História Imprinting - Capítulo 18


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Drama, Jikook, Lobos, Namjin, Suga, Taeseok, Vhope
Visualizações 193
Palavras 3.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


!!!!!!!!!NÃO PULEM ESSA NOTA!!!!!!!!!

EU TENHO AS LEITORAS MAIS AMORZINHAS DESSE SITE
eu li todos os comentários, e vcs me ajudaram muito

Decidi continuar aqui, mas vou postar a fic no wattpad também, por vai que o spirit endoida

Esse é o capitulo mais amorzinho que eu já fiz deeem amor a ele
VEJO VCS LÁ EM BAIXO

Capítulo 18 - Us


Fanfic / Fanfiction Imprinting - Capítulo 18 - Us

Não há nada como nós, não há nada como eu e você juntos.

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Yoora já estava sentada arrumadinha no sofá balançando as perninhas com um bico desgostoso no rosto – queria continuar cozinhando com Jin ou brincar nas costas de Namjoon -, mas já era manhã e Hayeon já havia ligado a querendo de volta. Enquanto isso observava meu irmão e Tae se despedindo em um abraço caloroso.

— Sabe que pode contar conosco, não é? – disse Jin o soltando lhe oferecendo um sorriso solidário, agora que já estava a par da situação.

— Obrigado, mesmo... por ter nos acolhido e por todo o resto. Ontem foi muito desesperador para mim.

— Entendo, mas estamos aqui. – Jin confortou-lhe os ombros — Você é o companheiro do meu irmão é da família e nós o adoramos assim como ter Yoora aqui foi uma benção.

Taehyung empalideceu, mas em contrapartida suas maças avermelharam-se e pude sentir o calor. Seu interior ficou inquieto. Não dava para saber se ele gostou ou não de ser denominado “meu companheiro”, não havia mais nada que eu pudesse identificar pelo imprinting, mas mesmo assim eu quero acreditar que ele me quer assim.

— Oh! Me desculpe eu não quis ser invasivo é que vocês... – Jin tentou contornar percebendo a timidez dele — Olha, não tem mais como dizer que não há nada ok? Vocês são muito óbvios. – e terminando da forma mais pura Seokjin de ser.

Minha risada foi mais alta do que esperava, pois tinha ganhado a atenção de ambos. Tentei conter meu sorriso me aproximando dos dois. Tae se encolheu quando me acheguei por traz bem perto dele -, mas não me afastou – minha mão roçou sutilmente em suas costas, não era minha intenção constrange-lo, mas era a súbita vontade de estar perto enquanto ele parecia desconfortável.

Seu rosto virou pra mim e nossos olhos ficarem atentos um no outro e ele relaxou. Eu sentia coisas por nosso olhar, coisas essas que pareciam me deixar como se tivesse sobre efeito de alguma droga alucinógena. Depois dele tudo era tão intenso, até mesmo algo tão mísero como um olhar se tornava exorbitante para caber em meu corpo humano, como se fosse algo muito grandioso para suportar.

— Sem problemas... não há problema algum nisso. – sua voz era baixa demais e seus olhos ainda nos meus.

Não parecia que a resposta tinha sido dada a Jin. E isso me acendeu.  Eu queira beija-lo, fazer isso na frente dos nossos irmãos e de um cunhado distraído que acabará de passar em busca de algo na geladeira.

Óbvios demais... – Jin cantarolou risonho.

E eu me afastei minimamente e Taehyung voltou a olha-lo sorrindo constrangido. Por fim novamente eles se despediram e depois Namjoon também apareceu para dar-lhes tchau, porém antes de mais nada ele entregou um cartão de um de seus advogados alegando que eles poderiam ajudar.

Yoora foi a nossa frente andando em um misto de pulinhos e birra. E o caminho do apartamento até a garagem Taehyung e eu andamos de mãos dadas. Paramos em frente ao SUV vermelho do meu irmão destravei e ajeitei a pequena na traseira em quando Tae sentava no banco passageiro com um olhar inquisidor.

— O carro é do Jin, Namjoon tem compromissos hoje e meu irmão só vai pro restaurante a noite o motorista de lá virá pega-lo. – informei dando partida e saindo do estacionamento — Não acho adequado colocar vocês dois na minha moto.

— Você está certo. – ele assentiu verificando se Yoora estava bem, logo após voltou a me encarar.

Chegava a queimar o jeito que olhava pra mim. Não era lascivo, mas era algo. Eu me aprumei no assento esperando alguma resposta, porém seus olhos não desviaram. Logico que eu não me senti constrangido, de maneira nenhuma... aquilo me deixava poderoso.

— O que foi? – perguntei olhando rapidamente para ele, mas já voltando minha atenção a rua.

— Nada... é que, hum você parece estranhamente mais atraente quando dirige. – ele limpou a garganta meio tímido por confessar — Não dá pra se reparar nisso da garupa da moto.

— Ótimo, comprarei um carro a partir de agora. – brinquei.

Consegui esvair seu constrangimento, pois ele deu uma risada muito gostosa para meus ouvidos. Parei no sinal deixando apenas uma das mãos no volante estendendo a minha outra para acariciar seu rosto agora podendo olha-lo por completo.

— Preocupado? – perguntei vendo seu corpo ficar tenso faltava apenas uma quadra para sua casa.

— Eu queria dizer que não. – ele sorriu fraco.

— Vai dar tudo certo, e eu estou do seu lado no que precisar.

— Eu sei. – Tae fez carinho em minha mão e logo após deixou um beijo nela colocando a sua para entrelaçar nossos dedos.

Morreria feliz agora.

Estacionei na frente de sua casa. Ele foi o primeiro a descer indo libertar Yoora que no mesmo momento pulou e correu para dentro de sua casa. Taehyung acompanhou sua irmã subir para procurar sua mãe. E na cozinha eu encontrei seu padrinho Kang.

Sentado no balcão se servindo de café com seus óculos baixos. Ele parecia cansado, mas ainda sim sorriu ao me ver. Me sentei ao seu lado e curtimos de um silencio agradável, aprecia que nenhum de nós queria começar o assusto desagradável, mas isso não seria possível por muito tempo.

— Como foi? – quebrei o silêncio.

— Bem, embora não tive o prazer de socar a cara do abutre. – suspirou bebericando seu café — Mas ele não vai desistir de ter Yoora.

— Imagina o porquê?

— Não, mas posso afirmar que não é por amor paternal. Ele nunca soube o que é isso.

Meus ombros penderam e eu estralei o pescoço inquieto. Minha cabeça trabalha pensando na melhor forma de ajudar – além de fugir com eles – e nada aparece. Me sinto em um impasse. E agora no primeiro momento eu sei que eu só preciso estar por perto, estar com Tae em tudo.

— Eles são importantes pra mim, - o mais velho começou dizer com doçura — Nós nos conhecemos jovens, eu Hayeon e o pai deles. Ele nunca foi muito presente, por muitas vezes quando estava era estupido eu... eu fiquei. Vi Taehyung dar seus passinhos pela primeira vez, vi ele cair de bicicleta e correr pra mim. Eu estava segurando a mão dela quando Yoora nasceu. Eles são importantes pra mim.

— Pode não parecer como na sua proporção, mas eles são pra mim também. – disse tento a certeza que não quis nos comparar.

— Estou temeroso – eu soltei um som em resposta querendo mostrar que eu também estava —, mas não podemos mostrar isso a eles. Agora temos que ser como uma torre, como algo que eles possam se apoiar.

Concordei. Eu já sabia disso, o imprinting me dava certas coordenadas e agora eu sentia que por dentro Tae está se sentindo desamparado e perdido, e o meu ser está pronto para ser o seu apoio.

— Cuide dele, - o tom dele agora soava como um aviso — Hayeon pode te adorar e eu até mesmo simpatizo com você, mas eu estou fazendo o papel de pai ciumento que protege seu filhote. Cuide dele se Taehyung sofrer eu vou atrás de você.

O seu rosto estava assustador, mas ele suavizou o semblante sorrindo e tanto papinhas em minhas costas. Ok, eu tinha acabado de ser ameaçado pelo meu “sogro”. E isso ao invés me abalar me deixa extremamente feliz.

Mostrava que Tae tinha pessoas que o amava e que o protegia. Que apesar do passado com seu pai biológico, Kang parecia ser uma boa referencia paterna para ele.  E caralho se ele me ameaçou significa que eu e Tae temos um relacionamento que os olhos dele parece serio e PUTA QUE PARIU EU TO FELIZ.

  — Padrinho? – Tae apareceu e logo eu e Kang nos levantamos para ele. — Obrigada por ter ficado com ela.

Kang apenas sorriu abraçando Tae pelos ombros.

— Como ela está? – perguntei

— Agora bem. Mães ficam em um estado muito caótico quando ameaçam suas crias, mas agora que Yoora está com ela sendo amassada em seus braços ela parece muito melhor.

Deu de ombros. Nós podíamos estar mais humanos com o passar do tempo, mas no final nossos genes primitivos tomam conta quando estamos sobrecarregados de seja qual for a emoção.

Tae recolheu o casaco que havia jogado no sofá e andou até mim.

— Estamos indo, a um assunto que ainda temos que resolver- disse ela ao seu padrinho me puxando para fora.

E agora começa a parte do dia que eu estava tentando ao máximo pular. Paramos a frente do SUV – mas eu que estava quase petrificado – com toda certeza meu rosto revelava o quando estava insatisfeito e receoso a isso.

Ele percebeu isso e veio até mim acordando-me com o selo suave de sua boca em meus lábios. Afastou seu rosto circulando minha cintura com seus braços olhando para mim. Sua expressão não era das melhores também, eu podia ver um pouco de medo em seus olhos.

— Quando mais cedo formos mais rápido isso irá parar de nos agoniar, ignorar não será saudável para nós.

Tinha razão em tudo, mas isso não tirava o fato de que eu estava indo ver a data que teríamos que nos separar – certo que não tinha nada decidido, mas libertei o meu lado pessimista – e eu só quero ficar com ele, na minha cabeça a conta já está certa. Porem ele insiste em quer que eu busque meus sonhos.

— Vamos acabar logo com isso.

 

 

O edifico central do Departamento Policial era assustador de tão enorme, ainda mais refletindo toda a luminosidade de um sol preguiçoso por entre as vidraças.

E mais uma vez eu petrifiquei na entrada, porém agora Taehyung parecia tão imóvel quando eu. Olhávamos os dois para o prédio sem saber qual o primeiro passo. Sua mão suava frio contra a minha e confesso que estou nervoso quando a segurei firmemente.

— Certo, você entra... eu vou ficar te esperando aqui.

— Não... eu preciso de você.

— Se eu entrar é capaz de eu ter uma parada cardiorrespiratória, eu fico Hobi... no fundo eu sei que você voltará com boas notícias.

Seu sorriso era tão esperançoso que não me contive quando puxei seu rosto querendo o ver de frente. Ele retribuiu o toque colocando suas mãos sobre meus pulsos. Encarei sua fisionomia tentando guardar o máximo daquela face otimista quando entrasse no departamento.

— Eu não quero vamos voltar.

— Hoseok, você não pode desistir dos seus sonhos assim. Nós conversamos ontem isso é importante pra você.

— Não me parece mais tão importante assim.

— Também estou com medo – ele suspirou fraco, mas seus olhos ainda pareciam brilhantes pra mim —, mas ser um oficial da policia é algo que você sempre quis... você ama proteger as pessoas. E isso absurdamente combina com você. É a sua carreira, quero que pense em você também. Isso que é um relacionamento. Um pensa no melhor para outro.

Relacionamento? – repeti um pouco desnorteado.

— É o que temos, você pode nomeá-lo do que quiser... eu não me importo de dar um nome. 

Selei sua testa aproximando meu rosto para colar minha testa na dele. Era bom, um carinho sutil e sem pressa. Eu entendia as entrelinhas, mesmo que eu voltasse para minha cidade natal eu e ele permaneceríamos juntos. Entretanto Jung Hoseok nunca acreditou em relacionamentos a distância – ele nunca acreditou em nenhum tipo de compromisso amoroso -, mas o meu novo eu, confia em Taehyung e quer acreditar que daria certo. 

Porém tem a parte do imprinting que me faz ser possessivo em relação a ele. Que quer que eu fique ao seu lado as 24 horas do dia. Que não se imagina a milhares de quilômetros de distância. Que atravessaria em alta velocidade um mar gélido no menor sinal de perigo, seja ela qual for.

— Vá estarei esperando por você.

Finalmente tomei coragem e mexi meus pés para a recepção. A oficial feminina antes mesmo de chegar ao balcão estava a minha espera. Possuía um sorriso bonito para mim e acenou para Taehyung docemente – ela estava nos espionando – eu coloquei a carta amassada no móvel.

— Fui aceito na academia gostaria de saber o meu próximo passo.

— O senhor deve procurar o Tenente Ok Taecyeon na base acadêmica, fica no 2º andar corredor 6.

A oficial me apontou os elevadores. Mesmo sendo ridículo para mim passaram-se anos para o elevador chegar ao destino. Estou apreensivo e ao mesmo tempo excitado em ver vários oficiais fardados pra lá e pra cá, sempre quis isso, sempre quis respirar essa atmosfera.

Perguntei a mais um agente e ele me indicou onde encontraria o tenente. Era um ginásio onde havia cadetes correndo e fazendo series físicas e no mais a frente um alfa grande e musculoso de mãos atrás do corpo se mantendo serio.

— Senhor Jung Hoseok, eu passei na exames e agora preciso saber o próximo passo. Disseram-me que o senhor deve me auxiliar.

— Está certo, me acompanhe – ele disse ainda em um tom brusco. — Jung não me lembro do seu nome na lista de convocados.

— Eu prestei exame em Gwacheon, eu e minha família nos mudamos a pouco.

— Hum, entendo. – já dá pra perceber que o tenente é um homem de poucas palavras.

 Chegamos a uma chega de tamanho mediano – desorganizada – havia atrás de sua mesa cheia de documentos um painel cheio de condecorações e ao lado uma estante “troféu” onde havia retratos de – possivelmente – seus melhores alunos, ele parecia ser orgulhoso de seus feitos.

— Só irá precisar assinar um papel, como não é nosso convocado irei fazer uma carta e se apresentará de imediato ao Tenente Hwang Chansung em sua cidade.

Disse sem animo algum. Me desesperei eu não podia simplesmente ir embora assim. Não podiam me jogar pra lá sem saber o que eu queria. O peso nos meus ombros ficou ainda mais pesado quando lembrei que: Taehyung precisava de mim muito mais agora.

 — Pensei que teria a oportunidade de ficar aqui já que me mudei. – tinha que ter algo, não deveria acabar assim.

— Ficar? – ele pareceu desacreditado e agora havia um brilho de interesse em seu rosto. – É um pensamento um tanto tolo, Gwacheon é muito menos concorrida e calma. Aqui na capital as coisas são diferentes, você sabe que mesmo que tenha passado para academia ainda não pode ser considerado um oficial. Há teste mais pesados e a pressão psicológica é doentia, e no final apenas três dos quarentas cadetes em treinamento serão aceitos.

— Não me importo senhor.

Ele parecia se divertir agora – minha agonia parecia divertida aos seus olhos – o tenente se aproximou ficando a um palmo me encarando. Sempre soube que um dia um superior me encararia assim, isso era um teste e mesmo que ele fosse um alfa mais forte, rápido e com anos a mais de treinamento eu não poderia desviar ou mostrar qualquer outro tipo de repulsa, se não era uma falha.

— Você me parece corajoso senhor Jung – ele sorriu de lado dando um passo para traz —, mas já tenho os meus quarenta cadetes e não gosto de números impares.

— Tudo bem, não precisa mandar meus formulários. Não voltarei a Gwacheon.

Essa era minha decisão. Não daria para ficar em um lugar onde Tae não estivesse.

— Você com toda certeza é um imbecil rapaz...

O tenente ficou tenso e logo bateu continência para a voz da porta. Virei-me e demorei um pouco antes de me curvar. Era outro alfa não tão grande como o tenente Ok, porém sua presença era deveras mais marcante. Ele vestia um uniforme azul marinho e em seu terno havia muitas – muitas mesmo – condecorações e um cap branco em suas mãos.

— Major Lee – o tenente disse em respeito ainda em continência.

— Descansar tenente. - o outro voltou a relaxar mais ainda ficou em postura. — Jung Hoseok é o seu nome não é rapaz? – apenas assenti — Todas as cidades estão querendo o você, não se engane com a cara feia de Taecyeon ele mesmo brigou querendo você aqui em nossa área.

Isso me surpreendeu, mas não me atrevi a olhar para o tenente.

— Ele gosta de colecionar os melhores. – o major deu de ombros saindo do apoio da porta — Provavelmente não tem a noção que passou em todas os exames com a nota máxima, sabe quando foi a ultima vez que isso ocorreu?

— Não senhor.

Lee Jong-Ki, vulgo minha pessoa. – eu gelei, primeiro por pensar que tinha sido tão bom assim e depois por estar à frente de um grande na policial — Deve ter pensado que não o chamaríamos e até mesmo desistido, não é? Mas a demora foi que por todo esse país os departamentos de segurança estava o requisitando, mas no final ganha quem tem o local prestado.

— É uma honra senhor, mas não posso largar minha vida em Seul.

— Você entende que terá uma carreira gloriosa, não é? Você é bom seja nas condições físicas seja nas habilidades intelectuais. Serviria o seu país. Estou curioso sobre o porquê de largar tudo, todos passam anos se preparando para esse momento.

E a minha cabeça fica gananciosa. Realmente, passei anos da minha vida me preparando para esse momento e tudo nesse lugar me excita. Me imaginei no departamento de inteligência me imaginei exercendo algo que sempre quis. Voltar a Gwacheon me daria isso.

Porém eu iria embora, e ele não estaria comigo... isso matou minha alma. E o “nós” acabaria tão rápido quanto começou. Não saberia como dar meia volta e sair do recinto para o encontra-lo com seus olhos esperançosos... esperando uma resposta positiva, mas se eu saísse iria ter que me despedir, despedir-me da melhor coisa que me ocorreu em anos.

— Eu tenho alguém... talvez pareça que é loucura e burrice desistir de algo tão importante e poderoso por uma pessoa, mas é assim que me sinto. Poderíamos ficar bem mesmo com a distância, mas não seria a mesma coisa.

— Paixões vem e vão. Esse é a chance mais importante de sua vida e ela não virá novamente, muitos matariam por ela. – o tenente disse atrás de mim.

— Mas não é assim, não é? – o major questionou-me — Não é algo que parece que vai desaparecer. Te leva as alturas e te prende no chão ao mesmo tempo... — ele parecia descrever o imprinting — Sei como é, mas infelizmente o tenente está certo, você só terá essa chance e nunca mais haverá outra.

Não sei me despedir, não sei me desapegar. - não dele, nunca dele - então estou pensando em tudo, em todas em as míseras possibilidades... e que nada disso me faria feliz se Tae não estivesse comigo, pois isso não era mais sobre mim ou sobre ele... era sobre o que nós dois formávamos juntos.

— Sr. Jung você precisa se decidir agora...

 

 

Meus pés deslizavam no automático, eu estava me afogando em mim mesmo. O coração parecia que sairia a qualquer momento quando vi o loiro escuro de seus cabelos me esperando em uns dos degraus da escada. Pareceu sentir minha presença pois se logo se virou ao me aproximar.

— E aí?

Seus olhos brilhantes me miraram e eu quis chorar aos seus pés. Queria desmoronar perante ele pois meu peito estava cheio. Seu rosto apreensivo esperando uma resposta só me dava mais certezas em fazer.

— Eu... – segurei seu rosto sentindo meus olhos lagrimejarem – Eu te amo.

Aprecei-me a aperta-lo em meus braços sentindo tencionar sob mim. Seus braços demoraram a me retribuir, mas ainda sim ergueu um pouco seu corpo para sua cabeça descansar em meu ombro com as mãos envolta do meu pescoço.

— Está tudo bem, vai dar tudo certo... não importa onde esteja. Vamos ficar bem. – eu sentia seu carinho em meu cabelo.

— Sim, vamos. – funguei em desespero o seu cheiro — Eu vou ficar, o Major pessoalmente quer que eu fique... não vou embora.

De repente Taehyung me empurrou e começou a transferir socos em meu peito, não chegava a ser doloridos – mas ainda sim incomodavam – tive que segurar seus pulsos para detê-lo.

— Porque não me falou logo! Você quer me enlouquecer??!! Eu achei que você iria embora! Seu merda o que deu na sua cabeça? Por que ainda está com essa cara triste e apática?

— Porque eu pensei que ia te perder – seu rosto suavizou e se mostrou tênue — Achei que ia embora e não estaria mais comigo eu... mesmo com a boa noticia meu coração não conseguiu processar o desespero de te deixar... eu-

Tae interrompeu a os meus disseres – contados de maneira desesperada e piegasmente sofrível – puxando minha nuca e beijando minha boca. Queria me forçar a retribuir quando inclinou seu rosto para o lado e entreabriu meus lábios, mas meu corpo sempre reagiria a ele e assim que encontrei a sua língua meus braços o apertaram com fome. Eu gostei dessa maneira de me por no chão... Taehyung a fazia muito bem enquanto puxava meus cabelos se pondo mais vivaz ao beijo.

— Consegue... – sua voz quebrou quando buscou ar – processar agora?

Apenas concordei enquanto descansava seu nariz no meu recuperando seu folego. Parecíamos asmáticos em busca de ar – uma comparação horrível de minha parte -, mas só dava pra perceber mais como esse beijo havia sido intenso.

O beijo estava cheio de emoções, tinha medo e alivio e também um desespero de partida com uma grande dose de tranquilidade. Ele quis me por a parte de tudo isso. Não podia deixar-me ficar apático sabendo que agora ele ficaria comigo.

— Eu te amo. – repeti puxando o ar.

Eu também.

Me separei dele no susto. Não esperava receber as palavras – não foram as “palavras” exatas, mas ainda sim eram elas – tão cedo, porém o próprio parecia assustado em fala-las. Sua expressão era um tanto cômica com seus olhos arregalados e as bochechas ficando rubras. A frase simplesmente saltou da sua boca.

Não podia estar mais feliz do que agora. Eu sorri abertamente e assim ele escondeu o rosto em meu tronco – constrangido – eu não direi nada. O agarrei mais para mim ele não pareceu contra quando desceu seus braços ao meu peito segurando a camada de minha blusa mais para ele.

— Devíamos comemorar, a sua não ida. – disse ele libertando seu rosto agora pouco vermelho.

— Pode ser.

— Escolha um lugar para irmos! – Tae disse nós puxando para onde o carro estava sentindo pingos sobre nós.

Sei que poderia passar o dia todo com ele, fazendo o que ele gosta, fazendo o que eu gosto, fazendo o que nós dois gostamos ou nem fazendo nada. Porque só de estar com Taehyung, bastaria. E mesmo depois de um dia todo inteiro com ele, quando a noite chegasse eu já estaria morrendo de saudades. E aqui está a o mais um motivo de eu não ir, porque mesmo tento um teto sobre mim eu não teria uma casa pra voltar sem ele.

Corri com ele pela calçada gargalhando enquanto fugíamos de uma chuva passageira.

— Já sei onde vamos.

 

Sabia que não havia nada como nós, não há nada como eu e ele juntos.

 

 


Notas Finais


SEI QUE NÃO MEREÇO ESSE AMOR TODO
deixo vcs na mão e demoro a atualizar, mas serio é difícil pra mim T^T

Mas, minhas lindas comentem eu fico tristinha porque os comentários diminuirão e eu fico pensando que errei ou decepcionei vocês de alguma forma... Não quero ser chata mais comentarísticos melhoram o desempenho dos autores.
E eu gosto de interagir com vocês.

ME CONTEM O QUE ACHARAM eles estão muito fofos né? num quento o core até tremelica
quem gosta de dorama sabe a referencia do Major hehehe (e os tenentes sitados são sim integrantes do 2PM)
e o Kang é o melhor "pai" que o Tae e a Yoora poderiam ter...

me contem serio cada parte, o que mais gostaram e o que destestaram e o que estão esperando mais pra frente.

AMO VOCÊS <3333333
OBRIGADA PELO CARINHO
DESCULPEM QUALQUER COISA

PLAYLIST FANFIC: https://www.youtube.com/watch?v=AamAY8LdO8g&list=PLD0_Ge0OrjeRtPARETV4BWLMr5r8CGmvF


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