História Impure - Capítulo 19


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Shawn Mendes, Shawnmendes, Sobrenatural
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Palavras 3.732
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


!!!!AVISO!!!!! CAPITULO NSFW CONTEM PALAVAS DE BAIXO CALÃO, DEDO NO CU E PADRE SHAWN AJOELHANDO E NEM É PRA REZAR, SE QUALQUER COISA DO TIPO TE OFENDE LEIA APENAS DEPOIS DO * MARCANDO O INICIO E FINAL DAS CENAS

Capítulo 19 - Dezoito.


  Eu e Shawn levamos apenas alguns segundos nos encarando, até ele me oferecer a sua mão e saímos dali. Ele não ligou de sair no pátio segurando a minha mão. Não vimos ninguém até chegarmos no seu dormitório. Assim que destrancou a porta, Shawn me puxou para dentro e eu o segurei pela batina para beijá-lo.  

   Com as mãos já na minha cintura por dentro das roupas, Shawn me pressionava contra ele enquanto andávamos desajeitados no escuro procurando pela cama, mas ele acabou tropeçando e caindo no chão. Como ele não me soltou acabei caindo, mas foi em cima dele. Comecei a rir descontroladamente e escutei a sua risada também.  

  Shawn me abraçou rindo com o rosto na curva do meu pescoço, mas a minha risada foi diminuindo quando comecei a sentir os seus lábios e língua ali. Ele entrelaçou uma das mãos na raiz do meu cabelo, deixando a área mais exposta. Segurei em seu rosto e voltei a beijá-lo. Eu nem precisava tentar fazer com que ele sentisse o quando eu o queria, isso estava claramente exposto para quem quisesse naquele momento.  

  Ele colocou as mãos quentes dentro das minhas roupas novamente e as puxou para cima. Quando abri os olhos, não estava tão escuro e não era o dormitório do Instituto. Olhei em volta vendo o apartamento não tão grande e todo decorado em branco, com algumas manchas de tinta no chão. As luzes estavam apagadas, mas havia a iluminação das luzes da rua e da lua entrando pelas portas de vidro da sacada. Senti Shawn voltando para o meu pescoço e descendo mais a boca. 

  Se fosse uma alucinação pelo menos era uma das melhores.  

  Quando coloquei as mãos nas roupas dele, não era mais batina, era uma jaqueta jeans e uma blusa de botões por baixo. Suas mãos passaram pelas minhas pernas até os botões da calça. Tirei a sua blusa junto a jaqueta e puxei a sua boca para minha o fazendo ficar deitado no chão, enquanto ele colocava os braços mais estreitos em volta do meu corpo. Eu o tocava passando as unhas levemente na sua pele e sentindo quando ele se arrepiava. 

  Ele abriu o meu sutiã e segurou em toda a pele que ficou exposta. Eu sentia como se estivesse queimando, mas da forma mais prazerosa imaginável. Levantei-me tirando as botas – que agora eram as da Gulcci e não botas de varejo qualquer. Shawn me olhava como se eu fosse a obra de arte mais interessante para se observar. Ele deu um sorriso de canto e tirou as minhas meias, se levantando em seguida e me puxando para voltar a beijá-lo. Eu teria que ficar na ponta dos pés, mas ele começou a baixar o rosto fazendo um caminho de beijos até os meus seios, onde ele parou para lamber e dar leves mordidas. Ele olhava nos meus olhos e eu não era capaz de desviar e segurava em seu cabelo. Um arrepio passava pelo o meu corpo a cada leve mordida que ele dava. 

  Shawn ajoelhou, puxando a minha calça e depois de tirá-la pegou a minha calcinha entre os dentes e a puxou até os meus pés olhando nos meus olhos. Mordi o lábio sorrindo enquanto ele voltava a ficar em pé. Andamos para o sofrá tropeçando enquanto ele tirava os sapatos. Shawn tombou no sofá e eu caí por cima dele. Ri dele um pouco antes de dar-lhe outro beijo.  

  Eu não conseguia decidir qual era a coisa mais excitante nele: beijos, toque ou apenas a sua existência.  

  Passei a minha mão pelo seu corpo até chegar na sua calça e talvez – apenas talvez – eu tenha dado um pequeno sorriso quando o segurei em minha mão. Shawn deu um suspiro pesado quando comecei a mover a mão. Mais uma vez, ele passou os braços pelo meu corpo me segurando firmemente junto a ele. Ninguém tinha me beijado como ele, talvez fosse porque não parecia um simples beijo. Eu sentia como se estivéssemos conectando duas partes de um quebra cabeça da forma certa, mas ao mesmo tempo não era tão simples assim.  

  Eu estava febril.  

  Me soltei dele com muita dificuldade para tirar a sua calça e cueca de uma vez só. Mordi o lábio. Eu poderia olhá-lo nu por mais tem que já olhei qualquer outra obra de arte. 

  Sentei-me de volta no seu colo. Ele segurou na minha cintura firmemente. Joguei o meu cabelo para trás e coloquei-me por cima do seu pau e comecei a mover os quadris para frente e para trás. Shawn apertou mais as mãos em mim e mordeu o lábio fechando os olhos. Me inclinei em sua direção e mordi o seu maxilar e depois beijei, lambi e chupei o seu pescoço. A sua mão direita foi para o meu cabelo e o puxou para me beijar como se estivesse sedento por isso durante toda a sua vida. 

  Sorri entre o beijo. Acho que esse Shawn mais "agressivo" poderia ser interessante.  

  Como se lesse o meu pensamento, a mão de Shawn que ainda estava na minha cintura foi para a minha nádega onde ele deu um tapa forte. Eu já estava achando que não tinha como ficar mais molhada, mas aparentemente tinha como ficar bem mais. Gemi entre o beijo e ele me segurava com as duas mãos firmes, mas sem limitar os meus movimentos. 

  Comecei a massagear o meu clitóris com a sua glande. A respiração dele estava pesada e fora de ritmo como a minha. 

  - Tão molhada... - Murmurou. Segurei em seu rosto e o beijei novamente. 

  Passei meus dedos levemente nos lábios inchados e vermelhos dele. Nossos rostos ainda estavam próximos. Ele imitou os meus movimentos, mas eu comecei a lamber e a chupar dois de seus dedos. Ele me olhava completamente hipnotizado enquanto eu chupava e lambia sem desviar os olhos de seu rosto. Ele tirou os dedos dos meus lábios apenas para substituí-los pela sua boca.  

  Senti os dedos úmidos entre as minhas nádegas fazendo movimentos circulares pressionando naquela entrada. 

  Mordi o seu lábio.  

  - Espero sinceramente que você não fique só dançando em círculos com esses dedos. - Minha voz saiu sussurrada. Shawn riu.  

  - Então... você está dizendo que eu posso... - Provocou, como se não tivesse entendido claramente. 

  - Estou dizendo que você deve

  Quando ele me obedeceu, eu prendi a respiração. Como essa merda estava boa

  Deslizei a sua glande para a minha outra parte naturalmente úmida e foi a vez de ele prender a respiração. Fui descendo pelo seu pau lentamente observando-o fechar os olhos e entreabrir os lábios.  

  Acho que os lábios de Shawn entreabertos, vermelhos e inchados durante uma foda deveria ser considerado obra divina.  

  Ele era mais grosso do que os últimos caras com que transei e, Deus, era uma sensação tão boa tê-lo dentro de mim.  

  Comecei a me movimentar e escutei o seu suspiro e gemido que me deixou latejando. Shawn colocou mais os dedos dentro de mim por trás e eu sentia como se fosse gozar em poucos minutos. Uma das minhas mãos estava apoiada no sofá do lado do seu rosto e a outra intercalava em arranhar o seu pescoço e peito. Ele tirou a mão que me segurava pelo cabelo e começou a massagear o meu clitóris. Eu definitivamente gozaria rápido.  

  Meus movimentos foram ficando mais rápidos quando comecei a me acostumar com o seu tamanho.  

  Quando eu achava que não podia melhorar, ele colocou os lábios nos meus seios e eu definitivamente não demorei muito para gozar e segundos depois ele me acompanhou. Deitei sob ele, ainda com o seu pênis dentro de mim enquanto ainda sentia as contrações prazerosas do orgasmo no meu corpo. 

  Nós estávamos escorregadios de suor e gozo e aqueles cheiros misturados nunca tinham parecido bons, mas naquele momento eram. Shawn me abraçou acariciando o meu cabelo suado e beijou a minha cabeça. Meu rosto estava em seu pescoço e meus olhos fechados. Depois de tanto depois, eu sentia calmaria e paz. Era prazeroso e parecia a coisa mais correta do mundo. Ele começou a acariciar as minhas costas gentilmente.  

  Por que tudo o que ele fazia era tão bom de maneiras diferentes? Era só uma carícia nas costas e ainda era uma das melhores coisas.  

  Ele beijou embaixo da minha orelha.  

  - Como se sente? - Perguntou baixo.  

  - Calma. Bem. Realmente bem. - Respondi baixo também. 

  Quando levantei o rosto para tentar encará-lo, não havia mais luz da rua ou da lua, não estávamos mais no sofá do apartamento. Era a sua cama no seu dormitório no Instituto. Ignorei isso. Se eu estava nua em cima dele na sua cama então apenas o lugar onde isso aconteceu foi uma alucinação.  

  - Você realmente me tem agora. - Declarei em um sussurro. 

  Dessa vez o beijo foi mais calmo, mas tinha algo que me fazia sentir declarações não-ditas que me fizeram sentir segurança. Era estranho sentir isso de outra pessoa.  

  Nunca precisei que outra pessoa estivesse próxima de mim e me ajudasse, mas ter Shawn ali para isso não era uma sensação ruim.  

  - Você sempre me teve. - Sussurrou de volta. - Nós precisamos dormir. Amanhã é segunda.  

  - Posso dormir aqui. - Escutei a sua risada. 

  - Como se eu fosse te deixar sair.  

  Saí de cima dele e deitei ao seu lado, ainda com os seus braços em mim e o abracei de volta.  

  - Acho que eu deveria te contar algumas coisas. - Quebrei o silêncio.  

  - Não precisa me contar só porque deve, pode me contar quando quiser.  

  - Mas eu quero. Realmente quero. - Beijei o seu pescoço. - Algumas coisas ruins aconteceram comigo.  

  - Coisas ruins sempre acontecem com pessoas boas. - Deu risada. 

  - Não sou uma pessoa boa. 

  - Sim, você é.  

  - Vai realmente discutir comigo agora? - Foi a vez de ele rir. 

  - Desculpa.  

  - Bom... não sei se você já sabe, mas os meus pais já me internaram em um hospital psiquiátrico quando eu tinha onze anos. E... era um desses hospitais que pais ricos internam os seus filhos quando eles não agem exatamente como se é esperado. Eu não era uma criança comportada e sempre fingia que estava arrependida e depois continuava fazendo o que eu queria. Quando eu tinha nove anos o meu pai me trancava em um quartinho que era como uma cela, mas isso também não fazia com que eu me comportasse, foi por isso que ele me mandou para o hospital, e... Lyros me fez lembrar um dos médicos e eu... me descontrolei. Desculpa por te colocar no meio disso. 

  Aquela era a história resumida, é claro. Não tinha por quê contar tudo. Eu nunca fui de me desculpar, mas eu não queria que Shawn ficasse achando que eu era alguma assassina.  

  - Obrigado. - Ele disse depois de alguns segundos. Fiquei confusa e queria ver a expressão do seu rosto, mas o escuro não deixava. 

  - Como assim?  

  - Obrigado por confiar em mim. Se você não tivesse se defendido de Lyros, provavelmente eu teria feito algo que não me orgulhasse, mas teria feito algo, mesmo que eu saiba que você não precise de mim para ser o seu herói. Na verdade, eu nem quero ser um, mas quero estar por perto para deixar tudo mais leve, ou menos pior. E não importa o que você diga ou o quanto ache que é uma má pessoa, você é uma pessoa boa.  

  Fiquei em silêncio abraçada com ele. Eu não sabia se algum dia teria coragem de contar que o quartinho/cela era como uma solitária, só que sem comida onde eu ficava trancada por dias porque saia escondida de madrugada para ficar olhando o céu e imaginando que cada estrela me contava uma história, ou que meu pai me mandou para o hospital psiquiátrico porque eu contava para todos que ele sempre tentava me tocar e até mesmo mordi a sua mão até sangrar em uma dessas vezes, e que depois disso ele passou a colocar remédio para que eu dormisse na minha comida, assim eu não protestaria. Qual seria a reação de Shawn se ele soubesse sobre tudo isso, além das coisas que aconteceram no hospital?  

   Me prendi no que aconteceu alguns minutos atrás onde Shawn realmente me fez esquecer e evitou que eu tivesse uma crise de pânico ou algo do tipo. 

 

 

 

 

 

 

 

  Acordei com Shawn beijando o meu pescoço e me abraçando. 

  - Vamos, você ainda tem que tomar banho. - Sorri ainda meio sonolenta. 

  - São que horas? Talvez tenhamos tempo para uma foda antes do café-da-manhã.  

  - Temos quarenta minutos, acho que podemos fazer algo rápido.  

  - Deixa eu só tirar esse monte de suor de ontem. Você tem algum shampoo e condicionador razoável? - Levantei da cama me espreguiçando. 

  Dessa vez a luz estava acesa e as cortinas continuavam fechadas. Shawn estava sentado na cama com um conjunto de moletom e sorria para mim.  

  - Você é absolutamente linda. - Sorri de volta. 

  - Você também não é de se jogar fora. - Pisquei e fui para o banheiro sem me preocupar em fechar a porta.  

  Fechei os olhos deixando a água quente levar todo o suor. Peguei o shampoo que estava na gradezinha no box e comecei a esfregar o meu cabelo. O cheiro do shampoo era tão bom.  

  Shawn entrou no banheiro e sentou em cima da tampa do vaso olhando para mim através do vidro do box.  

  - Gosta de praticar voyeurismo também, Mendes? Já me deixou bastante surpresa por ter sabido como masturbar uma garota por trás. - Escutei a sua risada.  

  - Acho que não sou capaz de recusar qualquer prática sexual quando o assunto é você. - Coloquei o condicionador no cabelo e comecei a esfregar o sabonete no meu corpo.  

  Shawn realmente sabia o que falar.  

  Prendi a minha cabeça de lado, deixando a água passar pelo meu pescoço e ombro enquanto eu observava Shawn. Na sua calça de moletom deixava bem claro o quanto ele estava duro. Só de ter Shawn por perto eu já me sentia ligeiramente excitada, imagine quando ele está me observando tomar banho.  

  Deixei os meus dedos escorregarem para o meio das minhas pernas e comecei a massagear a área enquanto olhava diretamente para ele. Mordi o lábio segurando um gemido e pude notar o seu maxilar travado. Eu me encostei na parede intensificando os movimentos e Shawn levantou, abriu o box, fechou o chuveiro e veio até mim me segurando com firmeza pela cintura e me virando de costas. E dando o segundo tapa forte na minha bunda e encostou-se atrás de mim friccionando o seu pau ainda dentro da calça. Ele tirou a minha mão da onde ela trabalhava e substituiu pela dele.  

  Ele abaixou a calça e começou a movimentar o pau entre as minhas nádegas, mas sem penetrar ali. Meu Deus, eu quero foder com esse padre até esquecer que o planeta Terra existe.  

  Shawn encostou o eu peito nas minhas costas aproximando a boca do meu ouvido. Não teve uma parte do meu corpo que não estava arrepiada.  

  - Então, você gosta disso? - Gemi quando ele pressionou mais o meu clitóris. 

  - Eu amo isso. - Falei com a voz baixa.  

  - Você amou o que aconteceu ontem também? - Ele tinha um tom autoritário. 

  Eu não costumava ser quem obedecia, mas para ele poderia abrir uma exceção e outras coisas também. 

  - Sim.  

  - E o que quer que eu faça agora? 

  Seus dedos da mão que tinha abaixado a calça foram para os meus cabelos na nuca e me fizeram virar o rosto o suficiente para olhá-lo – por incrível que pareça - com gentileza.  

  - Eu quero que você me foda. - Falei meio gemendo. Aqueles dedos dele no meu clitóris não me davam trégoa.  

  - Por onde? - Perguntou e beijou o meu ombro.  

  - Pela boceta. - Sorriu.  

  - Como a senhorita quiser. 

  Quando ele finalmente começou a deslizar o seu pau para dentro de mim foi tão bom quanto antes, só que dessa vez eu estava mais "acostumada" com o seu tamanho. Ele começou a estocar ainda lenta observando a minha reação. Levei o meu quadril de encontro ao dele e não precisei falar mais nada. Ele começou a se mover mais forte e mais fundo e eu duvidava que conseguiria não pensar na sensação dele dentro de mim durante o resto do dia.  

  Sua boca estava no meu rosto, pescoço, nuca, costas e ombros e os seus dedos estavam me estimulando mais ainda e hora segurando o meu cabelo, hora a cintura. Cheguei ao meu limite mais rápido do que na vez anterior e Shawn chegou junto comigo.  

  Ele me abraçava pela cintura e as nossas respirações estavam pesadas. 

  - Acho que deu o tempo de o condicionador agir. - Brinquei e ri com ele.  

 

 

 

 

  Quase uma hora depois eu estava comendo sozinha em uma mesa afastada da maioria. Estava desde ontem sem comer e morta de fome por tanto exercício físico. Quem disse que sou sedentária?  

  Antes de sair do seu dormitório, perguntei se Shawn tinha algum tipo de DST e ele disse que não. Esse era o único problema de fazer sexo sem camisinha para mim, já que tive o útero removido antes mesmo de menstruar por causa de uma infecção interna.  

  Não vi Joanna e nem fui ao meu dormitório. Mesmo tendo brigado com ela, eu não gostaria que algo tivesse acontecido com ela. Talvez nas câmeras tenha algo que eu possa usar como pista para encontrá-la. 

  Respondi o "bom dia" José no caminho para a primeira aula. Eu estava até contente demais até a sra. Sjunde aparecer na porta da sala e me lembrar da consulta com ela após o almoço. 

  Não ouvi comentários sobre Lyros ou qualquer coisa do tipo. 

  No intervalo para lanche consegui um secador emprestado, já que ele nunca secaria em um tempo frio do jeito que estava.  

  Eu só notei que os cortes das minhas mãos estavam quase cicatrizados e nem um pouco fundos quando terminei de secar o cabelo. 

  Isso era estranho. Nem o machucado com os pontos existia mais ali, apenas o da noite anterior. 

  Quando eu voltava para o castelo olhei para o lago. Não havia nada de diferente ali, mas eu ainda me sentia intimidada e acuada. Vi Shawn de longe algumas vezes e ele sorria para mim sempre que me via. 

  Durante as aulas a minha mente fluía facilmente para as lembranças de ontem à noite e hoje de manhã. Parecia que quanto mais eu tinha, mais queria. Quase como um vício.  

  De alguma forma, eu me sentia uma pessoa mais leve. Sei que não contei muito para Shawn, mas aquele pouco que eu contei me aliviou. Não é como se ele não soubesse com quem ele estava se envolvendo agora.  

  Durante o almoço, José sentou na minha frente com o seu prato. 

  - Se incomoda? - Neguei. - Então... você parece muito bem. - Elogiou sorrindo. Sorri de volta. 

  - Você parece... normal. - Fui sincera e o acompanhei na risada. 

  - Olha, serei direto. Eu sei que você não quer mais manter aquilo que estávamos tendo, mas eu gostaria de ter a sua amizade. - Dei de ombros. 

  - Não é uma péssima ideia. 

  Comemos conversando sobre a matéria e ele perguntou se poderia me pedir um palpite de alguma garota que ele pudesse manter sexo casual. Falei que não conhecia muitas pessoas ali, mas que poderia fazer uma pesquisa para um amigo. Ele me agradeceu. 

  - Você tem visto Joanna?  

  - Não. Ela sumiu desde sábado à noite. Não sei se devo comunicar ao Monsenhor. Talvez ninguém tenha notado que ela sumiu, mas se eu falar eles podem querer puni-la de alguma forma. - Ele concordou. 

  - Ela deve ter agido assim pela liberação de Luane. Elas sempre foram bem unidas. Quando Lara sumiu uma ajudou a outra. Era uma amizade admirável.  

  - Elas realmente se davam muito bem.  

  - Mas você dormiu sozinha essas duas noites? Não é estranho? - Dei de ombros. 

  - Não consegui dormir bem no sábado, mas ontem foi ok. 

  - Teve a detenção com padre Lyros não é? Você não parece que foi torturada. - Tomei um gole do suco de morango.  

  - Ele não estava lá. Uma freira me buscou no quarto, mas ele simplesmente não estava onde ela disse que estaria, então voltei para o quarto. - José franziu as sobrancelhas.  

  - Que estranho. Ele é o cara que mais gosta de aplicar detenções.  

  - Também achei, mas a hora que ele decidir não sumir eu terei a detenção. 

  Às vezes eu me assustava com a minha capacidade de mentir tão fria e tranquilamente. 

  Conversamos mais um pouco até que eu tive que me despedir e para ir ver a sra. Sjunde.  

  Ela estava fumando um charuto próxima a lareira. O ambiente estava tão estranho e assustador quanto antes.  

  - Está atrasada, Elizabeth Way.  

  - Perdi a hora conversando com um amigo. - Me joguei no sofá enquanto sentia como se fosse observada por todos aqueles animais empalhados.  

  - Parece menos tensa hoje. Estaria mais disposta a um diálogo sem ficar na defensiva?  

  - Não. - Respondi simplesmente. 

  Escutei a sua risada enquanto eu olhava distraidamente para os animais.  

  - Vejo que o seu machucado cicatrizou bem.  

  - Tenho um bom metabolismo.  

  - Sua irmã também deve ter, já que é algo genético. bom, pelo menos fisicamente, emocionalmente não tenho tanta certeza. - Comentou casualmente.  

  Finalmente olhei para ela. 

  - Isso não é muito da sua conta.  

  - Eu sou a sua psicóloga, então sim, é da minha conta. Vocês não se davam bem, mas talvez agora você a entenda mais.  

  - Sobre o que você está falando?  

  - Sobre ter um amante morto pelos pais, claro. A única diferença dessa situação é que a sua irmã era amante de uma mulher.  

  - Meus pais nunca mataram um amante meu. - Afirmei mesmo sentindo como se estivesse esquecendo algo muito importante. Como se algo faltasse na minha mente. Ela sorriu. 

  - Oh, você é uma das mais lentas então. Deve ter sido um trauma pesado.  

  - Mais uma vez: sobre o que você está falando?  

  - Não posso te falar sobre isso, Elizabeth Way. Pergunte ao seu padre favorito. Talvez ele tenha respostas. 


Notas Finais


entao, o smut nao ficou tao bom quanto deveria pq tive umas crises de ansiedade fodidas, só tinha escrito o começo do capitulo, o resto escrevi tudo hoje mas prometo que os proximos ficam melhores
teve referencia a letra de tnhmb quem achou levanta a mao vai ganhar um chocolatinho
acho que é isso e desculpem pelo cap nao ter 4k de palavras


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