História Imprevisível - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Itachi Uchiha, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Itachiuchiha, Sakuraharuno, Sasuke.Uchiha, Sasusaku
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Palavras 2.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Quatro


Fanfic / Fanfiction Imprevisível - Capítulo 4 - Quatro

S A K U R A

 

 

FICO PARALISADA NA porta esperando pela reação seguinte de quem irá se manisfestar, mas eles apenas se encaram fixamente, Itachi deitado na cama com um sorriso “bon vivant” estampado em seu rosto provocando Hinata que respira fundo e balança os ombros repetidamente. 

Irritada ela se vira para sair da porta do quarto e força um sorriso para disfarçar o constrangimento. Olho para Itachi enquanto Hinata vai em direção a sala e me surpreendo com seu perfil encarando o teto como se fosse muito mais interessante do que explicar para mim sobre a cena incomum.

— Hina foi mal, esqueci de falar que tinha visita. — Digo entrando na sala após desistir de uma explicação de Itachi.

— Não, tudo bem. Que horas ele chegou?

— Hmmm... então... era um pouco mais da meia-noite.

— Ele dormiu aqui? O Itachi dormiu aqui? — Ela não parece surpresa, na verdade, decepcionada, porém não tenho ideia dos motivos que a fizeram ficar dessa maneira. 

— Longa história, mas sim, ele dormiu aqui. Nós dormimos juntos e estou bastante receosa pelo que fizemos. Ele ainda é o meu chefe, e droga, irmão do Sasuke.

Quem eu estava pensando que era para dizer que não iria me arrepender. Apesar de ser a segunda vez que tenho um contato sexual depois de anos, ter sido com o irmão do cara que gosto atribula meus pensamentos. 

— Entendi. Será que ele vai pensar da mesma forma? — Hinata me faz voltar a realidade com sua pergunta.

— Não sei, mas caso ele diga algo vou colocar as cartas na mesa sobre o que acho ou não certo sobre isso.

Comento e ouço a porta do quarto abrir.

— Conversamos sobre isso mais tarde. Tudo bem? — Sussurro. 

Hinata assente com a cabeça quando Itachi se senta na banqueta do balcão. Eles se olham, contudo, Hinata percebe minha atenção em suas reações e encara a tevê agora desligada.

— Me desculpe pelo contratempo, amiga da Sakura — Diz Itachi para chamar atenção Hinata.

— Sem problemas. — Responde controlando a raiva transparente.

— Prazer em conhecê-la, sou Itachi. 

O tom irônico não passa despercebido por mim e muito menos por Hinata, que se levanta indo em direção a porta com o rosto tenso.

— Preciso estudar, qualquer coisa me manda mensagem, Sakura.

Sem esperar por uma resposta, ela fecha a porta do apartamento deixando um silêncio constrangedor na sala. 

Itachi encara a porta com o semblante fechado, depois me encara claramente decidido a não entrar no assunto e ignorando todos os palpites que minha mente cria, o chamo com o indicador. Ele se joga no sofá não se importando com seu peso esmagador em cima de mim, enchendo meu rosto e pescoço de beijos. 

— Sei que mereço um segundo round, mas infelizmente preciso de um banho e ir para a empresa. Digamos que perdi uma reunião e a Karin ligou me xingando de todos os palavrões existentes.

— Que horas são? — Pergunto tentando sair de baixo dele.

— Agora deve faltar poucos minutos para às dez. Cadê meu café? Essa roupa tá ruim pra aparecer na empresa?

— Tá pronto, vou pegar. — Vou em direção ao balcão e continuo falando. — Bom, se você acha comum o presidente de uma empresa ir trabalhar de moletom e camiseta, então está ótimo. 

Itachi ri do meu sarcasmo e ajeita o coque bagunçado do seu sedoso cabelo.

— Então hoje meus funcionários vão conhecer um novo Itachi. 

— É bom que saiba sobreviver sem o respeito dos seus funcionários. — Ironizo entregando o cappuccino.

— Veremos. Aliás, antes que me esqueça, sua sala não ficou pronta, então não precisa ir hoje.

— Certeza?

— Absoluta.

 

*

 

Pelo restante do dia estudo aproveitando do silêncio. Consigo me concentrar e não pensar em Hinata e Itachi até entrar no tópico de “média aritmética”. Minha cabeça pesa após ler e assistir vídeos no Youtube, o que me frustra pois não consigo entender mesmo depois de tanta explicação. 

Certamente poderia pedir ajuda de Hinata, porém ela está estudando na biblioteca com Naruto a horas e o episódio de mais cedo está me incomodando.

Fecho o livro enraivecida aparentemente sem motivos e me jogo no sofá pensando no que fazer depois dessa madrugada. Pela manhã a situação estava boa, mas com certeza depois de um tempo de convivência as coisas mudarão. Ou não. 

Tensa, deixo meus papéis na sala e vou tomar banho para acalmar meus pensamentos. Pelo bluetooth conecto meu celular no som e vou para o banheiro. 

A água quente bate em meus ombros levando consigo toda preocupação e ansiedade que enrijece meu corpo, enquanto canto com Cassie Taylor a música que ressoa alto pelo apartamento. 

 

E eu vou te contar minha história

Nem uma palavra de mentira

É um conto de tristeza

E uma vida desperdiçada

 

Me enxugo como se toda impureza dos meus atos estivessem sendo limpos e visto-me preguiçosamente. Com minha xícara de café com leite e canela me acomodo no sofá para voltar a assistir minha série favorita da Netflix.

Horas mais tarde ouço o barulho da porta destrancando e Hinata adentra no apartamento cheia de livros acompanhada de Naruto. Um sorriso tímido surge ao me ver esparramada na sala e tento deixá-la à vontade. 

— Boa noite jovens da noite! O que me contam de bom? — Pergunto entusiasmada.

— De bom? Vejamos... Nada. Sou horrível em tudo. — Naruto se joga em cima de mim. 

— Para de drama, também estou com dificuldades em logísticas. 

— Logística? Ainda estão nisso? — Questiona Naruto. 

— Pois é, se juntar com gerenciamento orçamentário não passo desse período sem entrar em depressão pós reprovação.

— Naruto, não é o Sasuke que te ajudou com essa matéria? — Diz Hinata sentando-se na poltrona ao nosso lado.

— Foi, a forma como me explicou fez parecer bem mais fácil que o Hayate. Quando ele chegar aqui pergunto se lembra de algo, Sakura. 

— Como é? Chegar aqui? — Pulo do sofá fazendo Naruto cair no chão.

— É-é Sakura, o... — Naruto interrompe Hinata.

— Ele trouxe a gente. Estávamos estudando juntos. 

Sinto uma tremenda dor de barriga ao ouvir as palavras de Naruto. Se não é castigo por ter dormindo com Itachi, não sei o que pode significar.

“Oh, que merda”, penso olhando para o teto gessado.

— Hinata, vamos na cozinha um segundo. Precisamos preparar algo. 

— É verdade, minha barriga está roncando. — Naruto diz sem cerimônia e se joga no sofá novamente.

Hinata vai até o balcão de cabeça baixa e ao me olhar seu rosto está vermelho, de vergonha ou nervoso, não consigo descrever, mas sinto meu corpo fraquejar a cada milésimo de segundos que se passam pensando que logo Sasuke estará no meu apartamento.

— Como assim o Sasuke tá aqui? — Sussurro mais baixo que o normal.

— Desculpa, ele estava estudando sozinho e chegamos lá, daí o Naruto chamou, ficamos juntos até agora e Naruto o obrigou a trazer a gente, e por gentileza convidei para subirem, mas o Naruto aceitou e insistiu que ele viesse também. — Suspira com ar de derrota.

— Esse idiota filho de uma... — Sou interrompida pelo seu grito.

— Satã! Olha o que a Sakura vê... — Sasuke fecha a porta do apartamento e vai até Naruto lhe dando um tapa na nuca. — Pena que já vimos esse episódio, mas vamos ver de novo.

Hinata me encara sabendo do meu desconforto com Sasuke no mesmo lugar onde Itachi esteve mais cedo. Nós deixamos a tensão de lado e tentamos organizar os pensamentos para matar a fome.

— Pode ser umas pizzas, não quero mesmo cozinhar. — Hinata confirma com a cabeça e grito para os meninos. — Vamos pedir pizzas, tudo bem para vocês?

— Sem problemas meninas. — Responde Naruto.

A portaria interfona quarenta minutos depois informando que o entregador está esperando. Hinata pede a Naruto e Sasuke para pegarem e enquanto eles vão buscá-las arrumamos a pequena bagunça que se formou magicamente na sala.

— Sakura, desculpa. Deveria ter ligado para te dizer que Sasuke viria. — Hinata diz trazendo quatro taças para a mesinha da sala.

— Não é tão problemático quanto fiz parecer ser. Me desculpa se te confundi. Sabe, ele ainda é o Sasuke por quem meu coração acelera como uma taquicardia.

Nos sorrimos e encerramos o assunto pois os meninos entram conversando sobre o cheiro que as pizzas de pepperoni e marguerita estão exalando. 

Nos sentamos ao redor da mesinha de centro para comer, e apesar de está morrendo de vergonha de ter Sasuke no mesmo ambiente que o meu, consigo fazer a conversa fluir sobre a tão temida matéria do meu difícil aprendizado. Não sei se pelo ambiente descontraído ou pelas taças de vinho.

Sasuke tem sido o único homem por quem me interessei ao longo de três anos morando em Nova York. O impulso sexual para transar com seu irmão na noite passada foi pela solidão de anos e pela semelhança entre ambos. Chego a essa conclusão olhando seu meio sorriso para Naruto contanto sobre sua última viagem com os amigos.

— Juro, o Sasuke e Suigetsu fizeram a gente entrar no racha de um aeroporto particular depois de dirigirmos por mais de cinco horas. Não confiem no Sasuke quando ele está com sua máquina esportiva, é impossível contê-lo. 

— Cala a sua boca. Você e Juugo toparam na mesma hora. Ninguém foi obrigado a levar o carro para a pista. — Sasuke rebate e Hinata gargalha. 

— O Neji te contou que perdi o carro no processo, né? — Naruto pergunta a ela que apenas confirma com a cabeça não contendo o riso. 

Me sentindo apreensiva após Sasuke citar um nome tabu, levanto-me e levo minha taça para o lava-louças. Me acomodo na bancada para mexer no celular e checar alguns e-mails e minutos depois sinto o aroma inconfundível de notas cítricas misturado com lavanda sentando-se na banqueta ao meu lado.

Me viro sutilmente em sua direção enquanto Sasuke encara um ponto qualquer da cozinha com a testa franzida. Ele parece perdido em pensamentos e não tenho intensão de tirá-lo de onde quer que esteja.

Sou pega de surpresa com um trovão estrondoso, que faz a casa estremecer e a energia desaparecer. Um barulho de chuva forte ressoa pelo local que agora está num silêncio descomunal. 

— Pode deixar que ligo as luzes emergenciais, Hina. 

Com a lanterna do celular vou até a caixa de interruptores movidos a bateria e ligo um para a sala e um para o corredor. Quando retorno para sala não contenho o sorriso ao ver Hinata abraçada com Naruto no canto do sofá conversando aos sussurros. Uma cena impressionante para mim, e ao reparar em Sasuke, creio que para ele também. 

— Como foi o primeiro dia na empresa? — Pergunta de repente quando me sento ao seu lado.

Surpreendida pela pergunta, sinto-me corar ao olhá-lo e constatar que sua atenção está completamente voltada para mim.

— Foi promissor. Não pude ir hoje pois de acordo com o sr. Uchiha minha sala não ficou pronta. — Tento o tom mais natural possível.

— Seu setor, na verdade. Acreditou nas palavras dele? — Pergunta com uma sobrancelha levantada. 

Há poucas rugas em sua testa, charmosas e cheias expectativas, no entanto, sua beleza não impede que sua pergunta me deixe apreensiva. 

— Porque não acreditaria? Ele é meu chefe.

Não posso deixar de admitir que Itachi é extremamente enigmático, mas não há motivos para inventar uma mentiria sobre o respectivo setor.  

Meu olhar interrogativo trava uma luta com o seu intensivo olhar sarcástico. Sasuke sorri de lado, o sorriso que me deixa estarrecida, e bagunça o cabelo desgrenhado voltando a se apoiar no balcão. 

— Que eu saiba, há várias estações para serem preenchidas no seu setor graças ao programa de estágio que oferecemos. Itachi finge ser ingênuo para conseguir as coisas que acha essencial pra ele. — Diz olhando para a luminária suspensa acima da ilha. — A boceta de alguma garotinha ingênua. — Conclui desgostoso.

A frequência das batidas do meu coração parecem diminuir a cada fato que analiso mentalmente sobre Itachi. Enquanto agia honestamente com ele, sua única intenção era me usar como muitas devem ter sido usadas com seu papo de conquistador barato. 

“Sou uma estúpida”. Não há outra palavra na minha mente angustiada para descrever minha ingenuidade após todos os acontecimentos da minha vida. Uma constatação me faz pensar no porque de Sasuke ter dito sobre Itachi logo após nossa noite juntos. Imaginar que seu irmão pode ter lhe contato aumenta a sobrecarga sobre meus ombros. 

A quanto tempo eu não me entregava a um homem, desde a minha primeira vez mal planejada e precoce após a festa de aniversário do meu primo. A vontade de chamar atenção de Hidan me fez tomar a errônea atitude de perder a virgindade para qualquer homem atraente que aparacesse naquela casa.

Foi quando conheci Juugo, que embora não fosse amigo de Kimimaro, estava curtindo a festa como se fossem íntimos a mais tempo que os demais espalhados pela casa. Ruivo, forte e atraente, o cara certo para tirar o fardo que me mantinha intocável aos olhos de Hidan.

— Sakura... — Sasuke me balança levemente pelo ombro a medida que sinto as lágrimas se acumularem nos meus olhos.

A sensação de ter cometido os mesmos erros do passado, o mesmo desespero, a angústia, a impotência e a humilhação de ter meus sonhos frustrados por impulsos adolescentes. Mesmo aos vinte anos, continuo sendo mentalmente a garota de dezesseis que desencadeou seus demônios e trouxe o inferno para si própria por valorizar mais aos outros do que a si mesma. 

A imagem de Hidan e Ameno vendo-me através da janela do carro de Juugo impregnam minha mente. Suas mãos grandes apertavam meus seios e tentavam me penetrar com cuidado para que eu sentisse o mínimo de dor possível. 

O ruivo intenso dos seus cabelos arrepiados o deixavam incrivelmente atraente iluminado pela luz vermelha do painel do Tesla. Juugo me desejou e não poupou esforços para demostrar anseio por uma menininha magrela. A mesma menina mimada que teve seu caráter posto a prova para os moradores da pequena cidade de Book Farm. 

A desgraçada cidade de Book Farm, a viajem para Manhattan, o meu momento de sofreguidão por não aceitar uma bolsa em Harvard que tanto almejava, a vontade esmagadora de desaparecer de uma vez por todas de Boston. 

Toda a bola de neve que cresceu com a avalanche dos meus atos inundam meus pensamentos. Chorar não mudaria minhas escolhas e nem o que minha família passou por minha infantilidade. 

Quando percebo que Sasuke ainda me encara, levanto-me segurando as lágrimas que ameaçam cair a qualquer instante e me refugio no quarto praguejando os feitos ordinários que me fizeram perder Hidan e desgraçar minha família.

— Sakura... — ouço Hinata ao bater na porta mas ignoro e fecho os olhos para esquecer momentaneamente os verdadeiros motivos por qual vivo em Manhattan.  

 

 


Notas Finais


Comentários? Dúvidas? Críticas? Deixa aqui nos comentários.
Deem uma olhadinha nas minhas outras fanfictions também e me sigam para ficam a par das novidades que estão por vir.
Até breve!!!!


* Caso haja erros gramaticais, serão reparados até a próxima atualização.


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