História Impossível de dizer - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Angst, Bangtan, Bangtan Boys (BTS), Gakook, Jungkook!top, Kookga, Kookgi, Kookyoon, Sugakookie, Sukook, Yoongi!bottom, Yoonkook
Visualizações 138
Palavras 9.243
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


A segunda parte de A verdade não dita chegou... Qualquer dúvida, tem uma explicação nas notas finais, só pra desencargo de consciência, boa leitura! Essa versão também não ta betada, espero que esteja compreensível uahsuahs

Capítulo 1 - Parte II - Let Go (Jeon Jungkook)


Fanfic / Fanfiction Impossível de dizer - Capítulo 1 - Parte II - Let Go (Jeon Jungkook)

Eu lembro…

Ha, é sempre meio irônico começar minhas frases assim, mas eu sou um cara tão apegado às minhas memórias. Talvez em outro tempo, eu não fosse, só que eu aprendi como todas elas eram valiosas. Digo, são nossas memórias que nos moldam.

Se eu nunca tivesse experimentado sorvete de chocolate, eu nunca ia saber que detestava o sabor;

Se eu nunca tivesse ficado de castigo por tentar matar aula, talvez eu tivesse me tornado um péssimo aluno, mas os meus pais e professores me deram um sermão tão cansativo que eu nunca mais ousei faltar sequer três minutos de aula;

Se Park Jimin não fosse meu melhor amigo, talvez eu não tivesse me tornado alguém tão protetor, mas eu tive que me tornar, já que mesmo sendo mais jovem um ano, eu era bem mais alto e intimidava os encrenqueiros que tentavam lhe incomodar. Jimin parecia fofo demais quando criança, então, isso o tornava um alvo, mesmo que o garoto inflasse suas bochechas e seus lábios carnudos virassem um bico irritado para dizer que ele um dia ia ser maior que todos e dar uma lição em cada um. Isso nunca aconteceu;

Se eu nunca tivesse conhecido Min Yoongi, talvez eu jamais soubesse o que era o amor e não saberia como amar, porque tudo nesse campo, foi ele que me ensinou. Sem o Yoongi, eu nunca ia saber como era prazeroso tocar outro corpo ou sentir aqueles pequenos lábios em mim. Eu podia não entender como era incrivelmente delicioso segurar suas mãos e apreciar seu sorriso. Embora a verdade é que eu nunca parava de apreciar nada nele. Eu era um bobo apaixonado, bem, eu ainda sou. Yoongi ainda é tudo para mim e seria o único.

Às vezes eu agradecia por tê-lo conhecido quando ainda era adolescente, porque isso significava que até eu esquecer como se respirava, eu ainda ia lembrar dele. Era algo que me tranquilizava de certa forma. Seria triste me esquecer como eram suas bochechas que eu adorava encher de beijos. As pequenas pintas distribuídas por seu corpo pálido, principalmente minhas preferidas que ficavam na sua bochecha, nariz e próxima ao ombro. Os dias seriam mais difíceis se eu ainda não fosse capaz de ouvir tão bem o som da risada dele e visualizar perfeitamente seus dentinhos pequenos e gengivas à mostra, assim como seus olhos, pequenos, se perdendo no meio daquela alegria toda. Hora porque eu lhe encarei por muito tempo em silêncio, outras porque eu simplesmente lhe peguei de surpresa com um “eu te amo” ou “você é tão precioso” sem nenhum "para mim" finalizando, sem possessividade, porque Yoongi era precioso para o mundo.

No entanto, havia alguns contras em lembrar tão bem dele. Porque eu até tinha bem fresquinho na minha memória seu jeitinho manhoso de dormir e o jeito como sua barriga era macia e que ele sempre gostava quando lhe fazia carinho na mesma. Assim como, todos os dias, tardes e noites nos quais ele acordou ao meu lado, com o rosto amassado, com um bocejo preguiçoso e me perguntou há quanto tempo eu estava lhe encarando e eu só respondia com um sorriso, sem nunca lhe dar uma resposta. Lembrava de tudo, dos seus braços brancos rodeando meu pescoço, seu cheiro suave de perfume para bebês, totalmente anti-alérgico desde o nosso primeiro encontro, onde eu não parava de espirrar por causa da maldita rinite. Yoongi às vezes podia fingir não se importar com as coisas, mas ele era sensível a cada pequeno detalhe. Então, quando eu o deixei, pude ver os olhos felinos que tanto amava se encherem e ele usar sua mania de morder os lábios para ser sexy ou esconder sua timidez, ou sorriso, para dessa vez conter o choro. Quando ele os soltou, não pôde conter o biquinho, que antes era sempre de manha, e naquele momento era por tristeza e confusão.

Porque, Kookie? — seu tom triste e toda aquela noite, era algo que com certeza eu continuaria me lembrando.

Principalmente porque eu nunca pude lhe dizer o porquê e no fim das contas, só pareceu que de repente eu peguei todo o nosso amor e descartei, como se não fosse nada, mas Yoongi sempre seria tudo para mim.

Quando eu tinha dezesseis anos, algo completamente inesperado aconteceu na minha vida.

Eu estava na escola, era intervalo, então, eu sempre me sentava no pátio, com Yoongi entre as minhas pernas, enquanto eu tinha meus braços sobre seus ombros. Vez ou outra ele me encarava com um lindo e tímido sorriso, ai só para provocá-lo ainda mais, eu encostava a boca na sua orelha e lhe dizia como ele era adorável. Puta merda, Min Yoongi era simplesmente a criatura mais adorável do planeta e ele conseguia provar isso quando após lhe elogiar, seu rosto pálido se coloria e seus lábios tremiam, ele os mordia de um jeito nervoso e desviava o olhar do meu. Abaixava seu rosto, em silêncio, como se o elogio nunca tivesse sido dito, mas as minhas mãos sobre seu peito podiam sentir seus batimentos perderem o controle e um “obrigado” muito baixo soava, ele vibrava através dos meus braços, porque Yoongi encostava sua boca ali ao sussurrar e esperava que eu entendesse. Eu entendia e eu lhe beijava, até Park Jimin bufar e dizer que odiava quando fazíamos ele de vela. Yoongi e eu trocávamos um olhar cúmplice e voltávamos a conversar com Jimin.

Tudo estava como antes, ai a coordenadora do colégio veio até nosso trio e me encarou.

Jeon, a diretora quer lhe ver.

Meu amigo e meu namorado me encaram, claramente perguntando o que eu tinha feito de errado. Fazer coisas erradas não era bem a minha praia, eu era um bom aluno, um jovem calmo que só queria aproveitar os bons momentos. Afastei Yoongi de mim e a segui, pensando na possibilidade mais plausível no momento: Algo devia ter acontecido na minha casa. Infelizmente eu estava certo.

Naquela manhã, minha mãe havia morrido. Ela tinha sido atropelada por um carro e o resto das informações eu não pude mais ouvir. Um zumbido alto me ensurdeceu e as vozes eram ecos confusos, fora de sintonia e por alguns segundos eu entendi que eles diziam: “Jungkook? Jungkook?”, porque eu estava em choque, estava desabando e perdendo meus sentidos.

E foi mais tarde naquele dia que eu descobri que eu não tinha apenas perdido a minha mãe, eu estava prestes a perder tudo, isso incluía não apenas o Yoongi, como a mim mesmo.

A culpa do atropelamento não havia sido do motorista. Ele estava dirigindo corretamente e o sinal estava livre para ele. Sem celulares, sem distrações, seu olhar estava atento ao trânsito, mas ele não podia esperar por aquilo. Nem eu podia. Eu não sabia de nada que estava realmente acontecendo dentro da minha casa.

    Minha mãe tinha quarenta e um anos de idade e, mesmo que eu não soubesse, ela estava fazendo tratamento para Alzheimer. Ela era uma paciente precoce e, junto com meu pai, havia decidido que era melhor que eu não soubesse ainda. Eu nem tive tempo para sentir raiva disso, porque eu estava no seu funeral chorando, me sentindo um péssimo filho por não ter percebido os remédios que tomava e por cada vez que fiz brincadeiras quando ela mostrava um grau de confusão no meio de nossas conversas.

    Bastava a verdade ser revelada para que tudo ficasse mais claro. Meu pai andava mais preocupado e zeloso com ela com o passar do tempo, eu achava que isso não era grande coisa, quando eles sempre foram um casal tão amoroso. Algumas vezes a comida virava um desastre, então, meu pai nos levava para comer fora ou cozinhava, dizendo que minha mãe devia estar estressada com algo, por isso errou a mão. Em algum momento eu me toquei que todas às vezes que meu pai insistia para que eu fosse dormir na casa de um amigo, era porque provavelmente ela não se lembrava que tinha um filho. Quando eu nasci, minha mãe tinha vinte e quatro anos, eu era uma lembrança recente sua e sua condição estava avançando rapidamente. O  Alzheimer estava lhe dominando silenciosamente por quatro anos. Mesmo que eu não soubesse, ele estava ali, então, logo após o funeral veio uma nova notícia.

O Alzheimer é hereditário, então, eu podia estar fadado a tê-lo comigo, tão silencioso e desconhecido como tinha sido antes.

Ao saber disso, eu fiz o que todo adolescente faria: Fui pesquisar na internet. Quanto mais eu lia, mas desesperado ficava. Agora por dois motivos, por entender um pouco do que minha mãe tinha passado, estando ainda no estágio 2 da doença, e porque havia grandes chances de tudo aquilo acontecer comigo também.

Eu pensei no meu futuro e nas pessoas a minha volta. Então, ele veio a minha mente, foi quando tomei minha decisão em fazer o prognóstico. Se meu resultado fosse positivo, eu não poderia permitir que Yoongi desperdiçasse sua vida comigo.

E foi por isso que dois dias depois, eu o libertei.

Eu nunca contei ao Yoongi o motivo e, algumas vezes, ele veio atrás de mim e eu acabava sendo imbecil o suficiente para beijá-lo e apertá-lo bem próximo a mim. Ele jogava-se na minha cama e nós fazíamos amor com um nível de intensidade ainda maior. Yoongi nunca partia, sem me deixar com o ardor dos seus arranhões nas minhas costas e o coração ainda mais despedaçado. E sempre que a gente gozava, ele me encarava, tocava meu rosto e dizia que sabia que eu ainda o amava: “Então, por que?

Nossos caminhos se dividiram. — era tudo o que eu lhe dizia.

Nós podemos juntá-los de novo, Kookie. — era o que ele sempre me respondia, otimista.

Mas como faríamos isso, se meu destino era desaparecer? Yoongi só não sabia disso e, de repente, eu percebia que eu estava fazendo exatamente a mesma coisa que meus pais fizeram, lhe escondendo a verdade ou, como eu preferia pensar agora, lhe poupando, porque isso era pesado demais e nós éramos tão jovens. Minha vida já estava decidida, mas a sua não. Yoongi era incrível e ele podia fazer tudo o que quisesse, não ficar preso nessa cidade, cuidando do seu namorado que aos trinta anos começaria a esquecer de tudo, até chegar ao ponto que não poderia fazer as atividades mais simples.

Jimin me dizia que Yoongi continuava acreditando que eu queria afastar todos após a morte da minha mãe, que eu estava sofrendo demais o luto e ele não conseguia me deixar sozinho nisso tudo, mesmo que eu sempre lhe pedisse isso. Meu melhor amigo também me pedia para que eu lhe contasse a verdade, que ficar comigo ou não era decisão do Yoongi, mas era exatamente isso que eu queria evitar, que ele decidisse continuar comigo. Foi quando suas palavras mais duras me atingiram e eu o odiei por estar certo: “Então, deixe-o ir de verdade.

Na vez seguinte que Min Yoongi bateu na minha porta, por trás dela, por mais que meu coração estivesse preso em um labirinto de sentimentos, por mais que eu o amasse e desejasse para sempre… Eu disse:

Yoongi, eu estou pronto para te deixar ir, então, vá.

Era difícil dizer adeus, mas eu não tinha outro caminho...

Um silêncio terrível tomou conta de tudo e só foi quebrado pelo seu fungado forte e em seguida por seu choro alto.

Jungkookie, não. — pediu.

E o silêncio que eu fiz de volta, me atormenta até hoje, porque ele nunca acabou. Até hoje, com meus vinte e um anos, eu jamais voltei a falar com Min Yoongi e fazia cerca de cinco anos que eu não via mais o seu rosto. Tudo eram só lembranças e eu tinha que conviver com o fato que em alguns anos, eu não teria nem isso mais.

Eu parei de ir à escola por um longo tempo.

Minha mãe havia morrido e me deixado uma herança desagradável. Eu tinha partido o coração do Yoongi, junto ao meu e eu não via mais sentido em continuar estudando, porque eu já não queria mais fazer faculdade.

Claro que naquele tempo meu psicológico estava destruído e eu tive que passar um longo tempo fazendo terapia e tendo a mente anestesiada por anfetaminas, prescritas. Aos poucos fui tendo uma perspectiva diferente de algumas coisas. Aos dezessete anos voltei a escola e tanto Jimin, como Yoongi já estavam na faculdade. Inclusive eles estavam na mesma faculdade em Seul, eu tinha optado por me graduar em Daegu mesmo e nunca deixar a cidade. E como eu nunca resistia em não perguntar sobre Yoongi, Jimin sempre me deixava a par de como ele estava, principalmente no período em que passei afastado da escola.

Por um longo tempo, só se via Yoongi com seus olhos inchados. Jimin disse que ele começar a chorar durante uma conversa qualquer era normal, até o ponto que Yoongi confessou achar Daegu insuportável, porque não havia um lugar em toda a cidade que ele não visse nós dois. Eu podia entender isso muito bem, já que até hoje eu consigo nos ver em cada encontro que tivemos, mãos dadas, beijos roubados.

Então, ele partiu para Seoul, sem uma despedida. Meu silêncio aquele dia tinha servido para isso. Aos poucos, Yoongi seguiu sua vida, estudava artes. Jimin dizia que ele pintava muito bem e ganhava alguma grana vendendo suas telas. Yoongi namorou um cara chamado Jin por um tempo, depois um tal de Namjoon, seus relacionamentos nunca duravam mais de quatro meses, mas agora ele estava com Taehyung há quase seis.

É claro que eu odiava isso, me fazia querer chorar sempre que pensava, mas não tinha jeito. Eu também havia buscado prazer em outros corpos e nada mais, porque amor somente com ele e eu abri mão totalmente de qualquer relação que pudesse ser séria. Eu seria apenas uma lembrança. Embora fosse ruim pensar que para Yoongi eu seria uma lembrança péssima.

Eu tinha um diário, onde gostava de escrever meu dia-a-dia e vez ou outra reler. Algumas páginas eram mais como cartas para o Yoongi. Onde eu contava a verdade, os meus motivos e todas os meus sentimentos por ele. Às vezes eu pensava em lhe enviar, para que Yoongi jamais pensasse que abrir mão do nosso amor havia sido algo fácil. Ele iria me odiar mais, eu sabia que ele não suportava nem ouvir meu nome, mas quando ele tivesse essas cartas em mãos, eu não saberia diferenciar o dia da noite, porém ele poderia saber que eu sempre o amei e que eu tive que deixá-lo ir, mesmo sendo a coisa mais difícil que fiz na minha vida.

Eu estava sentado na minha mesa, na sala dos professores. Era o horário do meu estágio curricular e eu era responsável por uma turma de alunos com idades entre sete e oito anos. Revisava algumas provas, quando meu celular tocou.

Jimin.

Deixei os papéis sobre a mesa e minha caneta.

— Jiminie! — atendi animado.

Jungkook, desculpa ligar essa hora, sei que está na escola.

— Tudo bem, só estou corrigindo umas provinhas, as crianças estão no recreio, é outra pessoa que fica de olho nelas. Mas sua voz está estranha e eu te conheço bem… Aconteceu algo? Foi com o Yoongi? Jimin, ele está bem?

Calma, ele está bem, mas, sim, aconteceu algo e é sobre ele. Jungkook, primeiro você precisa entender que você é o maior idiota, okay?

— Dá pra você falar logo, está me deixando nervoso.

Yoongi deu um tempo com o namorado.

— Esse drama todo por isso? —  suspirei aliviado. — Jimin, ele não está bem com isso, ne?

Na verdade não muito. Os relacionamentos dele nunca dão certo. — falou triste.

Me senti um pouco culpado, porque sabia que um término como o nosso deixava marcas. Sabia que era um idiota por não ter tido a ideia nem de inventar uma mentira qualquer, apenas para lhe dar um motivo e deixá-lo em paz, mas naquele tempo, tudo estava tão confuso.

— O que foi dessa vez?

Taehyung quer casar com ele. — gelei ao lhe ouvir.

— C-casar? Não é um pouco cedo? — forcei uma risada.

Não precisa fingir que isso não te abala. Eu te conheço bem, também.

— Eu quero que ele seja feliz, ta bem? — falei chateado.

Bom saber disso, porque eu acabei provocando esse tempo. Sabe, o Yoongi parecia completamente perdido, ele estava chorando, não sabia porque não pôde responder logo ao namorado e porque tinha tantas dúvidas, que isso devia deixá-lo feliz…

— Jimin, o que você fez? — perguntei, me levantando e caminhando pela sala, nervoso.

Eu disse que ele devia voltar para Daegu, Jungkook.

— E porque ele faria isso?

Você sabe o porquê. Eu odeio continuar guardando esse segredo dele por tanto tempo, não me obrigue a isso, o Yoongi não merece e assim como você ainda o ama, ele também ainda te ama, isso é tão óbvio.

— E que diferença isso vai fazer? Só vai machucar mais ele.

Só conta a verdade a ele ou ao menos deixa ele dizer tudo o que precisa para você, sei lá, é só vocês darem um final de verdade para tudo isso. Você guarda um segredo dele e o Yoongi simplesmente fugiu de Daegu por sua causa. Se sua intenção era não mantê-lo preso a você, deu bem errado, ele ainda está preso a você, Jungkook. Eu entendo que naquele tempo, era difícil para você avaliar as coisas, mas agora você pode fazer isso. Você o ama não é?

— Eu não sei, Yoongi e eu somos outras pessoas agora.

Encontre-se com ele e veja isso. De todo jeito, ele vai chegar aí à noite, eu só queria te pedir, por favor, fale com ele.

— Jimin… Okay.

Obrigado.

Eu ri, sem muita vontade, ele devia saber disso. Desliguei a ligação e me joguei em minha cadeira de novo. Yoongi estava voltando para Daegu, apenas para me ver. Eu não fazia a menor ideia do que ia lhe falar ou o que pensar bem agora, eu estava prestes a ter um colapso mental.

Desconhecido: Eu voltei para Daegu, podemos nos ver?
-Yoongi

Eu mal tinha acordado e me sentia em um pesadelo. Na verdade, eu sonhei por anos em revê-lo, abraçá-lo e marcar de novo na minha memória o seu cheiro, apesar que ele devia ter outro tipo de cheiro agora e o novo não ia ficar tanto tempo assim no meu cérebro. Eu estava ansioso para ver o Yoongi adulto, com seus vinte e dois anos e, provável, novo sotaque. Respondi sua mensagem com um simples: “Claro” e recebi quase na mesma hora o endereço e o horário.

Acabei reservando aquele dia para Yoongi. Não fui a nenhuma aula, não fui ao estágio e não saí de meu quarto. Um longo preparo mental estava sendo feito e eu sabia que devia ter ido à terapia, sempre era atendido em um caso urgente, mas preferi não recorrer a isso.

Era só um encontro. Eu chegaria lá, sentaria perto dele, sorriria como se nada tivesse acontecido, escutaria tudo o que ele precisava me dizer e no final talvez eu tivesse que dizer o que ele queria saber de verdade, se ele devia ou não casar-se com outro. Repetir isso para mim mesmo, fazia meu coração doer, me fazia pensar nas tardes que Yoongi deitava sobre meu corpo e sorria largo, me beijava por brincadeira e seriamente dizia que não via a hora de entrarmos na faculdade e morarmos juntos. Eu lhe dizia que ia lhe dar um anel de compromisso e mesmo que a Coréia não permitisse que nos casássemos, a gente fingiria que era, até termos dinheiro o suficiente para viajar para qualquer outro país com um estado que celebrasse nossa união. Yoongi mordia seu lábio, com um olhar dócil e dizia “Eu aceito.” e partíamos para nossa lua-de-mel antecipada.

Enxuguei minhas lágrimas e me levantei da cama, odiava lembrar de tudo que minha condição iria tirar de mim. Fui para o banheiro e passei longos minutos embaixo do chuveiro, desperdiçando água morna. Me vesti e tentei comer algo, apenas para não sair de barriga vazia, mas a cada mordida sentia que ia vomitar. Peguei as chaves da casa e saí, rumo ao ponto de encontro. Não era longe da minha casa e não era longe da casa dos seus pais. Ele havia escolhido uma lanchonete perto, onde sempre íamos no tempo da escola. Até hoje eu ia lá e sentava na mesma mesa onde lhe pedi em namoro, com a boca colada em sua orelha e ele me encarou timidamente dizendo seu “sim”.

Cheguei lá em cinco minutos de caminhada e vi que Yoongi já estava sentado, justo naquela mesa, não parecia à toa, o local estava quase às moscas nesse horário. Empurrei a porta e o sino chamou sua atenção. Ele me olhou e o vi tremer e morder a boca com força. Seus cabelos continuavam negros e sua pele pálida. Sua boca rosada parecia mais atraente e seu rosto estava um pouco mais magro, embora suas bochechas ainda fossem cheinhas. Yoongi levantou-se, continuava menor que eu, magro e com as pernas bonitas, deixando suas coxas à mostra no short folgado que usava. Ele passou os dedos longos por seus cabelos, tinha um corte mais moderno agora e usava brincos longos.

Me senti meio patético por que eu não era tão bonito quanto ele. Tinha crescido bastante e eu como eu gostava de me exercitar tinha músculos que chamavam atenção, mas no geral, eu era meio desleixado. Meus cabelos estavam grandes demais e tudo que eu fazia para ajeitá-los, era passar meus dedos. Eu usava uma camisa simples, preta, que tinha o dobro do meu tamanho e minhas coxas ficavam quase todas à mostra nos meus jeans claros e algumas argolas, pequenas, enfeitavam minhas orelhas.

Esse era o Jungkook de vinte e um anos, em contrapartida o Yoongi que eu tinha diante de mim era completamente sexy.

Me aproximei e ele estendeu a mão, a toquei e no mesmo instante o encarei, para ver se ele havia sentido o mesmo que eu. A ponta dos meus dedos pareceram coçar e meu corpo inteiro excitou-se, acelerando meu coração. Yoongi puxou sua mão da minha e sentou-se de novo, mostrando como estava nervoso.

— Isso é estranho, ne? Depois de tanto tempo eu te chamar aqui.

— Eu fiquei surpreso.

— Aposto que Jimin te ligou antes.

— Foi nesse momento que fiquei surpreso. — ri, sem jeito.

— Eu soube que você voltou para escola, concluiu e está quase se formando. — tentou buscar qualquer assunto.

Me deu a impressão que eu não era o único que buscava notícias com Jimin.

— É e eu estou ensinando literatura infantil para o fundamental. É divertido e toma bastante o meu tempo. Você anda pintando, ne?

— É! E-eu estou em exposição em Seul… Bem, e seu pai?

— Ele está bem, eu ando tentando incentivá-lo a sair mais de casar e namorar.

— Ainda mora com ele?

— Sim, eu não quero deixá-lo sozinho. — menti.

A verdade era que eu não podia morar sozinho. Não tinha pra que eu sair de casa se em alguns anos, nós iríamos viver juntos de novo. Meu pai dizia que ia cuidar de mim melhor do que fez com minha mãe, ele tinha muitos arrependimentos.

— Vai se casar? — perguntei de repente e seus olhos saltaram.

Yoongi desviou o olhar e ficou passando o polegar em seus lábios, enquanto falava.

— Eu não sei, eu queria te ver antes, mas agora que estou aqui, não sei o que isso muda. Eu acho que eu queria saber se eu ainda amo você, Jungkook, e que eu ia saber quando eu te visse.

— Não deu certo? — o encorajei.

— Me deixou mais confuso. Eu enlouqueci no momento que te vi cruzar a porta. — cobriu o rosto com as mãos. — O que isso deveria significar? Que eu nunca mais vou poder viver por sua causa? Você terminou comigo há cinco anos e eu não consigo achar ninguém para ocupar o seu lugar. Pra piorar eu ainda pego o primeiro trem pra Daegu e venho aqui te dizer isso!

Ele ficou quieto, ainda com as mãos em seu rosto. As toquei e isso fez com que ele me olhasse no mesmo instante.

— Desculpe, Yoongi.

— Não precisa. Eu sei que foi um momento confuso para você. Eu me sinto mal quando penso que naquela época, meu eu de dezessete anos, estava te sufocando. Você tinha acabado de perder sua mãe e eu não parava de ir atrás de você…

— Não diz isso. Eu precisava muito de você, era ótimo quando você ia, por isso eu nunca conseguia te mandar embora e te abraçava.

Quando me dei conta, nossas mãos estavam entrelaçadas sobre a mesa e nossos olhares dóceis demais. Eu podia contar a verdade a ele agora, mas eu não conseguia. Eu tinha que fazer Yoongi deixar Daegu de novo. Não tinha nada aqui para ele.

— Jungkook, eu esperei tanto que um dia você me ligasse. Eu fui embora sem te ver e mesmo em Seul eu continuava te esperando.

Eu pensei tantas vezes em ligar para ele, mas eu nunca ligaria e eu não ia lhe dizer isso também, porque eu não queria outra memória sua desabando na minha frente. Eu sabia que reencontrar Yoongi não seria fácil, mas seria muito mais doloroso, a longo prazo, que imaginei.

Eu abri minha boca, para dizer qualquer coisa, talvez algo engraçado como “Eu não tinha seu número”, ainda não tinha pensado bem em que dizer e pensar racionalmente perto dele era difícil. Acabou não sendo preciso, porque quando a primeira palavra ia se formar em minha garganta, Yoongi agarrou minha camisa e me puxou para perto dele, debruçou-se sobre a mesa estreita e colou seus lábios nos meus. Ele passou alguns segundos daquele jeito, somente com nossas bocas coladas, sem nenhum movimento. Meu coração que batia acelerado aos poucos foi se acalmando. Toquei seu rosto e fiz um carinho singelo. Yoongi me encarou:

— Me leva pro seu quarto, Kookie. — e antes que eu cogitasse recusar seu pedido, ele acrescentou: — Eu vim a Daegu atrás de respostas e não vou embora sem elas.

Nos levantamos, sem nem ter feito qualquer pedido, e saímos.

Yoongi fez todo o caminho até minha casa, segurando minha mão. Eu me sentia tão enganado, como se a gente ainda estivesse no ensino médio, sem nenhum problema. Eu pensava que era assim que devíamos estar hoje em dia, se as coisas tivessem sido diferentes, mas não foram.

Ele só soltou minha mão, quando entramos no meu quarto. Ele olhou em volta e me olhou surpreso.

— Nada mudou aqui. Exceto aquilo. — apontou para minha pilha de livros sobre a mesa e uma quantidade vergonhosa de frascos de remédios que eu nunca tive a necessidade de esconder.

Por sorte, ele não foi até lá bisbilhotar, devia pensar que eram anti-histamínicos e remédios para me manter acordado durante os estudos.

— Eu nunca pensei que precisasse. — inventei.

Eu estava inventando uma mentira atrás da outra para cobrir a verdade, como, nesse caso, seria complicado demais mudar as coisas, se em um futuro próximo era desse jeito que eu ia continuar lembrando de tudo e seria confuso demais ver as coisas de outro jeito. Olhar minhas paredes de cores diferentes ou minhas miniaturas fora do lugar, ver que meus super-heróis favoritos haviam dado lugar a outros que eu não conheceria. Eu me perguntaria, de quem era aquele quarto, exigiria o meu de volta e seria uma dor de cabeça desnecessária.

— Parece até que voltamos no tempo aqui dentro. — riu com um som agradável.

— Eu queria poder voltar no tempo. — confessei.

E eu até voltaria, só que eu queria poder voltar de verdade. Me aproximei de Yoongi, ele estava de costas, distraído com aquele lugar ou com sua timidez, não sabia mais. Ousei beijar seu pescoço e deslizar meu nariz por sua pele, até sua orelha. Ele estava todo arrepiado, mas não estava surpreso, porque seu pedido tinha deixado bem claro porque ele queria estar aqui.

— Você continua com o mesmo cheiro.

— Me acostumei com ele.

De repente ele virou-se para mim e passou as mãos para minha nuca. Yoongi roçou os lábios nos meus e nos movemos como se estivéssemos dançando uma música que só tocava em nossas mentes. Apertei minhas mãos em sua lombar e somente a nossa troca de olhares já tinha deixado meu pau duro. Encaixamos nossos lábios e lentamente fui relembrando seu sabor e o toque de sua língua. Deslizei minhas mãos por seu corpo, passei por sua bunda redonda e ao chegar nas suas coxas, as apertei com força e com um impulso, o coloquei em meu colo. Yoongi prendeu as pernas na minha cintura e intensificou o ritmo de nosso beijo, sua cintura movia-se para cima e para baixo, provocando ainda mais minha ereção. Ele também estava duro. Agarrei sua bunda e a apertei contra mim, mordendo seu lábios. O mais velho segurou meu rosto e me encarou, soltando um gemido manhoso.

— Como você conseguiu se tornar ainda mais atraente, Kookie? — ele estava apegado ao modo carinhoso ao qual sempre me chamou.

Eu achava que eram seus olhos lhe enganando, porque eu não me considerava mesmo grande coisa, ainda mais para conseguir ter um homem incrível como ele nos meus braços, tão manhoso e carente de amor.

— Eu queria fazer amor com você, mas agora eu quero que me foda forte para eu nunca mais esquecer que você já esteve dentro de mim.

— Porra, Yoonie, você não devia ter dito isso.

Caminhei apressado até minha cama e nos joguei sobre ela. Ele continuou mantendo suas pernas cruzadas em volta da minha cintura e minhas mãos, tão desesperadas quanto eu, buscavam seus mamilos dentro de sua camisa folgada. Assim que os alcancei, lhe esfreguei devagar e dei uma mordida em seu pescoço. A fricção de nossas ereções já estava deixando minha cueca bem molhada. Yoongi puxou minha camisa e eu me ajoelhei entre suas pernas, lhe deixando encarar meu tronco nu, o que lhe fez soltar um gemido dengoso. Fiquei surpreso quando ele segurou o cós dos seus shorts e os puxou, liberando sua ereção. Yoongi estava completamente depilado e seu pau rosado escorria.

Não resistindo a visão que tinha, segurei seus shorts e os puxei de vez para fora do seu corpo. Agarrei sua cintura e abaixei o rosto para sua barriga branquinha e macia. Beijei próximo ao seu umbigo e deslizei a língua até sua virilha, sentindo como se contraia e soltava pequenos “hm-hm”. Como seu pau estava no caminho, gotejando na sua pele, passei minha língua por sua glande e o encarei. Yoongi agarrou meus cabelos compridos e esfregou o pau na minha boca. O engoli e comecei a chupá-lo todo, sentindo como seu desespero o forçava contra a minha bochecha.

Ele estava excitado demais e eu também estava, queria apressar um pouco as coisas, ao mesmo tempo que pensava que essa seria provavelmente a última vez que cometeríamos esse erro de novo e eu deveria aproveitar para sentir cada pedacinho seu. Soltei sua cintura e desabotoei meio sem jeito minhas calças, enfiei a mão dentro e esfreguei meu pau. Estava tão molhado quanto imaginava. Tirei a mão de dentro da minha cueca e levei os dedos molhados até seu cuzinho que contraiu logo com o toque. Ele já estava umedecido, porque o pau de Yoongi criava um grande volume de saliva na minha boca, que a medida que ele a fodia, fazia escorrer para fora. Enfiei meu dedo dentro e o tirei da boca, lambendo seus testículo enrijecidos.

— Isso, ai… — ele arqueou o corpo e tremeu inteiro.

Eu havia chegado ao seu ponto mais sensível e insistentemente o estimulei com vários golpes, aproveitando o momento para meter mais um dedo dentro do seu aperto. Voltei a abocanhar seu pau, dessa vez apenas sua glande, a apertei entre meus lábios e pincelei a língua bem na sua uretra.

Começava a perceber como minhas memórias sobre Yoongi eram fracas ou velhas, que seus gemidos eram muito mais lindos, assim como todos os sabores, que seu corpo tinha a me oferecer, eram muito mais deliciosos. Puxei meus dedos de seu interior e segurei suas coxas, as dobrei sobre sua barriga e assim seu cuzinho ficava todo aberto para mim. Abaixei meu rosto e encaixei minha boca nele, esfregando minha língua. Eu estava faminto por ele e Yoongi piscava na minha língua, quase a provocando a meter-se dentro dele. Fiz a primeira tentativa, a pressionei contra seu buraquinho já meio enlarguecido por meus dedos, e ele soltou um urro de prazer. Minha saliva se acumulou ali, mas eu ainda não tinha lhe penetrado, porém só o esforço em tentar, estava deixando Yoongi louco de tesão.

— Kookie, por favor… — sua voz foi enfraquecendo e virando mais um gemido.

O soltei e abaixei minhas calças, junto a cueca, buscando um pouco de alívio em uma punheta apressada, enquanto tentava me lembrar onde eu tinha camisinha.

Passei a mão por baixo do meu travesseiro e escutei o som da embalagem, a peguei e rasguei. Yoongi sentou-se e agarrou minha mão, me impedindo de continuar. Me empurrou na cama e subiu em cima de mim. Ele se enroscou no meu corpo de uma forma que eu até sentia seus mamilos eretos roçarem nos meus. Sua boca passeava por meu pescoço, enquanto ele dizia:

— Eu quero sem hoje. Eu não quero sentir nada além do seu pau.

Mas que bobagem ele estava falando? Parecia tão simbolicamente errado e mesmo assim eu atendi seu pedido. Meu pau pulsava só de imaginar como era sentir o calor daquele cuzinho só com o contato de nossas peles. Com um aperto firme, abri sua bunda e me meti dentro dele. Yoongi puxou meus cabelos com força e ficou me encarando, enquanto descia devagar, até sua bunda encostar nas minhas coxas.

O clima no quarto estava completamente erótico. Yoongi quicava sobre o meu pau, enquanto gemia sem um segundo de descanso a sua voz. Até mesmo quando nos beijávamos, ele soltava pequenos grunhidos, o que me deixava fora de controle e fazia acertar alguma palmada na sua bunda macia e segurar com mais força, para me meter ainda mais fundo no seu cuzinho quente e apertado.

Ambos estávamos bem desesperados em busca do corpo do outro. Os toques de nossas mãos e bocas não tinham nenhum limite. Em algum momento eu percebi que tinha seus dedos em minha boca e eu os chupava, com ele me encarando completamente hipnotizado.

Acabei jogando-o sobre a cama e o segurando pela cintura, ataquei seus quadris com força, assim como ele queria, e pedi que levantasse sua camisa. Yoongi atendeu e eu fui direto lamber seus mamilos, os chupei tanto que nem precisaria esperar o dia seguinte para que ficassem inchados e doloridos. Ele havia reclamado que os tinha deixado dormente e que eu devia lhe tocar em outro lugar.

Saí de seu interior e da cama, o puxei pela mão e arranquei sua camisa de seu corpo, deixando-o completamente nu para mim. O encostei na parede, de costas para mim, e prendi seus pulsos com minha mão, os colocando acima de sua cabeça. Não precisei dizer nada, ele afastou suas pernas e empinou a bunda para mim. Outra vez o penetrei, dessa vez como ele já estava acostumado com meu pau, me meti dentro dele de forma brusca, sem dar nenhum intervalo. Sua entrada abriu espaço para minha invasão e para os ataques seguintes que fiz a ela.

E foi entre beijos no pescoço e palmadas na bunda que Yoongi gozou, sujando meu chão com sua porra espessa, e eu deixei seu cuzinho transbordando com o gozo intenso que eu só conseguia liberar por ele.

Abracei seu corpo, enfraquecido, suas pernas tremiam, e nos levei de volta para a cama. Eu queria lhe beijar mais uma vez, só que Yoongi escondeu seu rosto em meu pescoço e mesmo que seu choro fosse baixo, eu sentia suas lágrimas me molhando. Acariciei suas costas e eu entendia exatamente o que estava acontecendo dentro dele, porque meu rosto também estava molhado.

Abri os olhos e quando pisquei senti como estavam doloridos. Era como se meus cílios tivessem se exercitado o que era uma ideia engraçada, até eu lembrar que havia chorado até adormecer, com Yoongi em meus braços, silenciosamente.

Yoongi.

Me sentei na cama, me sentindo amedrontado e olhei em volta. Ele não estava ali e suas roupas também não, era apenas seu cheiro no meu corpo. Ele fugiu e eu não poderia lhe culpar, acho que nós dois precisávamos de um tempo para digerir tudo o que tinha acontecido hoje.

— Jungkookie. — a porta de meu quarto abriu de repente.

Era ele, tinha algo nas mãos, mas o quarto ainda estava meio escuro.

— O que é isso? — falou, dava para ver que ele ainda estava chorando.

Chorando desoladamente e porque?

Me levantei, ainda zonzo do sono e fui até ele. Encarei Yoongi em pânico.

— Você mexeu nas minhas coisas, Yoongi? — falei irritado.

Mas eu não estava conseguindo respirar direito. Tentei tirar os papéis de suas mãos e ele deu um jeito de se desvencilhar. Eu tinha sido descuidado demais.

— Porque você não me disse isso há cinco anos?! Eu tive que bisbilhotar suas coisas para descobrir!

— Se você leu, sabe bem porque eu não disse. — voltei para a cama, tentando acalmar minha respiração. — Mas que porra, porque você… Você nunca devia ter lido isso. Mesmo que eu tenha escrito, eu nunca ia te deixar ver isso. Eu sempre fiquei pensando que quando eu morresse ou estivesse como um vegetal, você poderia ver e entender tudo, mas isso parecia cruel, era melhor que nunca soubesse.

— Foi cruel de todo jeito. Você não tinha o direito de escolher por mim.

— Se eu tivesse te contado, o que ia fazer?

— Continuar com as coisas como estavam. Fazer faculdade em Daegu, morar com você, usar nossa aliança juntos…

— Eu sabia. — ri, melancólico. — Você ia jogar sua vida fora por causa de um amor adolescente.

— Não é um amor adolescente, que porra, Jungkook, eu ainda amo você.

— Então, volta pra Seul e vai viver sua vida. Pinte mais quadros, faça mais exposições e… Case-se com Taehyung.

— Quer que eu me case com outro? — falou, ferido. — Você é tão ridículo, você sabe até o nome dele e eu nunca te contei.

— Jimin me mantém informado. — confessei.

— Vai viver o resto da vida perguntando sobre mim a ele?

— Que diferença faz? Eu vou esquecer tudo isso. — o olhei com apatia.

Yoongi amassou os papéis em suas mãos e resmungou um “Okay” cheio de ressentimentos. Ele foi embora com suas cartas e mesmo que ele as lesse mil vezes, Yoongi nunca ia entender como era viver sabendo que estava fadado a desaparecer aos poucos e eu nunca cogitei mantê-lo preso comigo nesse medo. Eu tinha lhe poupado de passar cinco anos ao meu lado, sabendo que o futuro que me aguardava era inevitável. Eu não precisava prendê-lo a mim, para que me visse desaparecer bem diante de seus olhos. Me tornando um Jungkook vazio, sem as memórias que me tornavam eu mesmo.

[...]

Yoongi, eu estou sempre pensando nesse tipo de coisa e é tão difícil carregar isso todos os dias sozinho. Eu tento preocupar os outros o mínimo possível. Então, pensei em desabafar um pouco na escrita. Eu até pensei em escrever tudo isso pra te mostrar um dia, eu estou tão fadado a perder minhas memórias que eu queria deixar algo meu para que você lembrasse de mim, mas honestamente, eu sei que nunca vou te deixar ler nada disso.

Tudo começou quando minha mãe morreu, a verdade é que ela tinha uma doença, que eu também herdei. Não quero fazer mistério com isso, mas aqui escrevendo, percebo que até assim é difícil de revelar que no futuro, não muito distante, eu vou sucumbir ao Alzheimer precoce.

Minha mãe estava vivendo com isso desde os trinta e sete anos e com quarenta e um ela estava no segundo estágio, eu ainda não entendo tudo muito bem, mas ela tomava seus medicamentos. Eu só não sabia de nada sobre isso. Estava vivendo a vida cegamente, com sonhos grandes e um amor perfeito.

Eu fiquei um pouco chateado quando soube que meus pais esconderam isso de mim, mas depois quando eu vi que herdaria a DA, eu me tornei empático com a decisão que tomaram e acabei seguindo o mesmo caminho.

Eu sei que te magoei, mas eu não podia te contar a verdade, nem te manter comigo. Eu sinto, Yoongi, que se eu tivesse te contado, você teria continuado comigo e eu nem conseguia imaginar te dar tanto sofrimento.

Quando eu fizer trinta anos as coisas vão começar a mudar na minha vida, vai ser sempre uma corrida contra o tempo. Eu posso começar a manifestar os sintomas a partir dessa idade, mas é certeza que antes do quarenta eu já a terei alcançado. Sempre achei que ter trinta anos era muita coisa, até perceber que eu provavelmente já vou estar morto por volta dos quarenta anos, mas até chegar nisso, eu já vou ter desaparecido.

Foi muito angustiante pensar quase todos os dias como seria perder minhas lembranças gradativamente. Os lugares que hoje guardam nossas memórias, em um momento não guardaria mais nada e teria um momento que tentar expressar meus sentimentos mais simples seriam impossíveis. Talvez essa carta seja mesmo uma boa ideia, porque um dia eu não terei mais oportunidade de expressar claramente o quanto foi precioso para mim.

Nós namoramos por dois anos e hoje faz dois anos que não nos vemos mais, então, eu vou dizer tudo que eu não pude durante esse período. Porque tudo que eu sei sobre você, é Jimin me conta.

Min Yoongi, ter te conhecido foi a melhor coisa que me aconteceu e por te amar tanto foi que te afastei de mim. Uma das coisas que eu mais queria, era te pedir perdão por aquele dia, por aquele maldito silêncio que fiz, enquanto te escutava chorar e implorar do outro lado da porta. Eu sabia que naquele momento as coisas não podiam mais voltar a sua forma original. Queria ter escancarado aquela porta, te abraçado e pedido para que não chorasse, porque eu só estava te deixando livre do peso que eu ia me tornar. Eu sinto falta de tudo, mas não podemos retornar para esses dias, se eu pudesse, chamaria seu nome… Yoongi.

E enquanto estivesse abraçando o seu corpo, eu sussurraria apenas para você, meu amor, todas as coisas que eu amava em você.

1. O formato do queixo;

2. As duas pintinhas perto do nariz;

3. O tamanho das suas mãos, que carinhosamente afagavam meus cabelos;

4. As pernas finas, que mesmo que você não gostasse, eu as achava sensuais, assim como suas coxas, que eu adorava usar como travesseiro ou segurar forte durante o sexo e fodê-las;

5. Ah, a sua pele branquinha que pedia por minhas marcas;

6. O sorriso adorável, assim como tudo em você sempre foi;

7. O beicinho que faz por qualquer motivo, manha, birra, choro, até mesmo para falar, você fazia um biquinho fofo, me provocando a te beijar;

8. O formato de seu maxilar, onde eu adorava deixar meus beijos e sentir o cheiro de seu perfume suave;

9. E seus olhos, Yoongi, tão pequenos e felinos;

10. A espessura dos lábios e a coloração atrativa;

11. Suas orelhas sensíveis;

12. A sua barriguinha macia, sem nenhum músculo e quase translúcida;

13. A voz rouca ao acordar, nossa, como me faz falta, junto ao seu jeitinho dorminhoco e preguiçoso e a carinha amassada de sono;

14. E suas manias? Eram tantas, eu lembro de cada uma delas, como a que tinha de morder o lábio inferior e de encostar os dedos nos lábios ao falar, o “slurp” que fazia antes de começar a falar algo ou como chacoalhava os ombros ao gargalhar e até mesmo aquela de apoiar o queixo nas mãos ou ficar colocando sua língua para fora sem nenhum motivo aparente, que não fosse me enlouquecer;

15. Eu gostava muito do seu jeitinho tímido, mesmo com tantos anos juntos e tendo feito tantas coisas, você ainda ficava vermelho sempre que eu te elogiava e não sabia bem como reagir. Você até chegava a fingir que não se importava com algumas coisas, mas estava sempre demonstrando em gestos sutis o quanto me amava e eu não poderia te pedir mais;

16. Eu amava suas bochechas cheinhas e passar a tarde enchendo-as de beijos, porque apenas seus lábios era pouco, quando eu tinha você por completo nos meus braços, para amar cada partezinha e em troca você sempre dava aquela risada gostosa e apertava os olhos no meio do sorriso.

Eu poderia passar o resto da minha vida tentando detalhar cada partezinha sua que eu tanto amava ou o quanto eu o amava, mas sequer tentar explicar tudo que você é capaz de me fazer sentir, sem parecer raso demais, era simplesmente impossível de dizer.

Eu estava repassando aquela maldita carta na minha cabeça a noite inteira, eu a sabia de trás para frente e agora Yoongi a tinha lido. Em outras palavras, ele sabia toda a verdade e eu não sabia o que fazer a respeito. Meus pensamentos ficavam correndo até ele, como Yoongi devia estar se sentindo agora, fazendo ou pensando? Eu passei anos tentando mantê-lo longe de todo esse drama e por um vacilo tudo tinha vindo a tona.

Eu quase ri, melancolicamente, quando lembrei que ele tinha dito ter vindo atrás de respostas e que não iria embora sem elas.

— Jungkook, está bem? — meu pai parou na frente da minha porta.

Me sentei, preocupado, e enxuguei minhas lágrimas, indo até a porta.

— Estou. — forcei um sorriso falso, ao abrir a porta e lhe encarar. — Só estou um pouco cansado.

— Parece que chorou o dia todo… — me encarou triste e tocou meu rosto.

— Às vezes eu preciso disso.

— Tem certeza que não aconteceu algo?

— Precisa acontecer mais alguma coisa? Eu acho que as coisas já estão bem ruins como estão. — abaixei meu tom.

— Eu sinto muito, filho…

— Não é culpa de ninguém, pai. Eu só estou um pouco instável hoje.

— É por causa do Yoongi? — o olhei pasmo. — Eu soube que ele está em Daegu. Ele não vem aqui há anos e agora você está assim.

— Eu o vi, nós conversamos.

— Contou a ele?

— Não, mas ele já está sabendo. — ele me olhou curioso. — Eu não vou mudar de ideia, pai, eu não vou prender o Yoongi a mim. — ele abriu a boca e eu o interrompi: — A decisão final é minha.

Ele suspirou e apertou meu ombro.

— Você é tão cabeça dura. Yoongi não tem mais dezessete anos, Jungkook, nem você tem dezesseis, eu acho que ele decide o que é ou não desperdiçar a vida dele, mas se a opinião do seu velho importa de algo, eu só queria que soubesse que eu não me arrependi de nenhum momento que passei com sua mãe. Eu achei que ela ainda podia ficar sozinha em casa, foi um erro que me custou tudo. Eu queria que ela estivesse aqui ainda, para poder cuidar dela, assim como eu vou cuidar de você e isso não vai ser nenhum estorvo, porque eu os amo e se aquele rapaz te ama assim também, deveria levar em conta o que ele deseja também.

Eu fiquei quieto.

Todos pareciam achar que era muito fácil para mim tomar todas essas decisões, é claro que eu queria Yoongi ao meu lado mais que qualquer coisa, só parecia tão injusto com ele. Meu pai disse um “Pense bem nisso” e me deixou sozinho. Eu mal voltei para dentro do quarto e meu celular estava com a tela acesa e o nome “Park Jimin” estampado na mesma. O peguei e abri sua mensagem, provavelmente mais algum sermão ou estava curioso para saber como foram as coisas com Yoongi.

Park Jimin: Jungkook, porque você continua sendo tão idiota?
Yoongi me ligou
Eu espero que você faça a coisa certa dessa vez

Mas o que era exatamente a coisa certa? Porque eu estava convicto todos esses anos que estava fazendo o certo, o melhor para ele. E, então, como se soubesse exatamente meus questionamentos, Jimin me enviou outra mensagem:

Park Jimin: O que o seu coração realmente quer
Porque a sua racionalidade está te sabotando
Ah, o Yoongi está na casa dos pais e ele vai embora amanhã
se você não se decidir logo, dessa vez você vai jogar tudo fora
e me provar que é mesmo um idiota

Apertei meu celular nas mãos, estava chorando de novo, minha mente estava cheia de novo. Eram vozes incessantes, o choro do Yoongi mais cedo, o farfalhar daqueles papéis em suas mãos, os gemidos manhosos e estalos dos nossos beijos e todos os “eu te amo” que eu deixei de lhe dizer por cinco anos.

Me levantei e coloquei alguma roupa decente, embora no geral eu não estivesse tão decente assim. Mesmo que eu tivesse tomado um banho depois que ele partiu, eu passei o dia inteiro na cama chorando e meu rosto estava inchado, meus olhos deviam estar igual, além de ter as bordas avermelhadas, porém era assim que ia ser. Era assim que ele ia me ver, fosse para um adeus ou não. Isso seria decidido no caminho, por que por agora eu só precisava vê-lo mais uma vez, sentar, conversar e dizer uma vez mais que eu ainda o amava e continuaria amando, até que eu me esquecesse o que isso queria dizer.

Eu não tinha tido um segundo de sossego ainda na minha cabeça desde que saí de casa e agora eu estava aqui, parado na sua porta com essa maldita indecisão.

    “Faça o que o seu coração pede”, era basicamente isso que Jimin tinha me dito e parecia tão ridículo que me dava vergonha ter seguido um impulso tão imprudente. Foda-se.

Toquei sua campainha e a porta abriu imediatamente.

— Achei que ia passar a noite inteira ai.

— Sabia que eu estava aqui?

Ele fez um movimento muito sutil com a cabeça e me encarou. Ele também tinha chorado o dia inteiro, mas ainda parecia adorável, com o rostinho inchado e os olhos pequenos, brilhando. Eu quase me odiava por achá-lo perfeito até nessa versão triste na qual o tinha jogado.

— Agora vai passar o resto da noite me encarando sem dizer nada?

— Desculpe.

— Devia se desculpar por outras coisas. — ele saiu de dentro da casa e bateu a porta, atrás de si.

— Eu queria que você me entendesse.

— Eu entendo, mas isso não quer dizer que eu aceito. Você nem tem noção do quão idiota foi, ne? Eu nunca vou te perdoar pelos cinco anos que me fez perder ao seu lado, Jungkook, e se está aqui para tentar me afastar de novo, só está perdendo seu tempo. — sua voz falhava e no final ele já estava chorando forte.

Segurei sua mão e acariciei sua bochecha.

— Eu vim dizer que eu ainda te amo.

— Só isso? — me encarou, ganancioso.

— Yoongi, eu… Não me arrependo do que fiz. Você se formou e tem sua vida, tem seus quadros em exposição e…

— E eu poderia ter tudo isso aqui em Daegu, com você! — afastou a mão da minha. — Você é tão ridículo e eu sou tão ridículo, porque ainda estou aqui implorando por uma chance e você simplesmente não me quer. Eu estou tão confuso e me sentindo tão mal, porque sinceramente isso tudo é tão triste, você… Meu Deus, Jungkook, você… Eu não entendo bem como isso funciona, mas a sua condição é triste e você quer lidar com tudo isso sozinho, afastando as pessoas que te amam. Acha que você vai desaparecer e isso resolve tudo? O Jimin, seu pai, seus alunos, os colegas de faculdade, seus professores e eu vamos continuar aqui lembrando de você. Você não pode tirar isso de mim, como acha que eu vou voltar para Seul e viver a vida normalmente sabendo que em alguns anos o único homem que eu amei não vai mais estar onde eu o deixei? Que tudo que eu vou ter são nossas velhas memórias do ensino médio. Eu podia ter ido a faculdade com você, ter tido muito mais encontros, beijos, o seu toque, eu ia ver meu Jungkook crescer e se tornar esse homem lindo bem na minha frente e você decidiu por mim que eu não devia ter essas lembranças.

— Yoongi, não foi essa minha intenção… — falei entristecido e surpreso com sua perspectiva.

— E qual foi? Porque foi assim que aconteceu.

— Eu só não queria que gastasse seu tempo. Éramos tão apaixonados e novos demais, as coisas iam continuar avançando e avançando e de repente… Você sabe.

— Ainda era uma escolha minha, mesmo se você não me quisesse como namorado, mas devia ter me contado a verdade.

— Se você soubesse e decidisse ficar, eu nunca ia conseguir te manter longe.

— Então, o que vai fazer agora? Eu sei e eu quero ficar com você mesmo assim, na verdade, eu quero mais que nunca. 

Naquele momento, sob aquele céu escuro, eu apertei seu corpo contra o meu e cheirei seus cabelos. Yoongi me abraçou e seu choro alto parecia aliviado, porque até ele percebeu a decisão no meu olhar e na forma terna como eu o mantinha preso a mim.

Porque naquele momento, com ele perto de mim, tudo parecia fazer sentido e não adiantava mais afastá-lo se ele queria ficar e eu o queria comigo. Sempre quis.

E enquanto eu lembrasse a cor do céu que nós dois víamos hoje e o cheiro de seus cabelos fosse o catalisador para resgatar esse momento, eu nunca mais ia soltar a sua mão. Eu não sabia se isso seria um erro, mas Yoongi e eu não estávamos funcionando bem longe do outro, por todos esses anos. Era hora de tentar outro caminho? Um caminho juntos.

— Eu te amo e vou te dizer e mostrar isso todos os dias, enquanto eu ainda puder.

— Eu também te amo, Jungkook.

E naquele momento eu comecei a perceber que deixei meu diagnóstico roubar minha vida por tempo demais. Eu estava vivendo e planejando minha vida para a DA, enquanto deixava todo o resto escapar das minhas mãos, mas eu tinha outros caminhos e mesmo que a realidade não pudesse ser alterada, eu ainda podia ter dias melhores antes do fim e agora com Yoongi ao meu lado, pois ele era uma parte de mim, que sempre fez uma terrível falta.

 

Fim


Notas Finais


Bem, gente, como é uma songfic, pra mim um plot com perda de memória se encaixava bem em Let Go, então, eu ia criar alguma, mas ai eu fui pesquisar antes, porque eu vi um filme coreano um tempo atrás sobre Alzheimer precoce, então, fui ver se podia encaixar aqui. De acordo com minhas pesquisar, se encaixava perfeitamente. Eu não abordei de forma explicita, porém tudo que coloquei se encaixa em algumas realidades da doença, nem precisei maquiar muito com Verossimilhança literaria rs porém como meu intuito não era abordar a doença e sim as consequências na vida de Jungkook, tudo ficou meio implícito, espero que tenham entendido e gostado 🥰


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