História Improvável - Capítulo 9


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 278
Palavras 1.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem a demora!
Voltei essa semana do intercâmbio e ainda to tentando voltar a escrever aos poucos.
É pouquinho mas espero que gostem!

Capítulo 9 - Capítulo Nove


Sakura

 

Contar para as outras meninas fora mais tranquilo, principalmente porque Tema e Tenten nem sabiam de quem eu falava, e Hinata não se importou muito. O porquê Ino ter reagido e falado aquelas coisas ainda era uma incógnita pra mim. Mas com o aval delas, só faltava o restante da faculdade descobrir e consequentemente, Sasori. 

Ele havia perguntado a Sasuke sobre mim, e toda vez que lembro me seguro para não dar pulinhos de alegria. Por isso, na nossa aula seguinte, cheguei a sua porta sem estar encoberta com um capuz e ouvi as vozes de seus amigos abafadas dentro da casa. Respirando fundo e ajeitando o rabo de cavalo, eu bati na porta. 

Quem me atendeu foi um moreno de cabelo espetado e barba, um pouco mais baixo que Sasuke e com um corpo típico de jogador de futebol, imaginei que seria um dos colegas de time. 

— Oi. Vim estudar com o Sasuke. 

Sua cara de tédio se acendeu e um pequeno sorriso apareceu. 

— Hã, sim. Pode entrar. — me olhou de cima de baixo de maneira pensativa e gritou atrás de si. — Sasuke, sua professora chegou. 

Entrei e fiquei parada ao lado da porta, sem saber se deveria subir e mostrar que já sabia onde deveria ir ou esperar Sasuke descer e me receber. O loiro da samba canção acabou passando a caminho da cozinha, e parou ao me ver. 

— Uau. — felizmente ou infelizmente vestido dessa vez, ele ergueu as sobrancelhas loiras. — Que matéria é essa que cê puxou, Sasukinho? Onde eu me inscrevo pra ter ajuda? 

— Quem tá ai? — uma cabeça ruiva se ergueu do sofá e olhos verdes me encararam, e quase imediatamente se arregalaram. — Sak... Oi, sou Gaara! 

Ele veio me cumprimentar com um aperto de mão firme. — Prazer, Sakura. 

— Esse loiro desmiolado ai é o Naruto e aquele bicho preguiça ali é o Shikamaru.  — ele continuou apontando para os meninos perto da cozinha. 

Sorri educamente em resposta. Podia ser impressão minha, mas ele parecia nervoso. Sasuke apareceu finalmente no topo das escadas, e desceu com um pequeno sorriso de canto. 

— Olá professora, seja bem vinda a nossa humilde residência! — disse abrindo os braços para a casa e piscando um olho. — Eu até lhe daria um tour, mas se eu te deixar aqui, bem capaz do Naruto fazer uma piscina de baba na nossa cozinha. 

— Ei! — Naruto gritou da bancada que interligava a cozinha e a sala.  

— Pará que ta feio, cara! Qualquer mina bonita e tu já fica de quatro. — Gaara lhe deu um tapa no pescoço. 

— Vai se fuder Menstruação! — Naruto gritou enquanto pulava por cima da bancada e derrubava Gaara e seu telefone no chão. Sasuke me puxou poucos centímetros pelo cotovelo antes que Naruto pudesse sem querer me derrubar também. 

— MEU TELEFONE SUA BESTA! — Gaara e Naruto se atracavam no chão, com o telefone de tela rachada ao lado. 

Shikamaru passou lendo um livro por eles e se sentou na poltrona. — Prazer te conhecer Sakura, bem vinda ao manicômio. 

Olhei meio assustada e desacreditada em quão rápido uma briga havia se iniciado, e em como nenhum outro membro da casa parecia ligar para este fato. 

— Você vai se acostumar, Naruto, Gaara e Neji brigam a cada 1 hora. — ouvi a voz de Sasuke sussurar em meu ouvido, BEM próximo. 

Olhei rapidamente sobre o ombro e percebi que ele estava logo atrás de mim, ainda com a mão em meu cotovelo. Ele logo me soltou e se virou para a escada, me pedindo educamente que o seguisse até seu quarto. E fingindo que não conhecia já o caminho, me deixei ser guiada. 

Ao fechar a porta, Sasuke dá de ombros. — Viu só? Conheceu quase todos os jogadores brutamontes e não perdeu nenhum neurônio. 

— Mas quase perdi um dente em menos de 5 minutos. 

— Aquilo é normal, e eles nunca realmente se machucam ou machucam alguém. Mas bem que ultimamente o celular do Gaara tem sido nossa única vítima. 

— Coitado. — falei enquanto me sentava em sua cama e o cheiro de Sasuke subiu até mim. Refrescante e amadeirado ao mesmo tempo. 

— Ele vai ficar bem, precisa tirar aquela fuça do telefone de vez em quando. — se sentou ao meu lado e mais uma vez seu cheiro me atingiu. 

— Tudo bem, vamos começar por esse capítulo. — ignorei a fragância impregnada no ar e comecei a aula. 

... 

— Então, basicamente vou ter que citar os filósofos e suas teorias, e misturar com meu próprio argumento na hora da prova que devo gabaritar? — Sasuke perguntou duas horas depois, já deitado de lado com a testa apoiada em um livro sobre a cama. 

— Você tem que acertar a teoria e encaixar ela na sua vivência e suas experiências do dia a dia, e tem que ser plausível e moralmente aceitável, nada de matar os pobres ou destruir o capitalismo. — respondi deitada também mas encarando o teto e soprando de vez em quando uma mecha solta de meu cabelo que sempre voltava a cair sobre meu olho. 

— Aposto que teve gente na turma que escreveu isso. — ele moveu a cabeça para o lado, só o suficiente para me olhar de canto de olho e dar um sorriso de canto. 

Sua beleza incontestável me abateu por um segundo ou dois. Sua pele não tinha quase imperfeição alguma, somente uma pequena falha na sobrancelha direita, causada provavelmente por um corte no supercílio mas que parecia combinar perfeitamente com o contorno de seu rosto. Seu cabelo caia sobre os olhos, sempre liso mas nunca no lugar certo, parecendo eternamente bagunçado para todos os ângulos possíveis mas nunca feio.  E íris escuras, tão escuras que quase se misturavam com suas pupilas. 

Nunca poderia culpar uma garota por cair nas graças desse ser. O cara poderia ser facilmente um modelo ou um astro de cinema com essa aparência. 

Voltei a fitar o teto antes de responder. 

— Obviamente. Com o tempo de sermão que tivemos, pelo menos 1/4 da turma foi contra os direitos humanos. — soprei a mecha mais uma vez. A cor rosa das pontas estava levemente mais escura que o resto do cabelo. Segurei a mecha entre os dedos e analisei os fios claramente começando a desbotar. 

— Por que rosa?  — Sasuke perguntou apoiando o cotovelo na cama para me observar. 

Encolhi um pouco os ombros mas suspirei. — Não sei. Simplesmente não combinava comigo.  

— Aposto que continuaria uma gata. 

Um calor subiu do meu peito para meu rosto mas fiz questão da franja cobrir parte da coloração nas bochechas e respirar fundo antes de responder. 

— Achava sem graça, não tinha nada a ver comigo.

— E o rosa tem. — Sasuke aponta ainda analisando meu cabelo. —  E te destaca também. 

— Não é meu objetivo, mas eu gosto da cor apesar de não ser minha favorita. — falei levantando a mecha, e com o reflexo da lâmpada dava para ver poucos fios mais claros misturados ao rosa. 

— E qual é? — o olhei confusa. — Sua cor favorita, qual é? 

— Hm, sempre gostei de azul, mas um azul bem escuro. Quase preto. — murmuro tentando não olhar seus olhos negros ou seu cabelo negro. — E a sua? 

— Depende do meu humor. — deu de ombros. 

— Que resposta de diva. E qual seu humor de hoje, Uchiha? — pergunto erguendo uma sobrancelha. 

— Rosa. Mas o rosa bem da raiz do seu cabelo. — ele aponta para minha raiz e joga meu rabo de cavalo na minha cara, brincando. — Agora levanta que precisamos falar sobre nossos planos. 

Ele levantou da cama e se sentou a frente da sua escrivaninha, ligando o computador. Sua camiseta preta quebrava o estigma de que preto emagrece, porque Sasuke ainda parecia um gigante. Ainda mais sentado em sua mesa. 

— Você fica hilário nessa escrivaninha.

— Quando comprei pela internet, não me liguei no tamanho dos modelos. — ele ergue os braços e gira na cadeira ficando de frente pra mim, vejo seu sorriso de canto surgir. — Parece que mandaram o modelo infantil, ou algo assim. 

— Por que não devolveu? 

— Notei o problema ainda na caixa, mas montei mesmo assim. Os caras viram e me sacanearam bastante, mas apesar do tamanho ainda cabia tudo que precisava. — ele aponta para os poucos livros, a luminária e o computador perfeitamente encaixados na pequena escrivaninha. — Minhas pernas cabem e... não sei, simplesmente não quis trocar. — ele dá tapinhas na bancada. 

Analiso a pequena escrivaninha de madeira escura e sorrio. — Acho que seu imenso ego teve algo a ver com isso. Sasuke Uchiha cometendo um erro? Nunca! 

— Você e essa sua obsessão pelo meu ego. — seu sorriso se torna malicioso. — Meu ego não é a única coisa imensa em mim também. 

Coro e lhe dou um pequeno tapa no ombro. — Fala logo esses seus planos, idiota. 

Ele dá uma encolhida de dor, mas sei que meu tapa não lhe fez nem cócegas, e ri baixinho. 

— Ok, ok. Sem agressões. — ele vira a tela do computador pra mim. — Você e eu vamos numa festa. 

Me aproximo um pouco da tela e leio a página de facebook da festa de alguma fraternidade do campus. Sinto os olhos de Sasuke em mim enquanto leio a página do evento, e respiro fundo me concentrando. Apesar de estarmos nos tratando como sempre, sinto como se algo estivesse mudando desde aquele episódio do pulo da janela. Ou seria tudo dentro da minha cabeça? 

— Por que? 

— Por que? Olha o evento Sakura, quase toda a faculdade vai estar lá. E principalmente, todos os atletas também. 

Volto a me sentar na cama com um suspiro. — Não sou realmente de ir em festas, Uchiha.

— Você foi naquela da fraternidade. — ele aponta girando na cadeira e cruzando os braços. — Nosso primeiro aperto de mãos foi dado naquela festa, lembra? Você me acusou de usar esteróides e ficou caidinha pelo Suigetsu. 

Reviro os olhos. — Temos lembranças diferentes desse dia. Você deveria parar de beber. 

— Não sou muito de beber. Aquele copo que brindamos foi o único que eu bebi. 

Realmente, Sasuke estava bem lúcido naquela noite. Dei de ombros. — E eu não sou muito de ir em festas. 

— Vamos Haruno. Akasuna vai estar lá com toda certeza. 

Me esparramei na cama de Sasuke, respirando o hortelã e angustiada só de pensar em encontrar Sasori na festa. Eu estava sendo ridícula. Trocando aulas por ajuda para conquistar um cara. Nunca poderia me imaginar nesse tipo de situação. 

Mas estava. — Tá. 

— Ótimo. Te busco no alojamento as 21h. Vamos como amigos. Nossa história é basicamente essa: Começamos a fazer o trabalho em dupla juntos, e ficamos amigos. Só. — ele dá ênfase no 'só'. 

— Mas você também não vai ficar com nenhuma garota. 

— Hm, por que? Vai ficar com ciúmes? — Sasuke sorriu de canto e me cutucou na perna. 

— Cala a boca. Claro que não. Só não quero ficar de vela.

— Não ficará de vela se nosso plano der certo. — ele brinca mas levanta as mãos em rendição quando vê minha expressão séria. — Ok, ok. Eu prometo, nada de garotas. O que vai vestir? 

Ergui a sobrancelha. — Como se você fosse me dar palpite de moda. 

— Só vista algo sexy, ok? 

— Sexy sem ser vulgar, entendido. — reviro os olhos. 

— Você ainda vai ficar vesga fazendo isso. 

— Lenda urbana, Uchiha. 

Sasuke fecha o computador e se joga na cama ao meu lado. 

— Nunca tive uma amiga. 

Viro a cabeça para o fitar. — E ainda não tem. Vamos fingir. 

Penso que a sombra que passa em seu rosto possa ser mágoa mas logo ele está brincando de novo. — Você é má, Haruno. 

Me levanto num pulo e pego minhas coisas. — Tenho que ir. 

— Quer correr amanhã? — ele me pergunta abrindo a porta do carro de Ino. 

— Hm, depende. Vai atropelar algum gato? 

Abaixo o vidro para ouvir sua resposta. 

— A culpa não é minha se eles simplesmente caem do céu. 

Abro um pequeno sorriso. — Então é melhor levar um guarda chuva. — e acelero o carro. 


Notas Finais


E ai? Gostaram?
Simplesmente amo esses meninos HHAHAHAH
Sei que não mereço comentários mas queria saber o que vcs estão achando da história até agora.
Se puderem, comentem por favor!
Beijoks :)


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