1. Spirit Fanfics >
  2. In another life I was by your side >
  3. Canada

História In another life I was by your side - Capítulo 7


Escrita por: _Roshin_Yuukai_

Notas do Autor


Não sei muito o que dizer sobre esse capítulo...

Capítulo 7 - Canada


(...)


As semanas pareceram passar voando e logo depois das provas começaram as férias escolares. Langa estava ansioso demais com isso. Voltar ao Canadá depois de um tempo, agora acompanhado de quem fazia seu coração bater rapidamente. Ele iria rever sua família por parte de pai e quem sabe não daria para levar Reki para assistir alguma partida de hóquei ao vivo ou talvez subir as montanhas nevadas para fazer snowboard com ele. Ele já estava preparando uma lista de tudo o que queria fazer quando chegasse lá. Tudo incluía Reki, obviamente, ele queria que o ruivo pudesse aproveitar a viagem tanto quanto ele mesmo. 


Reki por outro lado, teve problemas quando foi pedir permissão para acompanhar Langa. Ele aproveitou a hora do jantar, quando sua mãe e pai estavam juntos e perguntou com calma. Sua mãe sorriu, mas antes que ela pudesse falar qualquer coisa, foi interrompida pelo marido.


– O que você vai fazer por tanto tempo assim em outro país? E com um garoto ainda por cima. – Ele falou, não parecendo estar gostando da ideia. – Se fosse com uma garota, pelo menos...


Reki sentiu um aperto no peito e baixou a cabeça. Koyomi percebeu o que estava acontecendo e tentou ajudar de alguma maneira.


– O Langa é gente boa, pai… Ele já veio aqui em casa algumas vezes… Não deve ter problema nenhum, eles só vão visitar os avós do Langa, nada demais. – Ela terminou de falar e recebeu um olhar sério de seu pai, o que lhe deu calafrios e ela ficou em silêncio.


Eles não falaram mais nada pelo resto do jantar, Reki manteve a cabeça baixa e Koyomi se sentiu mal em ver o irmão daquele jeito. Seu pai costumava trabalhar até tarde e por isso eles não costumavam ficar muito tempo em família com ele. Ele sempre achava alguma coisa para reclamar sobre Reki e o colocava para baixo, principalmente quando bebia, o que virava em agressões sem razão alguma. Aquilo já era tão comum que até as gêmeas, mesmo sendo muito pequenas, já tinham percebido. Quando elas viam isso acontecendo, esperavam até o ruivo ir para seu quarto e o seguiam, o enchendo de abraços. Aquilo ajudava um pouco, já que às vezes Reki precisava de um pouco de carinho.


Naquela noite, Reki estava em seu quarto, tentando dormir e ainda pensando em como adoraria acompanhar Langa na viagem. Ele suspirou e ouviu a porta de seu quarto abrir lentamente. O ruivo estranhou, quem seria a essa hora? Ele então ouviu a voz de Koyomi e a luz de seu quarto foi acesa. A claridade repentina machucou seus olhos e Reki resmungou, tampando-os com uma mão.


– Anda! Levanta! A mamãe me pediu para te avisar para arrumar suas coisas para a viagem. – Ela falou baixinho, tentando fazer o mínimo possível de barulho.


Igual ao irmão, Koyomi tinha medo de seu pai e depois de presenciar várias vezes seu irmão sendo agredido por nenhuma razão, ela havia prometido a si mesma que o protegeria, de alguma forma. Reki sentou na cama, a olhando com uma expressão confusa no rosto.


– Mas… E o pai… Ele não… – Reki foi interrompido pela mais nova, que cobriu sua boca com uma de suas mãos.


– Shh! A mamãe disse que ela vai falar com ele depois. Anda logo! – Ela retirou a mão da boca do irmão e fez sinal para ele ficar em silêncio.


Reki sorriu e se levantou para procurar o que iria levar em sua mala. Ele pegou uma pequena mala de viagem, a única que tinha a sua disposição e a encheu de vários moletons e outras peças de roupas. Reki pediu à mais nova para buscar sua escova de dentes no banheiro e a mesma fez isso, logo o entregando o objeto. Ele terminou de colocar tudo o que precisava dentro de sua mala e a fechou. O ruivo olhou para a porta de seu quarto e lá estava sua mãe parada, o olhando com um sorriso e uma expressão calma, mas feliz.


Reki correu para abraçá-la apertado e se despediu, logo se virando para Koyomi, que estava de braços cruzados e com um sorriso travesso no rosto.


– Se cuidem você e o Langa, viu. Mesmo que não possa acabar com um sobrinho para mim, vocês têm que se cuidar. – Ela falou, olhando séria. 


– O quê… Não é nada disso… A gente não vai… – Reki se enrolou com as palavras, sentindo muita vergonha daquilo.


– Eu posso ser mais nova que você, mas eu não sou trouxa. Eu já tive aula sobre isso… É nojento… Mas eu sei que você precisa… – Antes que ela falasse mais alguma coisa, Reki cobriu sua boca e tentou arranjar uma desculpa.


Reki se despediu das duas e pegou seu skate. Ele jogou a mala pela janela de seu quarto e desceu com o skate pela rampa. O ruivo pegou sua mala e deixou o skate debaixo do outro braço, ele se virou e acenou para sua mãe e irmã, logo pegando a mala e seguindo o caminho. Ao chegar na esquina, avistou Langa apoiado em um carro, olhando para o nada e logo que ele o viu, seu rosto se iluminou com um sorriso. Reki apressou o passo e soltou tudo no chão, abraçando Langa fortemente. Ele estava tão feliz que sentia que seu coração acelerado daqui a pouco iria pular pela sua boca. 


– Vamos? – Langa perguntou sorrindo, também sentindo seu coração acelerar. 


Os dois entraram no carro e Langa dirigiu até seu apartamento. Eles subiram até onde o mais velho morava e foram recebidos por Nanako, que os esperava com um sorriso no rosto. Ela falou para os dois irem dormir logo, pois sairiam cedo para pegar o vôo e eles precisavam descansar bem para aguentar mais de 10 horas de viagem.


Eles deram boa noite para Nanako e seguiram para o quarto de Langa, onde o mesmo trocou de roupa rapidamente e se jogou na cama, sorrindo bobo com tudo o que estava acontecendo. Reki o olhou deitado na cama e não conseguiu conter um sorriso também. Ele estava tão feliz de estar ali junto de Langa. Se sentia tão seguro e confortável por ter o mais velho ao seu lado. Se aquilo era um sonho, Reki não iria querer mais acordar, pois sabia que se abrisse os olhos e estivesse em casa, provavelmente teria que aguentar a ira de seu pai. 


Ele tirou o moletom que estava vestindo, ficando só com uma camiseta simples que estava usando por baixo e se deitou junto de Langa, que já estava dormindo e ficou o observando por alguns segundos. Ele era realmente lindo, perfeito, parecia um verdadeiro príncipe. Reki retirou alguns fios de cabelo do rosto do outro e acariciou sua bochecha levemente. O ruivo se aconchegou no peito de Langa, sentindo o cheiro do mesmo. Era doce e de certa forma o acalmava. Reki fechou os olhos, ainda sentindo aquele perfume e logo ele também pegou no sono. 


(...)


Pela manhã, Reki foi o primeiro a acordar e se levantou rapidamente, escolhendo o que iria vestir para ir até o aeroporto. Enquanto isso, Langa ainda dormia pesadamente. O ruivo se sentou no chão, ao lado da cama, ficando com seus braços apoiados no colchão. Ele ficou observando o outro. Sua expressão era tão calma e seus cabelos azulados estavam bagunçados. Reki riu levemente, pensando em como poderia existir alguém tão perfeito assim. 


Ele suspirou e logo viu Langa abrir os olhos, o olhando com uma expressão sonolenta e logo ele sorriu, fazendo Reki sentir seu rosto esquentar. Ele escondeu o rosto em seus braços. Como Langa podia ser assim tão fofo logo de manhã? 


Nanako bateu na porta do quarto, avisando que o café estava pronto e que eles precisavam se apressar. Langa se sentou na cama e se espreguiçou, olhando um pouco confuso para o ruivo, que ainda estava com o rosto escondido. Ele colocou a mão sobre os cabelos de Reki, sentindo a maciez daqueles fios flamejantes entre seus dedos e sorriu, logo se abaixando para deixar um beijo no topo da cabeça do ruivo, o que fez o mesmo o olhar.


Langa riu e se abaixou para beijar levemente os lábios do ruivo, que se assustou e caiu para trás.


– Langa! – Reki falou, com seu rosto ainda vermelho e inflou as bochechas, fazendo Langa rir ainda mais.


Eles ouviram a voz de Nanako novamente e se apressaram para se arrumar, saindo aos tropeços do quarto. Eles se sentaram e tomaram café da manhã rapidamente, empolgados com a viagem. Langa não conseguia parar de olhar o ruivo, ele estava tão feliz de tê-lo ali ao seu lado e queria que isso durasse para sempre. 


Os dois terminaram de arrumar tudo e carregaram as malas até o carro, levando seus skates dentro, obviamente. Langa se perguntava se havia algum parque de skate no Canadá, já que ele mesmo nunca tinha visto ou ido a algum, pois passava a maior parte de seu tempo livre ou fazendo snowboard ou assistindo partidas de hóquei. 


Nanako já os estava esperando dentro do carro. Langa trancou a porta do apartamento e desceu até a entrada, vendo Reki parado ali fora. Ele se aproximou do ruivo e o abraçou por trás, vendo o mesmo se assustar um pouco e logo começar a rir. Langa o soltou e segurou uma das mãos do ruivo, sentindo o calor da mesma e eles seguiram até o carro. 


Nanako dirigiu até o aeroporto, olhando pelo espelho os dois garotos no banco de trás, eles conversavam animadamente e em momentos aleatórios, Langa roubava alguns beijos do ruivo ou ele falava alguma coisa que deixava o outro sem jeito e ele ficava emburrado, o que fazia Langa rir e o encher ainda mais de elogios, deixando o ruivo ainda mais envergonhado. Nanako riu da cena, lembrando de como era bom ser jovem e estar apaixonada. 


O caminho até o aeroporto era longo e como Reki já esperava, seu celular tocou algumas vezes, era seu pai. Ele rejeitou a ligação pelo menos 3 vezes, logo decidindo desligar o aparelho, pois ele não queria ter que encontrar seu pai ou que ele destruísse aquela chance, como havia feito várias vezes. 


Ao chegarem no aeroporto, Reki e Langa se apressaram para sair de dentro do carro e entrar no aeroporto, estavam muito empolgados. Eles pegaram suas malas e seguiram para dentro, Reki parecia muito impressionado com tudo o que via, já Langa nem tanto, pois havia estado nesse mesmo aeroporto quando veio para Okinawa. Tudo estava indo perfeitamente como o planejado, mas no momento em que iriam embarcar, Reki sentiu alguém o puxar para trás com força.


– O que caralhos você pensa que está fazendo? – Era seu pai, ele agarrou o moletom do ruivo, o deixando um pouco fora do chão. 



Reki estava assustado e ficou olhando para ele com os olhos arregalados. Langa pediu com educação para que o mesmo soltasse o ruivo.


– E quem é você? – Ele olhou para Reki. – É teu namoradinho? Tu é bichinha, então? Nojento. 


Ele se preparou para desferir um tapa contra o ruivo, que, por instinto, fechou os olhos. Langa parou a mão do mesmo e o olhou com uma expressão séria.


– Eu pedi para você soltar ele. – Langa continuou o encarando, segurando o pulso dele.


– Não encosta em mim! – Ele jogou o ruivo no chão, que gemeu de dor com o impacto contra o chão. 


Ele se virou para Langa e agarrou a camisa que o mesmo estava vestindo e o encarou.


– Vocês bichinhas me dão nojo. 


Nanako ajudou Reki a se levantar. E antes que o pai do ruivo pudesse fazer alguma coisa contra Langa, ela interviu pedindo para ele soltar seu filho ou iria chamar a segurança. Ele riu da mesma e logo haviam seguranças vindo para onde eles estavam. Ele soltou Langa, que foi direto até o ruivo, extremamente preocupado com o mesmo. Logo atrás dos seguranças estavam Masae e Koyomi, parecendo estarem preocupadas. Koyomi apressou o passo e foi até o irmão, o abraçando fortemente e começou a chorar.



– Me desculpa… Eu não… Consegui parar ele… Eu não queria que você se machucasse de novo… Me desculpa… Eu tentei parar ele de todas as formas… Mas aí ele começou a ficar muito bravo e eu fiquei com medo dele machucar a Chihiro e a Nanaka… Me desculpa, Reki… – Koyomi deixou várias e várias lágrimas caírem, Reki a abraçou fortemente, se segurando para não chorar também. 


Enquanto Reki tentava consolar sua irmã, os seguranças haviam apreendido o pai do mesmo, que continuava alterado, xingando tudo e todos, ameaçando Nanako e Langa.


– Você nunca mais vai botar o pé lá em casa. Algo nojento igual a você não é meu filho. – Ele falou olhando para o ruivo. 


Reki o olhou ser praticamente arrastado pelos seguranças e então viu sua mãe se aproximar, extremamente preocupada e ela o abraçou apertado.


– Reki… Você não merece sofrer assim… Me perdoa… Meu bebê, você sempre vai ser bem-vindo em casa e eu vou estar esperando você voltar. – Ela beijou a testa do ruivo, logo se afastando um pouco.


Koyomi lhe deu um último abraço e Reki ouviu o anúncio de que era a última chamada para o voo que ele iria embarcar. Ele se despediu uma última vez das duas e seguiu para o portão, com Langa ao seu lado. Quando o avião levantou voo, Reki suspirou cansado e sentiu Langa segurar sua mão de forma carinhosa, o que fez Reki olhar para ele. Langa sorriu e se aproximou para deixar um beijo delicado nos lábios do mesmo, sentindo o ruivo se surpreender um pouco. 


– Eu vou sempre estar aqui para te proteger… Não importa o que digam, você é perfeito, Reki… Eu te amo muito… – Langa levou a mão do ruivo até seus lábios e deixou um beijo leve ali. 


– Eu… Eu também te amo, Langa… – Reki sentiu algumas lágrimas caírem por suas bochechas e logo Langa estava as secando com cuidado.


Aquela seria uma longa viagem e também seria o começo de um novo momento na vida do ruivo. Ele estava um pouco assustado com o que poderia acontecer, mas confiava em Langa e também precisava proteger ele. Reki sorriu e se acalmou aos poucos, enquanto conversava com Langa. 



[Continua…]



Notas Finais


Desculpa pai do Reki, mas você não apareceu pelo anime todo, então você é automaticamente um cuzao pra mim :'v


Até o próximo capítulo :'D


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...