História In cold blood - Capítulo 2


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Categorias Capitão América, Chris Evans, Os Vingadores (The Avengers), Sebastian Stan
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Thor
Tags Angst, Bdsm, Bucky, Capitão América, Dor, Happy, Homem De Ferro, Os Vingadores, Scars, Steve Rogers, Stucky, Viuva Negra
Visualizações 60
Palavras 3.373
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, galerinha <3 <3
Como estão?!
Primeiramente... FELIZ ANIVERSÁRIO PARA MIM <3 SIM, 19 ANINHOS, EU ME SINTO VELHA PRA CARALHO, GENTE! MEU DEUS. QUE HORROR

Eu não demorei tanto pq realmente tô me animando com minhas ideias <3
Perdão os erros... e espero que gostem!

Capítulo 2 - When We First Met


Fanfic / Fanfiction In cold blood - Capítulo 2 - When We First Met

Alguns meses antes

O dia estava realmente chuvoso e frio em Nova York. Algo típico para aquela época do ano, então não era de se surpreender com quão caótico estava o trânsito da cidade. As ruas estavam congestionadas por carros, táxis, pessoas e todos os tipos de obstáculos possíveis.

Meu motorista, Frank, estava dirigindo calmamente, enquanto eu observava as ruas passarem lá fora. Alguns pensamentos rodeavam minha mente, mas praticamente todos foram expulsos quando eu senti meu celular vibrar sem parar, indicando mensagens de texto.

Peguei o aparelho, observando ser Tony, e apenas ri, sem respondê-lo. Eu quase que podia vê-lo me esperando na porta da empresa com aquela típica impaciência que só um Stark era capaz de ter.

Guardei o celular novamente e voltei a olhar para as coisas ao meu redor.

O mundo estava cinza naquela manhã, mas isso já era comum para mim. Mesmo com todo o dinheiro, poder e suporte, nada era capaz de fazer com que minhas manhãs fossem diferentes do que aquela.

O relógio marcava pouco mais das oito horas da manhã quando eu atravessei as longas portas de vidro da Stark Industries, sendo recebido prontamente por Tony com dois copos de café na mão.

— Está atrasado. — disse ele enquanto começava a caminhar ao meu lado.

Eu apenas ri levemente e peguei o café que ele me estendeu.

— Acredito que, como sócio, eu tenho o direito de se atrasar um ou outra vez no ano. — revidei enquanto entravamos no elevador.

— Oh, você não era arrogante assim quando eu te chamei para esse cargo. — disse ele, revirando os olhos. — Além disso, apenas eu posso me atrasar na minha própria empresa.

Eu o encarei com um olhar divertido, acostumado com a postura do homem que eu conhecia desde a adolescência.

— Bem, levando em consideração que você aparece para trabalhar uma ou duas vezes no ano, eu acho que você tem pouca credibilidade para reclamar de atrasos. — falei e tomei um pouco do liquido quente. 

Tony era um homem alto, de corpo robusto e cabelos negros. Ele tinha os olhos da mãe, mas as expressões, a audácia e a coragem do pai. Gênio, playboy, filantropo e milionário, ele era um dos homens mais inteligentes e poderosos que eu tive o prazer de conhecer e, felizmente, trabalhar junto.

— Como eu disse, eu sou o dono, eu faço o que eu quero. — disse ele e o elevador parou.

Fomos recebidos prontamente por Milla, minha secretária, que estava sentada atrás de sua mesa e olhava fixamente para o computador. Ela era uma mulher alta, de cabelos loiros longos e um sorriso muito simpático que estava sempre muito bem vestida e já me acompanhava desde quando Tony me chamou para ser seu sócio. Apesar do estereótipo de que todo empresário deve ter um caso com sua secretária, nossa relação nunca tinha passado de um abraço repleto de simpatia e respeito.

— Sr. Stark. Sr. Steve. — disse ela, cordialmente, olhando para nós. — Bom dia!

— Bom dia, Milla! — falei enquanto Tony acenou com a cabeça, indo direto para a minha sala. — Algo muito importante para hoje?

— Você tem uma reunião com o novo fornecedor de matéria prima. Aquele da América do Sul. — disse ela, voltando para o computador. — E também um almoço com os seus advogados.

— Certo. — concordei e sorri. — Mais alguma coisa?

Ela sorriu e negou com a cabeça.

— Suas correspondências estão em sua mesa, e se eu fosse você entraria logo antes que Tony coloque fogo em sua sala. — disse ela, rindo.

Eu apenas ri e acenei, indo para minha sala. Tony estava sentado na minha cadeira enquanto falava ao telefone e tinha um meio sorriso no rosto.

— Sim. Sim. Certo. Ás oito. Sem atrasos. Eu também. Até mais, babe. — disse ele, desligando rapidamente.  — Se eu não te conhecesse, eu diria que você está dormindo com ela.

— Era Pepper? — questionei, ignorando o assunto.

— Sim. Ela quer jantar com os pais dela e falar sobre os preparativos do casamento. — ele respondeu e se levantou, permitindo que eu sentasse.  — Por algum motivo eu tenho que estar junto.

— Eu pensei que já estivesse tudo resolvido. — indaguei, erguendo as sobrancelhas.

— Quase tudo. Aparentemente, ela está com dificuldade em decidir sobre alguns detalhes, você sabe... coisas simples, mas que apena as mulheres se importam. — disse ele enquanto revirava os olhos novamente. — Aliás, tem falado com o Thor?

— Não. — respondi rapidamente, rindo. — Ela provavelmente deve estar em Londres ou em alguma aventura extremamente exótica com Loki.

— Normal. — disse ele, bufando. — Desde que eles se assumiram, eles parecem adolescentes excitados que nunca viram um pornô. 

Eu apenas ri e comecei a revirar minhas correspondências.

Nada pareceu muito especial, exceto pelo último envelope. Era um retângulo cor do sangue, com uma bela fita dourada e meu nome em tinta preta. Algo realmente único, elegante e bonito.

— Cartinha de algum admirador secreto? — Tony brincou.

Eu apenas o ignorei, sentindo um pouco de tensão e curiosidade tomarem meu corpo. Mil imagens se passaram em minha mente, juntamente com teorias e certos medos, coisas que faziam meu sangue gelar.

Eu sabia o que tinha ali.

E sabia quem tinha enviado.  

— Steve? — Tony chamou minha atenção.

Levantei o olhar, forçando um sorriso, enquanto deixava o convite de lado.

— Uma velha amiga. — falei, tentando esconder meu nervosismo.

Tony apenas me encarou desconfiado. Ele me conhecia o suficiente para saber quando eu estava tenso.

— Certo... — falou ele, dando de ombros. —Aliás, quais os seus planos para hoje a noite? Eu realmente adoraria que você me acompanhasse nesse jantar com os pais de Pepper. Eles não gostam muito de mim, me acham meio imprudente, e seria ótimo ter um herói nacional ao meu lado, me elogiando e dizendo o quão responsável eu sou.

— Desculpe, mas eu não sou um homem de mentiras. — falei, rindo quando ele revirou os olhos.

— Oh, desculpe senhor “politicamente correto” que nem sequer fura uma fila no caixa de supermercado. — ele zombou. — Sério... ninguém pode ser tão santo assim, Steve.

— Eu não diria que sou um santo. — comentei, cruzando os braços. — Sou apenas uma pessoa comum e correta. Fim.

— Oh, claro, e eu sou o verdadeiro Homem de Ferro. — disse ele e revirou os olhos mais uma vez. — Enfim, topa o jantar ou não? É sexta-feira, eu tenho certeza que você não poderia fazer algo melhor do que ir á um jantar comigo.

Respirei fundo, pensando em uma resposta rápida. Tony era meu melhor amigo e eu o amava, mas eu definitivamente não estava disposto a passar minha noite de sexta-feira em um jantar de futuro genro e sogros.

Definitivamente, não.

Abri a boca para dar a primeira desculpa que veio na minha mente e que eu quase sempre usava: o trabalho. Porém, antes que isso acontecesse, a porta do escritório abriu bruscamente e uma figura muito conhecida por Tony e eu adentrou a sala. 

— Steve! — disse a ruiva dando um enorme sorriso.

Tony arregalou os olhos enquanto eu apenas ri.

— Olá, Nat. — falei amigavelmente.

Natasha Romanoff era uma mulher jovem, com um corpo esbelto, cabelos ruivos e uma inteligente que superava a de qualquer pessoa que eu já conheci — exceto a de Tony. Ela era filha adotiva de Nick Fury, um dos meus superiores no exército, e por isso tínhamos uma amizade forte e de muitos anos.  

— Você precisa me ajudar! — ela disse com aqueles olhos claros enquanto se sentava no canto da minha mesa.

— Olá para você também, Natasha. — disse Tony, bufando em ser ignorado.

— Olá, Tony. — disse ela sem ao menos encará-lo. — Sério, Rogers, é uma emergência.

— Okay... primeiro, fique calma. — falei, rindo. — E me explique o que está acontecendo.

— Bom, como eu tenho certeza que isso é mais alguma coisa relacionado aos militares ou qualquer coisa que envolva o exército, eu vou me retirar. — disse Tony enquanto colocava seus óculos escuros e sorria falsamente. — Eu quero distância de qualquer coisa que envolva a palavra “militarismo”.

— Que irônico, afinal, você é filho de um. — falei, sorrindo e relaxando na cadeira.

— Por que acha que papai e eu não nos dávamos bem? — ele retrucou.

— Vamos lá, Tony. Seu pai era um ótimo homem e líder. Você deveria seguir os passos dele! — provoquei.

— Você só fala isso por que ele era seu chefe no exército e não o pai que ficava no seu pé para se alistar. — disse ele e revirou os olhos. — Enfim, até mais, se cuidem e não façam nada de imprudente, pois esse é o meu trabalho.

Eu apenas ri enquanto Tony se retirou da sala, deixando-me sozinho com Natasha. Observei a ruiva que parecia incrivelmente ansiosa, algo realmente diferente do costume.

— Okay, diga.

— Bem, você sabe que meu pai apoia a reeleição do Pierce, certo? E que ele está fazendo de tudo para ajuda-lo na campanha e tudo mais? — disse ela enquanto brincava com a borda de alguns papéis.

— Sim. Pierce é amigo do seu pai desde a infância e ambos são do ramo militar e de segurança, é normal que isso ocorra. — comentei, não entendendo o problema.

— Certo, eu sei disso. Eu adoro tio Pierce e a família dele, tanto que cresci com o filho dele e tudo mais. — ela explicou. — Mas a questão é que haverá um jantar beneficente de ex-fuzileiros e militares, e eu gostaria muito que você fosse comigo.

— Oh... ir com você? — perguntei sem entender. — Eu pensei que você estava de olho naquele cara do serviço secreto... como é o nome... é...

— Clint. — ela respondeu, revirando os olhos.

Eu encarei-a com curiosidade.

— Digamos que ele vai estar ocupado demais protegendo o presidente e a primeira dama, e dando atenção para todas aquelas outras pessoas. — disse ela om escarnio na voz. E foi aí que eu entendi seu plano. 

— Então você quer me usar para fazer ciúmes no cara? — questionei.

— Claro que não. — mentiu, dando um sorriso de canto. — Eu só quero que você, um ex-militar, conhecido como herói nacional e um dos melhores amigos que eu tenho, me acompanhe até lá e me trate como uma rainha em frente de alguém muito especifico.

— Eu tenho o direito de recusar? — questionei curioso, mas já sabendo a resposta.

Natasha abriu seu maior sorriso sádico.

— Mas é claro que... — ela começou a falar, mas parou e desmanchou seu sorriso quando olhou exatamente para algo em minha mesa. — ... não!

Ela automaticamente pegou o envelope vermelho, analisando-o, e fazendo com que eu fechasse os olhos e suspirasse. Não faça perguntas. Não faça perguntas. Não faça perguntas.

— Isso... é o que eu estou pensando que é? — ela questionou.

Abri os olhos apenas para encontrar Nat me encarando com aquele olhar que eu tanto odiava. Um olhar repleto de curiosidade, dor, tristeza e, sobretudo, pena. Eu não precisava que ninguém sentisse pena de mim, principalmente Natasha. Ela sabia como as coisas funcionavam, ela sabia como a história sempre acabava. Não importasse quem fosse o protagonista ao meu lado, ele sempre tinha o mesmo fim.

— Já tem pouco mais de dois meses. — respondi, ignorando seu olhar e mantendo a voz baixa.

— Mas eu pensei que vocês dois estavam se dando bem. — disse ela, bem surpresa.

— E estávamos... — concordei. — Mas ela queria algo que eu não podia dar. E ambos sabíamos que não dava para continuar com o contrato.

— Então ela apenas...

— Cancelou? — questionei, concordando quando Nat acenou. — Sim! Ela seguiu todas as regras, manteve sigilo e agora provavelmente está vivendo muito bem em algum lugar na Europa, então, o que quer que você esteja pensando... fique tranquila por que eu estou bem. 

— Acha que foi pelo dinheiro então? — ela questionou erguendo o envelope.

— Não. — respondi rapidamente, sentindo meu corpo ficar ainda mais tenso. — Eu já disse, ela apenas queria algo que eu não posso dar. Simples assim.

Natasha percebeu meu desconforto e acabou ficando em silêncio. Diferente de Tony ou de qualquer outra pessoa, ela sabia dos meus segredos sujos, sendo que muitas vezes foi ela a responsável por me ajudar. Eu a amava como uma irmã e tinha plena confiança em sua amizade.

— Então... podemos falar sobre o tal jantar? — questionei, sorrindo e mudando de assunto.

Ela me encarou com um olhar intenso, mas acabou sorrindo e concordando.

 

************

O jantar foi em um antigo museu de Nova York.

Apesar de não ser o maior fã dos tabloides e da imprensa, eu não pude deixar de abrir um enorme sorriso quando estacionei o carro e fui recebido por um mar de flashes e repórteres bem na frente do lugar. Acenei rapidamente assim que desci do carro e dei a volta, abrindo a porta para que Nat descesse.

Realmente... isso fez com que o alvoroço piorasse.

— Obrigada! — disse Nat enquanto sorria.

Estendi a mão, ajudando-a.

Ela vestia um enorme vestido preto, que se destacava contra sua pele branca e seus cabelos cor de fogo. Seus olhos e lábios estavam marcados por uma maquiagem forte e seus saltos permitiam que ela ficasse praticamente do meu tamanho.

Depois de pararmos para algumas fotos, finalmente subimos as grandes escadarias e adentramos o museu.

O lugar estava completamente lotado de pessoas importantes. Havia homens em seus smokings e mulheres com vestidos longos e joias caras. Todos ali pareciam extremamente absorvidos em suas próprias vidas. Pessoas ricas, famosas e poderosas em um só salão, conversando sobre o mercado de negócios, sobre dinheiro, sobre luxo, sobre exatamente tudo que vários zeros em uma conta podiam comprar.

Além, obviamente, sobre o passado militar e caótico que muitos viveram.

Coronéis, sargentos, capitães, soldados e todas as patentes reunidas em um só recinto. Patriotas, acima de tudo, que agora eram homens de idade e descansavam ao lado da família, aparecendo uma ou outra vez para eventos de caridades ou reuniões em feriados.

— Como se sente? — Nat questionou, enquanto alguns olhares curiosos se voltavam para nós.

— Vendo todos esses homens que foram meu chefe um dia e com quem trabalhei? — brinquei, encarando-a. — Me sinto velha!

— Oh... para um homem de quase quarenta... até que você está conservado. — ela piscou e riu.

Acabei rindo também e acompanhei seus passos. Pelo caminho fomos parados por vários rostos familiares. Todos me cumprimentando, agradecendo, dizendo a mesma coisa que sempre diziam sobre eu ser um herói, sobre ter salvo meu país e tudo mais. As mesmas coisas que eu ouvi durante os quase quinze anos no exército.

— Venha! Meu pai está logo ali. — disse Nat, puxando-me pelo braço em direção ao norte do salão.

Havia dois homens. Um deles era Fury, líder da CIA e pai adotivo de Natasha. Ele estava conversando animadamente com Alexander Piercer, o atual presidente dos Estados Unidos, e Mary Pierce, a primeira dama. Eles estavam rodeados por dois ou três agentes do serviço secreto, entre eles Clint Barton, o homem que estava de olho em Natasha desde o ensino médio e pareceu não gostar de me ver ao lado da ruiva.

— Natasha! — Mary foi a primeira a nos ver, chamando a atenção dos outros dois. — Querida, quanto tempo!

— Olá, tia Mary! — disse Nat, educada, enquanto abraçava a mulher rapidamente. — Olá, tio Pierce. E olá, papai!

— Você está ainda mais deslumbrante hoje, querida. — disse Alexander. — E é ótimo tê-la aqui conosco.

— Você sabe que eu nunca recusaria um convite, principalmente tratando-se de uma causa nobre. — disse Nat, sorrindo animadamente. — Aliás, você se lembra de Steve Rogers, não é?

— Como poderia esquecer um velho amigo de unidade? — Pierce disse com um enorme sorriso enquanto entregava seu copo de whisky para a esposa e me puxava para um abraço. — É uma honra vê-lo, Capitão.

— A honra é minha, senhor presidente. — falei e forcei um sorriso.

Pierce foi meu líder por quase três anos, então tínhamos o que podia ser chamado de... “amizade”. Eu o respeitava, e não havia duvidas em como seu governo foi bom para o país, mas nosso relacionamento era apenas algo de respeito e negócios, nada familiar ou sentimental.

— Por favor, deixe-me apresenta-lo a minha esposa. — disse Pierce, acenando para a mulher.

Sua esposa era uma mulher adulta de cabelos negros e pele extremamente clara, seus olhos eram azuis e um certo estrangeirismo em si. Provavelmente ela era russa ou de algum outro país

— É um prazer conhece-lo. — disse ela com um sorriso de canto. — Eu já ouvi coisas maravilhosas sobre você, Capitão.

— Bem, assim espero. — falei, acenando levemente com a cabeça.

A mulher concordou e voltou-se para Natasha novamente, engatando em um assunto feminino. Fury, Pierce e eu começamos a conversar então sobre diversos assuntos, desde economia até as novas eleições. Ambos sabiam sobre muita coisa e eu era grato por cada conselho, principalmente sobre o mercado de negócios. Foi uma longa conversa até que Mary puxou um assunto um pouco pessoal.

— Oh... devo admitir que estou surpresa que Natasha tenha se prendido á um homem de negócios. — disse a primeira dama. — Eu sempre achei que ela seria uma mulher de militares.

Natasha forçou um sorriso, mas no fundo eu sabia que ela estava bufando por dentro. Percebi que todos voltaram seus olhares para nós, inclusive Clint e seus dois companheiros de equipe, esperando por qualquer reação de Nat.

— Bem... Steve é apenas meu amigo, tia. — disse a ruiva, fazendo o sorriso da mulher desaparecer. — Ele só está me acompanhando essa noite.

Percebi que canto de olhos que Clint segurou um riso, provavelmente percebendo qual tinha sido o plano de Natasha, enquanto eu apenas forcei um sorriso leve.

— Oh, mil perdões... eu não sabia. — disse a mulher completamente envergonhada. — É que eu me preocupo com a minha pessoa preferida!

Ela soltou um sorriso para Natasha, que concordou. A ruiva fez menção de dizer algo, mas foi interrompida por uma outra voz desconhecida.

 — Oh, eu estava achando que eu era o preferido! — disse uma voz masculina atrás de mim.  

Rapidamente, todos se viraram, assim como eu.

Percebi que Pierce ficou tenso, enquanto sua mulher tinha os olhos brilhando e um sorriso discreto no rosto. Já Fury, por sua vez, parecia surpreso.

Todos os três olhavam para uma única pessoa.

Era um homem. Ou melhor, um garoto. Talvez no máximo 21 anos.

Ele era extremamente branco e tinha cabelos negros bem arrumados, o qual a cor combinava com seus olhos azuis extremamente claros parecidos com o de Mary. Ele vestia um smoking preto que parecia caro e novo e segurava firmemente um copo de whisky. Seus lábios estampavam um sorriso extremamente afiado com lindos dentes brancos e um mistério que fez meu corpo se arrepiar.

Quem era ele?

— Bucky! — Nat soltou, puxando o garoto para um abraço. — Oh, Jesus!

— Olá, viúva-negra. — disse o tal Bucky, rindo. — É bom vê-la.

— Mas... o que você está fazendo aqui? Por que não me disse que viria?  — perguntou Nat enquanto o soltava.

Ele apenas sorriu, lançando um sorriso de escarnio em direção á Pierce.

— Digamos que eu não tive muita escolha. — disse o garoto.

— James, não! — Pierce avisou.

— Relaxa, eu prometi que sem confusões ou escândalos essa noite. — disse Bucky, com um brilho extremamente hostil nos olhos. — Aliás, é bom vê-lo, tio Fury, e a senhora está linda, mamãe.

— Obrigada, querido! — disse Mary enquanto abraçava rapidamente o filho.

Fury concordou com a cabeça e estendeu a mão para o garoto, que a apertou de bom grado.

Então foi a minha vez.

Ele encarou-me com um olhar interrogativo, provavelmente tentando lembrar se me conhecia ou não. Seu sorriso não vacilou, no entanto. Uma mistura de arrogância, escarnio e deboche. Algo dentro de mim se acendeu. Algo um pouco animalesco e profundo. E tudo por causa daquele sorriso. Minha vontade foi se empurrá-lo contra a parede e tirar aquele sorriso presunçoso de seu rosto.

— Bucky, quero que conheça meu amigo Steve Rogers. — disse Natasha, tirando-me dos meus pensamentos. — Capitão Steve Rogers.

Por um segundo, eu vi surpresa em seus olhos, que logo foi escondida. Seu sorriso continuo no mesmo tamanho, fazendo com que a chama em meu peito continuasse aumentando, enquanto eu desejava coisas que não deveria desejar.

— Então... você é o famoso Capitão Rogers? — perguntou com um tom baixo.

— Eu costumava ser. — respondi e sorri de canto. — Hoje sou apenas Steve.

— Oh, claro. — disse ele, sorrindo ainda mais e estendendo sua mão. — Eu sou James, mas, por favor, chame-me de Bucky. Eu sou o filho do presidente dos Estados Unidos!

E então eu apertei sua mão.

E o fogo dentro de mim se expandiu de forma extremamente chocante e rápida.

Eu iria tirar esse sorriso do seu rosto.


Notas Finais


Lembrando que Steve é mais velho que Bucky, ok?
Steve esteve no exercito, mas agora é sócio do Tony. Ele tem muitas segredos <3
Enquanto Bucky é meio infantil, mimado e orgulhoso <3

AH E O STEVE USA BARBA AQUI!


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