou não podia se importar menos.  

Nas paredes por todos os corredores viu quadros retratando guerras e matanças com louvor e representações esdrúxulas e errôneas dos povos livres. Bakugou reconheceu inclusive múltiplas armas dos povos bárbaros expostas como troféus de guerra. Para completar, também viu ossadas de dragões ornando paredes como mera decoração.

A raiva de Bakugou era tanta que por momentos o bárbaro tinha até esquecido seu real objetivo ali. 

    - Nossa próxima parada é na biblioteca! - anunciou o guia empolgado - Subindo por aqui. 

Subiram pela escada caracol até um hall que dava para um espaço grande com muitas janelas ornamentadas. Estantes de madeira escura muito altas cheias de livros e pergaminhos preenchiam todo o ambiente, que era grande e bem iluminado. 

O guia conduziu todo mundo pela porta até o centro de onde se podia ver toda a grandiosidade do espaço enquanto ele falava sobre as grandes descobertas científicas do reino, bem como o arquivamento do conhecimento de maneira adequada e como vossa majestade era prestativo ao pré-selecionar quais conteúdos eram adequados para conhecimento geral da população. 

Enquanto escutava mais aquele monte de besteiras, Bakugou ouviu um barulho de algo caindo no chão algumas estantes atrás. Deu alguns passos na direção e viu nada mais nada menos que era exatamente quem ele procurava.

Uraraka tinha deixado um livro cair da pilha de quase 10 que ela carregava até sua mesa de estudos. Quando conseguiu equilibrar tudo, se abaixar e pegar o livro caído e levantou a cabeça, deu de cara com um torso nu masculino e muito forte.

O loiro conseguiu por pouco impedir que a pilha de livros caísse inteira no chão novamente. Ochako parecia realmente chocada em ver ele ali. Reparou que o rosto dela adquiriu um tom tão rosa quanto às vestes que ela usava, mas ela não disse nada.

- Finalmente te achei. - ele disse sorrindo largo e feliz. 

- Ba.. Bakugou? - ela disse finalmente, se agarrando nos livros que tentava não derrubar de novo. - O.. o que você está fazendo aqui?

Bakugou escutou que o guia seguia falando sobre qualquer besteira, fez sinal de silêncio para Ochako e a pegou pelo braço puxando-a para mais longe do grupo.

- Eu vim te salvar...! - ele disse baixinho já tirando os livros das mãos dela e pensando em como iria abrir a janela que tinha mais a frente.

Uraraka não entendeu nada e começou a pegar os livros de volta.

- Me salvar do quê?? Como assim...?? - ela queria brigar com ele mas também não queria fazer barulho. E como ele ousava tirar os livros dela? - Me devolve meus livros..!!

- Vamos fugir logo daqui! Vamos na janela, eu abro ela, chamo o Kirishima e aí... 

Bakugou estava em alerta. Falava seu plano enquanto ia puxando Uraraka pelo braço, tentando ver onde o grupo do passeio estava, se tinha mais alguém na biblioteca, se talvez o soldado pudesse estar próximo também, se escondendo atrás da estante. Era só levá-la até a janela e..

- Para Bakugou! Eu não vou com você! - ela disse puxando o braço da mão dele. Quem ele pensava que era que podia chegar assim do nada e levá-la, de novo, para onde bem quisesse? Sua voz mais alta quebrou o silêncio da biblioteca e chamou atenção do grupo. 

- O que está acontecendo…? - a voz do guia questionou mais ao longe.

Bakugou ouviu o guia perguntar e instantes depois o soldado estava do lado deles. O bárbaro não pensou duas vezes: num movimento rápido pulou no corpo do soldado o derrubando de costas no chão, ficando por cima dele. Antes dele conseguir reagir o loiro segurou seu elmo e o puxou com força tirando de sua cabeça. Usou o próprio capacete para bater na testa do sujeito, deixando-o desacordado instantaneamente. 

- Guardas!!! Socorro guardas!!! - o guia começou a gritar enquanto ele e as outras pessoas se afastaram assustadas.

Bakugou se levantou com o elmo na mão e o arremessou com tudo na janela da biblioteca que se partiu em milhares de cacos de vidro. Ele correu até o batente olhando pra baixo. Estavam há uns 30 metros do chão e lá embaixo pessoas já começavam a olhar pra cima e se aglomerar pelo barulho da vidraça quebrada. 

Uraraka viu ele colocar dois dedos na boca e fazer um silvo estridente que ela reconheceu da outra vez que ele chamou o dragão. Em seguida ele desceu da janela na direção dela.

- Vamos dar o fora, lua cheia!! - ele disse oferecendo a mão pra ela. 

Estava tudo errado. O que ele estava pensando?

- Eu não vou com você, Bakugou! - ela se repetiu gritando tão alto quanto conseguiu, se afastando dele - Eu estou descobrindo como voltar pra casa! 

- A gente dá um jeito nisso, vamos descobrir sozinhos!! Vem comigo!

Uraraka não sabia o que fazer. Estava tudo errado e tudo acontecendo muito rápido. Logo mais gritos começaram a preencher a biblioteca e ela viu o olhar do loiro desviar do dela. Pela porta entraram vários soldados com espadas em punho. 

- Matem ele!! 

- Não deixem que ele fuja!!

Uraraka caiu pra trás abandonando todos os seus livros em pânico. Ela viu o rosto de Bakugou praticamente se transfigurar numa expressão sádica, um sorriso grande e olhos assassinos. Com um grito feroz como o de uma besta, ele correu desarmado pra cima dos soldados.

Derrubou o primeiro com o peso do próprio corpo, tomando-lhe a espada e cravando-a na barriga do segundo que se aproximava. Empurrou o corpo empalado ainda vivo na direção de outros que vinham, o usando de escudo e derrubando outros dois no caminho.

Puxou a espada do peito dele, já rolando pro chão e desviando de um ataque que veio por cima. Passou a espada por baixo fazendo sangue jorrar da perna do inimigo, o tombando imediatamente. 

O espaço estreito entre as estantes da biblioteca impedia que os soldados circulassem o bárbaro que iniciou uma luta frenética. Conseguiu derrubar mais um, dois, até que o terceiro lhe acertou, fazendo um corte feio no braço esquerdo dele, para em seguida ter a própria mão cortada fora. 

Os soldados hesitaram por apenas um instante ao ver o punho jorrando sangue do colega que gritava aos prantos, e foi o suficiente para Bakugou arremessar a espada que tinha em mãos, acertando em cheio no peito de um deles. 

O loiro nem esperou para ver se tinha acertado, já tinha corrido e dado a volta na pesada estante de livros. Com um grito gutural ele começou a empurrar o móvel. 

Ochako observava tudo com os olhos arregalados. Viu a estante começar a tombar enquanto ele usava toda sua força. Parecendo em câmera lenta ela viu o móvel enorme começar a tombar sobre os soldados. 

Os livros começaram a cair primeiro e os homens logo perceberam o que iria acontecer. Num efeito dominó macabro, a estante bateu na próxima, derrubando-a também, alguns soldados conseguindo fugir e outros invariavelmente ficando presos embaixo da madeira, livros e outros corpos. 

Bakugou correu direto pra janela procurando por Kirishima, sentindo o cansaço bater quando não viu o dragão do lado de fora. Assobiou mais uma vez e se virou de volta, seus olhos imediatamente encontrando os de Uraraka.

Ochako olhava pra ele com pavor. 

Encolhida no chão entre vários livros caídos, ela olhava para o bárbaro quase não o reconhecendo por baixo de todo o sangue que o sujava. Em nada lembrava o rapaz que lhe deu flores para comer pois acreditava que era assim que ela ficava perfumada. Sua expressão assassina em nada lembrava a felicidade que ele estampou ao mergulhar no mar com seu dragão. 

    - Vem comigo!! - ele gritou de novo estendendo a mão suja de sangue pra ela - Kirishima vai chegar! 

Bakugou viu que ela instintivamente se afastou dele, se arrastando para longe com expressão de terror. Por que ela não vinha? Por que o olhava com tanto medo? 

Sentiu a própria mão ficar pesada quando entendeu que tinha chegado tarde demais. Aquele rei maldito realmente tinha levado ela pro lado dele. De repente tudo fez sentido. Ela não estava presa ali, nem sendo maltratada, muito pelo contrário. Aliada ao rei mais desprezível daquele mundo, ela estava descobrindo como voltar pra casa, e era só isso que importava pra ela. 

Uraraka viu a expressão de fúria dele aos poucos sumir, como se uma chama se apagasse. 

Ele nem reagiu quando meia dúzia de soldados pularam em cima dele, segurando seus braços e pernas e o jogando finalmente de barriga no chão. Bakugou sentiu uma pancada seca na cabeça e tudo ficou escuro.


Notas Finais


Resuminho do final: Bakugou nocauteia o primeiro guarda e vem vários outros. Ele inicia uma luta feroz contra multiplas pessoas, matando vários soldados. Por fim ele empurra uma das estantes da biblioteca, fazendo elas cairem tipo dominó por cima dos soldados. Ele vai na janela e nada ainda do Kirishima chegar. Ele diz pra Uraraka fugir com ele e ela se recusa. Bakugou entende que ela realmente se aliou ao rei. Cansado, decepcionado e nada do Kirishima aparecer, soldados o prendem e ele é nocauteado.

_____________

Então, sei nem o que dizer! Espero que vocês tenham gostado, tenham aprendido bastante sobre o Reinado Todoroki e sobre a Lei de Paz pois são bem importantes daqui pra frente.

Se você estiver lendo isso na segunda, 18/05, deixa um feliz aniversário pra mim <3 Estou fazendo 30 anos!!!!! Feliz mas triste que não dá pra fazer uma festa T.T

Próximo capítulo: "O banquete que ele merece."
Dia 23/05, próximo sábado!

[EDIT em 30/05]: Como todos já sabem, até quem não sabe nada de Dungeons&Dragons, Bakugou é um Bárbaro. Em D&D ser um bárbaro é uma classe, assim como feiticeiro, paladino ou guerreiro. Por ser um bárbaro, Bakugou pode entrar em modo "Fúria", o que garante dano extra em ataques corpo-a-corpo, resistencia a golpes contundentes e perfurantes e vantagem para testes de força. Bakugou não é sobre-humano, ele não conseguiria derrubar a estante pesada como esta em questão se não estivesse sobre esse efeito. A Fúria dura 1 minuto e, para fins da narrativa, eu determinei que ao terminar minuto ele precisaria recobrar o fôlego/descansar, "ficar um turno sem jogar". Na mecânica de jogo não é exatamente assim que acontece. Nesse momento de vulnerabilidade que ele é pego e imobilizado.


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