História Impulsive Feelings - Capítulo 8


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Amor Patológico, Namjin, Taegi, Taeseok, Vhope, Yoonkook
Visualizações 118
Palavras 3.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei e juro para vocês que estou tentando postar com mais frequência, mas é bem difícil.

Esse cap foi betado pela equipe do Seauniverse 💙

Espero que gostem, logo eu volto com o próximo. Boa leitura 💙

Capítulo 8 - Chapter seven


Taehyung POV.

 

 Eu, com certeza, não estava conseguindo me concentrar no livro no meu colo, por mais que minhas mãos passassem pelas páginas, eu não segui a história, estava confuso pela minha conversa com Yoongi de horas atrás; bom, eu sabia que ele e Jeongguk sentiam atração um pelo outro, mas a última coisa que eu esperava era que Jeongguk estivesse apaixonado e Yoongi começando a ficar da mesma forma.

 Mal havia almoçado e ele já estava aqui em casa, nem tinha visto-o depois que ele foi atrás do Kookie, tanto que Jin me trouxe para casa.

 A nossa conversa foi longa, mas, de verdade, as únicas coisas que eu peguei foram às informações que Yoongi jogou na minha cara de uma só vez.

                           

 “ — Fala logo o que você quer que não pode esperar. – falei entediado à Yoongi.

 — Eu beijei Jeongguk ontem quando o achei, eu pedi desculpas, ele disse que estava apaixonado, e eu o beijei. – Ele contou desesperado”.

 

 Yoongi era muito durão, mas somente com os outros; ele chorou por minutos no meu colo, ele já havia se apaixonado, lógico, mas por garotas, seu único caso com homens foi comigo.

 Nosso namoro foi bom, mas não é uma época que eu me orgulhe muito. Eu estava me descobrindo e Yoongi, para me ajudar, me pediu em namoro, eu sabia que ele não era apaixonado por mim, apesar de ter certeza de seu amor, o que ele fez foi mais uma ajuda, como que para me auxiliar a resolver um problema matemático por meio de um teste em dupla.

 Foi uma experiência agradável para mim e para ele, porém não passava de beijos e, como eu já disse, era nossa mesma amizade rotulada de forma diferente do habitual; nunca transamos nem nada disso, Yoongi nunca tocou no assunto, e eu mesmo não gostaria que algo tão íntimo fizesse parte do nosso teste maluco.

 Depois de mais calmo, Yoongi reclamou vários minutos seguidos de que não havia conseguido folga e que teria que sair do estágio e voltar para a faculdade à noite, e assim não poderia sair para o shopping comigo, com Jin e com Jimin como havia prometido, ele era um dos poucos que fazia faculdade na sexta dos nossos amigos.

 Fui tirado dos meus pensamentos por um barulho no celular no meu bolso, por colocar uma música de toque diferente em cada contato eu já sabia quem me ligava. Tirei o livro do meu colo o colocando ao meu lado no sofá, e atendi o celular, ouvindo a voz animada que me fez sorrir automaticamente.

 

                           *Ligação on*

 

 — TaeTae? – Hoseok perguntou e eu ri de sua frase ter saído mais como um grito.

 — Eu não sou surdo, Hoseok, mas fale o que quer. – falei segurando o riso.

 — Nossa, ok, ok. Eu estava pensando e que tal nós dois irmos para uma balada hoje? Um amigo meu da faculdade conseguiu entradas de graça para mim e mais alguém. – Ele convidou, não precisei pensar muito já que a curiosidade falou mais alto.

 — Uma balada? Eu nunca fui em uma. – declarei animado, e ele riu do outro lado. — Quero muito ir.

 — Então vamos, eu passo na sua casa às 22:00. Você quer…hum, sair comigo de tarde? – Ele perguntou um pouco perdido nas palavras.

 — Não vai dar, Hobi, eu vou sair com o Jin e com o Jimin hoje de tarde. Mas, se você quiser ir com a gente no shopping, vai ser bem-vindo. – convidei.

 — Ah não, deixa pra lá, te vejo hoje às 22:00. Tchau. – Ele disse e logo depois desligou.

 

                                      *Ligação off*

 

 Tentei não me sentir mal por ter o dispensado, afinal eu havia o convidado. Ouvi a voz chata e robotizado do meu celular me avisando a hora e peguei meu bastão indo para meu quarto, tinha que tomar banho e me arrumar, pois Jin hyung logo passaria me buscar.

 Já eram 15:00 quando o mesmo chegou, não tive tempo para abrir a porta já que Jimin havia a escancarado.

 — Vamos, Tae, está na hora. – Jimin chamou gritando, cheio de excitação.

 — Para de ser mal-educado, Jimin, fica entrando assim na casa dos outros. – Jin repreendeu.

 — Eu deveria começar a trancar a porta quando souber que você vai vir, Jimin. – Falei rindo.

 Demorou um pouco para que fechássemos a casa, fossemos ao carro de Jin. Me sentei no banco de trás e logo notei uma outra presença.

 — Oi, Tae. – ouvi uma voz diferente, mas não demorei a reconhecer seu dono: Jeongguk.

 — Jeonggukie, o que faz aqui? – perguntei curioso, ninguém havia me dito que ele iria com a gente.

 — Jin me convidou, espero que você não se importe. – Jeongguk disse desconfortável.

 Jimin me deu um beliscão e provavelmente a expressão de Jeongguk não deveria estar melhor que sua voz, ele era bem tímido.

 Com certeza ele deve ter uma noção de que eu já sei do que se passou entre ele e meu hyung, Yoongi nunca escondeu de ninguém que me contava de tudo que acontecia na vida dele.

 — Não, Kookie, é bom você ter vindo, eu vou precisar da ajuda de alguém que conheça Hoseok bem. – falei soltando uma risada discreta ao lembrar do convite dele.

 Que meus sentimentos por Hoseok eram mais do que amizade isso eu tinha certeza, mas eu não sabia se o convite dele era como amigo ou algo mais; não estava em meus planos me iludir, meu único namorado havia sido Yoongi, mas quando entrei na escola havia me apaixonado algumas vezes, tanto por meninas como por meninos e eu queria muito que desse certo com Hoseok.

 — O que tem Hoseok? – Jin perguntou curioso, sorri ainda mais.

 — Ele me convidou para sair hoje, vamos a uma balada. – expliquei me segurando para não sair dando pulinhos de felicidade.

 Esperei pelos escândalos de Jin e Jimin que logo vieram, Jimin parecia especialmente satisfeito.

 — Uma balada? Finalmente você vai ver o que é sentir seu corpo ferver. – Jimin comemorou.

 — Taehyung vai para uma balada Jimin, não para um bordel – Jin avisou. — Isso é maravilhoso, Tae, mas Yoongi sabe que você vai sair? Não quero brigas depois.

 — Eu vou tentar falar com ele depois, seria mais fácil se o Yoongi deixasse o celular ligado. – disse irritado com a mania dele.

 — Seu quase peguete te notando assim tão facilmente. – Jin disse me deixando envergonhado.

 — E-ele não vai ser meu peguete. – falei mordendo o lábio.

 — Peguete talvez não, mas o macho que você vai possuir em sua cama sim. – Jeongguk disse me deixando mais constrangido ainda, essas criaturas não calavam a boca.

 — Ah, Taehyung, não me faça de idiota, todos nós percebemos o climão entre vocês. – Jin elevou levemente a voz.

 — Vocês acham que ele sente algo por mim? – perguntei me empolgando.

 Se tinham duas pessoas que poderiam me explicar um pouco de Hoseok, essas pessoas eram Seokjin e Jeongguk, eles eram melhores amigos, assim como eu, Yoongi, Jimin e Namjoon, eu poderia saber que os três gostavam de alguém só pelo tom de voz deles.

 — Para ser sincero, eu acho que sim, mas Hoseok é meio espevitado, ele destrói qualquer coisa e da forma que Yoongi te trata parece que você é de vidro, Hoseok tem medo de te machucar. – Jeongguk disse.

 Não pude evitar bufar de frustração, isso era mais normal do que parecia, pessoas se afastando por acharem que eu era uma criancinha, mas isso não iria acontecer com Hoseok, eu não deixaria.

 — Pois hoje eu vou mostrar a ele que não deve se preocupar, se eu for realmente feito de vidro, é vidro temperado. – falei arrancando risadas.

 E eu não via a hora desse dia acabar, e chegar logo a noite, mesmo se Hoseok nunca tivesse me olhado com outros olhos, hoje ele iria olhar.

         

                               * Impulsive feelings *

 

 

   Hoseok POV.

 

 Estava na hora de buscar Taehyung, 22:00. Eu já estava plantado na frente da casa dele nesse mesmo horário, desliguei o carro e fui rápido para a porta da residência, fiquei apertando aquela campainha até Taehyung aparecer.

 — Hoseok! – Sua saudação exprimia toda sua satisfação com minha presença.

 Como descrever Taehyung sem usar lindo a cada três palavras? Pois ele estava realmente encantador, a calça jeans preta estava justa em seu corpo, a blusa vermelha sangue estava combinando com sua jaqueta de um jeans mais claro, e seu tênis de um vermelho vivo.

 — Hoseok eu sei que é você, eu sinto seu cheiro. Pare de brincar comigo. – Taehyung pediu emburrado.

 Tossi assim que sua frase começou a fazer sentido, enquanto eu estava perdido o observando, eu não estava brincando com ele de “esconde-esconde”, já tinha sido muito idiota com Taehyung para fazer algo do tipo.

 — Eu não estou brincando, só me distrai. – me defendi.

 Taehyung me deu passagem e eu entrei na casa, o aguardando fechar a porta. Agora que já havia o visto e estava em sua casa, minha pressa não se fazia mais presente, poderíamos demorar o quanto ele quisesse para ir ao nosso real destino, ou talvez, até mesmo não ir.

 — Com o que? – Ele perguntou desconfiado fixando em meus olhos.

 Eu ficava nervoso toda vez que ele fazia isso, achava mesmo que sem querer os meus olhos, e eu sentia como se ele estivesse me encarando, já havia pensado diversas vezes sobre a deficiência de Taehyung, eu sabia que ele tinha nascido cego, mas seria possível ele começar a enxergar com alguma cirurgia ou tratamento médico?

 — Com a sua beleza, você está muito bonito, Tae. – respondi firme, mas com meu rosto queimando.

 — Gostaria de poder dizer o mesmo, mas como nós dois…ou melhor, você vê, eu estaria mentindo se dissesse isso. – Taehyung brincou e logo caiu na gargalhada, e eu soltei uma risada nervosa, acho que nunca iria me acostumar com suas piadinhas consigo mesmo.

 Taehyung disse que avisaria a tia e nós logo poderíamos ir, ele entrou, e procurou a mulher por entre os cômodos, até que parou em uma porta e adentrou, fechando-a em seguida, o que não adiantou muito na privacidade, já que eu a ouvi surtando de felicidade do sobrinho ir sair.

 Fiquei extremamente apreensivo, já tinha ouvido muito falar dessa tia, que ela era bem liberal e o verdadeiro pesadelo do instinto protetor de Yoongi, afinal ela tratava Taehyung simplesmente como seu sobrinho com idade suficiente para tomar conta de si mesmo.

 — Olá, você deve ser Jung Hoseok, não é? Eu sou Chae Soohyun, tia do Taehyung. – Ela se apresentou estendendo a mão.

 Ela era magra e baixa, muito bonita, mas bem diferente de Taehyung, ela estava de coque e um pijama curto de bolinhas, que a deixava fofamente infantil.

 — É um prazer lhe conhecer, Soohyun. – falei apertando a mão dela.

 — Eu não quero atrapalhar muito a noite de vocês, então vamos para os rápidos avisos. – Soohyun disse ficando nas pontas dos pés em minha frente.

 — Pode falar. – pedi tentando não parecer intimidado.

 — Primeiro: Taehyung vai levar o bastão, mas para não atrapalhar ninguém é melhor você o guiar. Segundo: ele não deve beber muito, mas não o deixe sair daquela boate sem tomar pelo menos três copos, seria um desperdício. Terceiro: se tiver outros planos, se é que me entende, e não o trazer para casa hoje, me avise, se não eu boto a polícia atrás de você. Entendido? – Ela disse tudo me encarando e me deixando bem nervoso.

 — Entendido, irei cuidar muito bem dele. – garanti, então ela saiu da ponta dos pés e sorriu doce.

 Nós nos despedimos de Soohyun e fomos para o carro, ajudei Taehyung a entrar, mesmo ele garantindo que não precisava, só sentei em meu lugar quando já tinha revisado se ele estava com o cinto colocado de forma certa.

 — Ela ficou na ponta dos pés?  – Ele perguntou rindo.

 — Ficou. Soohyun me deu medo. – assumi e ele gargalhou mais alto ainda.

 Depois disso, fomos conversando e escutando músicas cheias de batidas animadas até a balada, já no carro Taehyung estava no clima de quem iria curtir a noite inteira, e eu estava muito feliz de o ver animado.

 A porta da boate estava cheia, a fila enorme, mesmo assim eu desci com um Taehyung muito eufórico e falante segurando no meu braço.

 — Nós vamos para o final da fila, Hobi? – Taehyung perguntou emburrado depois que eu disse as condições do lugar.

 — É, Tae, me desculpe, mas eu não conheço ninguém que possa nos passar. – expliquei me dirigindo para a fila com ele ainda grudado em mim. — Mas não se preocupe, só estão querendo ver se estamos na lista.

 Um dos seguranças fez sinal nos chamando quando passamos na frente da porta, eu fui até ele segurando Taehyung como forma de segurança, vai saber o que o homem queria.

 Ele sorriu para Taehyung, e disse que tínhamos preferência, conforme as leis da nova direção, Taehyung o agradeceu sorrindo, e nós entramos, paguei nossas entradas, e logo estávamos de cara para uma pista totalmente animada.

 — Bem-vindo a um mundo de diversões, Tae. – apresentei.

 Ele sorria como um louco apesar de não estar vendo nada e só estar escutando música alta.

 — Vamos dançar? – Taehyung perguntou animado, e eu me  inclinei para escutá-lo melhor.

 — Não, vamos beber algo antes, não quero apanhar da Soohyun.  – declarei falando em seu ouvido.

 Enrosquei seu braço no meu e segui para o bar, quando finalmente chegamos depois daquele labirinto de pessoas, Taehyung se sentou em um banquinho, e eu pedi nossas bebidas.

 — O que vocês gostariam? – O barman perguntou sorrindo com um quê de malícia.

 Eu conhecia aquela voz, desviei meu olhar de Taehyung e forcei a vista entre aquelas luzinhas coloridas. Wonho.

 — Wonho? Cara, há quanto tempo eu não te vejo, ‘tá bonitão. – brinquei, cumprimentando-o com um toque.

 — J-hope de volta, é isso que estou vendo? Achei que teria que ir para os Estados Unidos de novo só para te ver. E quem é esse aí? – Ele perguntou ao ver Taehyung mirando em nossa direção confuso.

 — Eu sou Kim Taehyung, amigo do Hoseok, e você? – Ele mesmo se apresentou sem minha intervenção, fazendo eu e Wonho rirmos de sua fofa cara de irritado.

 — Que coincidência, pois eu sou o próprio Hoseok, Shin Hoseok, mas me chamam de Wonho, prazer. – Ele disse estendendo a mão para Taehyung, que olhou para outra direção.

 — Vocês têm o mesmo nome, legal. – Taehyung soltou rindo logo em seguida.

 Wonho ao perceber que Taehyung não o enxergava tirou a mão envergonhado, mas não sem antes eu rir bastante da cara dele.

 — Pelas risadas escandalosas do Hobi, você ia me cumprimentar, não precisa fazer isso. – Taehyung disse fofo.

 — Ok, mas o que vocês vão querer? – Wonho perguntou.

 Pedi uma mistura qualquer com vodka e uma batida de morango para Taehyung também com vodka, esperei as duas bebidas estarem na nossa frente, porque queria ver Taehyung experimentando a sua.

 Ele pegou o copo desconfiado e colocou o canudinho na boca, Taehyung puxou muito forte começando a ingerir o líquido em grande quantidade, ele se afogou, fez careta, mas logo sorriu.

 — É muito gostoso, mas está forte. – Ele reclamou.

 — Eu pedi para o Wonho colocar pouca vodka, mas ele não entende o significado de pouca bebida alcoólica. – entreguei o barman que nos olhou sorridente.

 Contei a ele como conheci Wonho, pois o garoto não aparentava estar gostando muito do barman, se bem que saber que temos o mesmo nome foi de grande ajuda para formar uma amizade entre os dois.

 Ficamos um bom tempo ali, Taehyung já estava no seu terceiro copo e eu no meu segundo, ele já estava reclamando por querer dançar e eu prometi que assim que voltasse do banheiro nos iríamos.

 — Fique de olho nele, Wonho. – pedi saindo rapidamente para o banheiro.

 Devo ter ficado uns dez minutos só rodando para achar o banheiro, e quando o achei, entrei sem nem esperar. Mas assim que fechei a porta dei de cara com uma mulher repassando o batom.

 — O que faz aqui? É o banheiro masculino. – ralhei com ela.

 A mulher me ignorou até que tivesse terminado de passar seu batom vermelho, depois me olhou sorridente e maliciosa vindo em passos lentos até mim.

 — Meu namorado m-me…hrum....me deixou, para....hrum....ir atrás da irmã dele. Aquela vadia sempre me atrapalha. – Ela explicou parando apenas para soluçar devido à bebida.

 — Mas o que você estar aqui tem a ver? – perguntei impaciente.

 — Eu ia pagar um boquete para ele, mas agora vou fazer isso para você, ele não quis ir cuidar da sagrada virgindade da irmã dele? Então eu também não vou o esperar. – Ela disse me abraçando.

 Tentei a empurrar para longe, mas ela parecia ter grudado tipo cola em meus braços.

 — Ok, só saia daqui logo. – mandei irritado.

 — Não, m-me deixe dormir. – Ela pediu sonolenta.

 Assim que sua respiração ficou pesada e seu corpo mole, eu sabia que ela tinha dormido. Mas que droga, isso é tipo impossível de acontecer, mas foi justo comigo e pior que não tinha ninguém naquele banheiro para me ajudar.

 Eu não tinha o que fazer, não podia a deixar largada no banheiro, tem cada tipo de bêbado aqui, que é capaz da mulher ser abusada, o jeito seria levá-la até um segurança.

 A coloquei no meu colo e segui caminho por entre as pessoas, na saída, a entreguei a um segurança, que me disse que simplesmente não podia ficar com ela, dei a idéia de colocá-la em um táxi, mas não teríamos um endereço para mandá-la.

 Passou-se uns trinta minutos, até mesmo um sócio do lugar desceu para tentar resolver o problema, eles não me deixaram sair, queriam informações, procuramos um celular e quando o achamos ele estava sem bateria.

 No fim o problema só foi solucionado quando o namorado dela apareceu, não iríamos simplesmente a entregar, então ele teve que mostrar ma pasta recheada de fotos dela com ele no próprio celular, assim que estávamos convencidos ele saiu com ela.

 Eu corri de volta para o bar, deixei Taehyung sozinho por quarenta minutos, bela forma de sair com alguém Hoseok!

 Só de pensar em como Yoongi reagiria se soubesse sentia calafrios. Mas assim que cheguei e achei somente nossos copos, sem Taehyung foi que senti minhas pernas virando gelatina.

 — Wonho. Cadê o Taehyung? – questionei desesperado para o barman que me olhou com aquele olhar travesso.

 — Ele pediu vodka pura, eu dei, ele misturou com mais algumas outras bebidas, tomou até lagoa azul, então ele começou a ficar ‘locão, atirou a bengala e foi para pista. Mas não se preocupe eu estou de olho. – Wonho respondeu sorrindo.

 — Não acredito que você deixou! Se ‘tá de olho, cadê ele? – perguntei irritado.

 Wonho apontou para trás e eu virei para pista, lá estava Taehyung dançando loucamente e sozinho, algumas pessoas paravam para ver ele, e se afastavam quando ele se aproximava demais cuidando para não se chocar com ele que não usava a bengala.

 Corri para ele sem me importar de estar batendo em algumas pessoas.

 — Tae, o que está fazendo? – indaguei quando parei na sua frente.

 — Estou dançando, não ‘tá vendo? Eu te esperei, você demorou e eu bebi! – Ele comemorou continuando a dançar.

 A julgar pela sua voz arrastada eu sabia dizer que ele estava em um estado de embriaguez difícil de ser lidado, seu hálito cheirava a vodka e a morango, e me irritei comigo mesmo por achar bom.

 — Eu sei, eu sei. Vem, vamos para casa. – chamei dando a noite por encerrada, eu havia o deixado sozinho, descobri que ele era fraco para bebidas e estava bêbado, a julgar pelo seu sorriso ao menos sua noite estava sendo legal.

 — Não, meus amigos de dança querem que eu fique. Não é, pessoal?  – Ele perguntou gritando e as pessoas em volta fizeram um coro de “sim”.

 Ri impressionado com sua facilidade de fazer amigos, se bem que todos ali estavam tão bêbados quanto ele, o que tornava tudo fácil, se quisessem podiam se considerar irmãos.

 — Não, temos que ir. – falei o puxando, ele se balançou até se soltar.

 — Não! Eu vim te conquistar, Hobi, não posso ir embora sem isso. – Taehyung reclamou irritado com um biquinho emburrado.

 — Ok, mas só um pouquinho. – cedi.

 — É isso aí, Hobi, vamos nos divertir, mas antes.... – Ele disse e foi se aproximando.

 Quando vi era tarde para me afastar, Taehyung havia me puxado para um beijo, afobado ele segurou minha nuca e eu me assustei quando senti sua língua adentrar minha boca e o gosto de vodka e morango me invadir, segurei seu quadril e retribui seu beijo afobado.

 Quando nos afastamos ofegantes observei que seus lábios estavam avermelhados e inchados, assim como suas bochechas que estavam rubras, culpa da bebida.

 E então Taehyung me fez ceder pelo resto da noite, que passamos entre danças, beijos e mais bebidas, o que era um pouquinho, se tornou duas horas. E quando ele se agarrou em Wonho perguntando se todo Hoseok beijava bem, eu achei melhor o trazer para casa.

 Liguei para Soohyun e disse que não o levaria hoje, ri de sua evidente malícia, mas eu simplesmente não podia deixar ela ver o estado que seu sobrinho estava, Taehyung era um bêbado multifaces: chorão, infantil, embolado, briguento, safado.

 Mas isso seria algo que eu não poderia comentar agora, por motivos de… ter a missão de cuidar de um Taehyung bêbado e vomitão na casa de Jin, enquanto o dono do apartamento estava na casa de Namjoon e minha única ajuda era Jeongguk que só sabia rir.


Notas Finais


O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...