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História In another world as an Oni - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


E ai, sem banda larga aqui. O capítulo semanal está pronto. Como tenho dito, estou sem Internet banda larga, e sem criatividade, perdões se o capítulo estar mediano ou ruim.

Aviso legal: Essa é uma história original minha, não cometa plágio, plágio é crime.

Capítulo 28 - Capítulo 19 - Amanhecer


 

 

 

 

 

NO CAPÍTULO ANTERIOR

 

 

 

 

 

-Mas o que é isso tudo… ah. Ahhh. — O que ele quis dizer com tudo isso? Por que ele tentou me matar antes? Por que me poupar agora? Ele não parecia ser tão forte… essas raízes saindo do chão… o que diabos está acontecendo!? Primeiro Kyhali… agora esse desgraçado… NÃO POSSO TER PAZ!? Minhas mãos, estavam limpas de sangue, a água da tempestade junto a enxurrada havia limpo elas, nem mesmo uma única mancha, apesar de toda a água já estar com sangue e corpos. Inconscientemente, levava meu dedo direito até meu rosto, limpando-o de algo quente, não conseguia segurar tanta emoção? Acho que é isso. Descontar o peso…. Ah… Era tanta coisa em uma única noite, tanta coisa… sinto como se fosse explodir, tudo foi jogado para o alto, tão de repente… porém, ele ainda está inclinado com os braços no chão. Essa é a minha chance de matá-lo, ao menos isso, deve me fazer me sentir melhor um pouco. —

 

-Me perdoe, mas creio que, a culpa de você odiar Bertold não seja dele mas minha. – Uma voz tirava Etria de seus pensamentos, chamando sua atenção. Ela tinha longos cabelos loiros, quase brancos, olhos com íris roxas, mesmo na noite da tempestade, dava para se notar os vasos sanguíneos saltados, uma pele pálida e voz monótona. A água da chuva e lama da enxurrada não a tocavam enquanto caminhava, em direção a ela e Bertold, vindo da mesma direção que ele veio. – Você é bem vigorosa. Um golpe desses no peito e na barriga. E tendo força para atacar ainda sim. Eu sou Lith, Lilith Ryrein. E você não precisa se apresentar. Sei quem você é, Etria Saeng Lumaeri, ou melhor dizendo, a criança de Elraschel.

 

 

 

 

NO CAPÍTULO ATUAL

CAPITULO 19 - AMANHECER

 

 

 

 

(Fyrla - Oásis - Deserto de Vraja)

(Etria POV)

 

 

 

— Gah. Quem é ela? Como me conhece? Criança de quem? Ahhhhh, isso é mais do que posso aguentar. Por que… não. Não adianta pensar em por quês, razões. Estou numa sinuca de bico, ah. Não adianta mais refletir sobre isso. —

 

-Que inesperado. – A Lilith encarava a garota, que caia de joelhos ao chão, com os olhos vazios. Já ponderando que estava em sua cabeça. – Você é diferente da sua raça, realmente consegue pensar tanto sendo jovem. Você apenas deu azar, azar de está em um dos pontos zeros de uma guerra santa. Azar de perder uma amiga e deu azar de ser a criança de uma Lilith. – Falando em um tom sóbrio, e um pouco indiferente, Ryrein olhava para o alto, vendo um ciclone começar no centro da cidade, enquanto Bertold se levantava, e encarava Sua Mestre. – Entendo, Bertold, vá para o bico de batalha no centro da cidade. Tomarei conta da criança de Elraschel. Slyæin (Slei-ae-in) vá com Bertold. Valayrir (Vala-ei-rir) fique comigo e assegure a área até eu terminar aqui. – Ao dar sua ordem, uma sombra ondulante em meio aos eventuais raios, sumia, se juntando a Bertold, que ia até seu destino pulando de detalhado em detalhado para cortar caminho. –

 

-Quem é você? O que é uma Lilith… por que está fazendo isso comigo? — Não precisava ver o meu rosto, sabia a expressão que tinha nele, uma expressão vazia. Por que tudo isso ocorreu? O que é uma Lilith? Ser a criança de uma? O que isto quer dizer? —

 

-Você ainda não está pronta para descobrir, mas. Posso te contar algumas coisas. Nós, as Liliths, somos o que você pode chamar… sim. Somos como mães que adotam crianças, e as jogam para sobreviver no mundo. E quando desenvolvem certa idade, voltamos para as pegar. Usamos essas crianças para se tornarem generais, heróis, ou possivelmente, novos Grandes Reis para o Império dos demônios. – Seu tom durante apenas um momento, se tornava levemente sombrio, antes de voltar a sobriedade e indiferença habituais daquela mulher. –

 

-Eu sou uma dessas, crianças? — Abandonadas a própria sorte, a mulher que pagou Nicolau, a que me colocou naquela sala e a selou por fora. Isso… tudo se aplica. Eu não fui “spawnada” em um buraco por capricho de Jarenel. Fui colocada lá, largada lá para sobreviver. Eu ser inteligente estava fora de cálculo. Nicolau iria me capturar, e me levar para o exterior em uma jaula se necessário, e me largaria no mundo. Se eu sobrevivesse, ela viria atrás de mim. Se não eu… seria esquecida? – Eu sou a sua criança?

 

-Não. Já disse, eu sou Ryrein, você é criança de Elraschel. É ela que está atrás de você. – Apesar de não entender exatamente a expressão incrédula no rosto da menor, como se tivesse descoberto algo. Já conseguia supor o por que dessa expressão. –

 

-Quais são os poderes de Elraschel? O que ela é? É de uma raça perene? DO QUE ELA É CAPAZ? — Não me sinto bem, minha vida foi armada, foi tudo um teatro orquestrado. Mesmo que certas coisas tenham parecido ao acaso. Ela manipulo tudo por trás dos panos. Nicolau, lhe devo uma. Se não fosse por você, não conseguiria chegar a essa conclusão, “ela pagou mais do que o necessário”. “Ela me disse para esperar por você por 21 dias, se passasse disso, eu poderia zarpar sem mais demoras”. “Aquela mulher me pagou para lhe levar para o exterior. Mesmo que a força”.Elraschel. A mulher que me “adotou” e jogou no Mar Morto. Minha “mãe” adotiva”. —

 

-Por que quer saber? – Desenvolvendo interesse, Ryrein perguntava. Por que aquela criança queria saber? Qual o interesse? Não entendia. Por que querer saber de sua Mãe Adotiva? Claro, saber quem ela e sua raça é algo natural. Mas por que os poderes, por que do que é capaz? É como se ela quisesse se planejar, se planejar contra sua Lilith. –

 

-Por que? Eu não quero ser peã dela. Ou melhor. Tenho minhas suspeitas contra ela… quero tirar a prova. Você também é uma Lilith não é? Me diga o que ela faz, seus poderes. — Se o que penso estar correto. Então meu surto, é culpa dela. As primeiras pessoas que eu… Elraschel. Este nome… —

 

-Vou te contar um segredo. Nós Liliths. Não somos unidas. É como uma guerra interna, onde uma tenta se sair melhor que a outra. E as crianças também são instrumentos a serem usados para se sobressair a outra. Realmente trairia sua “mãe” e fazer a posição e imagem dela cair, por um motivo egoísta seu? – Pela primeira vez durante a conversa, um tom divertido, e até mesmo maldoso tomava conta da voz de Ryrein, aquela criança realmente estava falando sério em voltar suas presas contra Lilith Elraschel? Ela não tinha noção do perigo, ou por algum motivo, seu ódio superava seu medo e curiosidade? —

 

-Não ligo para ela. Não ligo para essa merda, eu apenas quero viver minha vida! Não quero, ou vou participar de um jogo doentio dela, não vou quero ter nada a ver com ela. Apenas responda a porra da pergunta. — Sei que essa pessoa pode me matar. Sei que tem alguém nas sombras. Poderia me matar agora. Mas não ligo, não mais, não quero, não vou ser um joguete de alguém. Não vou viver uma vida orquestrada, um jogo de xadrez 4D. Se ela for me matar, quero que ao menos seja algo que eu fiz por que eu quis, não por que foi planejado. —

 

-Hahahahahaha, fufufufu. Você é hilária. – A mais velha ria brevemente, com um sorriso satisfeito se formando em seu rosto. – Eu poderia te matar por falar assim comigo. Porém, aquela pessoa, Madame Sabbaoth, viria atrás de mim. Além disso, você ganhou meu respeito. Queria morrer? Por suas próprias ações? Certo. Estou disposta a falar. – Levantando a mão esquerda, uma sombra ondulante saia de trás de Etria, deixando novamente as duas a sós para conversar. – Normalmente, as crianças de uma Lilith seriam forçadas a uma maldição de amor para sua “mãe”. Não, isso é feito para impedir que elas voltem seus dentes a suas “mães”. Mas de alguma forma, você sobrepujou isso, e está virando suas presas para sua Lilith. Sabe, isso me ajuda. Muito. Sua Lilith, Elraschel, tem poderes soberbos em tudo. Força, velocidade, magia, inteligência, psique. É um monstro em centenas de aspectos. Porém, o maior aspecto, é sua psique. Uma mente tão forte que pode dobrar o espaço, invadir mentes e as controlar, e mesmo se projetar a quilômetros de distância-

 

-Chega, é o suficiente. Somente isso que eu queria saber. — Jarenel, ou melhor. Elraschel. Era você em minha mente. Aquela que me fez surtar ali. Desde sempre esteve olhando para mim. Mas, não olharei para você. Perdi uma amiga, uma amiga importante. E provavelmente, é a sua culpa. Não ajudarei você, MINHA MENTE, MEU CORPO, MINHA ALMA, SÃO SÓ MINHAS! NEM MESMO EM EIDOLON, VOCÊ NÃO IRÁ TOCAR NELA! —

 

-Parece ter feito uma resolução, não irá se curvar a Elraschel? Então está preparada para morrer, ela matará você, e quem você ama também. – Após ouvir suas próprias palavras, Ryrein colocava sua mão direita em seu queixo, pensativa. Enquanto explosões e gritos ecoavam através do centro da cidade. – Está certo, tenho uma proposta para você.

 

-E qual seria? Vocês Liliths não parecem serem boas, muito menos fazerem ofertas de graça, a minha é podre até a alma, por que deveria confiar em você? — Elas não são confiáveis, ou melhor, entre Ryrein e Elraschel. Essa Elraschel parece ser podre, podre por dentro como um ninho de vermes em uma carcaça. —

 

-Você está certa. Eu sou uma vadia, matei uma vila toda, somente para conseguir e chocar um ovo de dragão só para depois jogar a criança que nasceu dele para o mundo. Sou de fato podre, porém. Se é a sua vida que você quer, liberdade. Se torne minha criança também. Não posso e nem vou falar todos os detalhes. Mas não existe regra de uma Lilith poder ter mais de uma criança ao mesmo tempo, ou melhor, podemos adotar só uma para ser nossa, mas não existe regra dizendo que não podemos pegar a criança de outra Lilith, se essa criança aceitar. – Com um sorriso malévolo, ela, Ryrein estava legitimamente feliz. Poder tirar poder de Elraschel dessa forma, e ganhar poder, mais uma criança, e uma promissora, é de fato soberbo. – Eu não irei lhe controlar, não orquestrarei sua vida, você será livre, mas quando eu a chamar, você deverá vir. Estou atrás de minha criança também, sua vida, e a vida da minha criança, serão somente suas. Aceita? – Estendendo a mão, ela esperava Etria a pegar. – E além disso, eu poderei a proteger da fúria de Elraschel, se for a minha criança também.

 

-Entre o fio da navalha e o da guilhotina, em? — Elraschel iria me matar, ou fazer lavagem cerebral se me pegasse. E tem Eidolon, ela pode estar em perigo. Uma guilhotina, morte certa. E tem essa, Ryrein, uma navalha sempre no meu pescoço. Porém, de uma navalha em seu pescoço, é possível escapar. Bertold é seu subordinado. Esse é o maior contra, porém se aceitar, terei proteção. E uma vida só para mim. — Aceito. — Segurava sua mão, enquanto uma luz pálida azul passava por meu corpo, e logo, uma aura negra era expelida para fora do meu corpo, literalmente, uma miasma negra vazava para fora de mim, se formando em minha frente. Antes de pegar fogo, chamas azuis, a consumiam, consumindo-a para o nada. As chamas azuis crepitavam e ondulavam com as gostas da chuva caindo em si, porém não se apagavam, a miasma negra tentava escapar para fora, ao fazer isso, somente vazia as chamas a consumirem mais rápido, e a cobrirem mais. Como uma teia de aranha. — Isso era… a influência de Elraschel? Você a tirou de mim?

 

-Não. De fato, era algo como a influência maligna daquela mulher. Porém, eu não fiz isso, apenas firmei um “contrato” de você como minha filha. Nós fazemos isso quando vocês são recém-nascidos. O que tirou a influência dela de fora de você, é algo que desconheço, uma força mental grande? Uma alma? Não tenho certeza agora. Se considere sortuda, você tem um anjo da guarda.

 

||Anjo da guarda… Alguém que protege minha mente, e de certa forma minha alma. Eidolon, até agora me protegendo, em? Droga, eu sou a mais velha, eu que deveria te proteger.|| — Com um sorriso amarelo, olhava para o chão, seja quem for você, Elraschel, mexeu com as irmãs erradas. Não sucumbiremos a você. — O que é isso? — No horizonte, um gigante, um ser gigantesco, com mais de 70 metros se erguia do chão. Grandes chifres de touro, asas rasgadas de morcego em suas costas, vários espinhos ao longo de seu corpo, uma grande cauda maciça com uma bola de espinhos em sua ponta, e uma cabeça semelhante à de um cão com grandes olhos azuis brilhantes, e centenas de dentes afiados em sua boca, corpo de homem, pelos espessos ao longo de seu corpo, com grandes garras em suas mãos.Que droga era essa? Um Kaiju? —

 

-Chega de conversa, depois virei para lhe dar mais detalhes, mas agora Etria, durma. – Em um instante, a sombra saltava das costas de Etria, e fazia um pequeno corte em seu pescoço, a fazendo cair no chão, desacordada. –

 

-Agora, devemos lidar com o Gólias enquanto é tempo….

 

 

 

 

 

FINALMENTE A LUZ

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo. Se puderem, deixem suas opiniões, comentários, teorias, se não favoritaram, por favor favoritem, isso ajuda muito. Os () depois dos nomes dos novos personagens, é a pronúncia. Em fim. Tenham um bom dia, uma boa noite e uma boa madrugada também, fui.


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