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História Imprevisível - Capítulo 40


Escrita por: SonhosOcultos

Capítulo 40 - Capítulo 40


Capítulo 40

Helena

 

 

Sei de quem é esse maldito perfume. Me enfurece que ele tenha me acordado com esse cheiro. Sento-me, Alice adormecida ao meu lado. Heitor parece não saber me explicar.

- Vamos, que perfume é esse?

- Não fique brava...

Já me sinto arregalar os olhos de pânico. Não sabia que me deixaria tão absurdamente transtornada que Naná estivesse certa. Uma parte não muito madura de mim o empurrou, batendo no seu tórax, irritada.

- Maldito! Você me prometeu! Você prometeu, Heitor!

- Helena, não é nada disso que...

- Se me traiu, seu maldito, cortarei seu pau e darei para as galinhas!

- Meu Deus, mulher, me escute.

- Oh, estou com tanta raiva! – sinto meu corpo vibrar de agonia e raiva. O que me deixa mais emputecida é que não consigo segurar minhas lágrimas – Como pode agir como um menino?! Não vê que estou me desdobrando entre Alice e meus estudos?! Está encontrando quem o sirva lá fora, é isso?

- Helena!

Ele me segura firme pelos ombros, parecendo bastante assustado. Acho que minhas lágrimas sem controle o alertaram. Alice acorda e chora, deixando tudo ainda mais confuso. Pego-a em meus braços e coloco-a no meu seio. Já estou tão exausta de amamentá-la, meus seios estão feridos, que as emoções me acometem sem que eu tenha qualquer controle.

Ele apenas me olha, espantado.

- Odeio sentir ciúmes – choro enquanto amamento – Odeio.

- Está mais calma? – olho para ele com ódio – Helena, eu juro que não a traí, por Deus. Esse perfume é de Ingrid, mas...

- O QUE?!

Tento partir para cima dele, estapeá-lo, mas Alice me impede. Ele parece agradecer mentalmente a nossa filha por isso.

- Tive que ir até ela depois que li isso – ele me entrega um jornal aberto – Leia.

Meus olhos passam pelas frases, deixando-me cada vez mais sem ar, até que consigo ler tudo e estou tremendo. Agarro Alice com mais cuidado contra meu seio e sei que estou entrando em pânico.

- Alice é sua – digo chorando – Ela é sua! Eu nunca permiti que...

- Eu sei, Helena.

- Sempre fui cuidadosa para que nunca...

- Eu sei – ele segurou meu rosto e me beijou – Eu sei. Não se preocupe com isso.

- ‘Coimbra’? É Ingrid? – ele confirma – Maldita!

- Fui tomar satisfações com ela depois que li isso. Precisamos nos precaver, Helena. Pode não acontecer muita coisa, mas pode...

- Posso ser presa e condenada por, pelo menos, seis crimes. Dependendo de como queiram minha cabeça, posso terminar enforcada. Na melhor das hipóteses serei banida da faculdade, açoitada e perderei o direito sobre Alice.

Às vezes parece que Heitor se esquece que sou especialista em lei criminal. Ele parece estar absurdamente surpreso comigo.

- Por incrível que pareça, o crime que me condene talvez seja o de “incitação à desordem”. Sabe o que fizeram com Maria Amélia? – ele negou – Prenderam-na por três meses. Ela fez greve de fome, mas a forçaram com uma sonda nasal – olho com muito medo – Não deixem que levem Alice, pelo amor de Deus.

- Nada irá acontecer com você, Helena, nem com a nossa filha. Nosso país é muito injusto, mas não tenho vergonha de dizer que meu título impediria qualquer tipo de condenação. Pelo que me lembro, nunca vi condenarem uma baronesa.

Meus lábios fraquejam e as lágrimas caem. Nossa filha parece farta e volta a dormir, então a entrego para ele para descansar um pouco. Heitor bate de levinho nas costas de Alice para que se acomode bem o leite.

- Se... se algo acontecer comigo... se suspeitarem que Alice não seja sua... ela pode... terminar na Roda dos Expostos – vejo meu pânico formando-se – Não permita, Heitor, por favor!

- Querida, acalme-se.

- Como?!

Ele coloca Alice no bercinho e se senta ao seu lado. Pega meu rosto em suas mãos e me beija intensamente.

- Está pensando nas consequências mais drásticas e que não vemos ser impostas há mais de 50 anos. Nada irá acontecer. Eu prometo.

- Como pode me prometer? Como?

- Por que eu farei de tudo para proteger nossa família.

Apesar de saber que isso não está em suas mãos, acho seu calor reconfortante. Infelizmente, Heitor não me toca como eu gostaria que me tocasse, fazendo-me sentir desejada e amada. Ao invés disso, puxa a coberta sobre nós e me acolhe contra seu corpo enquanto Alice dorme o sono dos anjos.

 

 

Estou inquieta e angustiada, mas também exausta de ter meu sono interrompido para amamentar Alice. No topo de tudo, recebi um recado dos professores da faculdade de que deveria continuar as lições em casa e retornar assim que possível, ou minha vaga estaria “seriamente ameaçada”. Entre cuidar de Alice, estudar e me preocupar com possíveis condenações, o que não saía da minha cabeça era o afastamento que vinha percebendo em Heitor.

- Senhora? – Matias abre a porta levemente – Tem visitas.

- De quem se trata?

- Das senhoras Maria Amélia e Ana Catarina. Elas aguardam no hall. Irá recebê-las?

- Sim – animo-me um pouco – Peça para subirem, por favor.

Feliz com a presença delas, penteio meus cabelos rapidamente, ajeitando-me melhor. Alice está dormindo no bercinho profundamente.

Quando elas chegam, recebo-as de braços abertos, com um aperto enorme. É absolutamente reconfortante ver rostos familiares e não julgadores.

- Sua recuperação está ótima – Ana Catarina olha-me dos pés à cabeça – Ainda que as olheiras estejam te denunciando.

- Fico tão feliz que tenham vindo!

Maria Amélia me entrega um presente para Alice e me cumprimenta da mesma forma. Elas caducam Alice dormindo no berço, sorrindo para minha filha. Sentamo-nos nas poltronas que ficam em torno da mesinha do quarto.

- Minha visita não é tão despretensiosa – diz Maria Amélia – Venho convidá-la para a conferência do Ventre Livre pela Ave Libertas – elas me encaram com interesse – Assim que estiver em condições, é claro.

- Não posso discursar, meninas...

- Pense bem – Ana pega minha mão – Você é uma mulher culta, está se formando em Direito. Nós já a vimos falar em uma reunião dos cupins, consegue dominar a audiência muito bem. Além disso, não é nada espantoso que uma bacharelanda participe de reuniões políticas, é...

- Normal para os homens.

Entrego a elas o exemplar que Heitor me mostrou à noite. Maria Amélia lê em silêncio, mas levanta-se em revolta.

- Oras! Que bando de absurdos!

- Não posso me expor, não desse jeito. Posso causar a Heitor grandes danos! E minha filha...

Ana Catarina segura minhas duas mãos.

- Você é uma baronesa. Nenhuma justiça iria se aproximar de você. Tem a proteção do seu marido, use-a.

Mordo o lábio, inquieta.

Elas não me pressionam, mas vejo seus olhares de pedintes. Naná nos interrompe, trazendo um pequeno lanche com chá. Agradeço.

- Onde está meu marido, Naná? – pergunto quando ela pega Alice para um banho – Não o vi o dia inteiro.

- No ateliê, senhora.

Confirmo, um pouco frustrada. Heitor está distante de mim e começo a recear que seja minha condição pós-parto. Dizem que os maridos passam a não desejar tanto suas esposas como antes, pois ficam diferente após parirem.

E se Heitor não me deseja mais como antes?

- Amélia, você já se casou?

- Nunca – sua resposta foi um tanto nervosa, olhou de soslaio para Ana Catarina – E não pretendo.

- Oh.

- O que deseja saber? – ofereceu-se Ana quando percebeu minhas inquietações – Meu casamento não é bem uma base, mas posso ajudá-la.

Sinto meu rosto corar.

- É verdade que... que... os homens costumam enjoar de suas esposas quando elas têm filhos?

- Alguns – ela me fita com diversão – Está com receio de que o barão não a procure mais?

- Ergh... bem, mais ou menos... Sinto-me diferente.

- Dou graças a Deus quando meu marido resolve esquecer minha cama, sabe? Não suporto quando me procura, então para mim seria uma benção nesse sentido.

- Não acho que esse seja o caso de Helena, Ana – disse Amélia com doçura – O barão a satisfaz muito bem, não é?

Sinto a vermelhidão me tomar completamente, esquentando meu rosto e me fazendo hiperventilar. Elas riem, mas não de mim, apenas da minha reação tímida que confirmava a pergunta. Elas se olharam, como se compartilhassem um segredo.

- O barão é tão bonito por baixo das roupas como é por fora? – pergunta-me Ana – Antes dele se casar, era tido como um dos solteiros mais interessantes da Corte, sabe? Diga, ele é um bom amante como parece ser?

- Por Deus...

- É claro que é, Ana! Não está vendo a cara de tomate dela?! – Amélia me acalmou com um sorriso – Não se preocupe, querida, se o que compartilham na cama é tão bom assim, não desaparecerá por causa de um filho, pelo contrário.

- Oras, como pode saber?

- Eu disse que nunca me casaria, não que sou virgem.

Fico absolutamente chocada, elas riem. Como é bom estar com pessoas que não te julgam de qualquer forma!

- Querida, seu marido apenas deve estar respeitando seu tempo, o resguardo – Ana me falou docemente – Mas se está vermelha e suando desta forma em menos de uma semana, devo acreditar que o barão deve ser um amante formidável...

Cubro meu rosto, já desesperada de vergonha. Elas riem, eu rio junto, descobrindo meus olhos sorridentes.

- Oh, sim... – sonho acordada - ...ele é.

- Está vendo? Eu disse a você! – comentou Amélia em intimidade para Ana – Quero meus dois mil réis.

- Vocês apostaram?

- Claro! – comentou Ana – Se pudesse ver a quantidade de senhoras, algumas até velhas, que sonham com seu marido, minha querida! Muitas falam coisas até obscenas. Céus.

- Tem sorte de ter um marido tão bom e honesto, porque normalmente ele já teria muitas amantes.

Senti meu rosto empalidecer.

Confiança.

Foi isso que prometeu a ele.

- Quanto... quanto tempo dura o resguardo?

- Quarenta dias – disse Ana para meu desespero.

- Quarenta?!

Elas riram de gargalhar.

 

Deixo Alice adormecida dentro do berço e desço as escadas quando anoitece, mas Heitor não sai do ateliê. Arrasto a porta, levemente, vendo-o de costas, concentrado em uma pintura em particular. Noto seus ombros caídos e sua expressão concentrada, ele nota minha aproximação.

Deslizo minhas mãos por seus ombros, ele se assusta.

- Eu não te vi o dia inteiro.

- Desculpe – ele beija minha mão em seu ombro – Estava concentrado.

- Posso me sentar?

Ele confirma. Sento-me ao seu lado, apreciando sua pintura.

- Está se sentindo melhor?

- Sim!!! – confirmo enfaticamente.

- Bom. Que bom.

Meu olhar caminha por suas tintas, pinceis, paletas. Ele vinha praticando bastante desde que Alice nasceu. Então, sutilmente, vejo seu caderno de desenho aberto e algumas marcas em traços.

- Um desenho inacabado? – ele seguiu meu olhar.

- Hum, não. É só uma contagem.

- Contagem?

- É.

Continuo olhando-o com curiosidade. Ele suspira fundo e parece completamente triste e derrotado. Isso me alerta.

- O que foi?

- Vai me achar um tolo, um selvagem, na verdade – ele coça a cabeça com o pincel ainda nos dedos – É seu resguardo...

A revelação, sua expressão envergonhada, seu olhar fugindo de mim, seus dedos inquietos e sua respiração pausada me dão uma crise de riso.

- Não entendi a piada.

- Você – continuo rindo, gargalhando, por sinal – Oh, céus, e eu estava preocupada que estivesse me evitando porque perdeu seu desejo por mim – continuo rindo, ele paralisado – Oh, você é tão fofo!

Puxo sua boca para a minha, beijando-o tão intensamente que me derreto. Desta vez sou eu que comando, mordo seu lábio inferior, puxando para mim, então chupo, introduzo minha língua e o prendo com minhas mãos. Estamos ofegantes.

- São quarentas dias mesmo? – ele me pergunta em sofrimento explícito – Quarenta?! Ainda faltam 30!

- Não sei se isso é uma regra, meu amor. Acho mesmo que isso é uma lenda que contam aos homens para dar uma trégua a suas pobres mulheres. O que, no meu caso, não se aplica.

Ele me olha intensamente, mas sem dizer nada. Não entendo porque ele fica assim, simplesmente me olhando. Isso me faz corar, inquieta.

- Porque... – estou corada ao extremo - ...eu não desejo uma ‘trégua’. Como desejaria? Você é um excelente amante.

- Está me dizendo que não teremos que esperar?

- Ainda me sinto dolorida e um pouco ardida, mas incrivelmente, sinto tesão – ele cora quando digo essa palavra – Acho que é esse o efeito que você faz em mim. Eu quero tanto fazer amor com você que nem mesmo a dor me impede de ficar molhada.

- Por Deus, Helena... Para onde foi sua vergonha e timidez?

- Você destruiu – ele ri.

Comovida com seu pobre estado de sofrimento, mas também encantada com isso, ajoelho-me diante dele. Heitor não protesta, na verdade me olha como se eu fosse uma deusa. Isso é incrível. Levando sua camisa, desato o nó da sua calça e desabotoo. Olho para cima e seus olhos estão sem piscar, olhando-me arregalados. Retiro seu membro, segurando a carne em minha mão, enquanto ela endurece apenas com meu toque.

- Estarei me sentindo perfeitamente bem em alguns dias, mas enquanto isso...

Passo minha língua pela ponta, rodeando-o. Escuto uma arfada vindo dele, uma tensão nos músculos. Então, lentamente, desço minha boca, indo o máximo que posso, molhando-o por completo.

- Isso... oh, meu amor, isso...

Não imprimo um ritmo rápido, nem voraz, mas terno e lento, chupando-o com calma e suavidade. Parece que meu toque, tão terno e delicado, faz seu corpo vibrar mais ainda. Retiro-o de minha boca, massageando-o pela base com uma das mãos e suas bolas com a outra, lentamente, como se estivesse apenas provocando.

- Quero lhe pedir uma coisa.

- Gr... qualquer... coisa...

- Olhe para mim – ele vira o rosto para baixo. Está suado e corado nas bochechas, fazendo força para se controlar – Quando eu estiver pronta, não quero nada além que me invada e me possua com força. Muita força. Eu quero que me machuque de tanta vontade que estamos sentindo.

Ele me olha com espanto, mas quando devolvo minha boca para sua extensão dura, volta a gemer com rouquidão. Suas mãos alisam meus cabelos, imprimindo o ritmo certo que deveria fazer para lhe dar prazer.

Sinto seu corpo retesar, ficando pronto para terminar. Retiro minha boca e levanto minha coluna, puxando-o para um beijo profundo, devasso e cheio de saliva. Olho em seus olhos.

- Prometa-me – ele parece zonzo de prazer quando aperto minha mão em sua ereção – Prometa-me que irá levantar minha saia e me possuir com toda a força que tiver. Céus, estou louca por isso há dias!

- O que quiser...! O que... oh, por todos os santos...

Ele se derramou quando chupei sua ponta, vindo-se com tanta força que vibrava, sem parar de dizer meu nome. Heitor tremeu-se por um bom tempo e eu me sentia molhada até as coxas. Meu quadril ainda doía pela expansão dos ossos, mas era perturbador o efeito que ele tinha em mim.

Heitor, cansado, puxou-me para um beijo. Sua mão acariciou meu seio sobre a camisola, sentindo-o pesado de leite. Estou sensível ali, de forma que gemi de dor e ele se assustou.

- Quero satisfazê-lo, sempre que quiser – digo com verdade.

Heitor me surpreendeu, puxando-me pelas coxas e me carregando escada acima. Não me importava que isso me causasse um pouco de desconforto. Empurrou a porta com o pé e me preocupei se Alice acordaria. Graças a Deus não.

Ele me deitou de costas na cama, ajoelhando-se no chão. Levantou minha saia, mas eu rapidamente impedi.

- Helena?

- Eu não... – sinto meu rosto corar profundamente - ...ainda não estou totalmente...

- Irei machucá-la se a beijar aqui?

- Não é isso... – por todo Céu, estou morta de vergonha! - ...é que, não pude... quer dizer...

Quero dizer que ainda não estou perfeita ali embaixo. Não tive ainda como retirar boa parte dos pelos, algumas feridas ainda não sararam, ainda tenho algumas manchas roxas...

Ele percebe meu absoluto incomodo.

- Apenas me diga uma coisa, minha linda, irei machucá-la se beijá-la aqui? Se passar minha boca, minha língua...?

- Hum, não, mas...

Ele me puxa pelas coxas, fazendo com que meu sexo estivesse tão de frente a sua boca que me encheu de vergonha. Ainda mantive parte da saia ali, pressionando-a para baixo. Quando senti seus lábios começando por meu joelho esquerdo, queria que um buraco se abrisse totalmente e me engolisse nesse instante.

Mas, apesar da vergonha, meu corpo correspondeu, vibrando. Senti-me arrepiar inteira. Seus lábios trocam de lado, indo para baixo do joelho direito, então sinto sua umidade ir descendo, lentamente, pela parte interna da coxa.

Sinto-me tremer quando sua boca se aproxima da minha virilha e escondo meu rosto. Minha mente está apenas gritando “ele está vendo. Ele está vendo as marcas!”

Mas, para meu sossego, não diz nada. Ele parece beijar exatamente onde ainda está dolorido pelo esforço. Sua boca chega até meu vale e não hesita. Sinto meu corpo arquear enquanto ele coloca sua boca no meu sexo.

Novamente, escondo meu rosto de vergonha. Oh céus, não! Eu só parei de sangrar há dois, tenho algumas fissuras pelos instrumentos e definitivamente não estou...

- OH MEU DEUS...! – engulo engasgada para não fazer barulho.

Me agarro aos lençóis quando sinto sua língua me provocar no lugar certo. Heitor abraça minhas coxas, mantendo-me presa, impossível de fugir mesmo que a vergonha me dominasse.

- Oh meu Deus, Heitor! – não conseguia me controlar. Minha mente me dizia para fechar as pernas de vergonha, impedi-lo de ver meu sexo tão machucado, mas meu corpo mandava-me abrir, recebe-lo com sua precisão incrível.

Minhas mãos não sabem onde ir. Se agarram ao lençol ou se vão para seus cabelos negros, agarrarem-se ali. Meu corpo convulsiona quando sua língua se mantém no lugar certo, provocando-me em espasmos que vão além da minha vontade.

- Oh...! Eu te amo, Heitor...! Oh meu Deus! – digo baixinho, mas agoniada, mordendo minha própria mão.

Sei que estou gemendo, algum canto do meu cérebro me diz que vou acordar Alice, mas não consigo me conter. Estou gritando de prazer e a prisão da sua boca e suas mãos me faz explodir um orgasmo profundo que me arrebata e me faz tremer inteira.

Perco a respiração por um momento, retesando todo meu corpo para trás, sentindo-me sair de mim, enquanto a onda de prazer me eletrocuta completamente. Quando desabo, completamente satisfeita e exausta, olho para baixo, vendo Heitor beijar uma das manchas roxas da minha coxa.

- Acho que nossa filha está habituada com seus gritos, minha linda – ele me diz, beijando-me na boca – Fizemos tanto amor com ela dentro de você que sequer ela se acordou, veja bem.

- Oh, pare com isso!

Estou absolutamente envergonhada. Ele percebe, é claro, como percebe tudo em mim. Desliza meu rosto para seu lado.

- Do que está tão envergonhada?

- De tudo – cubro meu rosto – Oh, desculpe que tenha visto isso.

- O que?

Puxo minha saia para baixo, fechando minhas coxas e escondendo tudo que me dá nervoso. Ele segura minha mão, impedindo-me de cobrir completamente, então volta a deslizar minha saia para cima pela lateral do meu corpo.

- Está com vergonha do seu lindo sexo, querida?

- Não está muito bem apresentável, e você... céus! – cubro meu rosto novamente com muita vergonha.

- Não sei do que sente vergonha, Helena. Se pudesse, entraria em você agora mesmo.

- Estou cheia de marcas. E feridas. E... desculpe, mas não tive tempo de limpar um pouco, sabe...

Ele sorri, divertindo-se com minha cara vermelha que eu tentava esconder com minhas mãos. Desliza sua mão pela lateral do meu corpo, então meu rosto, fazendo-me sentir bem.

- Helena, essas marcas só mostram como você é forte. Você deu luz a nossa filha, quero beijar cada uma das suas marcas e feridas porque a acho linda assim, mas também porque quero que se sinta bem, depois de tanto sofrimento.

Me aconchego contra seu tórax, feliz por finalmente senti-lo próximo outra vez. Não sabe como senti a falta disso. Sua mão desliza pelas minhas costas.

Quando levanto o rosto, ele está sorrindo como um bobo para o teto.

- Do que está sorrindo tanto?

- Nada.

- Nada?

Não parecia ser “nada”. Na verdade, ele me olha como se estivesse guardando algo mágico dentro de si, mas que queria apenas para ele. De qualquer forma, consegui passar poucos minutos assim, até que nossa filha reclamou por atenção.



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