História In Case - Capítulo 9


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Categorias Barbara Palvin, Zayn Malik
Personagens Barbara Palvin, Zayn Malik
Tags Colegial, Drama, Incesto, Primos, Romance
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Palavras 2.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Capítulo 8 - Groupie Love


Madison's Point Of View.


Me jogo no grande sofá da sala de estar, sentindo o conforto do mesmo aliviar por um momento as tenções do meu corpo. Atiro em qualquer lugar minha bolsa escolar e por último retiro meus sapatos ficando apenas com as meias de algodão.

Encosto minha cabeça contra o apoio do assento, respirando fundo.

A vinda com o Zayn até em casa foi pior do que eu poderia imaginar, acho que uma caminhada da escola até aqui seria menos cansativa fisicamente do que ter vindo de carro. O clima tenso e as farpas trocadas entre eu e ele, me cansam de uma forma única, sugando qualquer resquício de paz do meu corpo. Tornando isso uma coisa espantosa para mim, nunca havia sentido esses mistos de sentimentos em uma briga antes, nem mesmo quando ficava muito irritadiça a ponto de perder o controle e querer partir para violência física. 

Zayn esta trazendo a tona sentimentos nunca sentidos pelo o meu corpo antes, como a raiva, desprezo e a ignorância. E em certas ocasiões, nem eu consigo identificar quais são essas sensações. A única coisa que tenho certeza é que o meu santo não bateu com o dele. E dificilmente isso mudará.

Quando chegamos em frente de casa, Zayn não desceu do veículo, ele ficou esperando com impaciência eu me retirar para para arrancar com o carro em seguida, saindo em auta velocidade. Se fechasse meus olhos e ficasse em silencio agora, eu poderia ouvir um pequeno zumbindo no meu ouvido, por causa do barulho que fez o pneu do jaguar na pista, com a rapidez que estava.

Tenho certeza que toda a vizinhança escutou.

Não sei se Zayn precisava sair antes e eu inconscientemente acabei o atrasando, por isso que ele tenha ficado aquela pilha de nervos quando demorei, mas de todas as formas não me importo.

Me recuso a tentar entender a raiva do moreno por mim.

O minha manhã foi longa demais hoje, escola nova, brigas, pessoas diferentes que nunca vi na vida, entre outras coisas do tipo que esgotaram as forças do meu corpo rapidamente. Só quero me deitar e descansar um pouco. A final o período escolar começou, levando meu sossego.

Tchau férias. Bem-vindo inferno de aulas.

Barulho de saltos nas escadas chamam minha atenção me trazendo de volta para a realidade, viro o rosto a tempo de ver vovó descendo os últimos degraus. Ela já parecia ter notado minha presença e portava um grande e largo sorriso no rosto.

Não consigo retribuir do mesmo gesto.

— Ei querida, você já chegou? — Ela pergunta um pouco admirada, rodando seus olhos por toda a sala a procura de algo com os olhos. — Cadê o Zayn?

Me forço a não revirar os olhos.
— Ele saiu.

Ela enruga as sobrancelhas um tanto confusa.

— Mas eu pensei que ele ia almoçar com a gente. — Identifico uma pontada de decepção passar nos seus olhos. Contudo vovó sacode a cabeça mostrando não se abalar. — Ok, deixa isso pra lá. Vamos comer que você deve estar faminta. — Muda de assunto disfarçando tudo com um belo sorriso no rosto. — Agora me conte, Madison. — Caminha até mim me puxando pela a mão, fazendo que eu me levante do sofá. Não havia mais sinal de tristeza no seu rosto, pelo menos é o que aparentava. — Como foi o primeiro dia de aula da minha netinha?

Um pequeno filme passa na minha cabeça, quando essa pergunta sai dos lábios da mais velha, involuntariamente me lembro das palavras de Kayla ao se referir a Zayn.

— Mas não se engane, o Malik ali. — Aponta discretamente para a mesa na qual ele esta sentado. — Não é conhecido por todos no bom sentido da coisa.

Alerta-me.

— O que você quer dizer com isso? — Fico mais confusa do que nunca.

Não estou percebendo aonde ela esta querendo chegar com isso.

— O que eu quero dizer, é que o seu primo não é nenhum santo. Ele e os amigos dele, estão metidos com negócios até o pescoço. E o que falam por ai, é que são coisas das pesadas.

Coço minha garganta e caminho meio sem geito ao lado da vovó que parece ter notado meu desconforto.

Será que conto para ela?

— Você esta se sentindo bem querida? Aconteceu alguma coisa durante o colégio? — Pergunta sem exitar.

— Não, não aconteceu nada. — Nego de imediato guardando todos meus pensamentos num lugar obscuro da minha mente. — Eu só estou um pouco distraída, nada demais. — Sorriso de leve. — O que a senhora estava falando mesmo?

Rezo aos céus para que vovó não desconfie de nada, mesmo sentido que deva esta escrito na minha testa indicando que sei alguma coisa bem cabulosa sobre seu neto mais velho.

— Eu estava pergunta como foi seu dia na escola. — Volta a repetir. Parecendo acreditar na minha desculpa.

— Ah sim, foi legal. — Respondo sua pergunta. — O colégio é bem agradável, inclusive. Tem ótimos professores e tudo é bem organizado. — Digo mesmo que eu não tenha reparado nesses detalhes antes, soando o máximo verdadeira possível. Quero que Vovó acredite que estar tudo bem, não quero trazer problemas para ela agora. Talvez seja melhor não contar nada do que me ocorreu com Zayn hoje e também não revelar o que descobri pela a boca de Kayla, evitando assim futuras intrigas.

É, isso é o certo a se fazer. Tento tranquilizar minha cabeça com essa afirmativa.

— Que bom que esta gostando. Escolhi lhe matricular lá, não só para você ficar perto do seu primo, mas também pela ótima qualidade de encino que eles tem. — Diz orgulhosa de si mesma, me guiando na sua frente, rumo a cozinha. — Tinha quase certeza que você ia gosta de estudar lá.

Concordo com a cabeça. Se ela soubesse que nem cheguei a prestar atenção no que as professoras falavam, não estaria dizendo isso. E além de tudo, não achei esse colégio uma coisa extraordinária, para mim é apenas um colégio como qualquer outro. Mas é claro que não vou dizer isso em voz alta.

— Mas enfim, você fez amigos, conheceu pessoas novas? Já marcou de ir alguma festa? — Indaga com curiosidade. — No meu tempo, essas festas escolares eram insanas, normalmente alguém terminava bem bêbado, ou alguma menina terminava grávida. Era uma chuva de hormônios.

Viro o pescoço na direção da mais velha, olhando para ela. Chuva de hormônios? Festas? Qual é, hoje só foi meu primeiro dia de aula. Mal conheci uma pessoa, quem dira marcar de ir uma festa.

— Era tudo tão legal. — Fala empolgada. — Claro que as festas de hoje são melhores, principalmente no quesito de variedades de bebidas, o que não tinha muito antigamente. E também não vou deixar de falar sobre a beleza dos jovens de hoje que parecem ser galãs de novelas, mas fora a isso, tudo é praticamente igual aos velhos tempos.

Fico admirada por vovó ter tanta prioridade do assunto. Enquanto, a maior experiência de festa que eu cheguei a ter, foi a de uma menina da minha escola em londres, que tinha completado 15 anos e fez uma baita comemoração, teve até uma boate improvisada e tudo. Claro que não foi permitido o uso de bebidas alcoólicas pelo o fato de sermos menor de idade, mas também isso não quer dizer que ninguém tenha levando tequila e vodka escondido sem os organizadores da festa saber.

Já minha avó, pelo o visto, é bastante informada sobre esse assunto. O que não se é muito de se admirar, já que a mesma é muito bonita e deve ter aproveitado muito sua juventude insana. Tento imaginar vovó curtido como os jovens de hoje em dia e fazendo as mesmas coisas que eles, do tipo pegar um belo porre, ou experimentar uma menagem.

Sinto minha bile subir com o pensamento.

Lucy ergue a sua sobrancelha bem feita, quando percebe a minha cara de intrigada.

— O que foi? Na sua idade eu também transava e curtia como qualquer outro jovem. — Aponta, não se abalando com a minha cara de horror. Como se tivesse lido o que se passava na minha cabeça. — E não que eu não faça mais isso hoje, porque é lógico que faço, só que não é com a mesma freqüência de antes. Por que sabe né, fica meio difícil depois de uma certa idade. Temos os filhos, netos, não dá para manter a vontade...

— Como foi que chegamos a esse assunto mesmo? — Digo impedindo que ela fale qualquer outra coisa. — Não estavamos falando sobre a minha escola?

A loira solta uma risadinha parecendo uma adolescente falando sobre o namorado.

— Nossa Madison, as vezes nem parece que você é uma jovem. Cruz, credo. — Passa seus braços ao redor dos meus ombros, de uma forma acolhedora. — E sim estávamos falando da sua escola, mas especificamente em novas amizades, festas e tudo que um bom jovem tem direito quando se muda de colégio. — Da ênfase na palavra festa. — Você ia me contar como foi seu primeiro dia de aulas em Bradford. — Puxa uma das cadeiras de mesa para se sentar, indicando com a cabeça para eu ocupar o lugar na sua frente.

— Bem, foi uma longa manhã…

Suspiro antes de começar a falar.

Conto para a mais velha todos os detalhes do meu dia conturbado, ocultando os detalhes que envolve Zayn. Dona Lucy fez questão de saber todos os detalhes do meu dia, inclusive ficou super feliz quando contei que fiz amizade com uma garota, sendo muito gentil em pedir para eu convidar Kayla pra jantar aqui qualquer dia. Fiz uma nota mental para não me esquecer de convida-la.

Almoçamos um guisado de carne que Dinah fez, enquanto conversávamos sobre várias outras coisas. Vovó acabou soltando uma bomba no meio da nossa conversa que me fez quase engasgar com a comida. Ela teria que fazer uma viagem em breve, para fora do País, me deixando em estado de alerta por saber que ficarei praticamente sozinha nessa enorme casa. Eu já previa que ela faria uma viagem dessas qualquer dias desses, a final quando se trabalha com relações internacionais dificilmente a pessoa para em casa. Talvez essa deva ser uma das piores partes em ter uma avó diplomata. Mas para ela, eu sei que isso não a incomoda, Vovó adora viajar para fora, mesmo que seja à trabalho.

— Eu sei que mal chegamos de viagem e que é chata a ideia de eu já ter que viajar de novo, mas eu tenho que ir querida, e espero que você entenda. — Disse quando notou meu desagrado sobre o assunto. — Porém, você não precisa se preocupar, Dinah vai esta aqui para o que você quiser. Ela não dorme aqui de noite, mas isso também não é um problema. Zayn já esta acostumado a ficar e dormi sozinho quando viajo, só que agora como você esta aqui, vocês vão ter um ao outro, e ninguém vai precisar ficar sozinho. — Concluí.

Na hora, fui incapaz de segurar a risada irônica que escapou da minha garganta quando a mais velha disse isso. Prendi minha língua entre os dentes para não falar que seu neto mais velho mal me suporta, quem dira estará disposto a me fazer companhia.

Eu e o Zayn vamos ter um ao outro? Atá.

Acabo aceitando a desculpas de vovó, mesmo que essa viagem dela não tenha me agradado nenhum pouco. Mas o que eu posso fazer? A embaixada já tinha dado uns dias de folga para ela depois das mortes dos meus pais, uma hora ou outra ela teria que voltar a trabalhar.

Me restando apenas aceitar.

Recolho-me depois de almoçar, subido para meu quarto e tomando um banho. Sou obrigada pela minha consciência de garota nerd a dar uma lida nos meus livros escolares e tentar resolver algumas questões que a professora de matemática passou. Algumas horas mais tarde, acabo solucionando todos os problemas, mesmo sem ter certeza se esta tudo certo.

Pego meu celular ao lado do criado mudo, para conferir as horas, tomando um susto quando pela a tela de bloqueio vejo que já se passavam das 3 horas da tarde.

Estico meus membros pela a cama com preguiça. 

Sinto meus olhos começarem a pesar, enquanto minhas pálpebras se fecham gradativamente. O cansaço de toda a manhã atingi meu corpo e quando me dou conta, entro em um sono tranquilo.

(...)

O som de alguma coisa caindo e se quebrando me faz levantar em súbito da cama, assustada. Me sento atordoada passando os olhos pela a escuridão do quarto, tentando indentificar de onde vem esse barulho. Já é de madrugada, mas não tenho certeza de que horas são. Levo meus pés ao chão gelado e caminho até o interruptor de luz do quarto, esbarrando em alguns móveis pelo o caminho até finalmente aceder a luz. Meus olhos ardem pela a claridade repentina do ambiente, mas sou impedida de fecha-los quando algo volta a ser quebrado ou derrubado. 

Me apresso em sair do quarto deixando a porta aberta para iluminar um pouco o corredor escuro. Em passos lentos desço as escadas que me davam acesso direto a sala, vendo que tudo esta em perfeito estado, mas que diferente dos outros comandos  esta com as lâmpadas ligadas.

Sigo reto, passando por uma sala até adentrar a cozinha. Meus olhos ameaçam querer sair da orbita quando vejo vidro estilhaçado por todo o chão, enquanto um corpo masculino se inclina para alcançar os cacos.

— Zayn?

O moreno ergue seus olhos castanhos até os meus, com a surpresa por me ver diante de sua frente bastante visível, assim como a raiva por ser pego nessas circunstâncias.

— O que aconteceu aqui? — Passo minha visão por todo a cozinha, assustada com a desordem que esta.

A sua resposta não chega a tardar.

— Nada que seja da sua conta. — Diz rudemente, mas sua voz não passa de um baixo resmungo. Volta a juntar uns pedaços de vidros do chão que eu imagino ser de uma jarra ou coisa parecida. — Agora, sai daqui.

Bufo com impaciência. Será que pelo o menos uma vez nada vida ele não poderia ser um babaca idiota?

— Se estou perguntando é porque é da minha conta.

Atiro.

— E desde quando você se importa com o que acontece na minha vida? — A pergunta dirigida a mim me pega de surpresa e me deixa sem fala. Na verdade, eu não me importo. As palavras surgem instantaneamente na minha cabeça e decido não falar em voz auta. Porém meu primo parece ter escutado meu consciente e abre um sorriso zombeteiro que é carregando de ironia. — Foi o que pensei. — Diz e abaixa a cabeça voltando a dar atenção ao chão sujo. — Da o fora daqui.

A frieza da sua voz se junta com o vento frio que entra pela a janela da cozinha deixando meu corpo arrepiado. Reparo que estou com uma calça de moletom escura e uma blusa de mangas qualquer que vesti depois de ter jantando. Horas depois de ter cochilado a tarde, vovó me chamou para comer.

Ignoro sua resposta grossa e me abaixo ficando de joelhos na parte do piso que não esta tomada por vidros quebrados e começo a recolher cada um com cuidado. 

— O que tá fazendo?

— Estou ajudando. — Digo.

— Eu não preciso da sua ajuda e nem de qualquer outra pessoa. — Me fuzila irritado.

Engoli em seco tentando me manter calma.

— Você poderia ser menos mal agradecido. — Aponto.

— E você poderia ser menos intrometida.

— Qual é o seu problema? — Deixo de lado a bagunça entre nós e foco meus olhos no seu. — Desde que eu cheguei aqui pela a primeira vez, você me trata assim, como se me odiasse. O que eu fiz pra você?

Desabafo cansada de tudo isso. Vejo por um momento Zayn ficar sem saber o que dizer.

— Eu fiz alguma coisa que você não gostou, ou…

— Não.

Sua voz sai mais rouca que o normal.

— Não o que?

— Você nunca me fez nada.

— Então porque me trata assim? — Digo afobada, ansiando por uma resposta.

Zayn parece perdido em pensamentos depois do que falei, mas quando seu olhos encontram novamente os meus, a cor castanha deles é tomando por uma escuridão intensa.

— Porque não fui com a sua cara. — Diz simples. — Ou você acha que todo mundo dessa maldita cidade é obrigado a gostar de você?

E ali esta ele novamente, com sua amargura sendo transmitida por todos os poros do seu corpo. Me sinto enojada pelas as palavras que sairam da boca do moreno.

— Você é tão idiota. — Rosno para ele, que simplesmente se mantém sério, não se afetando nem de longe com que eu disse.

— Me diga algo que eu já não sei.

***

E toda vez que você olha para cima, eu sei o que você está pensando. Groupie Love – Lana Del Rey Feat. A$AP Rocky.



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