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História Imprinting - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oi Galerinha do Mau!!!
Terminei o capítulo antes do previsto, então resolvi postar hoje.
Espero que gostem.
Boa leitura!!!

Capítulo 7 - O homem sem rosto


Fanfic / Fanfiction Imprinting - Capítulo 7 - O homem sem rosto

Alex's POV


Não conseguiria desligar meu cérebro ou dormir em paz enquanto não tirasse aquela questão que rondava minha mente. Eu precisava descobrir quais eram as intenções de Jacob com Bella, então, esperei que Bella e tio Charlie adormecessem para ligar para Jacob e marcar um encontro naquela mesma madrugada.


Coloquei uma camiseta preta da Metallica e a mesma calça, sapato e jaqueta que usara naquela tarde de sábado. Desci os degruas com cautela e saí com meu carro em direção à reserva.


Estacionei meu carro em direção à reserva e vi a figura alta e musculosa sentada na areia da praia. Me sentei a seu lado e permaneci admirando a escuridão do mar.


- O que tinha de tão importante para falar comigo que não podia esperar o sol nascer? - Jacob disse curioso.

- Esse horário, Bella está dormindo, então não pode intervir. - Disse e ele assentiu. - Além disso, eu não conseguiria dormir antes de ter essa conversa com você, Jake.

- Então, sobre o que é? - Jacob parecia cauteloso.


Parecia estar com medo de que eu fosse dizer algo que eu não devesse dizer, ou talvez, medo de que eu tivesse descoberto algo que não deveria saber.


- A Bella me disse que você está apaixonado por uma garota e eu preciso saber se essa garota é a Bella, porque, se não for, acho melhor se afastar dela. - Disse.


Jacob soltou um suspiro aliviado e seus ombros relaxaram. Estava esperando por uma conversa mais séria, mas o que aquele garoto poderia estar me escondendo, não só ele, mas também sentia que Paul me escondia algo. Talvez houvesse algum segredo naquela reserva que ninguém de fora devesse saber e que me deixava bastante curiosa.


- Se é com isso que está preocupada, pode ficar tranquila Alex. - Jacob disse. - É a Bella quem eu amo e sempre será.

- E porque não disse a ela? - franzi o cenho.

- Por que achei que ela não estivesse pronta para saber a verdade, mas, hoje, ela me beijou. - Jacob sorriu.

- Ela te beijou, mas está se sentindo mal porque acha que beijou um garoto que ama outra e ela não merece passar por isso uma segunda vez. - Disse. - Você devia esclarecer as coisas para ela.

- Eu vou pensar sobre isso. - Jacob disse e eu assenti.

- Acho melhor eu ir. - Disse.


Me levantei da areia e retirei a areia da minha calça. Jacob levantou-se e me deu um abraço de despedida.


- Te vejo mais tarde? - Jacob disse.

- Ainda não sei. - Dei de ombros. - Até mais, Jake.


Peguei o caminho de volta para casa e, para minha sorte, nem Bella e nem tio Charlie haviam notado minha ausência.


Entrei no quarto de Bella, recoloquei meu pijama e me deitei ao lado de Bella. Meu corpo estava exausto, então, assim que colocara minha cabeça no travesseiro, minhas pálprebas começaram a pesar.


"Estava na cabine do navio, tinha acabado de sair do banho e ainda estava enrolada na toalha quando ouvi a batida na porta. Abri-a e vi minha mãe sorrindo para mim.


Mamãe estava deslumbrante, eu adorava qualquer roupa que fosse preta, mas, o vestido longo e verde que minha mãe usava, era definitivamente o vestido mais belo que eu já vira e, quem o fizera, parecia ter o idealizado para minha mãe, porque destacava tudo de mais belo que ela tinha em seu exterior, desde os olhos claros, como os meus, até seu corpo curvelíneo.


- Querida, ainda não está pronta? - Mamãe disse num tom reprensivo.

- Me desculpe mãe, eu acabei adormecendo depois de ficar à tarde toda na piscina. - Disse envergonhada.


Ela riu, fazendo seu riso doce ecoar por meus ouvidos.


- Não tem problema, querida. - Mamãe afagou meu rosto. - Seu pai e eu lhe compramos isto.


A caixa branca e grande foi colocada em meus braços. mamãe beijou o topo da minha cabeça e sumiu do meu campo de visão.


Entrei em meu quarto e coloquei a caixa na cama. Retirei a tampa, encontrando um deslumbrante vestido curto sem mangas, com saia de tule e com o busto cheio de brilho.


Coloquei o vestido, que se ajustara perfeitamente em meu corpo, fiz uma maquiagem e segui para o salão.


O local já estava cheio, meus pais e todos os meus amigos já estavam ali e, provavelmente, eu era a última tripulante do navio a chegar.


Uma mão tocou minhas costas e eu me virei para encarar o homem de cabelos loiros e olhos azuis, que trajava uma elegante roupa social preta, acompanhada de uma gravata também preta e de uma camisa branca: meu pai.


- Está linda, querida. - Papai disse.

- Você também, papai. - Sorri.


Uma música animada começou a dançar e as pessoas pegaram seus pares para dançar.


- Me daria a honra desta dança? - Harry meu amigo, estendeu a mão na minha direção.


Olhei para papai, como se lhe pedisse permissão, não porque eu não aprovasse minha amizade com Harry, na verdade, ele adorava todos os meus amigos, mas sim porque não o queria deixar sozinho.


Papai assentiu para mim e eu peguei a mão de Harry.


Harry era um garoto bonito, tinha olhos esverdeados, cabelo loiro escuro, porte atlético, um senso de humor invejável e namorava Samantha, uma de minhas melhores amigas.


O garoto me rodopiava, me fazendo rir de forma quase histérica. Meus olhos foram para meus pais, que conversavam com a figura que usava um roupa toda preta e um capus, me impedindo de ver seus cabelos e o tom de sua pele. O homem parecia discutir com meus pais, que não estavam gostando do rumo da conversa.


- Eu já volto, Harry. - Disse.


Deixei meu amigo na pista de dança e comecei a seguir em direção aos meus pais, mas a luz se apagou e a histeria começou. Me vi sendo arrastada pela multidão e, quando saí do salão, tropecei em algo, minhas mãos se sujaram de sangue e, quando olhei para trás, vi meus pais de mãos dadas, caídos no chão, com os rostos horrorizados e já sem vida alguma em seus corpos.


Olhei para trás e vi Harry e Samantha abraçados, com uma faca prendendo seus corpos ensanguentados numa pilastra. No chão, vi Rebecca, Nina, Owen e o resto de meus amigos, todos mortos.


Senti a mão gelada em meu ombro, fechei meus olhos e respirei fundo e me virei para trás, tomando coragem de encarar o assassino cruel. Seu rosto parecia estar coberto com um pano branco, quase parecia um manequim.


- Você está linda, bella mia. - O homem acariciou meu rosto.

- Nunca mais chegue perto de mim. - Tentei parecer ameaçadora, mas acho que tudo o que parecia, era patética.

- Em breve, estarei mais perto do que imagina. - O home riu.


A figura preta deu as costas para mim e pulou do navio, me deixando sozinha em meio a sangue e corpos."


Acordei transpirando, ofegante e com o coração acelerado. Olhei para o lado e vi que Bella e tio Charlie me olhavam preocupados.


- O mesmo sonho? - Tio Charlie disse e eu assenti. - Você precisa falar com alguém sobre aquele dia, querida.


Tio Charlie afagou meu cabelo e beijou o topo da minha cabeça.


- Pode deitar pai, eu cuido dela. - Bella garantiu.


Meu tio assentiu e saiu, fechando a porta do quarto.


- Bella, não foi o mesmo sonho. - Neguei com a cabeça.

- Como assim? - Bella franziu o cenho.

- Dessa vez, eu vi o assassino falando com meus pais antes do ataque, depois, eu tentei encará-lo, mas não consegui ver seu rosto. - Uma lágrima caiu dos meus olhos. - E, eu falei com ele.

- Você falou com ele? - Bella disse assustada.


Assenti e ela me abraçou de lado.


- E como foi, exatamente? - Bella disse.

- Eu disse para ele nunca mais se aproximar de mim, mas ele disse que, em breve, ele estaria mais perto do que eu poderia imaginar. - Disse.


Bella me fitou preocupada.


- Acha que ele pode estar à sua procura? - Bella disse.

- Eu não sei! - Neguei com a cabeça.


Talvez fosse por conta do choque, mas eu não me lembrava sobre nada em relação à noite em que perdera meus pais e meus amigos. O mais perto que eu tinha de lembrança, eram aqueles sonhos perturbadores e já era o segundo sonho que eu tinha naquela semana.


Me lembro que, na época do assassinato, o relatório da polícia constava que eu havia sido encontrada desmaiada ao lado dos  corpos dos meus pais e, que possivelmente, aquilo tinha se tratado de uma carnificinada planejada por um grupo de doentes mentais que haviam fugido de um sanatório num barco.


Eu não acreditava no relatório da polícia, não só porque sonhava com apenas um único assassino, mas também porque o navio era alto, não teria como alguém de um pequeno barco conseguir subir naquele navio, não em alto mar. Mas, meus sonhos não eram provas para que a polícia reabrisse o caso para procurar uma única pessoa e que não tinha rosto.


                                     xXx


Na manhã de domingo, Bella e eu decidimos passar o dia em casa, apenas assistindo filmes e séries no sofá enquanto nos enchíamos de porcaria.


Meu coração pedia para ver Paul, mas minha cabeça ainda estava no sonho que tivera aquela noite e eu realmente não estava no clima de fazer qualquer coisa que não fosse me enfiar num cobertor e fingir que assistia o que passava na televisão.


Forçava minha mente a conseguir enxergar o rosto do assassino, mas aquilo estava se tornando cada vez mais difícil e eu ficava decepcionada por saber que não seria capaz de fazer o assassino dos meus pais pagar pelo que tinha feito.


Fui tirada dos meus pensamentos quando a televisão foi desligada.


- Eu não estou com vontade de sair, mas, se você não está prestando atenção em Velozes e Furiosos, é porque não está bem. - Bella levantou-se do sofá. - E eu sei exatamente no que você está pensando. - Ela cruzou os braços. - Meu sofrimento não chega nem perto do seu, mas eu sei que, quanto mais você ficar pensando nisso, pior será pro seu psicológico.


Bella me puxou do sofá e me levou até seu quarto.


- Nós vamos para Port Angeles, lá tem uma biblioteca que eu adoro. - Bella sorriu para mim.


Bem, talvez ler um bom livro de mistério, como Agatha Christie, alguma das histórias do Sherlock Holmes, ou quem sabe Jogos Vorazes,  fosse me distrair um pouco.


- Isso não é uma má ideia. - Sorri para ela.


Trocamos de roupa e seguimos para a picape de Bella. Não havia discordado dela dirigir porque eu realmente não estava em condições de pegar no volante, ainda mais, se fosse para dirigir na estrada.


Minha prima estava fazendo de tudo para me animar, até mesmo colocara numa rádio de rock para me animar e, por um momento deu certo, até começar a tocar Pink Floyd, a banda favorita de papai. Mudei para uma rádio de country e permaneci olhando a estrada quase deserta.


Chegamos à Port Angeles, que estava bem movimentada. Muitas pessoas de Forks vinha para os pubs, cafeterias e cinemas no final de semana, além da própria população nativa da cidade.


A biblioteca que Bella me levara, era realmente aconchegante. Tinha dois andares, prateleiras cheias de todo tipo de livro, sofás, mesas, cadeiras e servia café.


- É realmente um lugar encantador. - Sorri.

- Sabia que iria gostar. - Bella sorriu para mim.


Ao lado da sessão de terror, uma pequena sessão me chamou atenção, uma direcionada à lendas locais, suspense era meu tipo de leitura favorito, mas eu também adorava ler aquele tipo de coisa, gostava de imaginar como a lenda surgira e se, de alguma forma poderia ser real.


- Você não vai gostar deste sessão, Alex. - Bella me puxou.


Minha prima me guiou até a sessão de suspense, onde eu peguei "Tragédia em três atos", da Agatha Christie. Eu possuía um exemplar daquele, mas não havia trazido um exemplar comigo e não me cansava de ler os livros da minha autora favorita.


Bella, por sua vez, pegara algum dos clássicos de Jane Austen.


Nos sentamos num sofá de tecido amarelo e pedimos um café. Ficamos as duas em silêncio, entretidas com nossas leituras.


Já era quase noite quando Bella e eu deixamos o lugar e pegamos a estrada que levava para Forks.


Eu já estava mais animada, então nós voltamos conversando sobre nossas leituras. A conversa foi interrompida pelo celular de Bella, que começou a tocar. Como o aparelho estava no banco do carro, pude ver que era Jacob quem ligava para ela.


- Não vai atender? - Disse.

- Não! - Bella negou com a cabeça. - Estou dirigindo.


Em parte, eu sabia que Bella realmente não queria atender a ligação enquanto dirigiria, até porque, nós duas sabíamos que ela não tinha coordenação para dirigir e falar ao telefone ao mesmo tampo, mas também era nítido que ela estava evitando Jacob. Não estava com coragem de encará-lo ou de falar com ele depois do que havia acontecido no dia anterior.


- Então, eu vou atender. - Disse impaciente.


Peguei o celular e, sobre os protestos de Bella, atendi a ligação. Tinha atendido a ligação porque aquele toque já estava me irritando, mas, sobretudo, porque sabia que minha prima era uma covarde e que evitaria o pobre garoto até quando pudesse.


- Olá, Jacob Black.

- Oi, Alex.

- Ah, Jake, não se sinta decepcionado por não ser Bella a atender, ela está dirigindo.

- Estão vindo para cá?

- Podemos ir!


Bella sibilou um "não" para mim e eu dei-lhe um sorriso irônico.


- Nós estaremos aí, Jake. Tchauzinho!


Desliguei o telefone e Bella bufou irritada.


- Você não tinha o direito de fazer isso. - Bella disse entredentes.

- De fazer o quê? Querer sua felicidade? - Arqueei uma sobrancelha. - Ah meu Deus! Que pessoa horrível eu sou.


Bella revirou os olhos.


Ela não tinha obrigação nenhuma de ir até La Push, ela podia simplesmente ser ainda mais covarde e parar sua picape na garagem de casa, mas, no fundo, Bella sabia que não poderia fugir para sempre e foi por isso que ela estacionou o carro em frente à casa de Jacob.


 


Notas Finais


Trecho do próximo capítulo:
"A porta foi aberta e Bella encarou os olhos castanhos de Jacob. O garoto a olhava com ternura e a garota teve de segurar no batente da porta, senão iria cair por culpa de suas pernas, que pareciam gelatina.


- Bella. - Jacob disse.

- Jacob. - Bella disse quase num sussurro."


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