História Imprudente -MITW - Capítulo 12


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Categorias TazerCraft
Personagens Mike, Pac
Tags Impudente, Nichole Chase, Série Royal
Visualizações 82
Palavras 1.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - 12


CINCO

A MULTIDÃO DE PESSOAS do lado de fora era impressionante. Embora esperasse por aquilo, a quantidade me surpreendeu. Aquilo me deixava nervosa e eu havia crescido sob o constante olhar da imprensa e do público. Não podia imaginar como Felps devia estar se sentindo num momento como aquele. Até mesmo Rafael parecia ansioso.

– Você está um pouco pálido. – Sorri para o meu irmão.

– Eu não estou pálido. – Ele deu um leve sorriso.

– Você não está pálido, parece que vai vomitar. – Alan bateu nas costas de Rafael e riu. – Quer que eu peça um balde?

– Cala a boca! – Respondeu Rafael.

– Nervoso? – Eu me virei para olhar para ele.

– Claro que não. – Ele puxou as mangas do smoking. – Não é meu mesmo.

– Você acha que o Felps não vai aparecer? – Eu ri. Não pude evitar. Meu irmão atrevido estava com medo de que o amor da sua vida o deixasse esperando por ele no altar. – Felps não vai deixar você plantado lá.

– Estou preocupado com o que ela vai fazer quando vir a multidão. – Rafael espiou pela cortina.

  Eu me espremi ao lado dele e olhei para aquelas pessoas.

– Lucca vai acalmá-lo. – Toquei em seu braço.

 Rafael balançou a cabeça bruscamente antes de passar o braço em volta de meus ombros, abaixando-se e beijando o topo de minha cabeça. Sorri. Isso era algo que ele fazia quando estava nervoso, funcionava a seu favor, pois, para aqueles que não o conheciam, ele parecia estar completamente confortável.

   – Quando vamos comer? – Alan pegou uma bolacha na mesa e enfiou na boca. – Isso aqui não vai adiantar de nada.

– Você acabou de tomar café da manhã. – Revirei os olhos.

– Foi só um cafezinho. – Ele franziu a testa. – Bem pequenininho.

  Não levei o seu mau humor para o lado pessoal. Ele detestava ficar em evidência tanto quanto Felps, se não mais do que ele. O fato de ele ter concordado em ser o padrinho de Rafael sem reclamar já era uma grande coisa. Era uma grande prova do quanto amava nosso irmão.

– Vai ter lanchinhos depois da cerimônia. – Fui até a mesa e peguei um copo de água. Logo, eu precisaria descer.

– Estou vendo a carreata – Rafael falou baixinho.

  Umas das tradições mais antigas de Lilaria era a carreata da nova realeza pela cidade. Felizmente, Felps pôde fazê-la em um carro e não precisou ir de carruagem. Mas, por esse motivo, ele precisou aprontar-se em um outro lugar para, então, dirigir-se ao palácio.

– Saia da janela! – Corri até onde ele estava e puxei-o pelo braço, deixando-me arrastá-lo até uma cadeira.

  Empurrei seus ombros para que ele se sentasse e virei-me para olhar Alan. – Não o deixe olhar.

– Claro.

– Estou falando sério, Alan! Se deixá-lo olhar, vou descobrir. E vou transformar sua vida em um inferno. – Apontei para ele.

– Respire, Pac. Vai dar tudo certo. – Ele encolheu os ombros. – Mas não sei por que isso é importante.

– Alan – avisei. – Preciso ir.

– Eu sei, eu sei. Você vai recebê-lo em sua chegada ao palácio. – Alan moveu seu biscoito no ar. – Blá, blá, tradição, blá, blá.

– Está tudo bem, Pac. – Rafael me deu um sorriso normal. – Prometo que não vou olhar. – Ele levantou três dedos no ar.

– Tudo bem. Preciso ir. – Olhei para Alan antes de sair. Eu estaria superocupado com o Felps e realmente precisava que ele se certificasse de que Rafael estava bem.

Val vinha correndo em minha direção, agarrando a prancheta. Quando me viu, seu rosto tranquilizou-se.

– O duque chegou.

– Estou indo.

  Os gritos da multidão podiam ser ouvidos pelas paredes do castelo. Senti frio na barriga e fiquei ainda mais preocupada com o Felps. Se eu estava nervoso, ele devia estar a ponto de fugir e esconder-se. Não me surpreendia por Rafael estar assustado.

  Quando virei no corredor, dei de encontro aos ombros de um homem vestindo terno.

– Com licença.

– Pac?  – Como é que eu acabava sempre trombando com ele? Olhei para ele e senti meu estômago se apertar por um motivo completamente diferente. Ele estava lindo. – O que está fazendo aqui?

– Estou perdido. – Ele sorriu. – Lucca me deu um mapa de Rousseau.

– Tarik. – A voz de Val interrompeu nossa conversa, lembrando-me de que eu não tinha tempo.

– Vamos lá. – Segurei a mão dele e puxei-o atrás de mim. Levaria tempo demais para explicar a ele como chegar a uma cadeira do lado de fora. Seus dedos entrelaçaram os meus e, por algum motivo, formou-se um sorriso em meu rosto.

– Aonde estamos indo? – Ele acelerou o passo para me acompanhar.

– Vamos receber o duque como membro da família real. – Pisquei para ele.

   Ele não disse nada, mas o vi engolindo seco. Apertei seus dedos para tentar tranquilizá-lo. Mamãe esperava no topo das escadas, conversando com um de seus assessores.  Ela olhou para nós quando chegamos e levantou uma sobrancelha.

– Me desculpe, estava com Rafael. – Inclinei-me para beijar seu rosto.

  Ela estava maravilhosa em um vestido verde pastel em homenagem à família Rousseau. Era parecido com o tom de vestido que Moon estava usando.

  Senti meu braço se arrepiar e nunca senti tanto orgulho do meu amigo. Ele se virou devagar e acenou para as pessoas que estavam ao lado de dentro dos portões e espiando pelos muros. Balançou a cabeça para as câmeras e fez pose para os fotógrafos. Não parecia nem um pouco nervoso ou incomodado. Era como se tivesse incorporado seu papel de príncipe com facilidade.

  E realmente parecia um príncipe. Seu terno era simples, um branco perolado bem charmoso. Havia um pedaço de renda na gola de sua camisa, sua mãe tinha usado em seu véu na época em que se casou. Felps fez questão de mandarem costurar ali.

  Moon entregou o buquê para Felps e depois arrumou as barras de seu terno. Aurora estava um pouco atrás do noivo quando subiram as escadas e pararam à nossa frente. Felps parou e fez reverências. Durante todo o tempo, podíamos ouvir o barulho das câmeras.

– Seja bem-vindo à família de D’Lyncon. – Mamâe de um passo à frente e beijou as bochechas de Felps.

 O barulho da multidão era ensurdecedor e Felps virou-se para acenar. Seu Jeito despreocupado era exatamente o que as pessoas queriam ver.

 


Notas Finais


Gostaram do cap? Se preparem para os últimos 3 antes de ir para o CAP 6 da fic. :D


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