História Imprevisto - Capítulo 20


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Categorias Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Visualizações 341
Palavras 1.535
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá xuxus!

Outro cap pra vcs, espero que gostem. Eu não ando muito bem, e espero que esse cap não tenha saido depressivo.

Obrigado pelos 320 favoritos, eu nunca achei que fosse chegar a tanto! Obrigado de coração!

*LEIAM AS NOTAS FINAIS*


BOA LEITURA 💙

Capítulo 20 - Lukas!


Fanfic / Fanfiction Imprevisto - Capítulo 20 - Lukas!



 12 dias depois


Victória on


 Senti uma dor imensa em todo o meu corpo e uma dificuldade grande de me mexer. Gemi baixinho e escutei o som passos se aproximando, também escutava vozes e cogitei abrir os olhos, mas outro grunhido deixou meus lábios, tinha algo bem errado comigo. 


 — Respiração? — Uma voz grossa e desconhecida perguntava. 


  — OK! — uma voz feminina respondia.


  — Pressão? — Tornou a perguntar. 


 — Na faixa certa! — e de novo. 


  — Ela está se recuperando bem. Vou chegar os exames, qualquer emergência, já sabe! — Logo passos foram para longe. 


 Minha cabeça doía um pouco e eu não conseguia processar onde estava, nada me passava pela cabeça. Uma mão com toque quente segurou meus dedos, e escutei fungadas bem baixinho. Alguém estava ali... chorando?... Abri os meus olhos e enxerguei tudo borrado, e enquanto minha visão focava, um volto preto de mexia agitadamente a minha frente, parecia estar falando comigo. 


 — Você acordou? — sabia de quem era aquela voz e ela estava trêmula e rouca. — Vic? Está se sentindo bem? Ta com dores? 


 — Lukas? — Minha voz saiu fraca, enquando minhas pupilas me enviavam a imagem dele.


 Seus olhos estavam vermelhos, sustentados por bolsas enormes debaixo deles, parecia não ter dormido a dias e seus olhos vermelhos também indicavam choro. Sua expressão preocupada me fez notar o que eu tanto temia, estava internada no hospital. Senti tubos em meu nariz e guias em meu braço, estava recebendo sangue e soro por elas, mas o que foi que aconteceu? 


 — O que... o que aconteceu? — Perguntei a ele. Segurando em minha mão, ele a encarava, como se não soubesse o que dizer. — Lukas? 


 — Preciso avisar o médico que você acordou! — Sem olhar em meu rosto ele soltou a minha mão. 


  —Lukas? — se levantando, saiu rapidamente.


 Por que essa reação? Será que eu fiquei aqui por muito tempo? Os meus olhos vasculhavam todo o quarto e eu comecei a sentir o meu braço formigar. Logo a tela onde mostravam os meus batimentos começaram a apitar alto e duas enfermeiras entraram correndo no quarto, senti meus olhos enchendo.


 — Lukas? — Eu gritei enquanto me mexia e elas tentavam me acalmar. 


Eu previsava falar com ele, não queria que ele se sentisse culpado por isso, o que quer que tenha acontecido, ele não devia ter algo a ver. Eu sei! Mas eu previsava dizer pra ele que eu tive medo, que eu me senti sozinha, que eu previsava dele... Que eu... 


 — Sedativo! — Escutei a voz do médico que também adentrou a sala. Comecei a chorar e elas seguraram meus membros, e logo o médico se aproximou.


  — Lukas! — disse uma última vez, antes de apagar completamente. 


Victória off


 


Lukas on


 Sai de dentro do quarto. Não aguentei ficar ali vendo ela naquele estado, perdida, machucada, com dor... Por que eu fui tão fraco? Talvez eu apenas estivesse com medo da verdade, da reação dela. Não queria correr o risco dela brigar comigo, ou mesmo fazer ela sentir raiva por me ver ali. Eu não aguentava mais ficar sem ela e ver ela presa naquela cama de hospital, sem rir, sem me xingar e sem ser a menina linda que eu conheci


. Quando ela deu entrada no hospital foi direto pra sala de cirurgia retirar a bala, logo que foi internada, fiquei desesperado. O médico havia dito que a bala havia perfurado uma artéria na região do ombro, isso a fez ter hemorragia e perder muito sangue. Eu não podia doar o meu sangue pra ela, nem Daniel e nem Melissa. E ai o meu desespero foi aumentando, todos nas redes sociais comentavam sobre isso, ja que eu havia postado uma foto segurando a mão dela, a mesma que usava o ponto detector de batimentos. Todos fizeram de tudo pra achar alguém que pudesse doar e cada dia ficava mais difícil, até que no 5° dia de internação, o irmão mais velho dela, Jonathan, veio pra São Paulo e fez a doação. Confesso que me senti aliviado, e conforme ele foi ficando com ela, junto com Melissa, eu fui me afastando, e afastando, só vinha ficar com ela quando a inflamação do tiro piorava e sua febre causavam delírios, coisa normal do quadro dela. Até que hoje quando estou menos preparado, venho completar a rotina de matar a saudade, contar o meu dia e meus sentimentos, ela vai lá e acorda. 


 Depois de avisar o médico eu fui até a sala de espera e avisei para Daniel que ela tinha acordado, e disse para ele contar pra Melissa. Logo eu voltava a passos rápidos pro quarto, e enquanto estava no começo do longo corredor, vi as enfermeiras correrem pro quarto dela e senti todo o meu corpo paralisar. As lágrimas desceram do meu rosto quando escutei ela gritando o meu nome, o que me fez começar a correr, correr muito. Assim que estava perto o médico entrou no quarto e fechou a porta na minha cara. 


 — Lukas! 



Ela disse uma última vez antes de tudo se silenciar e eu senti o meu estômago embrulhar. Encostei minha testa na porta e serrei os dois punhos. Por que eu sou tão fraco? Ela era tudo o que eu sentia de bom e eu não conseguia lidar com toda essa situação. 




 21 dias depois


 Hoje era o grande dia. O médico havia dito que a recuperação dela tinha sido perfeita nesses 33 dias de internação, apesar dela ainda precisar de curativos e visitas constantes ao hospital. Desde que ela havia acordado eu evitei ao máximo ficar próximo dela, ou mesmo permanecer em seu quarto por muito tempo, difefente de quando ela estava inconsciente. Não sei o que deu em mim, mas eu sentia que não merecia estar ali e comemorar a sua volta, só que de um jeito estranho eu queria mais do que tudo estar ali. Então, preparei uma coisa, mas ia esperar até que ela chegasse em casa. 


 Lukas off




 Victória on 


Já estava no carro com Daniel e Melissa, recebi alta hoje e eles estavam super animados enquanto me levavam pra casa. Eles me contavam as novidades, seu relacionamento quase fixo, os planos e como estavam todos. Exitei perguntar sobre Lukas, pois eu já sabia bem que ele estava evitando de falar comigo, e eu não sabia o porquê, e queria muito dizer tudo a ele. Sei que ele foi quem cuidou de mim e ficou mais tempo no quarto do hospital, eu o sentia, eu o ouvia lá e mesmo depois que acordei, ele continuava indo lá durante meu sono, ele merecia o que eu sentia e tinha pra dizer. 


 — Chegamos! — Dani disse desligando o carro.


 — Ótimo! Eu estou morta de fome! — Minha amiga disse sorrindo.


 — O tempo passa e você nunca muda em bolota! — Daniel disse e eles se beijaram.


 Estava feliz com isso, pelo menos uma de nós estava contente. Sai do carro e os deixei a sós, caminhei lentamente até o jardim e logo coloquei a mão na maçaneta. Não consegui abrir por conta da dor em meu ombro direito, onde eu havia sido atingida pelo tiro, então abri com a esquerda. Suspirei fundo e senti o cheiro de flores, tinham pessoas que sabiam mesmo como me agradar. Fechei os olhos e respirei fundo, estava recuperada e de volta ao lar.


 — Seja bem vinda de volta! — a voz que tirava todo ar sussurrou em meus ouvidos.


 Fiquei paralisada por um instante e sorri. Sorri o mais largo que pude. Achei que ele nunca viria e tê-lo aqui logo agora, me fez sentir um misto de medo e alegria. Virei-me e abri os olhos pra poder dar de cara com o sorriso mais lindo de toda terra, o sorriso que desmanchava as barreiras ruins. Lukas segurava um buquê de rosas brancas, minhas favoritas, e uma caixa nas mãos, que julguei serem chocolates. Eram dois presentes que eu adoraria ganhar, caso a presença dele não ganhasse em disparada.


 — Obrigado L! — Lhe devolvi o sorriso e o abracei. O seu cheiro invadiu os meu nariz e eu me senti muito mais feliz. 


 Ficamos ali alguns segundos. Ele me segurava com cuidado por causa do curativo e das faixas em meu ferimento do ombro e eu segurava sua cintura e seu pescoço, na ponta dos pés.


 — Obrigado por estar aqui! — disse em seu ouvido e ele me apertou um pouco. — Senti sua falta! 


 — De nada minha linda! — nos soltamos e ele me entregou as flores e a caixa. 


 — Ah baby... São maravilhosas! — respirei fundo perto delas e estavam bem cheirosas. 


 — Precisava te ver.. Eu.. — Ele parou e riu sem graça, me fazendo rir. — Posso conversar com você? — Ele disse meio desengonçado e apreensivo coçando a nuca. 


 Ótimo, o dia que eu tinha mais medo havia chegado e independente do que ele diga, eu ia abrir o jogo de uma vez por todas. Sei que haviam coisas sobre ele que eu devia saber. Mas haviam coisas sobre mim e os meus sentimentos, que ele também tinha direito de saber.


Notas Finais


Agora eu não merece ser morta, certo? Recebi muitas ameaças de morte kkkkk mas eu ainda amo vcs!

Fic com as amigas:
https://spiritfanfics.com/historia/internato-de-yourtubers-10583651

Entrem no nosso grupo:
https://chat.whatsapp.com/EKslc4tzsDV1BcoouOVNAi

Beijos e paz 💙


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