História In Front Of Me - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Zayn Malik
Tags Gay, Harry, Larrystylinson, Louis, Romance
Visualizações 80
Palavras 1.024
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Cinco


Louis estava deitado no carpete com as mãos no peito. O quarto escuro não prejudicava sua visão porque ele estava acostumado a pouca luz. 


Seu peito subia e descia por causa da sua respiração lenta. Ele ouviu a mãe e a irmã saírem bem cedo e esse fora o motivo para ele acordar, se esparramar no chão e viajar em pensamentos sem sentido que ele geralmente tinha. 


Durante seus devaneios ele ouviu algo riscar o vidro da janela. 


Mas que droga era aquela? 


A cortina escura estava fechada e ele não podia ver o que diabos fazia barulho do lado de fora. 


Ele se sentou no chão, observando o lugar de onde o barulho vinha. 


Bufou cansado e andou até lá. 


O barulho irritante continuava. 


Suas mãos agarraram a lateral da cortina puxando o pano com certo cuidado. 


Era um gato. Preto e branco. Passando as unhas na janela do Louis. 


  - O que você quer? - Ele sussurrou. 


Não era para o gato ouvir, obviamente, mas o gato olhou para ele e miou. 


Louis tinha pavor de gatos.


Mas seria maldade ele deixar o gatinho naquela altura, sozinho. Talvez ele estivesse com dificuldade de sair dali. 


Louis abriu a janela e encarou o gato que entrou rapidamente janela a dentro miando como um louco. Ele tinha uma coleira no pescoço. 


Louis se moveu com cuidado até o gato e leu o pequeno pingente pendurado na coleira cor de rosa. 


Olivia. 


Era uma gata. 


  - Olivia. - Ele disse. A gata miou e andou até ele em passos delicados. 


Louis pulou para trás. 


  - Não chegue perto. - Ele disse assustado - Não quero ser arranhado. Quem é o seu responsável? - Ele perguntou esperando que a gata falasse. 


Que coisa idiota de se fazer. 


Louis então ficou alguns minutos fugindo da gata que andava atrás dele rebolando e miando pelo quarto. 


Como ele se livraria daquela coisa? 


Louis então pensou em levá-la para fora da casa, talvez ela conseguisse achar o caminho sozinha. 


Ele andou até a porta desviando o máximo possível do animal que encarava ele com olhos gigantes e a abriu fazendo gestos para que o animal o seguisse pelo corredor. E a gata, como se lesse pensamentos, o seguiu. 


Louis desceu as escadas se certificando de que o animal estava atrás dele. 


Assim que chegou à porta da sala, ele abriu e esperou que a gata passasse por ele. Mas a gata ficou o encarando. 


  - Xô. - Louis pigarreou e gesticulou com as mãos para que a gata sumisse da sua vista. 


Olivia, como estava no pingente, nem se mexeu. 


Louis revirou os olhos derrotado e tocou seu pé, vestido com uma meia, no traseiro do gato, fazendo o bichano se movimentar em direção a porta. 


  - Sai, sai. - Ele disse, continuando a cutucar a gata com o pé, com todo cuidado para não machucar. 


A gata parou nos degraus e Louis bufou irritado batendo palmas para fazer a gata se mexer. 


  - Liv. - Uma voz feminina foi ouvida. Louis engoliu em seco percebendo que ele estava do lado de fora por culpa daquele gato idiota - Oh, Liv. - A garota de cabelos prateados apareceu invadindo o quintal e pegando a gata no colo - Não pode sumir assim, danadinha. 


Louis estava horrorizado. A garota estava beijando a bola de pelos. Ele achava aquilo nojento. 


  - Ela estava dentro da sua casa? - A garota perguntou, acariciando o animal - Desculpe por isso, ela foge de casa as vezes. 


Louis sorriu torto, forçado. 


A garota agradeceu e deu meia volta, saindo do quintal. Louis nem soube porque ela agradeceu. 


Fechou a porta e voltou correndo para o quarto. 


Ela se parecia com alguém. 


Ele observou depois de entrar no quarto e deitar no chão onde ele estava antes do bichano tirar sua concentração. 


Ela se parecia mesmo com alguém. 


Louis fechou os olhos e só viu preto. Respirou fundo. Continuou vendo só preto. 


Então pontinhos brilhantes começaram a aparecer naquele mundo escuro que ele gostava de visitar na imaginação. Ele estava flutuando em meio aqueles pontinhos brancos brilhantes e era como se ele estivesse voando em uma só direção, mas sem destino. Era infinito. 


Eram estrelas, ele estava viajando pelo universo, passando por galáxias brilhantes cheias de cores. Continuou assim por muito tempo como ele adorava fazer. 


Acabou dormindo assim, imaginando como seria sair da terra e voar por aquele espaço.


Louis sabia que era impossível. 


Mas talvez morrer fosse isso. 


Talvez morrer fosse voar pelo espaço infinitamente. 


E se fosse mesmo isso, ele ficaria satisfeito. 


Porque Louis não estava satisfeito vivendo. Viver era chato. Não que sempre fora assim, mas agora era. Porque Louis não tinha motivos para viver. 


Sua mãe ficaria triste se ela soubesse o que ele estava pensando e ele entendia isso. Mas ele achava que ela viveria em paz se ele não estivesse mais ali para deixá-la nervosa, porque era só para isso que ele servia, deixá-la louca. 


E Lottie... Bem, Lottie viveria em paz também, porque ela o odiava de todas as maneiras. Ele era o irmão mais velho chato que ela nunca quis ter. 


Então... As duas ficariam tristes se Louis se fosse. 


Mas nenhuma delas sentiria falta dele. 

Era isso que ele pensava. 


Ele tinha certeza que ninguém sentiria sua falta. 


Mas antes, ele precisava fazer algumas coisas, como por exemplo: Ouvir o disco Desintagration inteiro do The Cure três vezes para ele nunca mais esquecer; Fumar um baseado; Ele também queria fazer uma tatuagem, qualquer uma; Ser legal com sua mãe, pelo menos uma vez; Ajudar Lottie com qualquer lição de casa; E a última coisa era correr. Correr pela rua uma única vez, de preferência à noite e sentir o ar puro entrar pelos pulmões. 


Era isso. 


Ele conseguiria fazer tudo isso em pelo menos uma semana, não? 


Certo. 


Era estranho estar planejando a própria morte. 


Coisa de gente doida. 


Louis se considerava um louco de pedra. 


Mas morrer seria melhor, não teria mais que vegetar dentro daquele quarto, não teria mais que ouvir sermões, não teria mais que tomar remédios que o deixavam com ânsia. 


Seria melhor. 







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