História In Case - Capítulo 23


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Categorias Barbara Palvin, Zayn Malik
Personagens Barbara Palvin, Zayn Malik
Tags Colegial, Drama, Incesto, Primos, Romance
Visualizações 13
Palavras 2.310
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Capítulo 22 - Bones


Madison's Point Of View.

 

 

Depois que agradeci – novamente – meu primo pelo o colar, ele se voltou para o seu amigo dono da barraca de tiros ao alvo, começando a conversar algo com o barbudo que eu provavelmente não deveria escutar, já que ambos sussurravam de uma maneira discreta me deixando avulsa do assunto. Preferi não me meter sobre, aproveitando o momento do dos dois para mergulhar no meu mar de pensamentos paralelos.

 

Eu ainda estava um pouco chocada pelo o "presente" que acabei de ganhar, e isso é algo inegável. Talvez não tenha significado nada para Zayn esse seu gesto, pois acredito que ele não usaria o colar de todas as formas. Mas para mim, foi incrivelmente surpreendente. Algo bom preencheu meu coração com esse seu gesto que me arrisco a dizer que foi atencioso de sua parte. Eu não saberia explicar o porquê, mas eu tinha ficado incrivelmente mais leve depois desse momento, e por mais que Zayn tenha ficado sem jeito – outra coisa a se admirar – foi possível ver que logo em seguida, uma calma predominou o mesmo. Como se ele ficasse satisfeito com a minha reação.

 

Volto meu olhar para os colares na minha mão, ainda encantada com o gesto de ganhar algo. 

 

Digo, eu não sou uma pessoa emotiva ou qualquer coisa parecida, mas também não pertenço ao time que se mantem intacta a demonstrações de afeto. E por mais que não tenha sido a intenção do meu primo me agradar, um sorriso idiota ameaçava se formar no meu rosto por causa disso.

 

Me deixo vencer por um momento de todos os ressentimentos existentes entre nós dois, parando para avalia-lo minuciosamente. Enquanto conversava distraidamente com o amigo.

 

Ele tinha o braço estendido sobre a parede da barraca ao seu lado, me dando a visão da sua pele morena coberta por tinta. Alguns desenhos que estavam ali eram bastante interessantes, mas outros eu nem sabia o que de fato significava. Meu primo sem perceber que é alvo da minha atenção, passa a mão que tinha uma espécie de flor tatuada nesta, nos cabelos. O que acaba o deixando com um ar meio selvagem. Zayn fica com o seu cabelo levantado para cima, não de uma maneira totalmente bagunçado, mas sim com um estilo despojado, que em outras palavras eu definiria como no estilo Zayn. Uma vontade alarmante e bastante bizarra me fazia querer passar meus dedos entre o emaranhado de fios castanho escuro, e saber se o mesmo é tão sedoso quanto aparenta ser. 

 

O moreno com essas suas características acabava se tornava atraente nos olhos de qualquer garota da nossa idade, e isso eu não podia negar. Em outras circunstâncias, em que talvez não fossemos parentes, poderia inclusive, existir interesse da minha parte.

 

Me engasgo com a minha própria linha de pensamento.

 

De onde eu tinha tirado essa maldita ideia? Claro que nunca existiria probabilidades alguma de isso acontecer. Mesmo que Zayn não fosse meu primo, eu nunca me interessaria por ele. Ser grosseiro é uma das característica do moreno que mais me afasta dele, e sem falar nas besteiras sem cabimento que o mesmo diz para mim e...

 

Aliás, como sequer eu cheguei nessas porras de pensamento?

 

Sou interrompida de qualquer conclusão que eu possa chegar, quando um ombro esbarra no meu violentamente. Quase me fazendo perder o equilíbrio sobre minhas pernas.

 

Abro a boca, pronta para saudar com um palavrão nada bonito, quem quer que seja a pessoa que faltou me levar. Mas sou interrompida pelo o tom de voz rouca e estridente. 

 

— Zayn! — Diz o furacão que me atropelou, sem sequer pedir desculpas. Se direcionando para o meu primo. Identifico minutos depois de quem se tratava. — Você por aqui? Se queria falar comigo era só ter me ligado, não precisava ter vindo. 

 

Paro surpresa, agora a reconhecendo a garota como Becky, a mesma que dias atrás me importunava na escola alegando ser amiga do Zayn e que é irmã do barbudo a nossa frente.

 

Um tipo de desconforto cresce dentro do meu estômago com sua recém chegada. A tal Becky não me passou nada de sinceridade da ultima vez que nos vimos, e agora revendo a mesma, eu podia sentir a mesma sensação dentro de mim. O seu olhar hostil, escondia uma coisa totalmente diferente da qual ela demostrou ser quando falou comigo. Ela não parecia ser de confiança. Se até o moreno que é "amigo" não pareceu ter tanta confiança na própria, porque eu não deveria desconfiar? Sem contar que Zayn e ela pareciam ter um tipo de amizade bem diferenciada, se é que posso chamar o que eles tem de amizade. 

 

Meu primo se mantém sério olhando para ela, e antes que ele possa dizer qualquer coisa, o próprio irmão dela a responde.   

 

— E quem foi que disse que ele veio aqui te ver? — Phil questiona bem humorado. — Tá metida em garota.

 

Ela joga os longos cabelos para trás, não dando a mínima importância para o que o próprio Irmão dizia.

 

— Não enche Phil. — Bufa, lançado um olhar nada gentil para o cara que é o dobro do seu tamanho. Ele apenas ergue os braços em sinal de rendição de uma maneira engraçada. — O que você veio fazer aqui Zayn? — Se volta para o moreno, transparecendo raiva por vê-lo. — Pensei que da ultima vez, você tinha dito que não queria me ver tão cedo.

 

Zayn também não demostra satisfação por encontra-la. 

 

Enrugo as sobrancelhas sem entender nada.

 

— Se você veio pedir desculpas pelo o que me disse outro dia, pode dar meia volta que eu...

 

Zayn a interrompe de maneira seca.

 

— Não vim te ver Becky. Não começa com essa porra de drama agora.

 

Ela ri, cruzando os braços acima dos seios.

 

— Drama, é? — Diz tão venenosa quanto uma naja. — Então o que veio fazer aqui se não me ver? 

 

Meu primo trava o maxilar, deixando claro que não tinha intenção alguma de responde-la.

 

Era como se ele não quisesse que Becky me visse.

 

É tão mal assim que sua amiga me veja do seu lado?

 

— Em? — Insiste em busca de uma resposta.

 

A tensão que rolava no ar era perceptível, e eu era a única que estava perdida naquele meio todo, já que até o grandão acaba se intrometendo para defender Zayn.

 

— Ei Becky, fica calminha ai, o Malik veio aqui para gente conversar. E não para vocês discutirem. 

 

— Não Phil, tudo bem. Se ela faz tanto questão de saber por que eu vim aqui, não tem porque eu não dizer a verdade. — Sorri provocativo.— Vim trazer minha prima para conhecer o parque de Bradford. Mas não que isso seja da sua conta, é claro. — Responde sem pestanejar, contudo dava de perceber que Zayn não ficou nem um pouco contente quando os olhos da garota se puseram sobre mim. — Pronto, deseja saber de mais alguma coisa? — Sua raiva era disfarçada pela a famosa ironia.

 

Finalmente se dando conta da minha presença atrás de si. Quando Becky se virou, nossos olhos se encontram, e uma chama de confusão e desgosto transpareceu nos olhos verdes dela. O rosto fechado murchou e deu lugar a uma indiferença cortante. Se ela estava feliz em me ver – o que eu achava difícil – demostrou exatamente o contrário. 

 

— Madison? — Questiona, com meu nome saindo da sua boca como se fosse um tipo de xingamento. Me impressiono por ela recordar meu nome de primeira. Feito brasa, seu olhar desce por todo o meu corpo, antes de parar novamente no meu rosto. Foi impossível não me sentir intimidada. Faço o mesmo à avaliando de cima a baixo. Becky é linda. E isso é algo incontestável. Ela é um tipo de morena robusta e cheia de curvas, seus grandes cabelos lisos e seus olhos esverdeadas davam uma aparência mais do que agradável para a amiga de Zayn. Qualquer homem cairiam aos seus pés.

 

Retribui o olhar sério dela que é lançado sobre mim.

 

— Becky. — Digo seu nome que de tanto eu ter ouvido, havia decorado.

 

— Ah, você por aqui? — Não esconde o desagrado. — Quero dizer, que surpresa rever você Madison. — Fala mudando um pouco da sua expressão, antes de voltar sua cabeça na direção de Zayn. — Vocês estão passeando é isso? 

 

— Sim. Alguma objeção? 

 

Zayn ergue o pescoço, a desafiando a dizer alguma coisa.

 

— Não, claro que não. — Responde mais pacífica. Entretanto resquícios de raiva ainda brilhavam no seu olhar. — É só que você não é de passear por ai. — Solta um risonho irônico. — Aparentemente o grande Malik tem mudado muito nos últimos tempos, não é?

 

A alfinetada poderia ser sentida a quilômetros de distância. 

 

Meu primo como o verdadeiro "rei" da provocação que era, também sorri, banhado por tranquilidade.

 

— Eu não mudei, você que nunca me conheceu verdadeiramente para saber todas as características da minha personalidade. — Wow. É nesse momento que ela voa no pescoço dele? Sua cara rígida, deixa claro que é exatamente isso que ela quer fazer agora. — E Becky, não retiro nada do que eu disse na última noite. Na verdade, reafirmo com convicção cada coisa que disse. — Se vira de lado para o irmão da garota que estava tão chocado quanto eu, no meio desse fogo cruzado. — Qualquer hora apareço por aqui. — Faz um toque de mãos com o grandão, virando-se para mim e dizendo um baixo e quase inaudível: — Vamos.

 

Não tenho tempo para assimilar nada do que estava acontecendo, apenas sigo seus passos, deixando os irmãos para atrás. Mas não sem antes olhar uma ultima vez o rosto transformado de ódio de Becky. 

 

Eu sábia como era sentir isso, na verdade, sabia muito bem como era se sentir assim. 

 

Zayn tem uma forma incrível de acabar com toda a paciência que existe dentro de nós. Nos tornando vulnerável dentro de uma discussão para logo em seguida atacar com seu sarcasmo ácido. Eu sinceridade não sábia como tinha aguentado por tanta tempo esses ataques dele, mas que bom que eu havia conseguido superar a todos eles – Ou pelo menos, quase isso.

 

Graças as grande pernas do moreno em comparação as minhas, eu me encontrava bem atrás do mesmo, sentindo meu coração apertar quando percebo que Zayn caminhava rumo a saída do lugar. 

 

Eu não queria ir embora agora, qual é, não havia passado tanto tempo desde de que chegamos aqui, nós sequer havíamos aproveitado tanto assim. E eu mal sábia quando teria outra oportunidade de sair novamente para um lugar como esse. Murcho inteira por dentro.

 

Talvez se aquela garota não tivesse aparecido, não teríamos que partir.

 

Eu sinceramente começava a acreditar na ideia que ela tinha uma puta áurea pesada, porquê todo vez que a própria aparecia, algo não terminava nada bem.   

 

Devo ter emitido em algum momento, o som de desgosto, enquanto meus pensamentos consumiam minha mente, já que Zayn acaba olhando para atrás de repente e me vê tentando acompanhar sua caminhada com uma carranca no rosto. Ele freia seus passos, após finalmente ter me notado.

 

— Eu... — Começa, se auto interrompendo. — Foi mal por isso. Eu deveria imaginar que a Becky ia aparecer por aqui. — Diz em um único resfolego. — Não era pra ela sequer saber que você estava aqui.

 

Pisco sem entender.

 

— Mas, por quê? — Murmuro sem conseguir acompanhar seu raciocínio. 

 

— Você é minha família, por mais que eu não demonstre. Acredito que você tenha problemas demais para se preocupar. Não merece mais um.

 

Eu gostaria de dizer que o próprio tinha tornado minha vida um problema desde que cheguei aqui, porém opto pelo o silêncio. 

 

— Eu não quero te meter no meio dessa minha relação conturbada. — Me surpreendo quando o nome relação sai da sua boca. Então quer dizer que eles tem realmente alguma coisa? — Isso é complicado, de uma maneira que você não entenderia. — Conclui, sem me dar chance de fala. — Apenas, vamos esquecer isso, tudo bem? Eu te trouxe aqui para tentar me redimir das coisas que te fiz, não o contrário.

 

Engulo todas as perguntas que enchiam minha boca sobre isso, mesmo que a contra gosto, decidida a mudar um pouco desse clima pesado que tinha se formado. Como havia dito antes, eu mal sábia quando teria outra oportunidade de sair novamente para um parque como esse, então o que me restava era aproveitar o tempo de liberdade que ainda tinha.

 

— Pensei que você havia me trazido aqui, por que vovó tinha te pedido. — Digo, brincando um pouco para aliviar os ânimos. 

 

Ele retribui o gesto.

 

— Em parte também foi por isso. 

  

— Em parte?

 

— É. — Um sorrisinho moleque brincava em seus lábios. — Você acha que eu teria te trazido aqui se fosse obrigado?  

 

Me coração se contrai.

 

— E não foi? — Me refiro a questão de que todas às proximidades minha e dele, tenham sido por causa da nossa avó. Por que essa teria sido diferente?

 

— Não, não dessa vez. — Diz nem mais se lembrando do que acabou de acontecer minutos atrás. — Admito que minha consciência acabou pesando depois de tudo que fiz e disse. 

 

— Já era sem tempo. 

 

Ignora minha fala. 

 

— Como eu disse, eu te trouxe aqui para me redimir. E espero, que tenha conseguido te mostrar que não sou 100% pé no saco. 

 

Concordo, sem saber ao certo o que falar. Mas em compensação uma sensação mais do que incrível predominava meu corpo de cima abaixo.

 

Eu fico realmente feliz em saber que Zayn se arrependia de tudo o que fez. Isso me deixa leve, eu não sei bem o motivo, mas me deixa. 

 

Sorrio brincalhona para ele. 

 

— 100% pé no saco, não. Talvez apenas uns 50%.

 

Ele concorda, soltando gargalhada incrível, mostrando que além da sua rotineiro carranca na qual estou acostumada, existe um garoto bem humorado guardado dentro de si. 

 

— Claro, 50%. — Diz ainda sorrindo.

 

***

 

Você traz uma energia que eu nunca havia sentido. Algum tipo de química que atravessa meu núcleo. Parece que, sobre você e eu, eu nunca tive uma escolha. Você parece meu lar. — Bones – Galantis Feat. OneRepublic.



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