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História In another life I was by your side - Capítulo 6


Escrita por: _Roshin_Yuukai_

Notas do Autor


Eu não sei por que, mas o capítulo fica meio aleatório no meio do caminho. Eu tinha uma ideia do que era pra ter, mas eu meio que fiquei entediada e o capítulo tava demorando demais pra ficar pronto, aí eu comecei a fazer umas coisa meio aleatória pra terminar pelo menos :'v

Boa leitura, eu acho...

Capítulo 6 - Someone from the past



(...)

"Langa podia ouvir várias pessoas falando. O som de suas vozes se misturando, fazendo um único som, o som de um ambiente vivo. Ele estava no quarto que usava na casa de seus avós no Canadá, sozinho e sentado em sua cama. Os raios de sol entravam pela janela, iluminando e aquecendo o ambiente, que era normalmente um pouco frio. Aquilo era um sentimento familiar, ele estava em casa. Langa se levantou e andou até um grande espelho que tinha na parede. Ele olhou seu reflexo. Estava vestindo um terno branco, com uma gravata azul, que dava um grande contraste com todo aquele branco. Langa arrumou a gravata e viu que seus cabelos estavam arrumados com duas mechas presas para trás, com um pequeno laço branco as enfeitando. Ele sorriu para o seu reflexo no espelho, que sorriu de volta. A porta foi aberta e sua mãe entrou, chamando seu nome."


– Langa! 


Ele abriu os olhos, assustado e se sentou na cama. Langa esfregou os olhos, olhando para sua mãe com uma expressão confusa no rosto.


– Langa! Acorda! Seus avós estão ligando e eu não consigo mais enrolar eles. Eles querem falar com você. – Ela falou e andou até a porta do quarto. – Se apresse e troque de roupa! – Ela saiu e fechou a porta. 


Langa resmungou um pouco e se espreguiçou, tentando processar o que tinha que fazer, ele nem se lembrava de como havia chegado em casa na noite passada. Logo ele se arrastou para fora da cama e foi até seu guarda roupa, procurando algo para vestir. Ele achou uma camisa de um time de hóquei, que sua família, por parte de pai, adorava e ele se lembrava de ir assistir os jogos junto de seus tios, tias, primos, primas, avós e é claro seus pais. A lembrança fez Langa sorrir e ele pegou a camisa, vestindo-a junto de uma bermuda simples. Logo ele saiu do quarto e passou os dedos por seus cabelos azulados, tentando os arrumar rapidamente. Ele se sentou no sofá e sua mãe lhe entregou o notebook, onde estava em videochamada com seus avós no Canadá. Langa viu sua mãe suspirar aliviada e se sentar ao seu lado. 


– Langa? Ma petite Langa? – A voz de sua avó foi ouvida, falando francês, como de costume.


Ela costumava só falar inglês quando a mãe de Langa estava presente, já que a mesma tinha uma fluência maior nessa língua.


– Oui! Bonjour grand-mère! Bonjour grand-père! – Langa sorriu e sentiu uma onda de nostalgia ao falar em francês com seus avós.


Eles passaram longos minutos conversando, querendo saber como o jovem estava, como eram as coisas no Japão, se ele estava com saudade do Canadá, se estava se alimentando direito e várias outras coisas comuns de avós perguntarem. Langa respondeu tudo com alegria e sua mãe o observou, impressionada com a facilidade do mesmo em falar uma língua tão difícil como aquela. Eles convidaram Langa para passar as férias com eles e o mesmo tentou não parecer rude, tentando fugir da oferta de alguma maneira. Ele não podia imaginar ficar mais de um dia longe de Reki. Eles pareceram ficar um pouco tristes com a resposta e aquilo fez Langa se sentir mal, mas ele sabia que se sentiria estranho de estar longe do ruivo, extremamente longe para ser mais exato. Langa então perguntou se podia ter um tempo para pensar e os dois sorriram, dizendo que sim. 


Seus avós se despediram e Langa encerrou a ligação, suspirando cansado. Se socializar e ser agradável era difícil demais para ele, havia uma grande quantidade de ansiedade que preenchia seu corpo todas as vezes que precisava fazer isso. Ele deixou o notebook ao seu lado e olhou para sua mãe, esgotado e ela sorriu, abrindo os braços para que Langa a abraçasse. Ele fez isso e sentiu sua mãe afagar seus cabelos e cantarolar uma canção que ele lembrava ouvir quando era criança. Langa se sentia confortável daquele jeito e de certa maneira parecia que toda aquela ansiedade que havia se acumulado ia aos poucos se dissipando. 


Alguém bateu na porta e Nanako foi atender. Langa ficou no sofá, sem saber o que fazer, querendo muito falar com Reki. Ele então ouviu aquela voz tão conhecida e logo os cabelos flamejantes de Reki haviam entrado em seu campo de visão. Ele se apoiou no encosto do sofá e sorriu, bochechas tomadas por tons vermelhos. Um sorriso se formou no rosto de Langa e ele se virou um pouco para alcançar o ruivo, deixando um beijo leve em sua bochecha. Reki se surpreendeu com o ato repentino e ficou envergonhado, virando o rosto, o que fez Langa rir. 


Ele se levantou do sofá e abraçou o ruivo, sentindo uma grande felicidade de saber que ele não o odiava e nem o achava estranho. Logo Langa sentiu os braços de Reki ao seu redor e eles ficaram ali por um tempinho, até Nanako aparecer e perguntar se o ruivo já havia tomado café da manhã. Ele respondeu que sim e logo pediu permissão para "roubar" Langa dali, o que fez a mãe do mesmo rir e só lhes dizer para tomarem cuidado. Langa buscou seu skate e logo o ruivo o estava arrastando para fora da casa, parecendo mais empolgado do que o normal. Eles fizeram o mesmo caminho de sempre até o parque de skate. Ao chegar lá, haviam poucas pessoas andando de skate e Reki pareceu procurar por alguém. Seria Miya? Era a única opção que Langa conseguia pensar, já que ambos Cherry e Joe tinham empregos e ele nunca os via no parque de skate. 


– Ah ha! Lá está ele! – Reki andou até alguém, acenando empolgado.


Langa seguiu o ruivo e ficou olhando para onde ele estava indo, estranhando quem estava ali. Reki cumprimentou aquele estranho, que Langa chutava ter a mesma idade que o ruivo. Reki os apresentou um ao outro e começou a conversar com o outro, deixando Langa sozinho e sem saber o que fazer. Ele continuou ali perto, não dando muita atenção para o que os dois estavam falando.


– É tão bom te ver de novo! Faz o quê? Dois anos que não te vejo? – Reki falou, sorrindo. – Você mudou para caramba. Seu cabelo costumava ser muito estranho… – Reki falou e soltou algumas risadas, sendo acompanhado pelo outro.


– Eu ainda lembro de te ver se esborrachando no chão várias vezes. Você não conseguia nem se manter de pé no skate. – Ele riu e mexeu nos cabelos do ruivo. – Tá deixando o cabelo crescer? Tá ficando incrível! 


Langa sentiu um pouco de ciúmes quando aquele estranho encostou nos cabelos flamejantes de Reki, ele não estava gostando daquela situação.


– Eu vejo que enquanto eu estava longe, alguém tomou o meu lugar… – Ele falou, olhando para Langa, que o olhou com uma expressão séria. – Eu não acredito que você conseguiu ensinar alguém a andar de skate… – Ele falou em um tom sarcástico. 


– O Langa ganhou uma corrida contra o Adam, sabia? – Reki falou, orgulhoso da vitória do outro, olhando para ele com um pequeno sorriso no rosto.


– O que? Esse cara frufru ganhou do rei do S? – Ele olhou para Langa, sem acreditar.


Langa o ignorou e saiu de perto, ele não queria mais ficar ali ouvindo a conversa. Ele não queria fazer o ruivo se sentir mal, mas não havia gostado daquela pessoa nem um pouco e não conseguiria ser simpático por mais nem um segundo. Reki o olhou, um pouco confuso do porque Langa estava agindo daquela maneira e logo voltou a atenção para seu amigo de infância. Talvez pudessem se conhecer melhor no almoço? Reki sabia que sua mãe adoraria vê-lo de novo, já que ela e a mãe do outro eram muito amigas desde que Reki se lembra.


O ruivo o convidou para o almoço e perguntou se ele podia ir na frente, já que conhecia o caminho e Reki precisava falar com Langa. Ele concordou e o ruivo pediu licença, indo a passos rápidos até Langa, se estava se afastando calmamente, tentando não chamar a atenção de ninguém. Ele estava resmungando alguns xingamentos baixinho, ainda pensando em como havia se sentido ao ver aquele estranho ser grudento demais e como Reki parecia não se importar. Langa continuou resmungando até sentir alguém segurar seu braço e ouviu a voz do ruivo, se virando para olhar para o mesmo. 


– Langa… 


Antes que Reki pudesse falar mais alguma coisa, Langa o abraçou fortemente, sentindo medo de que ele fosse o deixar. O ruivo levou uma de suas mãos até os cabelos azulados de Langa e os afagou carinhosamente. Ele havia descoberto a pouco tempo que Langa adorava contato físico, principalmente abraços, mas ele era envergonhado demais para admitir isso. Reki levou suas duas mãos até o rosto do outro, fazendo com que Langa o olhasse nos olhos e o convidou para o almoço, mesmo sabendo que ainda era um pouco cedo para isso. Mesmo assim Langa aceitou o convite na hora e o ruivo sorriu, logo ficando nas pontas dos pés para beijar os lábios do outro levemente. 


Reki logo percebeu o que havia feito e abaixou a cabeça, olhando para o chão, envergonhado. Langa riu baixinho e levantou o queixo do ruivo levemente, logo tomando seus lábios em um beijo mais demorado. Quando se separaram, para respirar, eles se olharam e riram.


(...)


Os dois demoraram mais do que o esperado para chegarem na casa do ruivo, pois decidiram vir a pé, para aproveitar cada segundo que tinham juntos. Reki havia se esquecido de quem o esperava em casa e se surpreendeu ao vê-lo brincar com suas irmãzinhas. A expressão de Langa mudou drasticamente a ver aquela pessoa lá parada. 


Langa ajudou Reki a arrumar tudo para o almoço, enquanto ele tentava manter o ruivo longe daquela pessoa. Eles comeram conversando sobre a infância e Langa se sentiu um pouco fora de lugar, já que ele havia conhecido Reki a bem menos tempo que um amigo de infância, que cresceu junto do ruivo e provavelmente o conhecia bem melhor do que Langa. Depois do almoço, Reki e o outro foram andar de skate nos fundos da casa. Enquanto isso, Langa ficou sentado os assistindo, vendo o quanto pareciam estar se divertindo e como ele queria estar ao lado do ruivo, fazendo o mesmo rir.


Koyomi logo se sentou ao seu lado e pediu dicas de o que poderia dizer a uma pessoa que ela estava gostando. Langa a perguntou o porque ela estava pedindo justo para ele e Koyomi sorriu envergonhada, dizendo que talvez se falasse em inglês iria impressionar a garota. Aquilo fez Langa rir e ele falou algumas coisas simples para a mais nova dizer, a ajudando com a pronúncia. Logo Reki se aproximou, perguntando o que eles estavam fazendo e Koyomi inventou uma desculpa qualquer de que estava pedindo ajuda com um trabalho de inglês. Reki a olhou um pouco desconfiado e logo a mais nova se levantou, saindo dali e o ruivo se sentou. Langa sorriu e viu que o amigo de Reki estava afastado, mas ele estava olhando para onde eles estavam.


Langa lançou um olhar sério para o mesmo e se virou, beijando levemente o ruivo, o que o assustou um pouco. Mas logo que se separaram, Reki riu envergonhado, logo levando uma mão até o rosto de Langa, retirando alguns fios de cabelo do rosto do mesmo e os colocando delicadamente atrás de sua orelha. 


– O que é isso assim do nada? – Reki perguntou soltando algumas risadas. 


– Não sei… Só me deu vontade… – Langa riu e segurou as mãos do ruivo. 


Ele respirou fundo e olhou nos olhos dourados de Reki.


– Reki… Você quer passar as férias comigo no Canadá? – Ele perguntou um pouco ansioso pela resposta.


– Hã? 


– Meus avós me convidaram para passar as férias lá e eu queria que você fosse também. Eu quero muito te mostrar tudo o que tem de incrível por lá. – Langa falou sorrindo, se esquecendo de quem estava ainda lá os olhando.


– Eu… Eu adoraria… Mas eu preciso perguntar para os meus pais primeiro… – Reki sorriu e logo sua atenção se focou em quem havia se aproximado. 


Ele se despediu e disse a Reki que só estava de passagem, já que morava em outra cidade e só tinha vindo visitar o ruivo. Reki o acompanhou até o terminal, onde o mesmo iria pegar um ônibus de volta para a cidade onde morava. Quando ele olhou pela janela do ônibus, viu Reki acenando e Langa mostrando a língua. Ele ignorou a infantilidade de Langa e acenou para o ruivo. 



[ Continua… ]


Notas Finais


Eu prometo que os próximos vão ser melhores :'v


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