História In cold blood - Capítulo 1


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Categorias Capitão América, Chris Evans, Os Vingadores (The Avengers), Sebastian Stan
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Thor
Tags Angst, Bucky, Capitão América, Dor, Happy, Homem De Ferro, Os Vingadores, Scars, Steve Rogers, Stucky, Viuva Negra
Visualizações 110
Palavras 868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey, pessoinhas!
Como estão?!

Bom, depois de alguns pedidos, eu finalmente decidi fazer uma shortfic com Stucky.
Para quem não sabe, até hoje eu só tinha feito oneshots com esse casal, mas agora decidi mudar um pouco, ok?
Bem, minha vida é um pouco corrida e eu demoro um pouco para atualizar, então já peço perdão!

Esse primeiro capítulo é apenas um prefácio, ok? Espero pelo menos atiçar a curiosidade de vocês, lembrando que:
Dom!Steve e Sub!Bucky, ok?
Por que eu gosto assim hahaha enfim, essa fanfic não vai ser tão longa, mas vai ser bem dramática e provavelmente bem pesada em relação algumas coisas.

Bom, espero que gostem!

Capítulo 1 - After All - Prefácio


Fanfic / Fanfiction In cold blood - Capítulo 1 - After All - Prefácio

Atualmente

Algum lugar em Londres. 22 h. 

O som da chuva contra as janelas de vidro parecia como balas de rifles preparadas especialmente para furar meus tímpanos e tudo ao meu redor parecia desmoronar aos poucos. A casa estava mais fria e escura que o normal, e o único barulho presente, além da chuva, era o baixo falar do repórter na TV.

A mesma notícia de todo o mês.

Sobre o atentado.

Sobre o tiro.

Sobre a noite em que todos os meus problemas se iniciaram.

A última dose de whisky encheu meu copo e eu a virei em um milésimo de segundos. Minha garganta queimou e o cheio forte subiu pelas minhas narinas, fazendo com que eu ficasse um pouco tonto e fechasse os olhos rapidamente. Era evidente que o álcool não faria meus problemas melhorarem, mas possivelmente ao menos me faria dormir por algumas horas.

Se, ao menos, eu tivesse sido mais cuidadoso ou mais esperto, eu provavelmente não estaria em situação tão desprezível. Se eu tivesse escutado meu próprio consciente culpado, eu não estaria me sentindo tão baixo e sujo.

Se eu tivesse sido uma pessoa melhor... talvez ele ainda estivesse ao meu lado...

— Você parece miserável. — a voz feminina ecoou pelo meu apartamento, tirando-me dos meus pensamentos.  

Movi levemente a cabeça, olhando por cima dos ombros para encarar a figura ruiva atrás de mim. Não era de se surpreender que ela iria aparecer em meu apartamento, afinal, ela era o mais próximo que eu tinha de uma melhor amiga, ou talvez, uma irmã. Mesmo sabendo que, possivelmente, ela estava com raiva de mim também.

Virei meu corpo, encarando-a com uma expressão séria e, provavelmente, vazia. Natasha estava usando roupas casuais — algo bem incomum para ela — e seus cabelos ruivos estavam extremamente lisos e um pouco maiores desde a última vez que a vi. Seu rosto estava marcado por uma maquiagem simples, exceto pelos lábios carmesim, e sua jaqueta estava um pouco molhada devido á chuva.

— Oh, vamos lá, Steve. — disse ela. Um tom extremamente afiado e repleto de “eu te avisei”. — Você sabia que isso iria acontecer.

Soltei um suspiro pesado, sentindo meus músculos tensos. Eu definitivamente não estava nos meus melhores dias, isso era fácil de se perceber, ainda mais tratando-se de Nat.  

— Ele... está bem? — questionei, deixando que todas as minhas defesas caíssem.

A expressão de Natasha tornou-se um pouco tensa e ela cruzou os braços. Eu conhecia aquela mulher bem o suficiente para saber que sua resposta não seria satisfatória e muito menos positiva.

— Ele pegou um jato para a Romênia e se trancou na casa de férias da família há alguns dias. — disse ela com um tom sério. — Ninguém tem notícias desde então.

Abaixei o olhar, sentindo meu sangue formigar em raiva e, mesmo que sem admitir, desespero. Mesmo depois de todos aqueles meses, ele ainda continuava irresponsável e teimoso. Em outra época, eu teria feito com que ele se submetesse e parasse de ser tão imprudente, teria feito com que ele se ajoelhasse e lembrasse que ele não tinha permissão de sumir sem dizer para onde iria.

Contudo, por mais que eu quisesse manter minha pose e fingir que eu tinha controle sobre a situação, a maior parte de mim sabia que eu tinha perdido esse controle há muito tempo. Sabia que eu realmente não tinha mais esse direito e que provavelmente nunca mais o teria.  

— Acha que ele vai voltar? — questionei sem pensar, apenas deixando as palavras saírem.

Natasha me olhou em deboche, deixando seu olhar descer e subir sobre meu corpo.

— Mesmo que ele volte, não fique esperando que você será avisado. — disse ela. O tom frio e calculista. — Ele não te pertence mais e nunca mais irá pertencer.

E novamente... meu ego se abaixou em submissão, sabendo que Natasha estava correta. Eu tinha estragado tudo. Simplesmente destruído tudo que eu demorei meses para construir. Toda a confiança, todo o carinho, o amor e a fidelidade, tudo isso tinha se despedaçado bem na frente dos meus olhos.

— Steve, você sabe que eu te amo como um irmão. — disse ela, encarando-me com tristeza e tirando-me dos meus pensamentos novamente. — Mas você não merece e nunca irá merecer alguém como Bucky.

Aquelas palavras doeram no fundo da minha alma, mas eu sabia que as merecia, principalmente vindo de Natasha. Ela cresceu com a família de Bucky e sempre foi como uma irmã mais velha para ele, então era natural que, assim como o irmão, ela me odiasse naquele momento.

Observei Nat se afastar de mim e dar de ombros, indo para em direção a porta. Porém, antes que ela saísse, ela se virou para mim com os olhos frios e uma expressão rígida.

— Fique longe dele, Steve. — disse ela, agora em tom de ameaça. — Ou eu mesma irei te manter longe.

Dito isso, ela se retirou, fechando as grandes portas de madeira e deixando-me sozinho. Por um momento de raiva, todas as minhas frustrações, medos e, principalmente, raivas se acumularam ao ponto do limite. Agarrei a garrafa vazia de whisky e joguei contra a parede, vendo-a se estilhaçar rapidamente.

Ele estava certo.

Ele sempre esteve.

“Você é um monstro”, ele disse para mim.

E suas palavras eram verdades sinceras. 


Notas Finais


Eu não sou muito fã de Cinquenta Tons de Cinza, mas confesso que foi uma das coisas que me inspirou!
E então? Acha que devo continuar?!

Obs: a fic é fora do Universo de Super Heróis, mas os personagens são quase os mesmos...


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