História Impropriedades - Capítulo 11


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Categorias Originais
Tags Celebridades, Drama, Hot, Originais, Paixão, Romance, Sexo
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Palavras 1.208
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Décimo primeiro


Fanfic / Fanfiction Impropriedades - Capítulo 11 - Décimo primeiro

O Toni esteve mesmo tentando continuar o que começamos. Resolvi não pensar muito, deixei as oportunidades aparecerem naturalmente. Decisão tomada, apareceram tantas questões. Usá-lo para obter respostas que talvez nem sirvam. Ele não deveria estar querendo brincadeiras, um homem maduro deveria saber bem o que queria. Atraente e centrado era o tipo que, com certeza, eu não pensaria duas vezes para me decidir. Mas tanta coisa havia mudado em mim.

            Desde àquela noite no hotel, nada sério havia acontecido nestes termos. Eu não tinha mesmo uma referência, ele era o único e absoluto em minha mente até agora. Imagino que ele tenha se perguntado algumas vezes sobre isto. Talvez agora esta curiosidade esteja mais aguçada, por isso esteve na boate e me viu com o Toni. Eu não me iludia quanto ao seu comportamento, nem pensava a respeito, respeitava demais sua privacidade e não poderia exigir nada. Na verdade, eu não entendia como funcionava sua vida privada em meio a tantos assédios, nem como conseguíamos trabalhar e nos encontrar.

...

            Algumas semanas, atendi ao telefonema do Toni aceitando seu convite para jantar. Preferia ir dançar. Jantar significava conversas, perguntas. Estava decidida a ir além, mas conversar, era um pouco demais. Mas ele não era um garoto, tinha outras necessidades. Estava, com certeza, cuidadoso por eu ser tão mais jovem que ele. Acho que queria fazer a coisa da forma certa. Isto poderia me fazer mudar de idéia, usá-lo seria mais difícil do que imaginei. Mas eu estava decidida. Durante o jantar conversamos sobre trabalho, fotografia era a sua paixão, assim como para mim, então era fácil para nós conversarmos sobre isso durante toda a noite, se preciso. Eu mantive a conversa neste departamento até que ele voltou àquela noite na boate. Era a chance que eu precisava.

            — Podíamos continuar de onde paramos - Fiquei surpresa comigo mesma por ter sido tão direta.

            Não me reconhecia. Toni resolveu sair na mesma hora, ele já havia esperado demais.

            No seu apartamento eu estava impaciente, apressada até. Parecia apenas um trabalho, com hora marcada para começar e terminar. O Toni não merecia este meu tratamento, mas infelizmente, nada estava mudando isto. Disfarcei. Ele não precisava perceber meu quase descaso. Queria uma bebida forte, mas não iria repetir o erro, precisava dos meus sentidos em bom estado. Desejei muito que ele mudasse meu comportamento, me seduzisse, distraísse minha mente daqueles olhos de fera.

            Nos beijamos, fomos para o seu quarto. Toni era um belo homem, excitante, carinhoso, tudo que uma mulher podia querer. Seu corpo sexy e maduro mexia comigo. Seu desejo por mim, estimulante. Mas nem as loucuras mais picantes ditas em meu ouvido foram suficientes para provocar meu corpo além do normal. Foi uma noite de sexo trivial. Para ele não deve ter sido diferente. Se tivéssemos continuado aquilo da noite na boate, ele teria muito mais de mim, teria o máximo de mim com aquele olhar me queimando.

            Conhecia-me o bastante para saber que um homem como o Toni seria alguém com quem eu teria grande prazer em ter um sólido relacionamento. Mas esperava poder continuar contando com o seu cavalheirismo. Não tinha a intenção de continuar a ter encontros com ele. Esta convicção preocupava-me. Em casa sozinha, nesta mesma noite, já pensava numa forma de convencê-lo de que foi apenas um encontro, sem compromisso algum. Não quis marcar nada para não dar esperanças. Mas também queria manter a nossa amizade. Já o conhecia há algum tempo e gostava dele. Não teria passado uma noite destas com alguém que não conhecesse bem. Apenas uma vez isto me aconteceu...

            Eu poderia estar mal por tê-lo usado, mas não. Eu estava receosa com as minhas conclusões.

...

            Mais dias. Alguns contatos do Toni. Aleguei excesso de trabalho, falta de tempo, mas acabei por ser sincera, em parte. Teria conseqüências em nossa amizade, mas ele era um homem maduro e inteligente. Daria tempo para que tudo se ajustasse. E eu estive mesmo muito ocupada com um projeto que eu gostaria de retomar. Projeto complicado, por isto esteve guardado tanto tempo, sentia-me agora mais madura profissionalmente para executá-lo. Estive ocupada com ele.

...

            Mais dias e encontro sua incrível voz na minha secretária eletrônica. Nossas tardes libidinosas estavam de volta. Um friozinho na barriga. Saudades do seu corpo... ou de algo mais?

            Fim da manhã, eu preparava minhas máquinas e lentes para ir ao seu apartamento, fazia um bom tempo não ia por lá, precisava levar tudo de volta. Joguei tudo na bolsa. Ele estava encostado na parede junto à porta esperando eu sair. Lindo e rubro, já denunciando suas intenções. Nunca me acostumava com aquilo tudo que ele era. Ele me empurrou para dentro do meu apartamento e apertou-me contra a parede do corredor. Puxou-me para o seu colo, queria a minha boca.

            — Como o tempo passou lento... - Gemeu no meu pescoço.

            Sua voz foi suficiente para revigorar todo o meu corpo daquele fogo que estava amornado. Não pude afastar meus receios, esta sua exclusividade incomodava. Mas agora eu só queria aproveitá-lo, cada centímetro da sua pele alva.

...

            Vê-lo saindo do meu banheiro, desnorteou minha mente. Agora eu teria sua imagem na minha própria casa. Ele estava cada vez mais em minha vida. Mas me dei por satisfeita por não ter as perguntas inquietantes. Talvez a viagem tenha sido mesmo providencial. Precisávamos trabalhar.

...

            Comecei a fotografá-lo. Seu rosto era uma distração deliciosa. Perder-me nos seus focos e closes era um prazer, saía dali pronta para o seu corpo.

            — Devíamos... ser um casal? - Ele fez uma pergunta ou seria uma afirmação duvidosa?

            — Como? - Perguntei afastando o rosto da máquina para olhá-lo incrédula.

            — Não gostaria de ser minha namorada - Ele agora afirmou.

            Sem saber o que dizer ao certo, voltei para minhas lentes, era bem mais seguro. Afinal, o que ele andou fazendo nessa viagem?

            — Esse nosso fogo assusta. Aquilo na boate... - Eu disse já sem fôlego apenas por lembrar.

            Ele juntou as sobrancelhas. Estava muito sério quando me perguntou.

            — Você tem medo de estar comigo?

            — Sair com você... sei lá. Seríamos descobertos nos banheiros dos restaurantes ou coisas assim, com o agravante de tudo fazer parte do uso público.

            — É um risco.

            — Sermos pegos e fotografados?

            — Não. Você ser pega por mim num banheiro público - Ele disse com um sorriso safado. Eu não sorri.

            — É mais sério do que você faz parecer.

            — Vamos sair pra dançar hoje?

            — Não devemos. - Respondi enquanto o fotografava.

            — Podíamos ir a algum lugar pouco conhecido.

            — Não existe esse lugar pra você.

            — Não me incomodo.

            — Não é um bom momento.

            — Por que você desconversa sempre que falo em estarmos juntos?

            — Você acha que eu quero ser tua namorada e ter minha vida pública? Não acha que tornar isso público iria nos consumir? - Falei sem pensar, de uma só vez.

            Minhas palavras saírem assim, impensadas, não parecia uma idéia muito boa. Já soava meio ridículo para mim. Era mesmo isto que me incomodava? Larguei a câmera e fui para o seu corpo. O olhar longe, o garoto aflorando da sua expressão. Eu tremi de receios. Ele me abraçou, entendia, estava acostumado a sacrifícios.

            — Não tenho essas respostas, você tem? - Falei em seu ouvido.

            Ele não disse palavra, apenas abraçou-me.

 



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